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Finanças e riscos com Karina Bellinfanti - Fintechs e Inovação

Karina Benefante, partner e Red de finanças e riscos em um banco digital, discute a evolução do setor bancário, destacando a importância da tecnologia, a agilidade das fintechs e os desafios regulatórios e de sustentabilidade enfrentados pelas instituições financeiras modernas.

Transcrição

A Karina benefante é bacharel em administração de empresas pela PUC MBAE pela fipecaf, iniciou carreira e empresa de auditoria, né? Em uma das big for, depois, trabalhou em 2 grandes bancos na data. Na data da gravação desse episódio, Karina ocupa a posição de partner e Red de finanças e riscos em um banco digital. E além disso, é sócia de uma operação de e-commerce de vinhos brasileiros. Tem isso também, né? Karina? Tá tudo certo aqui, tem alguma coisa pra mudar nesse currículo? Não só acrescento também que eu tenho diploma de contabilidade. Eduardo em contabilidade, também é auditora, né? Exatamente e. Contadora, né? Por muitos anos, é verdade, muito bom. Bom é Karina antes de fazer a primeira pergunta, primeira pergunta, eu, eu. Eu IA falar que OC 6 é um banco digital, mas tem 11? Não, não digo que é uma polémica, né? Mas alguns classificam. Bancos como OC 6, como neobanks bancos digitais é banco digital. Alguns falam, ainda usam o termo fintech e até hoje, numa discussão em aula 11 aluno falou, é, mas eu conheço uma pessoa do c 6 que não gosta, diz que não. Eles não gostam de usar o termo fintech, então queria primeiro antes de fazer a pergunta mais técnica, falar um pouquinho disso, como é que você enxerga esse esses termos e aplicação deles no banco que você atua? Tá bom, é não, não é que a gente não goste, né? A gente não tem absolutamente nada contra o termo. É como a gente se vê. A gente tem aí 4 anos de operação, é o lounge do banco ao público. É, tem algo em torno de 3 anos. Ainda que a gente tenha começado uma operação e isso foi lá em 2019. Bastante focada, por exemplo, em cartão de crédito. Logo a gente obteve. A nossa licença bancária, a gente tem uma licença bancária completa, né? Que inclui, por exemplo, licença de câmbio e tal que são coisas acessórias. Então hoje a gente se vê realmente como um banco, é um banco completo e a gente se diz um banco tecnológico, porque um banco tecnológico, porque a gente construiu uma plataforma partindo do zero. Com metodologia e com ferramentas muito modernas, que nos permitem ter muita agilidade e escalabilidade do banco, a gente atua efetivamente apenas pelo meio digital. Então se você vai se conectar com 60, você vai falar pelo aplicativo, pelo chat, por um canal de atendimento telefônico. A gente não tem nenhuma. Que é rede de agências, mas a gente não foge e nem gostaria. A gente tem muito orgulho de ser um banco. Somos um banco, um banco completo, com uma plataforma tecnológica muito avançada e com atendimento exclusivamente digital. É isso que a gente é. Legal. Bom, então agora eu vou fazer a primeira pergunta é, eu sei que você tem experiência em bancos tradicionais, bancos grandes, inclusive, é antes de ingressar No No C6. Eu queria que você falasse um pouquinho da diferença de trabalhar em um banco tradicional e um banco tecnológico, um banco tecnológico. Olha, eu acho que a maior diferença para mim é a velocidade, né? Quando a gente olha. E a gente? Outros podem não ser. Bancos, podem ser financeiras, podem ser meios de pagamento. Outras empresas, por exemplo, como num Nubank, que tem um crescimento também. É admirável, de quantidade de clientes, oferta de produtos tal a gente vê que são instituições, assim como nós. OCCISA sim, também é como a gente investe numa plataforma muito, é uma plataforma tecnológica muito Moderna. A gente tem a oportunidade de se construir do zero, que a gente vê é que bancos ou fintechs ou é empresas de pagamento, qualquer outra coisa que são tão tecnológicos quanto a gente, ou são, ou também paultam pela tecnologia como a gente. De velocidade muito alta, seja para, por exemplo, para a gente mudar alguma coisa para um fluxo de John Born, pra gente. Ordem de cliente para a gente é implementar um novo produto na nossa plataforma para a gente escalar a nossa plataforma para a gente é é crescer a quantidade de clientes que a gente atende. É tudo isso. É muito rápido num banco que se construiu tecnologicamente do zero. A gente não tem o que a gente chama de legado, né? Então, acho que essas são as grandes diferenças. É, é a velocidade na implantação, tanto que nós, por exemplo, temos, aí vamos para 3 anos de mar aberto aí de Conquista de clientes. A gente deve celebrar em breve a marca aí de 15000000 de clientes. Então é. É um número absolutamente. Representativo para um banco tão jovem como nós, com certeza. E já que a gente está falando de de tecnologia, é. Os produtos bancários, os os sistemas, né? De de de produtos bancários, sistema de empréstimos, sistemas de renda fixa, é sistemas de conta corrente. É, no geral, esse tipo de sistema EE outros aí comuns pra pra instituições financeiras é um banco. Num banco tecnológico num c 6. Tem mais sistemas de terceiros ou mais desenvolvimento interno comparando com os bancos tradicionais que você conheceu? É, eu acho. Assim é, a gente tem de tudo. A gente tem desde desenvolvimento interno até plataformas de terceiros. É. Para nós, o que é relevante é o seguinte, a gente trabalha numa, numa estrutura de tecnologia muito Moderna, então nada é tudo. Se pluga, é como se fosse um grande lego, né? Tudo se pluga numa camada de interação com o banco. Então, seja uma plataforma de terceiros, seja alguma coisa que eu desenvolvi, aquilo é plugarável ou desconectado, muito rapidamente para que a gente possa fazer as substituições necessárias. É dessas peças que a gente pode usar internas ou de terceiras, mas com bastante agilidade. Então é. É trocando em miúdos aqui o que eu acho que esses, o que nós fazemos, imagino que outros bancos tecnológicos, como nós, ao fintechs tecnológicas fazem é desenhar uma plataforma que as coisas não se amarram ou ou ou não se fixam umas nas outras de forma muito complexa. Então, o que você é, coloca módulos que você contrai de mercado ou que você desenvolva conectados a uma estrutura de tecnologia que é sua, né? Uma camada de tecnologia que é sua, mas que essas aplicações, por exemplo. É aplicação do serviço de cliente, aplicação de é um sistema corebank ou aplicação num sistema de contabilidade, eles aconteçam numa plataforma nossa e de forma muito plugável, desplugável rapidamente. Então, acho que isso é o básico pra gente, pra ser muito veloz. Hum-hum, legal. E você. Você mencionou que até diferente de algumas é é de algum. Alguns outros bancos mais jovens, né? OC 6 ele tem licença para ser um banco completo? É, uhum. E isso traz algum, acho que principalmente para tua área, né? Para áreas que estão próximas aí. Finanças, riscos, compliance traz um custo, traz trabalhos adicionais. É, quais vantagens é de ser um banco completo, compensam esses custos do do compliance? É, de fato, quando você tem uma licença bancária completa, você tem que cumprir com todos os ritos, as as uma. Obrigação é forte, mas assim com todas as determinações do banco central, o banco central é um órgão de facto, é de altíssima qualidade. No Brasil a gente. A gente vê é que o Brasil já passou de tudo, né? Nas últimas décadas, mas tem o sistema financeiro muito sólido em grandessíssima parte porque o banco central é 111, banco central de muita qualidade técnica. Realmente ele tem uma visibilidade bastante completa de quais são os riscos do sistema financeiro nacional, e ele atua. É muito fortemente implantar controles, limites que mitigam ou que, de alguma maneira, é regulem esses riscos. E ele tem feito isso com muita, é com muita qualidade. Então quando você vai para uma licença bancária, obviamente você sabe que vai ter que cumprir com todos os ritos do banco central que não são poucos. O banco central começa, por exemplo, por ter uma contabilidade diferente do que tem outras instituições, né? A gente sabe que o Brasil é instituiu o Comité de políticas contáveis, que fez. Uma é é harmonização das regras contáveis brasileiras. As regras contáveis internacionais ao IFRSEO banco central, ele tem a premissa ou não de aceitar esse, esse CPCS ou de colocar uma regra diferente, conforme ele julgue que traz mais benefícios ou traz mais estabilidade ao sistema financeiro. Então já parte disso, você já tem uma contabilidade diferenciada, você tem uma estrutura de reporte que também é uma estrutura não complexa, mas que traz bastante obrigações, né? Então tem que mandar uma série de informações. Começa pelas informações diárias, né? Assim você. Dá uma série de informações para o banco central sobre o total de recursos que entram, o total de recursos que sai, como é que está a tua posição de clientes? Algumas coisas em bases diárias, você é uma série de informações mensais, então todos os balancetes individuais consolidados, posição de clientes, né? Que é Oo tal do SCR? A central de risco do banco central. Você manda todos os repórteres regulatórios e, dependendo do porte da instituição, você tem um pouco mais de complexidade ou um pouco menos de complexidade nos envios desses reportes de riscos? Mas, de alguma maneira, alguns repórteres, em qualquer que seja a complexidade da instituição, eles são necessários. Você tem que cumprir com as regras mínimas de capital regulatório, que é a Basileia. Só quem está sujeito a ter uma licença bancária ou for uma instituição de pagamento ou uma financeira regular pelo banco central. Está mesmo? Quando você está sujeito a regulação do banco central, se você tiver diferente tipos de licença, você ainda pode ter algum tipo de mais obrigações regulatórias, que é o caso do banco ou mais obrigações de requerimento de capital, que é o caso do banco. Você pode ter algumas coisas mais simplificadas, que é o caso de instituições de pagamento. Quando você entrar, ele tem trabalhado muito bem em acabar com essas assimetrias, então. Eu acho que quando a gente tem esse tipo de assimetria entre tipos de instituições, o banco central logo observa e ele, de alguma maneira é implemento. Atualiza alguma regra para acabar com a assimetrias, mas, de facto, às vezes temporariamente, tem. Então é ser um banco, traz obviamente, o máximo. De regulamentação do banco central e cumprimento. De? Processos, né? Bem, como você falou de revisão de risco, de compliance, de é é contábil que se pode ter hoje em dia, eu acho para qualquer empresa que dentro do Brasil, mas obviamente, só pode ter um portfólio de serviços completos. Quem tem uma licença bancária? Então, por exemplo, se você não é um banco, se você é uma instituição de pagamento, você tem restrições no tipo de conta corrente que não se nem a conta corrente né, geralmente pode fornecer uma conta de pagamento do seu cliente. Tem uma restrição no que se pode fazer nessas contas é? Você tem restrições regulatórias de determinados produtos que você pode oferecer. É quando você tem uma licença bancária. Você tem uma Liberdade máxima para oferecer todos os produtos que estão disponíveis pelo banco central. A gente tem uma licença não só completa. A gente busca algumas alternativas. Por exemplo, eu vou dar um exemplo, aqui a gente tem a licença de câmbio do banco central, então eu posso fazer. Entrada e saída de recursos do exterior para clientes. Isso, por exemplo, me dá oportunidade de ter um produto que hoje em dia é um produto. É chave aqui para OC 6 que a gente brinca que é a conta global. Então, quem quem conhece o produto? A Dora é qualquer cliente, pessoa física, pode ter um cartão de débito no exterior em que ele vai fazer as suas compras. No débito é OIOF, é um IOF. De remessa de recursos não OIOF de compras no cartão, ou seja, um IOF diferente e menor, e a gente também oferece um spread bem menor para o cliente. Quando ele faz essa conversão de reais para dólares na conta dele, que não é o mesmo, é de que é cobrado, por exemplo, numa operação de cartão de crédito e tal, só pode oferecer esse produto quem tem uma licença de câmbio como nós. Nós temos, podemos, então, apesar de regulatoriamente a gente ter uma carreira maior, eu acho que vale muito, muito a pena frente. A oportunidade de ter um banco completo para os nossos clientes. Muito bom, sabe que você comentou um negócio sobre o Banco Central do Brasil e várias pessoas que eu conversei é falam a mesma coisa, né? Sobre AA competência do do pessoal do Banco Central do Brasil. E isso não é algo recente, né? Não, não tem a ver com uma presidência. O nosso banco central, ele é competente há alguns anos, né? Acho que desde que eu trabalho próximo do. Do sistema financeiro nacional? Eu vejo essa competência, né? Lógico que em determinados períodos a gente enxerga eles trabalhando mais ou menos, né? Uma questão de de visibilidade, mas essa competência é algo que que é, é é da instituição, né? Isso é muito, muito bom, tanto que superou muitas crises, como você mencionou, é. Não. E assim, e é um banco central inovador também, né? Se a gente dá uma olhada, o banco Oo Brasil, ele tem a habilidade de ter um sistema financeiro também bastante moderno. Então, nos Estados Unidos, até hoje, demora 3 dias para se é, é. 11, cheque ser compensado lá fora, né? Hoje a gente tem um negócio que é o Pix, que é teve os seus desafios de segurança na entrada e de novo o banco central, com muita competência, atuando junto aos bancos, também trabalharam muito bem nas questões de fazer os ajustes necessários ao processo do Pix para que a gente também desse um ambiente de segurança para todo o mundo transacionar. Mas isso é uma coisa que revolucionou. Assim você não mandar mais uma uma Ted que pode demorar até 24 horas, você fazer qualquer transação com qualquer pessoa usando apenas o número de telefone, OCPFE aquilo cai. Em segundos, quase que instantaneamente na conta da pessoa do outro lado, é uma coisa revolucionária e eu e só. E o nosso banco central, ele é um grande patrocinador desse tipo de coisa. É a gente também. Esse ano está trabalhando bastante forte, né? Todos os bancos na questão do open banking, é o open banking. Também é uma coisa absolutamente relevante que vai trazer. Vai acabar, né? Com essa assimetria de informações que as instituições têm, vai dar disponibilidade para que as informações elas sejam fluidas entre as instituições. Então a gente poderia esperar que os clientes, elas eles, tivessem um pouco mais de agilidade no relacionamento com os bancos, porque ele poderia permitir que bancos compartilhassem as informações dele entre eles. Isso no limite poderia até baratear o crédito, né, pra pra. Para o cidadão brasileiro, isso também é, é, é possível porque a gente tem um banco central, moderno, preocupado com as questões. É de como o um banco central pode ajudar o setor financeiro, a economia brasileira, como todo e ajo para colocar essas coisas. Então eu assim adoro o banco central. Respeito demais, acho que ele é um banco central. Muito de vanguarda no mundo inteiro. Concordo com você, dá. Vamos dar um pouquinho de assunto. É, vamos supor que algum dos nossos ouvintes aí, alunos ou ouvintes aí do do mercado eles queiram trabalhar em áreas de finanças, Controladoria, riscos, as áreas que estão aí sob a sua gestão, sob essas áreas e em uma fintech, um em um banco digital e um banco tecnológico, né? É o que você recomendaria, é para essas pessoas. Vocês são áreas bem diferentes, né? Contabilidade riscos? Mas, de forma geral, o que que você recomendaria em termos de estudos de preparação para essas pessoas que pretendem entrar nessa áreas? É curioso, porque eu até acho que contabilidade e riscos são áreas que de formação elas exigem coisas até parecidas. Então, por exemplo, eu acho que uma pessoa completa de riscos deveria conhecer de contabilidade, você não consegue gerenciar, por exemplo, o capital de um banco que muitas da que parte desse capital é gerenciado na área de riscos ou completamente gerenciar na área de risco. Se você não conhece de contabilidade, porque as decisões contábeis afetam o capital regulatório, né? De um banco. Então isso é absolutamente importante. Tanto que na minha área de riscos hoje do c 6, os meus principais é redes. Assim, nível de coordenação e gerência, que é uma garotada mais jovem e que está na Vibe de estudar, né? Tá, tá tá com bastante vontade de de aprender. Muitos deles têm buscado uma formação em contabilidade porque eles percebem que não há como você gerenciar determinados riscos. Risco de crédito é um, por exemplo, se você não entender quais são as regras contábeis quando se faz uma provisória. De acordo com a 2008 2 como é que se pára de acuar juros de uma operação, você não pode tomar decisões de risco sem conhecer isso. Então, contabilidade é uma coisa importante. Da mesma forma, eu tenho falado com a turma da contabilidade que não existe mais. O contador que só sabe fazer o débito e crédito, você não consegue um balão que você não não souber explicar. O resultado do banco você também não consegue tomar decisões eficiente, por exemplo, de capital de liquidez. Se você é, é, se você não for um contador que conhece as regras de capital de liquidez, você não consegue ter uma conversa com a área de negócios. Então tudo isto tem que estar. É. É, tem que ser muito, complementar e para piorar a situação dessa galera, porque eram coisas que hoje em dia eu acho que tem que ter na minha. Na época a gente não pensar nisso. Acho que programação é uma coisa que hoje em dia todo e qualquer profissional que lida de alguma forma com dados e contadores e gestores de risco, lidam com dados. Você não, você não roda, por exemplo, o resultado diário do banco, que está dentro de uma área de finanças, é uma área par da contabilidade, é uma pessoa com são pessoas com focos em finanças e não souber gerenciar a base de dados, porque as informações são muitas dentro de uma instituição, principalmente financeira, então, principalmente os. Analistas que eu tenho contratado no mercado, eles já SQSQL, já é básico, o pessoal já sai conhecendo o payton e outras ferramentas, porque as informações hoje elas são muito abundantes dentro das instituições. E alguma, uma coisa que faz diferença para essa turma é saber organizar as informações para que a gente estrada as informações, aquilo que a gente precisa para rodar os processos financeiros ou de riscos tem. Você tem toda razão, é? Eu falei de perfis diferentes, assim, a gente pensando num início de carreira, uma pessoa pode começar pela área de contabilidade, começar pela área de riscos, mas em algum momento, se essa pessoa pretende ter uma carreira de sucesso, ela precisa entender ali o que que está acontecendo, né? Hoje em dia. Assim a gente falando da área de contabilidade, que é mais a minha, a minha área de formação e de de trabalho também. Hoje é, não dá pra um contador se responsabilizar pela contabilidade sem conhecer. É metodologia de risco de crédito, porque, AAA provisão pra perda de crédito vai ser feita com base em em modelagem feita por uma área de risco de crédito. Instrumentos financeiros marcados à mercado. Pá. Pô, você vai deixar tudo isso terceirizado ali, com a área de risco? Você não quer nem saber que que está sendo feito ali? Então precisa conversar, né? Concorda em gênero não legal e em termos de de gestão de risco, que você entende que são os desafios aí que é que são enfrentados em um banco tecnológico? É, é os os riscos. Eles são parecidos, né? Então, de qualquer instituição, eu. Acho que aí eu não. Eu não sei se são tecnológicos ou ou ou depende do tipo do banco, né? Então, por exemplo, bancos mais voltados para o atacado, geralmente as áreas de riscos. Elas olham primordialmente risco de mercado, né? Liquidez, que são os grandes calcanhar de Aquiles de. E de operações de atacado, né? O crédito geralmente é um crédito muito mais. Taylor mente que o cara faz uma avaliação de Balanço, dá para uma contraparte muito maior, parará. Mas realmente esses bancos costumam contar com grandes mesas de operações, com risco de trading muito maior. É é fuga de capital, não fuga de capital, mas sim o risco de é saída de investidor num banco de atacado. É, é 11 pouco maior que do banco de varejo. Dar a estabilidade dos depósitos, né? Não tem nada a ver com a instituição em si, mas tem a ver. Com a característica da composição dos passivos, então, áreas de risco de bancos de atacado costumam contar com pessoas mais é quantitativa, gente que gosta mais de risco de mercado, risco de contraparte. Bancos de varejo e aí, geralmente as fintechs, elas. São voltadas para o público de varejo, são muito mais focadas no risco de crédito. Não tem jeito porque essas empresas é minimamente elas. É a você abre uma conta e você no momento seguinte, ou dá um cartão que tem um crédito ou dar um crédito pessoal ou é uma financeira mais pura que aí trabalha realmente com crédito. Então realmente esses bancos digitais caminham para o atendimento do PJ, pro PF, desculpem, e aí o crédito é o principal componente. E aí, AAO desafio, principalmente para para as empresas mais tecnológicas. Por quê? Porque assim o que eu vejo, né? As empresas tecnológicas estão desenvolvendo, desenvolvem grandes modelos de decreto baseado em dados, né? Então, se você tem PEF, não tem como você olhar a declaração de imposto de renda de todo, não tem como olhar a declaração de imposto de renda de 14000000 de clientes do banco, né? Inclusive, a grande maioria nem vai ter uma declaração de imposto de renda. Vai ter muita gente isenta aí no meio do caminho, porque esses bancos atendem a população brasileira como um todo, de a classe a classe d, né? Então é, então é dado, é dado essas, essas, essas empresas, elas usam dados pra dar crédito, pra modelar. É, é. É apetite de crédito para olhar cliente para modelo de cobrança e quem está numa área de riscos, então de instituições como essa, tem que também conhecer como lidar com dados para também de lá extrair. Quais são as informações que eles vão gerenciar através dessa massa enorme que está lá dentro para também avaliar se tudo o que está sendo construído pelos times de negócio e de crédito. Eles estão aderentes, né? Ao que a gente julga de risco, apetite de risco. Se os indicadores de risco que a gente está observando, eles estão aderentes com o que tinham sido contratados com a administração, essas coisas, então é muito dado. É conhecer e lidar com dado demais hoje em dia. Legal, vou te fazer uma última pergunta, essa pergunta é, eu acho que é é? É difícil, porque ela é abrangente, né? Abrangente que está acontecendo, muita coisa que que no fim afeta finanças, riscos, né? A gente teve em dezembro publicação da resolução 4966 do do conselho monetário nacional, que incorpora. O IFRS9, né? A norma de instrumentos financeiros no âmbito do do Banco Central do Brasil. Olhando para outras coisas, para outros aspectos, aí mais de negócio, menos contábil. A gente tem open finance, tem zilhão de coisas acontecendo. Eu queria que você. Pensasse aí nos próximos 3 anos, 5 anos, quais são os principais projetos ou desafios que você acredita que as suas áreas devem enfrentar? Perfeito é o banco central. Realmente tem uma agenda, é regulatória, bastante desafiadora pra esse ano e pros seguintes você falou do IFRS9 que realmente, se você olhar os grandes bancos, geralmente todos já calculam as suas PDDs. De acordo com OIFRSE, de alguma maneira, ou eles têm uma, ou eles são de capital aberto, ou eles têm algum investidor que requer 11 Balanço em FRS ou eles são controlados por alguma holding que pede esse número? Então pra eles EEE esses bancos já vêm trabalhando há muitos anos. Com esses números, eles já têm adequado os modelos da 2008 2. A provisão do do do IFRES. Então me parece que para eles vai ser mais tranquilo. Se você olhar para os bancos menores que nunca tiveram essa obrigação, eu acho que é um desafio enorme, porque só quem implantou IEFRS no passado sabe que você tem que varrer base de informações de clientes, você tem que olhar o histórico dos seus clientes dentro para você poder prever o quanto é que é essa tua. Esse histórico de perdas que você tem, você tem que saber gerenciar os ativos, entre eles, saber o que você está recuperando, que não está, blá, blá, blá. E é muito diferente do que a gente tem. Outro dia hoje em dia, que é 2008 2, que é olhar cliente em atraso, cliente em atraso, o cliente em atraso. Então instituições pequenas e médias devem ter um desafio enorme para colocar OIRS nos próximos anos. EE me passa muito por educar no bom sentido, tá? Eric? Educar no sentido de que essa turma, que sempre se preocupou, a turma de riscos e de contabilidade, que sempre se se preocupou em. Ver a provisão de uma maneira agora vai ter que ver a provisão de uma maneira completamente diferente, olhando o impacto macroeconômico histórico de operação, blá, blá, blá, isso é um desafio, é o banco central na área de riscos, também tem uma agenda de evolução bastante grande para esse ano e que é vai passar por. Anos sequentes também, então não só isso, mas na questão da do, do gerenciamento de liquidez, no gerenciamento de riscos. Ele tem evoluído na questão de como é que você olha? É os fluxos daqui pra frente é como é que você olha os é as suas questões de risco, de de trading. Então ele tem falado, por exemplo, que não é só você olhar o seu caixa futuro, é seu, olhar o seu caixa futuro, descontado a um valor de mercado impactado por um movimento de mercado no determinado momento. Então é, é um nível a mais, né? Se antes eu olhava os seus ativos acroava e depois olhava assim, estava tudo bom entre eles, agora você tem que dar choque de. Risco nesses ativos para ver uns vão sofrer mais, outros menos, e nisso vai ter descasamento de liquidez. Então o banco central, ele está cada dia mais e ele tem uma agenda grande de desenvolvimento de riscos para os próximos anos e sendo que um que não, que eu estou preocupada, mas que eu acho que é bastante novo para a gente. E não é só o banco central, mas as contrapartes, começam a olhar. É uma coisa que gente de finanças e riscos costumava ver. Ah, isso não é uma atividade míssil dessa atividade de outra pessoa qualquer. São as questões de sustentabilidade. Então, quando eu é eu já tenho conversado com contrapartes que para, por exemplo, aprovar um limite de crédito pra gente que é banco também tem limite de crédito, né? Tem limite de crédito com institucional, tem limite de crédito com outros bancos pra é atuar no mercado CDIA gente também busca limites de crédito de alguma maneira. Então essas, essas contrapartes, elas querem não só ver como é que tá a tua liquidez, como é que tá a tua base? Leve, como é que tá o teu resultado? Mas eles perguntam, como você tá na questão de? Sustentabilidade. Então você olha os teus clientes do ponto de vista SG, você se planeja para ter uma agenda SG? As agências de rating também já adequaram as metodologias esse ano para incluir sustentabilidade na pauta de olhar as instituições sobre as células estão se adequando ou não até meus de sustentabilidade para também impactar o rating. Então essa é uma coisa que vai ser bastante recorrente e é pouco comum para a gente e não vamos ser bobo, porque é que está todo mundo olhando sustentabilidade porque a gente sabe que empresas que focam em questões de sustentabilidade elas têm rentabilidade também. Melhores, né? A gente sabe quem? Quem olha é, é, é, não só crédito, mercado, mas olha a sustentabilidade. Também tem condições de entregar resultados mais sustentáveis ao longo do tempo. É e as áreas de riscos e finanças falam um pouco dessas coisas, mas vão ter que começar a falar mais, porque as contrapartes vão exigir agências de rede, vão exigir. Então a gente tem que se educar também nessas questões. O que fazemos, como é que isso impacta os nossos números? Blá, blá, blá focado em sustentabilidade. Muito bom, gostei muito da da aula. Karina, muito obrigado. Imagina minha irmã é um bate-papo, na verdade. Obrigadão, agradeço. Abraço pessoal, valeu. Ob.

Perguntas e respostas

Quem é Karina Benefante e qual é sua formação acadêmica?
Karina Benefante é bacharel em administração de empresas pela PUC e possui um MBA pela FIPECAFI. Além disso, ela também tem diploma em contabilidade.
Qual é a posição atual de Karina Benefante e em que tipo de empresa ela trabalha?
Karina Benefante ocupa a posição de partner e Head de finanças e riscos em um banco digital. Ela também é sócia de uma operação de e-commerce de vinhos brasileiros.
Como Karina Benefante descreve a diferença entre bancos tradicionais e bancos tecnológicos?
Karina destaca que a maior diferença é a velocidade. Bancos tecnológicos, como o C6, têm uma plataforma moderna que permite agilidade e escalabilidade, atuando exclusivamente pelo meio digital. Eles não possuem legados tecnológicos, o que facilita mudanças rápidas e a implementação de novos produtos.
O que é um banco digital e como ele se diferencia de uma fintech?
Um banco digital é uma instituição financeira que opera exclusivamente online, sem agências físicas, utilizando plataformas tecnológicas avançadas. Embora o termo fintech também seja usado, algumas instituições preferem ser chamadas de bancos digitais por terem uma licença bancária completa e oferecerem uma gama completa de serviços financeiros.
Quais são as vantagens e desvantagens de um banco ter uma licença bancária completa?
As vantagens incluem a capacidade de oferecer uma gama completa de produtos financeiros, como contas correntes e operações de câmbio. As desvantagens envolvem o cumprimento de rigorosas regulamentações e obrigações impostas pelo Banco Central, o que pode aumentar os custos operacionais e a complexidade dos processos internos.
Qual é a importância do Banco Central do Brasil para o sistema financeiro nacional?
O Banco Central do Brasil é fundamental para a estabilidade e solidez do sistema financeiro nacional. Ele implementa controles e limites para mitigar riscos e regulações que garantem a segurança e eficiência das instituições financeiras. Além disso, é inovador, promovendo avanços como o Pix e o open banking.
Quais são os principais desafios para a implementação do IFRS 9 nas instituições financeiras brasileiras?
Os principais desafios incluem a necessidade de varrer bases de dados de clientes, analisar históricos de perdas e gerenciar ativos de forma detalhada. Instituições menores podem enfrentar dificuldades maiores, pois terão que adaptar suas práticas contábeis e de risco às novas exigências do IFRS 9.
Como a tecnologia influencia a gestão de riscos em bancos digitais?
A tecnologia permite que bancos digitais utilizem grandes volumes de dados para modelar riscos de crédito, avaliar clientes e desenvolver estratégias de cobrança. A capacidade de lidar com dados de forma eficiente é crucial para a gestão de riscos em instituições financeiras tecnológicas.
Quais são os principais projetos e desafios para áreas de finanças e riscos em bancos tecnológicos nos próximos anos?
Os principais desafios incluem a adaptação às novas regulamentações do Banco Central, como a implementação do IFRS 9 e a gestão de liquidez e riscos de mercado. Além disso, a sustentabilidade e a conformidade com critérios ESG (Environmental, Social, and Governance) estão se tornando cada vez mais importantes.
O que é a conta global oferecida pelo C6 Bank e quais são suas vantagens?
A conta global é um produto que permite aos clientes do C6 Bank terem um cartão de débito no exterior, com um IOF menor e um spread reduzido na conversão de reais para dólares. Isso é possível graças à licença de câmbio do banco, que permite operações internacionais de entrada e saída de recursos.

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Eric Barreto

Partner e Prof. do Insper