A nota certifica que as regras estabelecidas pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) foram consideradas totalmente adequadas às recomendações internacionais para que as Instituições Financeiras (IFs) tenham recursos suficientes para honrar seus compromissos de curto prazo, mesmo em cenários severos de estresse. A avaliação “Compliant” sinaliza para investidores, agências de rating e demais agentes de mercado maior segurança para investimentos. Nesta rodada de avaliação, Austrália, Canadá e Suíça também receberam a nota máxima.

O relatório do Comitê de Basileia detalha a avaliação realizada sobre o arcabouço regulatório brasileiro do LCR, composto pela Resolução nº 4.401/2015 e pela Circular nº 3.749/2015. Essa avaliação faz parte do Programa de Avaliação de Consistência Regulatória (Regulatory Consistency Assessment Programme – RCAP, na sigla em inglês), estabelecido pelo Comitê de Basileia para garantir implementação completa, tempestiva e consistente dos padrões internacionais conhecidos como Basileia III.
“A obtenção da nota máxima é uma conquista importante para o país e reflete o compromisso do Banco Central em, não apenas assegurar o alinhamento das nossas normas aos melhores padrões internacionais de regulação prudencial, mas também garantir condições equânimes de competitividade de nossas instituições locais, em nível internacional”, explica Otávio Damaso, diretor de Regulação do BC.
Brasil sem lacunas
Os países membros do Comitê de Basileia assumem o compromisso de seguir as recomendações internacionais, as quais ajudam a elaborar por fazerem parte dos grupos técnicos que discutem essas orientações. O Brasil é membro do Comitê desde 2009. No fim de 2013, o país teve seu arcabouço prudencial relativo a requerimentos mínimos de capital regulatório também avaliado como “Compliant” pelo Comitê de Basileia. Acesse outras publicações do Comitê.