Captação nas fintechs de crédito com André Bastos - Fintechs e Inovação
André Bastos compartilha sua trajetória profissional e discute estratégias de captação para fintechs de crédito, destacando a importância de venture capital, compliance e inovação no setor financeiro.
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Transcrição
O André Bastos é formado em engenharia pela PUC do Rio, MBA pelo copead e nua u Star. Profissionalmente, trabalhou em banco private equity, venture capital, empresas nacionais e internacionais. É cofundador da open call e vai falar com a gente sobre estratégias de captação em fintechs de crédito.
André, para começar e corrige teu currículo, vê se tem alguma coisa para complementar, por favor, tá? Primeiramente, muito obrigado pelo convite, Erick. Um prazer estar aqui com você e poder fazer esse vídeo pro pros estudantes é isso. Eu trabalhei, comecei na carreira no Rio.
Trabalhei muito em venture captus 5 anos, então investimos em várias empresas de tecnologia na época na braspag, na moi, que é do empreendedor do André Stick e Eduardo pontes, que fizeram.
AA Stone recentemente, um caso de sucesso. Depois eu queria ter a experiência Internacional, então fui para os Estados Unidos, Nova Iorque, fazer MBA, trabalhar com emenei e conheci minha esposa, que é de Chicago, e mudei para Chicago para trabalhar na fintech chamada inova e foi uma das primeiras fintechs de crédito até nos Estados Unidos. E é onde eu conheci o meu sócio, que é OCEO da open cour. Hoje, quando a gente começou a Rebel, em 2017.
Então, e também na kraffiiz a gente a gente começar a rapel, que se juntou com a geru para formar AA open cor, que é a maior fentech de crédito sem garantia do Brasil e hoje tem essas 2 marcas. Tanto a marca gerou quanto a marca Rebel.
Legal. Bom, antes de fazer a primeira pergunta, eu já vou começar fazendo 11 parênteses aqui. É de forma bem resumida, venture capital é um investidor, um fundo, né? Que aplica seus recursos.
Em investimento de risco, né? Normalmente, no capital de empresas que estão em estágio inicial, aquelas que a gente chama de startups. Então quando a gente fala de fintechs de crédito, cada uma delas atua em diferentes segmentos, vai estar num estágio de desenvolvimento diferente também. Mas eu queria saber de maneira geral.
André, na tua opinião, se ainda existe espaço nos venture capital para novas fintechs de crédito, buscarem capital próprio aqui do Brasil?
Claro, acho que tem muito. Tem espaço ainda, apesar da gente falar que tem quase 1000 fintechs No No Brasil, parece ser um número 1. Número grande é, mas na minha opinião não é porque hoje o mercado de crédito no Brasil ainda está muito concentrado nos 5 maiores bancos, a livre, Bradesco, Itaú, Santander, caixa, Banco do Brasil. Existem mais de 80% desse mercado e nos Estados Unidos você vê um mercado muito pulverizado, onde os 5 maiores bancos têm menos de 40%.
E você tem mais de 1000 bancos, você vê um banco diferente em toda toda esquina e fintechs. Acho que tem muito espaço ainda para empresas com foco em tecnologia, com foco no cliente virem para o mercado oferecer um produto melhor. Agora, as fintecs de crédito é e você tem várias dentro de fintechs de crédito tem várias verticais. Tem uma questão que você tem que ter o Balanço para você emprestar ou prestar um serviço para quem tem aquele.
Dinheiro, então precisa de mais recursos, está porque eu falo no nosso, na nossa, na open cor, no nosso Business são 3 principais verticais. Nossa matéria-prima é o dinheiro que a gente empresta. Então quanto mais a gente captar barato, mais a gente consegue oferecer um preço melhor para o cliente e normalmente a gente vai falar um pouco mais sobre isso.
As pintecs vão ao mercado para captar, então ela tem um custo de capital até maior do que os bancos, que têm depósitos, outras formas. Acho que a gente vai falar mais na frente.
Então ela tem que ser muito eficiente para compensar esse custo de capital mais alto.
A outra parte que os fintechrage tem que ser muito boas é na parte do underweid. É análises de crédito. No nosso caso, a gente usa mais de 2000 variáveis, muita tecnologia para fazer uma precificação muito assertiva. É do Eric. Quem for que seja que entrou ali de forma muito simples e rápida, em questão de segundos para a gente precificar e saber olha, qual que é AO Crédit workness é, o Eric. Vai ser um bom pagador.
Qual que é o nível? Inadimplência dele pra gente conseguir precificar caso a caso, tá. E o terceiro é a distribuição, que é como a gente chega no cliente e aí no venture capital? No geral, os investidores gostam muito de investir em tecnologia, eles querem trazer novos clientes, oferecer funcionalidades melhores e às vezes eles não querem deixar Oo dinheiro investido para emprestar para ficar em então. Esse é um desafio para quem está começando.
Para as empresas de crédito, como que você vai é encontrar aquele capital para, de fato você emprestar e mostrar que o seu modelo funciona e aí tem diversas formas que pode fazer isso, mas esse é um, é um, é uma questão das Pinterest, de crédito, que normalmente elas precisam de um capital muito intensivo e ali não é todo vice para você fazer uma rodada de cid que você vai ter capital suficiente para levantar e conseguir treinar o seu modelo e testar.
Mas eu acho que ainda tem muito espaço no é no Brasil e como eu falei, tem, tem diversas funcionalidades. Como você melhora o modelo de crédito? Como você consegue dados alternativos? Uhum. É questão de nichos também. Acho que você tem setor de educação, você tem o setor de e-commerce.
Saúde, viagens, então você pode focar também em regiões demografias diferentes, com tipo de com alguma variável.
Que você consiga um diferencial para emprestar para aquele público e fora que você tem pessoa física, pessoa jurídica é é com com recebíveis, com garantia morguete. Então é um mercado muito grande, de mais de trilhões, né? Legal.
Então dá, dá para criar especializações aí, não é? Fintechs especializadas em alguns segmentos com certeza. E outro no Brasil, por exemplo. Acho que o setor agro acho que é, é muito forte no Brasil.
E a gente vê cada vez mais também. Por exemplo, fintechcrage vê se focando No No agro, no fazendeiro ou no pequeno produtor. A gente vê um BNDS até o banco também muito ativo, então acho que tem. Tem diferentes setores que o empreendedor pode achar um problema e vive uma solução para ajudar naquele problema. Acho que não. Não falta no nosso país é problema, não é? Então é um celeiro para para empreendedores.
É, é o é o lado bom pro.
Se é que tem um lado bom, né? Bom, André é 11 sociedade de crédito SCD é uma sociedade autorizada pelo Banco Central do Brasil para conceder crédito a partir de recursos dos próprios sócios, né? Assim como a gente tem outras sociedades aí que são autorizadas pelo banco central, como a sociedade de empréstimos entre pessoas, né ASEP, que é o que os os os gringos chamam de empréstimo peer to peer, né? Você tem, de um lado, uma pessoa que tem dinheiro para emprestar e do outro lado você tem o cliente.
Precisando de um de um empréstimo, então essa SEP, ela entra no meio ali para intermediar. Ela não está usando nem recursos próprios e também ela não está captando por depósitos, né?
A gente tem também aí antes da do das fintechs. Antes dessa normatização nova, que é de acho que 2018, se não me engano, né? Das SCDSESEPS. Então a gente já tinha as financeiras, né? Que é sociedade de crédito, financiamento e investimento que a gente popularmente chamava de financeira, a financeira. Ela é 11 sociedade que ela empresta e ela também pode captar dinheiro de cliente, né? A partir de emissão e.
De de letras, por exemplo.
E por último, temos os correspondentes bancários que eles. Eles não, não captam recursos porque eles simplesmente fazem a venda de crédito No No geral, né? Eles captam AAA, operação de crédito eles vendem AAAA, operação de crédito e repassam para alguma instituição que tem autorização para fazer isso, tá? Falei de de tudo isso para te fazer uma pergunta. A pergunta é curtinha, né?
A resposta, você que vê aí, como é que fica? A pergunta é, eu gostaria que você falasse um pouquinho sobre as formas de captação.
Para esses tipos de sociedade, né? Como financeira, você tem ali um número maior de de instrumentos possíveis, ASCD. Ela só tem, só pode usar recurso de sócios, mas tem algumas formas ali que ela pode usar EASP gostaria que você falasse um pouquinho dessas dessas entidades aí.
Bacana, se eu até contar um pouco da da como minha história até se relaciona com a criação da SCDSCD, né? É quando eu, quando eu estava em venture capital, eu fiz um MBA, não tinha, não queria trabalhar no mercado, em bancos, que é um mercado que a gente fala que é. O fig Financial Institution group, que é um modelo muito diferente, onde você usa o dinheiro como matéria-prima, é muito diferente da indústria, onde você é compra uma matéria-prima.
É você, ali processa e depois você vende para uma margem, você recebe aquele capital, o banco é diferente que Oo dinheiro é matéria-prima. Então primeiro você dá o dinheiro e depois você cobra do cliente. E quando eu fui trabalhar nessa fintechi nos Estados Unidos e Chicago que eu comecei a aprender sobre esse segmento e vi como que dá para fazer coisas diferentes. Até quando a gente vê como empresas de tecnologia vindo agora para o setor financeiro para focar no cliente. E aí isso quando o.
É o que a senhora open Court, quando a gente trabalhava na nova, ele tocava. É ele abriu uma das primeiras fintechs de crédito no Brasil. Chamava-se simplick. Na época, era para competir com a Crefisa. Ele bateu na porta dos principais escritórios de advocacias aqui no Brasil e falou, olha, eu quero trazer esse modelo dos Estados Unidos para o Brasil e o primeiro advogado super conhecido, falou, olha, você vai para a cadeia na hora, porque no Brasil não é assim que funciona. Você precisa ter uma licença, tem que ter no banco central.
E aí a gente falou, não, não pode ser. Deve ter algum jeito. Funciona em vários países. Por que que a gente não vai conseguir fazer funcionar aqui? E a gente viu um regulador muito aberto através até desse escritório para escutar, para ouvir, para ver novas soluções e foi um pouco a partir daí, 10 anos atrás, que surgiram essa criação da SC ds, da SEP, do correspondente bancário, que é algo novo.
Que não tinha e a gente tem um banco central na minha visão, que ele tem sido um dos melhores bancos centrais assim do mundo, no sentido de trazer inovação. Então você tem 5 níveis de risco, é banco central, S1S 2S, 3 S4 tem uns bancões, são S1, porque ele tem um risco sistémico para a sociedade. Se eles fizeram um erro muito grande, olha Oo banco central é muito preocupado com a poupança popular, então ele não quer que OOOA classe média, o brasileiro tenha ali um dinheiro depositado, que ele perca o que ele trabalhou ali, duro.
Para conseguir, e aí a criação das SCDSSPS é uma S5 que é o menor nível de risco de todos esses. Então a gente fala, olha, como vocês não captam depósito, não estão colocando em risco ali? As economias da população, vocês vão ter 1° de Liberdade maior para a testarem. Então eles fizeram essa licença das fintechs, que é uma SCD, que a sociedade de crédito direto, e aí respondendo essa pergunta.
Na ECD você empresta capital próprio, então vai um pouco daquele que Oo venture capital investidor. Ele vai ter que saber que olha, se eu investir 10000000 normalmente 10% vai ser para você emprestar que normalmente você faz uma debenture ou um feedic, uma debenture que é uma secretação ou um fundo de investimentos e direitos creditórios. Onde você vai ao mercado e aí você tem diferentes cotas.
Senior mezaninos, subordinada a Sério, você vai ganhar um retorno fixo.
A mezanina tem um pouco de mais risco, você ganha um retorno um pouco maior e a subordinada é onde você, o que sobrar é seu. Então você coloca menos, você tem mais risco, mas se aquela carteira for bem, você tem um retorno muito maior, tá? Então, por exemplo, na openaire, a gente opera muito dessa forma. A gente investe na subordinada e a gente traz investidores para essas outras cotas. Então você ainda consegue fazer um leverd alavancar com menos capital, mas ainda assim você tem que colocar pelo menos ali.
10%.
Já na SEPS, que é a sociedade de empréstimo pessoal, como você comentou no peer to peer é, tiveram várias empresas na Europa, nos Estados Unidos, um caso muito conhecido foi da da lending Club, que teve um IPO muito bem sucedido, mas depois a ação caiu e nunca recuperou ali pelos mesmos patamares. Você pega o capital de quem quer investir, então você só intermedia, você sabe quem quer tomar crédito.
Você tem a pessoa que quer investir e você faz essa conexão, mas o que aconteceu é que a população média acabava não tendo retorno suficiente. Acaba não sendo grandes fundos. Head Funds que investiram na CSEP. Então você IA para grande fundo de pensão, headphones. Você mostrava um ativo diferente e eles que investiam direto nesse nesse, nesses créditos até nessa forma. E o terceiro modelo que você mencionou, correspondente bancário.
Ali, você é basicamente 11 corretor, um broker que você não está trazendo o capital, você só fala, olha, eu tenho uma fintech, o banco, uma financeira, eu tenho esse cliente aqui. Você pode no meio é ajudar um pouco o prazer, mais dados, o que é que você conhece do que do cliente? Mas você só está intermediando essa essa interação ali entre os 2, então você não precisa ter que ter o capital envolvido.
Para emprestar de fato, né? E é uma indústria que tem evoluído muito. A gente participa da uma associação chamada ABCD, que é a associação brasileira de crédito digital, que é credito.digital.org e ali como tem umas 30 f. Tags, envolvidas de crédito e ali que a gente tem uma voz para falar com o regulador, com o banco central, com ACVME trazer as nossas opiniões, o que é que a gente está vendo do cliente? Como é que a gente pode melhorar o mercado?
Então foi muito legal que essas 3 novas formas em menos de 5 anos no mercado é têm um nível de segurança, tem um nível de risco menor, então o banco central falou, olha, vocês podem pegar essa licença EE operar e cada uma delas tem uma forma de captar diferente.
É, é, é interessante isso porque quando a gente pega os os levantamentos do do, por exemplo, do radar fintech lab, né, falando, quantas fintechs de crédito a gente tem no Brasil? Ele fala lá se tem.
É, não lembro qual que é o número é um chutar aqui 300 e a gente?
E a gente vai ver quantas é, quantas autorizadas pelo Banco Central do Brasil, a gente teve nos últimos anos e é uma fração daquilo, né? Uns 30% daquele daquele número total é porque tem muitas fintechs ali que não estão atuando como SCD, como SP, como financeira, né? Tem fintech de crédito? Tá atuando como? Criando soluções, né? De análise de crédito ou atuando como correspondente bancário também aí não entra naquela estatística ali do.
Do do banco central?
Eu vou. Vou resgatar aqui que você falou de captação por fedic, né? Os fedic são os fundos de investimento em direitos creditórios, né? Eles são fundos que investem o dinheiro dos cotistas em recebíveis e aí, isso é é. É um recurso que já era utilizado por bancos, por financeiras, né? E hoje é, é um recurso que acho que é bem interessante pra para as fintechs também.
É, eu queria te perguntar, André, se na tua visão via.
Captar a via fedic. Isso acrescenta muito em termos de compliance pra pra uma fintech. Aí eu quero dizer, como os fediques, eles são regulados pela CVM, né? Você tá acrescentando um regulador a mais aí porque uma SCD, por exemplo, ela já tá.
Já é autorizada pelo banco central, já é regulada por ele. E aí você montou um feedk feedick ele é? Ele é uma nova entidade jurídica, né?
E tá respondendo pra um novo regulador?
Precisa preparar, enviar informações pra esse regulador, então, é, é, é, naturalmente. A gente tem um custo de atendimento desse regulador pra registrar o fundo e enviar informações confiáveis, né? Então, quanto que isso acrescenta em termos de compliance?
Com com certeza aumenta, acrescenta. Mas o que a gente usa? Assim, as empresas fintechs, onde você tem tanto finanças, quanto tecnologia? Você, com tecnologia de facto, você consegue fazer esse compliance muito mais simples. Eu acho que já tem muitos players fornecedores Na Na indústria que conseguem te oferecer tudo o que o feedback ele precisa em termos de.
É é de compliance. E para dar essa segurança tanto para o investidor quanto para ACVM. Mas você tem, você tem ali um tamanho mínimo. É para esses custos extras fazerem sentido e tamanho mínimo a.
Pelo menos ali, a partir de 10000000 de reais. Então, já não é só um cid, uma startup que vai conseguir ali 200, 100000. Você precisa de um capital? É, é maior e trazer esses esses investidores.
E você tem que ter toda a tecnologia ali por trás dessa das CCBS, que são as cédulas de crédito bancário. Como é que está esse Oo pagamento de dar essa transparência para o investidor do fundo de como a sua carteira?
Está comportando, e você tem ali certas obrigações de de relatórios que você sempre tem que mandar na data exata, correndo o risco de multa. É de um investidor não aportar mais capital ali no fundo.
Então, traz um nível um pouco maiorzinho ali, de de compliance complexidade, mas, por exemplo, no nosso caso, a gente sempre teve o sonho, a vontade de ser muito grande que é o mercado gigantesco no Brasil. Então a gente já foi preparando toda a estrutura, desde o dia um para ter esse nível de de compliance, que que é importante esse nível de informação, esse nível de retorno, então para a gente não foi. Não foi um problema.
No sentido que não é nada, é de outro mundo, não é nada assim que faça totalmente. É irracional. Assim você tem um nível de de relatórios de reports para dar segurança jurídica também que você.
É realmente. Você tem um contrato ali de empréstimo que você vai ter um fluxo de pagamento de como é que está funcionando a inadimplência, como é que a carteira ali dentro funciona, que são empréstimos legítimos, então a gente vê até com bons olhos ali aquele compliance que se for é é outras pessoas só para fazer, olha está, está tudo OK com essa carteira, então acho que traz um, tem uma visibilidade, é melhor ali para o mercado e outra coisa que é ainda pouco explorada.
É a parte de blockchain.
Por exemplo, de você usar cripto, acho que tem muita coisa. É nesse smart contract que são nos contratos inteligentes que ainda pouco usado no feedback, mas que vai poder facilitar muito essa indústria. Onde você sabe exatamente aquele contrato de você passar de um feedic para um outro de você fazer uma secundária desses desses?
Desses recebíveis então, para o investidor, acho que vai nos próximos 10 anos. Essa parte dos smart contracts usando blockchain.
Ainda vai mudar muito essa indústria de de feedics EE securitação, mas acho que é um é um, é um pouco mais complicado, mas não é algo que é achando bom bons parceiros ali, idôneos. As pessoas podem navegar e montar um fundo, construir o track Record é algo viável. Assim, para um empreendedor fazer.
Cara, EE isso que você mencionou, eu achei bem bem legal, essa é. É você usar blockchain para para controlar essas essas operações de sessão, né? Porque a gente teve há uns 10 anos atrás, pouco mais do que isso, a gente teve alguns problemas de sessão de crédito aqui no Brasil, né? A gente teve um que ficou mais famoso ali, que era o banco Panamericano, né, que depois foi foi vendido, mudou de controlador tal e teve um até que e ele ele deu.
Deu assunto suficiente para eu usar Oo caso na minha tese de doutorado. Banco Cruzeiro do Sul é eu usei o caso do Banco Cruzeiro do Sul pra minha tese de de doutorado.
É, é. É que que aconteciam eram bancos que usavam muita cessão de crédito como ferramenta de de captação, mas algumas vezes eles sediam o um crédito mais de uma vez, cediam um crédito que não existia, né? Então você ter isso amarrado dentro de um de um blockchain e ter mais controle sobre esse negócio?
Ajuda, né? Você cria controlos para um problema que a gente já teve.
Né? E acho que é bem bem bacana. Cada um muito legal sua tese. Eu até não sei qual foi o foco, mas é, eu acho que no sentido a gente vê um regulador. Ele tentou resolver um problema, ele às vezes ele pode trazer um compliance demais e a indústria dá o feedback. Mas eu acho que realmente existia essa questão. Olha a você fazer o mesmo. O mesmo contrato para ceder mais de 3 ali a fraude.
Então como você garante que olha que não existe? Não existe fraude. Se alguém cometer fraude, deveria ser penalizado, né? EE, por isso que a gente tem essa preocupação em ter certeza que usamos tecnologia, que isso não vai acontecer. E aí entra nos próximos 10 anos, porque acho que o muito que o regulador faz é centralizar, não é? Então está até na central de recebíveis, você vai ter uma pessoa que garante que aquele contrato é único e acho que com blockchain você descentraliza, então é uma.
A gente eu gosto muito de brincar que a gente, as startups, muitas identificam mesmo problema, mas você tem empreendedores tentando solucionar aquele problema.
De formas diferentes, então, acho que o blockchain é uma forma diferente para tentar solucionar esse problema de você ter a duplicidade, fraudes, acho que tem muita, muita coisa ainda na inovação que ainda vai acontecer nos próximos anos, que é um é um. É um segmento que está pouco relativamente pouco explorado ainda.
E quando a gente emite é, é quando a gente cria 11 fundo de investimento aqui No No Brasil. No geral, a gente tem 11, banco de investimento ali envolvido. Você tem um auditor que precisa é revisar. Aí as demonstrações desse desse fundo periodicamente para o fedir, que é a mesma coisa. Você também tem 11 colocador aí 11 banco de investimento, outro participante. Enfim, quem são os principais participantes na emissão do Fed?
Exato. Tem, tem algumas regras, eu não é até da CVM. Algumas regulamentações que você tem um número menor de investidores. Não sei agora. Exato de cabeça, mas problemas até 50 investidores. Você faz uma captação privada que tem.
Menos menos compliance envolvido para você captar, mas ainda assim tem que seguir diversas regras.
Mas como você falou, Eric, não tem como fugir. Normalmente você tem que ter é ali ou, ou ou, ou um banco ou um parceiro que faça essa missão. Você vai ter que ter uma administradora do fundo, você vai ter que ter um contador, você vai ter que ter um auditor da carteira, então, até pelos problemas históricos que você mencionou aqui que já existiram, eu acho que tem uma regulamentação maior e tem um porquê disso para ter certeza.
Que não estão sendo?
Cometidos erros, fraudes ou ou falhas, então você tem é um contador. Você tem auditor, você vai ter os investidores, é você tem um administrador ali do fundo, então você tem uns 5 players ali diferentes que vão atuar. É é para montar esse feed ou a deventrio? Mas hoje, como eu mencionei, já tem, tem alguns fornecedores No No Brasil EE, algo que já tem, como tem várias emissões, você tem bastante gente com experiência.
Que faz esse tipo de de.
De operação de operação, né? Então, não é algo que que você consegue colocar No No, no, no, no ar, posso até mencionar uma fornecedor quente. Utilizou fora o pessoal da da vert e hoje eles têm muito foco em ajudar até fintechs. Assim, de crédito, estão começando a fazer essa primeira captação para para testar o modelo. Não é? Como é que eles captam esse primeiro e para mostrar que olha, eles têm um histórico aqui de inadimplencia que funciona, não é? Então já tem alguns.
Outros players também no mercado, atuando em ajudar o empreendedor que não tem esse conhecimento, montar esse tipo de de de operação financeira.
Legal, bom falar um pouquinho de de financeiras, né? As financeiras é, é.
Ou sociedades de de crédito, elas podem é captar, emitindo outros instrumentos, como letra de câmbio, RDBODPGEE até.
Os depósitos interfinanceiros, né OCDI você já você já avaliaram possíveis desvantagens de ser uma financeira? Porque assim a vantagem.
É Clara que você tem mais instrumentos de captação, mas possíveis desvantagens de ser uma financeira em vez de ser uma SCD ou algum outro tipo de sociedade.
É, entra um pouco que eu mencionei naqueles 5 níveis de risco. A financeira já está mais aqui, no 3 ou no 4, então ela tem um risco sistêmico maior para o mercado, mas ela consegue captar esse custo de capital mais barato com essas diversas como é? LI como você mencionou.
No nosso caso, a gente quer focar muito em ser muito bom em avaliar o crédito, em fazer o crédito. A gente fala que até a gente começou pelo mais difícil, que é você fazer o crédito sem garantia, então você tem que realmente saber o perfil de risco daquele cliente.
Sem considerar nenhuma garantia, e isso que a gente queria ter como startup, ter foco.
E a nossa ideia é que a gente tem muita liquidez no mercado. Isso até está não mudando, mas com as taxas de juros. Quando estavam na época, estavam caindo e ainda no mundo você tem taxas de juros mais baixos, que teria muita liquidez, que a gente conseguiria ir no mercado de capitais para montar essas estruturas de dentro e tem um custo de capital. Ainda assim, competitivo, sem eu precisar de usar.
As operações que você mencionou que uma financeira tenha num banco até no sentido que pega depósito direto, tá? Então acho que tem uma vantagem que você consegue um custo capital menor, mas para esse custo de capital menor, você tem uma. É regulamentação um pouco maior e você já está atuando no outro lado ali do do, né? Você tem um ativo passivo. A gente fala, olha, eu quero trabalhar muito do lado do passivo do cliente, quando ele precisa do crédito e o lado do ativo você já tem muitas empresas que trabalham do lado do investimento, então.
O nosso foco foi ir no mercado de capitais, que é ter liquidez. A gente levantou um feedback até usando o banco. A gente trouxe o Goldman Sachs no último, na parte da Síria, outros investidores Na Na Na mesanina e a gente tem essa capacidade em já levantou.
8 mais de 8 debêntures e feedics ao longo dos 8 anos que nós tivemos como empresa e a gente sempre teve esse foco em usar o mercado de capitais e criar esse relacionamento com os investidores de mercado de capitais e mostrar, olha, eu tenho uma carteira de crédito sem garantia saudável e com esse track-record eu consigo ir no mercado e conseguir um custo de capital mais barato sem ter que usar depósito. Letras financeiras. As outras opções que as financeiras conseguem com os capital.
Menor, então acho que é é, tem, tem vantagens, mas no nosso caso a gente falou, olha, vou ter um custo capital um pouquinho maior, mas eu vou focar mais em realmente ter 11 diferencial competitivo no meu modelo de crédito. Como eu atendo o cliente e ainda assim eu consigo ser competitivo com um preço menor, menos, mesmo tendo ali um custo de capital mais alto.
Perfeito, eu. Eu vou te fazer uma última pergunta, André EE ao mesmo tempo, AA.
Após a tua resposta, aí você fica à vontade para complementar, falar sobre qualquer outro assunto que a gente não tocou aqui dentro do do do do tema captações? Tá? Minha última pergunta tem a ver com com algo que você mencionou agora, que é emissão de debêntures, né? Eu, eu. Eu comecei aqui na minhas introduções, nas perguntas, eu falando sobre.
Sobre sobre instrumentos que são típicos de instituição financeira, né? De instituição regulada pelo pelo banco central. Falei de de RDB, de DPGE, de normalmente, de de letras, de câmbio, né? São instrumentos mais.
Associados à instituição financeira, né? Fedi que não fedique pode ser usado por outras outro tipo de empresa também pra vender.
O contas a receber, né? Então, não, não é um privilégio de instituições financeiras, mas você falou em debêntures, então é. É. Eu queria que você falasse um pouquinho sobre é debêntures, se é 11 instrumento que vocês usam bastante, se é, se a debenture é emitida por uma por uma SCDEE em termos de custo de captação, também, se isso funciona bem.
Ela. Ela funciona muito parecido, até com 111 feedic, você pode é fazer uma debênture de uma forma que ela funcione bem parecida com com o fedic. Aí tem algumas questões, mas até em relação.
Dos investidores você tem aí questão tributária, você tem investidor de mercado, de capitais.
Que sente mais segurança investindo no feedic e você tem investidores que sentem mais segurança às vezes investindo numa numa deventri e, dependendo do tipo do fundo também. AA questão tributária, dependendo do tipo do investidor então do do lado pro é, diria assim para o empreendedor, para o empresário, você consegue fazer uma operação bem semelhante com as 2, mas vai depender muito do até do investidor. Qual que ele prefere?
Ali, em termos, já investir através de uma de uma Adventure ou através de 1/01/1 feed que mais você consegue como instrumentos financeiros, fazer os 2 serem até bem parecidos ali em termos de fluxo de caixa, de desempenho e nas 2 como que a gente está na nossa operação? Onde fazia a gente acordava no valor total, mas todo mês a gente fazia uma chamada de capital. De acordo com o quanto eu originar, então tem toda uma, você consegue.
Depende muito ali da escritura tanto debêntures do fedic, onde você lista ali todas as regras de como que esse fundo vai funcionar. É no nosso caso, a gente chamava capital todo mês. Dependendo da originação, a gente IA recebendo ali o fluxo desses contratos, conformes os fluxos iam recebendo também capital entrando e a gente continuava emprestando, emprestando ou chamando capital. E ali depende muito. Como você acerta essas regras e essas regras no início que você acorda com?
Com com o investidor e qual que vai ser o apetite ali? Qual que vai ser o prazo que vai investir? Quando que vai começar a pagar de volta uma diferença? Acho que OOO feedback, ele acaba ficando aberto por mais tempo. Um fundo ali o investidor pode vender, vender as cotas, que é um outro investidor, mas é uma estrutura.
Que fica aberta durante mais tempo. Normalmente a debênture. Você tem 11 prazo certo ali para investir, para pagar, para ter o retorno e depois você cria. É uma nova, uma nova emissão, então diria que essas são as 2 principais ali. Diferenças, mas a gente já usou os 2 veículos para captar.
2 funcionaram, funcionaram muito bem.
Legal em termos de volume, vocês têm usado bastante debêntures ou não? Hoje a gente tem usado mais os feedings também, mais fedit, mais fedic pelos volumes maiores e até pro investidores. É internacionais. O fedic tem sido mais atrativo para investidores internacionais.
Bacana, quer acrescentar alguma coisa aí? Algum ponto que a gente não falou, que você acha importante? André eu acho que como a gente está falando aí muito com, com com estudantes, muita gente inteligente, acho que só a gente falou. A gente tem muito problema, tem muita oportunidade no Brasil, acho que muito legal. Eric, as suas aulas. Acho que o pessoal já está falando de fintech, era algum termo relativamente recente, então como que a gente usa ali tecnologia, esse conhecimento de engenharia financeira para.
Fazer um produto melhor para os clientes e que faça sentido.
E acho que a mensagem é que ele não não tomar como verdade o que existe hoje. Acho que o mundo vai vai mudar muito, está tudo mudando muito rápido, então acho que trazer inovação, novas ideias.
Vem muita coisa boa por aí e muito sucesso aí também no estudante, na nas, na sala de jornada.
Perfeito, André, te agradeço muito pela conversa, pelo tempo aqui dedicado pro de para os alunos e para quem vai estar assistindo esse vídeo também, que vai estar disponível aí voando pela pelas redes. Tá? Muito obrigado.
Eu que agradeço. Adeus.
Perguntas e respostas
Quem é André Bastos e qual é sua formação?
André Bastos é formado em engenharia pela PUC do Rio, possui um MBA pelo Copead e uma formação na UStar. Ele trabalhou em banco, private equity, venture capital, empresas nacionais e internacionais. Atualmente, é cofundador da Open Co.
O que é venture capital?
Venture capital é um tipo de investidor ou fundo que aplica recursos em investimentos de risco, geralmente em empresas em estágio inicial, conhecidas como startups.
Qual é a situação do mercado de fintechs de crédito no Brasil?
Apesar de haver quase 1000 fintechs no Brasil, o mercado de crédito ainda é muito concentrado nos cinco maiores bancos. Há espaço para novas fintechs de crédito, especialmente aquelas com foco em tecnologia e no cliente.
Quais são as principais verticais de uma fintech de crédito?
As principais verticais são: captação de recursos, análise de crédito (underwriting) e distribuição. A eficiência em cada uma dessas áreas é crucial para o sucesso da fintech.
O que é uma Sociedade de Crédito Direto (SCD)?
Uma SCD é uma sociedade autorizada pelo Banco Central do Brasil para conceder crédito utilizando recursos próprios dos sócios.
O que é uma Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP)?
Uma SEP é uma sociedade que intermedia empréstimos entre pessoas, sem utilizar recursos próprios ou captar por depósitos. É conhecida internacionalmente como peer-to-peer lending.
Quais são as formas de captação para SCDs e SEPs?
As SCDs utilizam capital próprio e podem alavancar recursos através de debêntures ou fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs). As SEPs intermediam entre investidores e tomadores de crédito, sem utilizar recursos próprios.
Quais são os principais desafios para fintechs de crédito ao captar recursos?
Os principais desafios incluem a necessidade de capital intensivo e a eficiência na análise de crédito e distribuição. Além disso, fintechs geralmente têm um custo de capital mais alto que bancos tradicionais.
O que é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)?
Um FIDC é um fundo que investe em recebíveis, utilizando o dinheiro dos cotistas para comprar direitos creditórios. É regulado pela CVM e utilizado por fintechs para captar recursos.
Quais são os principais participantes na emissão de um FIDC?
Os principais participantes incluem o administrador do fundo, contador, auditor, investidores e, em alguns casos, um banco de investimento para auxiliar na emissão.
Quais são as vantagens e desvantagens de ser uma financeira em vez de uma SCD?
As financeiras têm acesso a mais instrumentos de captação, como letras de câmbio e depósitos interfinanceiros, mas enfrentam uma regulamentação mais rigorosa e um maior nível de compliance.
O que são debêntures e como elas são utilizadas por fintechs de crédito?
Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos. Fintechs de crédito utilizam debêntures para levantar capital de investidores, funcionando de maneira semelhante aos FIDCs em termos de fluxo de caixa e desempenho.
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