Notícia
20/10/2021

Pandemia e ESG dominam os debates na Conferência da IIFA

Pandemia e investimentos ESG foram os principais temas debatidos na 34ª Conferência da IIFA.

Os impactos da pandemia sobre a indústria global de fundos e a crescente importância dos aspectos ESG sobre os investimentos deram a tônica do primeiro dia da 34ª Conferência da Associação Internacional de Fundos de Investimento (IIFA, na sigla em inglês), aberta nesta terça-feira, 19, pelo nosso superintendente-geral, Zeca Doherty, que preside a entidade internacional.

“É inquestionável que a pandemia trouxe impactos para a indústria de fundos e para os mercados em geral. As medidas de distanciamento social, aplicadas em menor ou maior grau por diferentes países, acelerou a digitalização de atividades e mudou o comportamento do investidor”, disse Zeca na cerimônia de abertura, que aconteceu virtualmente.

No segundo painel do dia, sobre investimentos ESG (ambiental, social e de governança), ele destacou a resiliência da indústria de fundos brasileira, que passou pelo teste de estresse que foram os primeiros meses de pandemia e demonstrou uma solidez muito boa.

Em painel com as participações de representantes da indústria na Europa, Estados Unidos e Japão, Zeca fez um overview da nossa agenda para sustentabilidade. Destacou a consulta pública para identificação dos fundos ESG e o mapeamento para conhecer o nível de maturidade do mercado em relação ao tema.

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Ele explicou que a ANBIMA decidiu não desenvolver uma certificação ESG para os profissionais do mercado, mas, em vez disso, está incluindo o conteúdo ESG em todas as suas certificações. “Vemos como fundamental e muito importante ter profissionais de mercado preparados não só para lidar com o processo de investimento ESG, mas também para vendê-lo e explicá-lo aos investidores”, disse.

Com relação à regulamentação, Zeca pontuou que, no Brasil, o tópico de finanças sustentáveis ​​e princípios ESG tem sido tratado em um equilíbrio entre os legisladores e o setor privado. “Isso é muito bom, mas também coloca muita responsabilidade no setor privado, que vem trabalhando na definição de diretrizes, oferta de informações para os investidores e transparência, de modo a criar uma cultura de ESG”, explicou.

Todos os participantes destacaram o crescimento do interesse por investimentos ESG. Segundo Ian Bragg, vice-presidente para pesquisa e estatísticas do IFIC (The Investment Funds Institute of Canada), globalmente, há cerca de US$ 35 trilhões em ativos ESG. E este número só tende a crescer.

Marc-André Bechet, da  Alfi (Associação de Fundos de Luxemburgo), apontou que, em 2020, 52% de toda captação líquida foi para fundos sustentáveis. Ele também destacou a movimentação de grandes gestores de ativos em direção aos investimentos sustentáveis e preocupados em garantir que seus fundos estão enquadrados corretamente.