Brasil Fintech com Jihane Halabi - Fintechs e Inovação
A girani ralabi é bacharel em direito pelo Mackenzie e pelo Ibmec, com pós-graduações pela FGV e Luiz Business School, tendo feito carreira em escritórios de advocacia e empresas, e atualmente é sócia do escritório Hallabi e Chang e uma das coordenadoras do livro "Brasil Fintechs".
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Transcrição
A girani ralabi é bacharel em direito pelo Mackenzie hellene pelo Ibmec, tem pós-graduações pela FGV.
E Luiz Business School se não é a pronúncia, é essa mesmo. Luiz Luiz Business School, se não me engano, fica na Itália, é isso? Sim. Fez carreira em escritórios de advocacia, em empresas. Começou com esse negócio de tecnologias, fintechs há um tempinho, né? No Mercado Livre, pelo que eu vi aqui No No, no Mini currículo da gerani e ela é uma das 3 coordenadoras do livro Brasil fintechs.
E sócia do escritório, hallabi e Chang.
Me corrija se eu errei alguma coisa aqui ou se você quiser complementar também girando.
Então é isso mesmo. Eu comecei. É nesse mercado há mais de 15 anos.
Venho acompanhando e trabalhando.
De forma bastante, bastante próxima EE dentro para para ajudar a construir esse esse mercado. EEE hoje já há 10 anos atuando através do do meu escritor de advocacia, que é o halabix.
Legal, e sabe que eu. Eu fiquei muito, muito feliz quando eu encontrei OOOO livro Brasil fintech, né? Não só pelo conteúdo, mas porquê o livro Brasil fintech, você é uma das coordenadoras, né? Das 3 coordenadoras, você maresca e Bianca Lopes, certo isso?
E esse livro, ele conta com um pois você me corrige, não lembro, são 31 ou 33 autoras.
São 3131 autoras legal. Eu queria que você me falasse um pouquinho do propósito, não só do livro, mas desse projeto Brasil fintech.
Tá bom, Oo Brasil fintech? Ele nasceu com o propósito de de defender e demonstrar, através de um através da lente de um grupo multidisciplinar de profissionais que estão construindo esse mercado que o Brasil tem tudo para ser uma grande nação finintech.
Na verdade, AA escolha é de apenas mulheres, que é esse ponto que que você está levantando da da obra.
Isso, na verdade, não. O projeto Brasil fintech. Ele não começou com isso, então ele não veio dessa dessa ideia de de de ser 11 livro ou um espaço para a gente mostrar isso sobre a ótica é das mulheres, né? Mas na verdade é. É muito mais de.
A gente que está aqui dentro desse mercado, a gente vê como tem mulheres executivas construindo esse esse ecossistema, então porque não trazer estas pessoas que, por acaso, são todas elas mulheres, para contar o que está acontecendo dentro do do ecossistema, não é? Então AAAA, ideia é de consolidar.
Dentro de um espaço único, né? No livro materiais práticos, desenvolvidos por essas executivas incríveis do do setor.
Para contar o que que está acontecendo no Brasil e quais são as oportunidades dentro do que podemos chamado do mundo fintech, né? O que é que a gente quer com isso? A gente quer chamar a atenção do mundo e do Brasil para o que está acontecendo aqui, que é muito e incomparável. Podemos dizer com outros lugares do mundo devido a uma série de combinações.
Flores que a gente elenta dentro desse livro, né? E por que não? Isso é porque não isso não ser contado.
Por essas mulheres que estão aí dentro do do ecossistema. Então assim a gente não teve. É dificuldade em em encontrar essa 31 profissionais, muito pelo contrário. Assim, se a gente é fosse fazer um livro com todas as as mulheres que a gente conhece e acompanham e que e que estão por trás de dessa revolução do mercado financeiro, a gente teria feito já de.
De largada, uma seleção com 30 livros é Brasil, fintech de 1 a 30. Então assim é é, tem bastante mulher, sim, apesar de que é de não serem elas que que estão estampadas Na Na. Na capa da exame, né? É talvez seja isso, né? Eu fiquei duplamente contente porque eu fui buscar o livro pelo pelo conteúdo, né? Eu estava num momento montando uma disciplina sobre fintechs, então.
Além de conhecimento prático, você tem que ter literatura, tem que saber o que é que está acontecendo em outros países. Tem que ver o que está sendo publicado no Brasil, né? Então, primeiro fiquei contente pelo conteúdo e aí depois que eu vi, é, é, é.
As autoras falei, poxa, que que bacana isso, né? Porque?
É isso, a gente precisa é dar visibilidade para algo que tenha acontecido. Então, muito eu. Eu fiquei muito orgulhosa do do, do resultado do trabalho EE, da repercussão nisso e até para que venham mais questões como essa de de nossa. Mas é. É, é um mercado dominado por homens e não tem muitas mulheres. A gente nessa nessa busca por quem seriam é é as autoras do livro.
É, muitas vezes a gente recorre AA, até porque a gente criou uma é eu e as EE as outras 2 coordenadoras do livro, a gente criou 11 narrativa, né? Que que veio AA se transformar no sumário é para indicar o que é que a gente gostaria de tratar nesse livro e daí muitas vezes a gente foi atrás de pessoas da indústria para tem indicações de nomes, enfim, a gente realmente queria trazer as melhores profissionais.
E muitas vezes a gente teve um retorno de ai, mas mulher não tem muito, vai ser difícil, então acho que é EEE. No fim, não foi. Foi muito fácil e somos, somos muitas, somos várias, então acho que é bacana também trazer esse tipo de questionamento EEEA resposta através do livro, né? Ainda que não seja esse Oo objetivo e o propósito, mas ele também atende um pouco à à à essas perguntas que até então só tinham as respostas óbvias do tipo, ai, realmente precisamos fazer alguma coisa para mudar isso?
Não, já já está mudando e a gente tem. Tem bastante mulher aí por trás do que está sendo construído. Legal, muito bom.
O capítulo que você escreveu que o livro Brasil fitex ele é sobre é falar sobre regulamentação, regulação de meios de pagamentos, né? Supondo que algum dos nossos ouvintes aí queira se aprofundar nesse tema de regulação de meios de pagamentos.
Eu queria saber se esse capítulo do livro, se ele é um bom ponto de partida aí pra estudantes de direito, né? Ou pessoas que que já atuam na área de direito, mas queriam se aprofundar em meios de pagamento.
E quais outras Fontes esse profissional poderia acompanhar para estar atualizado em relação à normatizador, a normatização desse setor.
Olha, eu entendo que que sim, é um bom ponto de partida, é, apesar de não ter sido 111, artigo escrito é.
Por alguém que está completamente iniciando no setor, mas por que que eu entendo que que ele é um bom ponto de partida, porque ele traz uma é narrativa da evolução regulatória dentro de pagamento e Eu Acredito e daí? Já respondendo à segunda parte da da sua pergunta que?
Primeiro de tudo, é muito importante conhecer o mercado EE conhecer não só a história do.
Do do avanço regulatório, ou todo acabouço-regulatório.
Que circunda Oo ecossistema, mas conhecer o ecossistema, então, na verdade, assim a gente é é, tem historicamente no Brasil, a parte regulatória é muito como resposta da das transformações de mercado. Então às vezes vem muito, é é, vem a transformação do mercado e há legislação, a regulamentação ela vem para tentar acompanhar. É o que a gente vê do que tem acontecido. O que aconteceu com a 1286 5, por exemplo, e com todas as as regulamentações posteriores com relação ao.
Tema?
É que muitas vezes ela, ela traz o pavimento, não necessariamente uma resposta. Aí, tanto que a gente é, viu aí que eu vou comentar um pouco mais pra frente com relação a ao pispe, né? O iniciador de transação de pagamento, que que na verdade a gente tinha, tá? A gente tem uma regulamentação, e aí o que é? Não sabemos agora. A gente até sabe um pouco mais, né? Mas quando Ela Foi criada, então ainda não sabemos, ainda não temos muito essa, essa, essa figura dentro dentro do mercado.
Então eu entendo que o mundo de de fintech não, não só de de pagamento, é ele é um mundo que você precisa conhecer o funcionamento do mercado e isso eu acho que é uma coisa que é super importante para o estudante de direito ou pro pro pro, ja advogado ou enfim, alguém que atua dentro do mercado do direito, que é sair do backoffice. Eu acho que esse profissional ele precisa sair do backoffice.
Vínculo fonte, entender do negócio, porque sem ele não adianta você buscar literatura sobre a regulamentação ou a regulamentação em si ou ou é opiniões e compreensões, leituras, interpretações da regulamentação. Se você não conhece o mercado, então eu acho que o ponto de partida real é você conhecer o mercado, você entender as transformações que estão acontecendo, o os novos modelos. Como que isso é? Caminhou Na Na. Na história a gente está falando de pagamento, por exemplo, do varejo, então acho que isso é o grande ponto de de partida e o grande ponto.
É inicial, e eu tentei trazer. É um mix desses 2 dentro do dentro desse meu artigo, até porque a ideia é que ele não fosse um artigo, por mais que ele, ele seja um artigo que trata é da evolução da regulamentação, ele não ser um artigo jurídico, ele não é um artigo académico do direito, então ele traz, é. É contextos que que que falam um pouco do do mercado também.
Muito bom, eu concordo plenamente. Acho que a gente pra atuar nesse mercado, sendo da área de direito, sendo da área de finanças, sendo da área de tecnologia, independente da área que você, você vai atuar. Você precisa entender Oo negócio e entender um pouco desses pilares, né? Tá bom, você é da área de direito da área de de de regulação, mas você precisa entender o negócio. Você precisa entender um pouco de finanças, você precisa saber quais tecnologias estão por trás daquele negócio, né? Porque.
Poxa, tem. Tem tanta coisa aí amarrada com tecnologia.
Né? LGPD open finance tem tanta coisa aí que está amarrada, né? Não, não só AAA regulamentação de cada setor, mas é, é OAA infraestrutura desse negócio, né? Com certeza eu vou pegar 11 trechinho aqui, sabe que é, é complicado quando a gente é quando a gente fala ou quando a gente escreve alguma coisa, né, essa coisa fica registrada. Eu peguei um trechinho do.
Capítulo que você é é, escreveu no livro, que fala justamente sobre a lei de e-mails de pagamento, né a 1286 5.
Você disse que ela é atemporal.
Principiológica e conceitual e vem a revolucionar a forma como fazemos pagamentos, viabilizar a entrada de novos players e o desenvolvimento de muita inovação. Eu queria que você comentasse esse esse trechinho aqui que eu achei bem legal, é, é bacana. Eu queria que você comentasse um pouquinho.
Olha, eu escrevi esse artigo é há uns 7 meses atrás, e eu lembro como se fosse agora, eu escrevendo esse esse trecho, porque realmente é algo que.
Que Eu Acredito e que eu vejo é. É no.
Dia da da da das revoluções, né? Do caminho de de como que as coisas estão estão indo e para onde estão sendo direcionadas, né?
Há há 12 865 é considerado um Marco regulatório para os meios de pagamento, uma vez que ela traz um conjunto de de regras que disciplinam as transações de pagamento. Além de recepcionar regras já estabelecidas pelo mercado, como no caso das regras de Bandeira e algumas já utilizadas pelo próprio banco central.
Hum, além dessas regras gerais, é a lei, ela traz conceitos com.
Conceitos importantes e básicos, como conceito de serviço, arranjo, instituições de pagamento. Sem falar que ele inclui as empresas, as instituições de pagamento no SPBE dá competência para o banco central para regular a respeito. Não é o que também leva a ser a base.
O banco central pudesse instituir Oo sistema de pagamento instantâneo. O Pix, então a gente eu realmente eu entendo que que ela traz essa essa questão é.
Conceitual e atemporal, porque ela cria 1111 arcabouço regulatório e 1 e 1 base para que todo o resto seja criado. Acho que na hora que você traz, por exemplo, o conceito de o que é que é? O que é que são serviços de de pagamento, por exemplo?
Que são é? É atividades privativas de de instituição de pagamento. Na verdade, ela não usa essa palavra privativa, mas são as as típicas, né? Então, as atividades típicas é, ela traz um desenho.
Do setor e até gera, é? É, algumas confusões, algumas confusões. Elas são geradas ali porquê? Porque quando a gente fala em serviço de pagamento, instituição de pagamento.
São expressões que já são utilizadas, que sempre foram utilizadas, mas que não necessariamente elas estão, é é refletidas ali na lei, né? Então a lei ela delimita um pouco, é do que é isso. Isso acaba trazendo uma confusão para o leigo.
Com relação para o para, o, para o leigo.
Jurídico dessa dessa história. E daí? Precisa ter ali OOO advogado especialista, tentando delimitar o que que é esse espaço, né? Em termos de de princípio, a gente tem o artigo sétimo da lei.
É que traz quais são os princípios que devem nortear esses serviços de pagamento. Então a gente tem ali alguns princípios, como inclusão financeira, atendimento à necessidade dos usuários, confiabilidade, segurança é desses serviços, né? O que é bacana também porque ele traz um ambiente de uma segurança jurídica.
Jurídica e também 11 segurança do do do mecanismo de funcionamento desse tipo de de.
De serviço de forma AA, deixar a trazer 111 espaço mais atrativo e mais confortável para o surgimento de de novos negócios, não é? Quando a gente fala em em inovação e novos players.
A gente pode citar que, além dos pagamentos instantâneos e do open banking, a gente teve o ano passado a regulamentação de um novo tipo de instituição de pagamento, né? Como eu comentei, o iniciador de transação.
De pagamento, pode?
Só pode existir se desenvolver de forma mais ágil e segura graças a base regulatória da 12 865 e as regras publicadas pelo banco central desde então.
Muito bom.
Eu vou. Eu vou fugir um pouquinho aqui do do, do jurídico, né? Você falou da da 1286 5, né? Que ela dá a estrutura para o que depois é.
Se transformou No No Pix, né?
Desde a criação do do STR, né? Sistema de transferência de reservas lá no ano de 2002, a gente já tinha tecnologia para liquidações financeiras em tempo real.
Né? Tecnologia pra isso já existia. Por meio da da da intermediação da das cleelings, né? Só que essas liquidações, elas aconteciam só em dias úteis. Normalmente você tinha o piloto de reservas, né? Uma pessoa responsável ali por aprovar ou não aprovar transferências acima de determinado valor na dentro das instituições financeiras, né? EE isso acontecia em dias úteis e dentro de uma.
Janela de tempo, né? Dentro de um período limitado, é o que que OOO sistema de pagamentos instantâneos ou SPI, né? Onde é processado? Pix é que que ele tem de inovador na, na sua opinião em relação ao que a gente já tinha antes.
É bom? Na pergunta anterior, eu eu falei da da 12 865, né? Como? Como é uma das bases aí pro pro SPI, mas a gente também tem, né? Ainda é. É fugindo pernod do leagel. A gente teve aí AAA lei 10214 de 2001, que foi um dos alicerces para a transformação, é das chamadas infraestruturas de mercado financeiro. Não é uma vez que ela possibilitou a criação.
Do do STF?
Em em 2002, que acabou trazendo redução de risco sistêmico, é ao impedir os lançamentos a descobertos nas contas reservas, né? Reservas bancárias?
Essa mesma lei?
Agora é. É 20 anos. Depois, ela fundamentou o sistema de pagamentos instantâneos, né? OSPI, que que é uma infraestrutura de mercado financeiro centralizado, que é destinada à liquidação 24 por 7 dos pagamentos instantâneos, né? Diferente da janela estabelecida pelo pelo STR, ou seja, ela permite a liquidação centralizada em tempo real do Pix, né? Sem sem isso, não não seria viável.
Oo desenvolvimento do do do pagamento instantâneo no Brasil, OP.
I é, ele também busca trazer eficiência de custo de liquidação do Pix, o que acaba corroborando com a inclusão financeira, que é um dos grandes pilares da agenda bserrestre do do banco central e também possibilita que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo banco central possam participar.
Do arranjo, ainda que de forma indireta, né? Via via um participante direto e isso também traz AA questão da da, da equidade, né? E de você facilitar é AA entrada de novos players, né? Os chamados é novos entranques e também aumentou o nível de segurança do do ecossistema como um todo, apesar de que é é, é de que eu acho não só eu, isso é uma coisa que Oo os especialistas têm discutido bastante, ainda precisa ser bastante aumentada, né? Esse, esse, essa questão da segurança e.
E quem sabe como que isso vai se desenvolver? Se isso vai ser através de de vai ser? Através de de de blockchain ou ou não. Aí são discussões, é é futurísticas, pero no mucho. Então é, enfim, na hora que ele Visa aumentar esse nível de segurança do ecossistema e enquadrando todas as instituições que oferecem o Pix como integrantes do SPB, né? Alguns é, é até num num contraponto disso, né? Alguma alguns dos novos entrantes entenderam isso como uma forma.
De dificultar a entrada de novos players, mas, por outro lado, assim é, é, é necessário. 11 é garantir um ambiente mais seguro para que tudo isso possa se desenvolver de uma forma mais mais sólida e com com com maior adesão e com menos risco, inclusive para para o usuário final.
É normalmente a gente. Quando a gente acompanha notícias aí, né em TV?
Jornais, revistas, internet, normalmente eles pegam no na exceção, né? Então, por mais que que Oo spi o Pix? Ele venha com 11 camada de segurança maior.
Como a gente tem muitas instituições que estão.
Conectadas nesse sistema e às vezes acontece em uma instituição isolada, né? Você tem um vazamento ali de é de de, de centenas ou de milhares de clientes, né? Se a gente for ver o tamanho desse negócio, onde a gente tem milhões de pessoas, transacionando, né esse, essas centenas, esses milhares acabam sendo.
É uma. É uma porção pequena.
É embora eu. Eu concordo que tem. A gente tem que trabalhar muito para que isso se minimize ainda mais. Você você falou em questões futurísticas aí, né, blockchain?
EE eu eu destaquei que no livro você também fala aqui no Brasil tem mais de 1000 fintechs, né? E alguns casos de verdadeiro sucesso, mas que isso seria somente a ponta do iceberg, né? Porque o setor ainda estaria em um estágio inicial. Isso, isso é algo que os especialistas em fintechs seja especialista em na área jurídica, na área de tecnologia, na em áreas de negócio.
Meios de pagamento, criptoativos.
É, é em crédito todos que eu estou conversando tem falado isso, né? Faz até aquela comparação de lembra. A internet, lá nos anos 90? Então, ó, a gente está nesse momento aqui para é, é para esse ambiente fintech? É. Então eu queria saber a.
Última pergunta que eu vou te te fazer, tá? Queria saber como que você vê o futuro do mercado de pagamentos?
Vou fazer, vou. Vou engatar 3 aqui, tá? Vou se. Se se esquecer de alguma depois eu te eu te lembro. Então, primeiro, como você vê o futuro do mercado de pagamento?
Aí uma segunda que é não só do mercado de pagamentos, mas de fintechs de forma geral, tá o mercado financeiro.
E a terceira?
Que que a gente pode aguardar ainda, em termos regulatórios?
Tá é com relação AAA esse dado, né? De de mais de 1000 fintechs, né? Com certeza é, já somos muito mais, né? Já que esse esse dado é do relatório do distrito do, do começo do ano passado.
O mercado tem muito o que crescer, né? As oportunidades elas são imensas. Então Oo aquele clássico o Brasil, são 34000000 de desbancarizados, ao passo que quase 80%.
Da população é possui telefone celular, sendo que boa parte dessa população que possui telefone celular é não tem acesso, né? AAA infraestrutura financeira não tem a acesso AA banco ou a um serviço de qualidade bancário, então a gente vê que isso, por si só já transforma o Brasil num num mercado com um potencial de exploração muito grande.
Como tendência real é não podemos, claro, deixar falar do Pix. A gente vem falando aí desde do do começo na.
Que, na minha opinião ele vai consolidar o movimento out o online to offline no Brasil.
Como foi com a experiência chinesa? É, é daí até ainda dentro desse meu universo, do do achismo.
Eu Acredito que o open banking ele favoreça um cenário em que as fintecs tenderão.
Mais protech do que para o fim, No No sentido de de focar mais em tecnologia para a segurança. Antifraude é desenvolvimento de plataforma omnichannels.
A experiência do usuário enquanto as é instituições financeiras, elas vão direcionar os seus esforços mais para a infraestrutura dos serviços financeiros em si. É bem casersuvice como a gente já já vê, é é acontecendo bastante por aí, né? Inclusive é, é colaborando com isso. E falando em open banking.
A nova figura regulada, né? O iniciador de serviços de pagamento.
É uma instituição de pagamento que tem autorização do usuário pagador para acessar seus dados e informações, mas não participa do fluxo financeiro, né? Eu acho que isso reflete também, é. É isso que eu quis dizer da história do mais tech do que fim.
AA própria implementação, né? Do open banking, o acesso a novos produtos e serviços.
É, vai ser normalmente ampliado, né? Fácil ao compartilhamento dessas dessas informações de usuários é é entre participantes do mercado. Isso com certeza vai trazer muita transformação nos serviços e no relacionamento com o cliente. Então essa essa parte até do relacionamento com o cliente e falando muito mais do fluxo, é informacional da da história. Ela traz esse lado TEC, ela traz essa.
Ela. Ela coloca, é, é. As empresas de tecnologia para fazer aquilo que elas é. É é que elas têm expertise em fazer e onde a gente acredita que tem bastante espaço para aquecer, porque no fim do dia OA gente está falando muito do do, do tipo de de serviço a ser prestado, da qualidade desse serviço. Então, quando você traz a história do do piso, do do, do iniciador de de transação de pagamento de serviços, de pagamento, ele tem.
É. É novidade do.
Do ponto de vista, se você for pensar stricto senso do pagamento, ele traz uma nova possibilidade de experiência e essa experiência ela vai além de um serviço financeiro. Terceiro, ela, ela vem através de tecnologia e a tecnologia aliada AA às práticas de inovação.
Abriu um caminho sem volta para as transformações do mundo físico.
Por meio do mundo digital, não é? Então acho que é também a gente nem está falando apenas de tendência, mas sim, constatando, é o que já existe. Os brasileiros estão cada vez mais digitalizados, né? Quando a gente teve No No, no primeiro ano de de pics, o número de transferências é entre pessoas.
Por Pix superou Oo número de de de transferências somadas realizadas. É por Ted DOC.
EEE, boleto. Então assim é, você percebe que Oo consumidor, ele grita, é por isso. Então o número de novos usuários de bancos digitais mais do que dobrou No No ano passado. E a gente é tem visto cada vez mais a fintechização de empresas do do do mais diversos segmentos, né? Nesse sentido é que eu digo que eu também vejo o banco central.
Exercendo um papel de agente inovador, né?
Podemos dizer que o que o mercado ele tem se desenvolvido intensamente por.
Muito por ser respaldado pelo pelo banco central e ancorado pelo desenvolvimento do do comércio eletrónico, ainda mais agora, em momento de pandemia, que daí a gente viu também 1111 força maior do mercado do comércio eletrónico, apesar de que a gente vê essa esse aumento desde de 2005 EEEO maior alcance da tecnologia aos consumidores. Quando a gente traz, por exemplo.
Essa informação de 80% é é dos brasileiros com mais de 10 anos. Têm telefone celular, né? Uhum. Eu ainda acho que que a gente vai ver é muita coisa. O que a gente ouve dos especialistas de mercado é que os próximos 5 anos serão. É é de transformação gigantesca. Eles vão andar ainda mais rápido do que foram os últimos 5 anos e sem contar que muito provavelmente.
Eu nem digo que é muito provavelmente, na verdade eu nem sei se Eu Acredito nesse, muito provavelmente, mas.
É o. É o muito provavelmente pela expectativa que o banco central é, tem passado que esse será o ano da criação do do real digital, que é a terceira forma. É da nossa moeda isso eu acho que é o que a gente tem aí de expectativa. É de nova regulamentação, que que vai vir e isto vai transformar bastante, né? Inclusive a gente hoje, inclusive, dia 11 de de fevereiro, é o prazo para inscrição do programa, lançado em dezembro pelo banco central do Lyft challenge, que é um Lift específico.
É para abarcar projetos que tratam é de soluções que envolvem o real digital. Então assim, você já vê também um ânimos do do banco central e.
Estudar como regular é é esses esses novos negócios que podem surgir com com real digital? E quando a gente está falando de real digital, pensando em novos negócios, a gente abre um espaço para uma revolução financeira gigantesca, não é? Então, a gente?
Começa a abrir conversa, inclusive sobre deep fi. É é ainda ainda que OA expectativa seja que o real digital seja distribuído de forma centralizada e não descentralizada. Mas isso traz uma abertura muito grande.
Pra assuntos e temas como smart concrets, então, são ainda temas muito pouco explorados No No Brasil se comparado com com o resto do mundo. E sem contar que a gente também vai ter que ver muito do que vai acontecer com relação às instituições que já estão reguladas, né? Então a gente vê, com relação à pisp, a gente tem ainda muito a ver o que é que realmente vai acontecer com com o piso, então a gente com certeza vai ver ainda muito.
Muita regulação é vindo do do do banco central. É sobre o tema. Enfim, é, eu acho que a gente caminha realmente para 11 Brasil enquanto nação, fintech que eu realmente acredito que o Brasil tem tudo para ser uma grande nação fintech. E eu fico muito feliz de de, de ser uma da dos diversos agentes que estão trabalhando nessa nessa transformação.
Certeza girrani. Muito obrigado por compartilhar aqui seu seu conhecimento, a sua.
Visão as suas expectativas também, né? Super obrigado, acho que foi super legal a conversa, Erick, muito obrigada a você pelo pelo convite. Fiquei super contente, eu adoro, é é participar desse tipo de iniciativa, porque eu acho que são, é. É nessas trocas que a gente também corrobora para o desenvolvimento do do ecossistema e.
EE eu espero com isso também incentivar.
Pessoas que estão começando a se interessar pelo pelo tema agora porque não tem muito como a gente fugir disso, isso, isso. Isso não é mais uma uma área, seja uma área de negócio, como uma área.
Do direito, acho que isso é faz parte da da estrutura, do desenvolvimento económico do do país e uma presença é cada vez maior do Brasil No No cenário Internacional.
Muito obrigada. Bom, valeu.
Perguntas e respostas
Quem é a Girani Ralabi?
A Girani Ralabi é bacharel em direito pelo Mackenzie e pelo Ibmec, com pós-graduações pela FGV e pela Luiss Business School, na Itália. Ela fez carreira em escritórios de advocacia e empresas, e há mais de 15 anos atua no mercado de tecnologias e fintechs. Atualmente, é sócia do escritório Halabi e Chang e uma das coordenadoras do livro 'Brasil Fintechs'.
Qual é o propósito do projeto 'Brasil Fintech'?
O projeto 'Brasil Fintech' nasceu com o propósito de defender e demonstrar, através da lente de um grupo multidisciplinar de profissionais, que o Brasil tem potencial para ser uma grande nação fintech. O projeto visa consolidar em um espaço único, como um livro, materiais práticos desenvolvidos por executivas do setor para mostrar o que está acontecendo no Brasil e as oportunidades no mundo fintech.
Quantas autoras contribuíram para o livro 'Brasil Fintech'?
O livro 'Brasil Fintech' conta com a contribuição de 31 autoras, todas mulheres que são profissionais atuantes no ecossistema fintech.
Qual é o objetivo do capítulo escrito por Girani Ralabi no livro 'Brasil Fintech'?
O capítulo escrito por Girani Ralabi no livro 'Brasil Fintech' aborda a regulamentação de meios de pagamentos. Ele traz uma narrativa da evolução regulatória dentro desse setor, sendo um bom ponto de partida para estudantes de direito ou profissionais que desejam se aprofundar na normatização desse setor.
Por que a Lei 12.865 é considerada um marco regulatório para os meios de pagamento?
A Lei 12.865 é considerada um marco regulatório para os meios de pagamento porque traz um conjunto de regras que disciplinam as transações de pagamento, além de conceitos importantes como serviço, arranjo e instituições de pagamento. Ela também inclui as empresas de pagamento no SPB e dá competência ao Banco Central para regular o setor, possibilitando a criação de inovações como o Pix.
O que é o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) e qual sua importância?
O Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) é uma infraestrutura de mercado financeiro centralizado destinada à liquidação 24/7 dos pagamentos instantâneos, como o Pix. Ele permite a liquidação centralizada em tempo real, trazendo eficiência de custo e segurança, além de facilitar a inclusão financeira e a entrada de novos players no mercado.
Qual é a relação entre a Lei 10.214 de 2001 e o SPI?
A Lei 10.214 de 2001 foi um dos alicerces para a transformação das infraestruturas de mercado financeiro, possibilitando a criação do STR em 2002 e, posteriormente, fundamentando o SPI. Essa lei ajudou a reduzir o risco sistêmico e permitiu a liquidação centralizada em tempo real, essencial para o funcionamento do Pix.
Quais são as tendências futuras para o mercado de fintechs no Brasil?
As tendências futuras para o mercado de fintechs no Brasil incluem a consolidação do movimento online to offline (O2O), o desenvolvimento de plataformas omnichannel, a maior digitalização dos brasileiros e a fintechização de empresas de diversos segmentos. O Open Banking também deve favorecer a criação de novos produtos e serviços, ampliando o acesso e a inovação no setor.
O que é o iniciador de transação de pagamento (PISP) e qual sua função?
O iniciador de transação de pagamento (PISP) é uma instituição de pagamento que, com autorização do usuário pagador, acessa seus dados e informações para iniciar transações, mas não participa do fluxo financeiro. Ele é uma figura regulada que visa facilitar a experiência do usuário e promover a inovação no setor de pagamentos.
Quais são as expectativas regulatórias para o mercado de fintechs no Brasil?
As expectativas regulatórias para o mercado de fintechs no Brasil incluem a criação do real digital, que será a terceira forma da moeda nacional, e a regulamentação de novos negócios que envolvem essa moeda digital. O Banco Central também deve continuar a desenvolver regulamentações para novas figuras como o PISP e outras inovações no setor.
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