Crédito digital com Rafael Pereira - Fintechs e Inovação
Rafael Pereira, engenheiro formado pela PUC Rio e MBA pela Columbia University, compartilha sua trajetória como cofundador da maior fintech de crédito do Brasil, destacando sua paixão por tecnologia e sua experiência como ex-presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital, discutindo a evolução do crédito digital e o impacto das fintechs no mercado financeiro.
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Transcrição
Olá, o Rafael Pereira é engenheiro formado pela PUC Rio MBAE pela Columbia University. Cofundador da maior fintech de crédito do Brasil e desde 2016 é presidente da associação brasileira de crédito digital. Eu vou começar perguntando se tá certa essa apresentação, se eu errei e exagerei, faltou coisa aqui. Que que falta nessa apresentação, Rafael?
Certo, Eric, é transforte uma coisa, né? Assim eu sempre fui empreendedor, né? Então eu tenho uma carreira empreendedora, é mais longa, sou apaixonado por tecnologia. Eu, eu entrei nesse mundo financeiro de fintechs e crédito quase que por acaso, a minha paixão sempre foi esse mundo, né, tecnológico essa, essa revolução tecnológica que a gente vem vem vivendo e infelizmente agora já não sou mais o presidente da associação. Eu deixei o carro agora no último mês.
O sucessor é por acaso, o meu sócio, hoje Na Na opinião, na open, que é o Sandro Rise.
É, foi um ciclo super importante aí, de 5 anos, criando toda a regulamentação do setor. Trabalhando, né? Com todos os stakeholders daí desde os reguladores, né? Com o banco central, CBME outros, né? Com o governo eu estive No No Senado, numa CPI, né? Sobre taxas de juros, enfim, trabalhei com o Procon e enfim outros, né? Órgãos de defesa do consumidor, como Idec e educar a sociedade. Aí que tá tá acontecendo uma jornada superbacana que, que chegou ao fim do meu ciclo e.
Votar sangue novo e pessoal, acompanhar, mas fora isso, está tudo certo. Você saiu agora, outubro de 2021. Isso exatamente legal. Então eu vou começar te perguntando, o que que é crédito digital, né? Esse esse termo tem sido bastante utilizado e muitas vezes tem uma confusão em relação à terminologias. Eu queria que você colocasse a sua visão sobre o que é crédito digital perfeito, perfeito é crédito nos produtos mais antigos do mundo, né sindical crédito, ex.
Acho que banco foi inventado. Banco o termo banco foi essencialmente inventado, né? Num num modelo onde as pessoas depositavam, né coisas e tomavam coisas emprestadas. Então um modelo de crédito existe aí há milhares de anos. É.
É um. É um produto que, na essência, ele é super simples, né? Você tem alguém que precisa de uma commodity chamada é dinheiro e você tem alguém que tem esse acesso, né? Dessa commodity chamado dinheiro e o que o banco faz? Essencialmente, intermediar isso no tempo.
Então é No No quando se olha macro, eu sou super simples. Quando se olha micro se torna razoavelmente mais complicado, mas é um produto que a natureza e a essência dele não muda há 2000 anos.
É, por outro lado, você tem uma sociedade, né? Que se adaptou, é ainda mais agora, né? Após aí Oo, no finalzinho desse teve desse ciclo da é de de pandemia que a gente vem vivendo. É uma sociedade que se adaptou muito rápido a uma realidade muito digital que.
Decide a experiência e quem decide como vai se relacionar com as instituições, né? É o consumidor e não mais a instituição. Então a gente tinha um modelo onde você se relacionava com o banco na forma como o banco dizia que você deveria se relacionar com ele?
Ou seja, vai até a agência, passa a porta giratória, fala com o gerente e contrata esse produto, assina nesse papel. Bota esses 3 carimbos, né? E eu vou fazer desse jeito, né? Eu vou depositar na sua conta que tem que ser obrigatoriamente comigo, né? Daqui a 3 dias e por aí vai. E isso vai custar caro. By the way.
O que aconteceu nesse, nesse mundo tecnológico é que hoje, da mesma forma que aconteceu com enfim, o táxi e o Uber, né que você entrava no táxi, o motorista e dizia como que ele queria ir, se ele queria ligar o ar-condicionado ou não.
Se ele IA, né? Assim, o caminho mais longo ou mais curto e quanto que IA custar se você sabia depois, né? É assim, OOOO Uber veio, falou o seguinte, não, assim, você vai continuar indo ponto a para o ponto b que é que você quer mais, né? Você vai saber quanto que você vai pagar antes, né? Vou te dizer há quanto tempo você vai levar, eu vou te dizer qual caminho, então essa mudança que aconteceu é um pouco o que me aconteceu no modelo de crédito, né do que era feito tradicionalmente pelos pelos bancos, porque é feito hoje em dia, né? De uma forma muito mais digital, é você.
Ser ter essa experiência.
Né? É muito mais definido por como o consumidor quer ter essa experiência do que com uma instituição. É desejaria, né? Fornecer essa experiência? Então, o que o consumidor hoje que está usando o crédito digital quer é a essência do crédito.
Mas entregue de uma forma, né? É de experiência que é similar à experiência da Uber, que é similar à experiência Netflix. Respirar é é similar a experiência de uma Amazon, então esse mundo digitalizadas os tipos de experiências convergem muito rápido, né? Se não aceita mais uma experiência que não seja num determinado padrão de qualidade que está acostumado, então acho que essa é a grande, é a grande mudança aí do do modelo tradicional de crédito, esse crédito digital.
Legal, pegando um gancho nesses exemplos aí de de Uber e de de Amazon, né? Os aplicativos de transporte, tanto Uber quanto Easy Taxi 99. Os que foram os primeiros que surgiram, né? Pelo que eu me lembre, aqui é.
Eles fizeram com que Oo preço do transporte, esse transporte de.
De menor porte, né? Que ele caísse e o mercado cresceu também.
Né? Assim como acho que OOOA, Amazon também tem esse fenômeno, né? Eu estava, eu estava conversando recentemente com um amigo que é, é editor, trabalha aí no mercado de livros, ele fala, Ah, a demanda de livros cresceu.
Né? Só que, por outro lado, a.
A gente tem menos livrarias, né? Livrarias é, é algumas livrarias de bairro, algumas livrarias de rede também. Elas foram é, foram desaparecendo e as cooperativas de táxi também, né? Foram, foram sumindo.
Então, parece que o mercado cresce, mas Oo consumidor, pelo menos olhando para essas 2 experiências aí, a de transporte EEEA de de livros, ele.
Permanece ali com com poucas opções, né? Como você vê o amadurecimento do mercado? A gente pensando em crédito, né? Primeiro.
As fintechs têm força para fazer esse mercado crescer e reduzir preço?
Segunda pergunta é, será que passado alguns anos, alguns poucos anos não tem o risco do consumidor ele continuar em um mercado concentrado?
Ótima pergunta, Erick. Assim eu acho que tem. Na verdade, tem algumas perguntas dentro dessa dessa dessa pergunta, né? É primeiro sobre essa questão da da inovação.
Assim, os datlógrafos também desapareceram, né? Então, assim, a sociedade ela se ajusta, né? Assim ela, ela, ela, ela muda, né, senhor de um organismo, né? Social, vivo e em geral, assim, as pessoas que têm a maior adaptabilidade são as que sobrevivem e vão, né? Se se reconectando, se encaixando no mercado completamente diferente.
Isso vem acontecendo cada vez mais rápido. É então o que levou é algumas centenas de anos para acontecer na revolução agrícola, levou menos de 100 anos para acontecer na revolução industrial e levou menos de uma década para para acontecer na revolução tecnológica. É talvez a gente viva uma revolução de AIDS. Enfim, aí tem uma futurologia aí pra gente, não, não entrar nela, mas é. É fato que as coisas acontecem, né? Na velocidade cada vez mais rápida, quando a gente olha é efetivamente o que aconteceu, né? Com enfim o caso dos livros, né? Com com a Amazon, por exemplo.
A Amazon comprou um modelo de negócios onde você que quer ter um livro, né? Rápido, né? Em casa é e ter que ter acesso a um acervo muito maior e saber que você tem 11 onestopshop ali, né? Pra comprar qualquer livro que você queira, né? Eles conseguiram criar esse modelo de negócio. Antigamente saía na livraria, nunca tinha o livro que você queria, né? Tinha um outro assim que por uma outra livraria para comprar um outro livro, então você fazia uma peregrinação ali por várias livrarias, você queria comprar uma coisa.
Que eu acho que a Amazon descobriu ao longo desse caminho foi que, né? Essa necessidade não era só pra livro.
Né? Se é no mercado, faltava alguma coisa, né? Você IA IA comprar um eletrônico, faltava alguma coisa, tinha que ir em outro. Então eu acho que eles conseguiram encontrar um modelo onde você tem um lugar que você encontra tudo.
Né? Você paga tudo de uma vez e chega e chega tudo na sua casa. Em geral, muito rápido é, e se tiver uma coisa que precisa trocar, é muito fácil essa experiência. Essa é. É, bem, é bastante conveniente, né? Você tem que ter muito empacotado aqui pra pra devolução é muito fácil, é muito fácil assim. EEE inclusive assim, às vezes, se for um erro deles ele fala assim, cara, fica e doa, né? Não sei se já teve essa experiência assim, eu eu tive uma experiência que acabou muito, tenho acabou atrasando eles acabaram mandando 2 vezes. Eu falei cara, calma, que eu devolvo esse livro, recebi um e-mail super simpático, até guardei e mostro exemplo pra todo mundo hoje ainda foi isso faz o seguinte, pode guardar.
É OE, fica com você e doou pra instituição de Caridade ou pra qualquer qualquer outro colégio ou faculdade que você queira doar o outro livro.
Então assim é um é um modelo, é onde você tem uma série de benefícios dele.
Por outro lado, assim, se você pensar sobre qual é o objetivo de um negócio, né? De uma empresa que tem um fim económico, é que ela se torne o maior possível. Não é? Então você pega a Amazon, por exemplo, né? Assim, a 40 centavos de cada dólar que transitando e-commerce americano, passam pela Amazon. Esse é o número para a pandemia, inclusive aumentou bastante durante a pandemia. Então, assim, a Amazon é um ator extremamente relevante, né? No No comércio americano como um todo, e isso cria uma série de outros problemas, né? Porque se tem livro que a gente estava falando ali de livrarias, né, de de bairro e.
As lojas de bairro começaram a desaparecer porque se encontra tudo na Amazon, não é? Então, você começa a ter um modelo diferente, então acho que tem a questão social aí que **** muito do meu, do meu domínio de conhecimento aí do de como que a gente deveriamos lidar com isso. Como sociedade que tem um benefício do outro lado, tem um desafio, então acho que tem 11 grande questão para se debatida. Até que ponto, né? Você tem que ter algum outro incentivo para, né? Essas lojas menores ou enfim, pra pro pequeno comércio e tudo mais.
É quando a gente traz isso, é efetivamente para o mercado financeiro. A gente vê o que aconteceu, né? Como você falou do com Uber, né? Com com os táxis e, enfim, que o preço baratiu e tudo mais, eu diria que assim tem um pequeno adendo que eu faria nessa sua frase que o preço barateou, eu diria o seguinte, assim, para algumas pessoas o preço é importante.
E para isso você tem lá Uber, XO, Uber, sei lá o quê para outras pessoas, talvez o conforto seja mais importante do que o preço. E aí você tem Uber, black, você tem o Uber nos Estados Unidos, você tem o Uber de tudo, né? Então, assim tem tinha até Uber de helicóptero, então uhum. O que eu acho que o Uber conseguiu fazer foi usar tecnologia e dados, né, para permitir que cada perfil de cliente pudesse ter, né? Uma solução diferente para a real necessidade dela.
Que pode ser e mais rápido, pode ser ir com mais conforto, que pode ser ir mais barato. Então, é, é, foi uma coisa que o táxi, por exemplo, não conseguia fazer e que talvez fosse virtualmente impossível fazer-se em tecnologia. Então, acho que a tecnologia como ferramenta ela habilita, que a gente consiga fazer várias coisas que a gente não conseguia fazer, né? Como como negócios, como sociedade. Antes disso, então, acho que o Uber fez isso nessa parte de transporte e o que eu acho que está acontecendo agora, efetivamente no setor financeiro.
Quando a gente faz um paralelo com isso, né? Assim, o os bancos sempre trataram os clientes de uma forma muito igual.
Né? Então, assim, todo mundo era cliente, né? Dos do mesmo banco, né? É, tinha os mesmos produtos, tinha os mesmos preços, né? Eventualmente vamos criar uma grande sofisticação ali. Há talvez há uma década ou 2 décadas atrás que era, poxa, vamos segmentar esses clientes por renda, né? Então tem lá o banco x de renda alta, o banco x de renda média, o banco x de baixa renda, né? Aí uma agência é, tem menos fila, a outra agência tem, né? Cafezinho outra agência tem isola, a gente tem aquilo, mas AAA grande.
Segmentação foi feita, foi a alta, média e baixa renda.
E aí nunca mais fez nada em função disso. E quando eu vejo começou a acontecer, né? Com é esse mundo das fintechs, né? Foi 11 choque, né? De de de de modelo de negócio. Onde você começou a fazer um Monte de empresas de tecnologia que tinham a cultura?
Mais clientes centeric, né? Mais de produto, mais de experiência para o mundo, que sempre foi focado, né? No lado financeiro da história, né? No produto, como planilha de Excel, como né? Taxa de juros composto, dinheiro no tempo e ninguém nunca pensou no coitado do cliente, né? Que tinha que entrar, né? No dia?
Da agência do banco com a porta giratória. Eu fico brincando, né? Assim, poxa, OA agência é o, né? É a loja, né? Se fizer um paralelo, né? Assim é o ponto de venda, né? O ponto de relacionamento com o seu cliente.
Né? Aí você bota na porta da sua loja um departamento de prevenção de clientes, né? Que é a porta giratória.
Aí você bota lá um negócio que é super difícil de entrar, né? Você fica constrangido, você tem que tá com o relógio, tem que tirar o relógio, botar um negocinho que você não entra, né? É o tablet, o relógio. Cabe ainda naquele naquela caixinha, lá que você bota, né? Assim, o você vai com o iPad, né? Assim você não consegue entrar.
Eu estou com o iPad que não está no banco para tirar o meu dinheiro que está lá. Não consigo, não posso. O segurança olha para mim e fala assim, aqui o senhor não vai entrar. Eu falei, cara, meu dinheiro está com vocês, como é que eu não vou? Então assim é EEE isso, né? É, parece que quando a gente vai para o mundo digital, quando a gente olha, né? O que os bancos fizeram nessa primeira onda de digitalização? Eles não pegaram e criaram uma experiência nobre, eles pegaram essa experiência.
Analógica, de portas giratórias, de segurança, de caixa eletrônico, com menu com quadradinhos e tudo mais.
Eles digitalizaram essa experiência.
Então você ficou com uma experiência ruim digital.
Então você pegar as primeiras versões de aplicativos, né? De de celular, dos bancos e tudo, os bancos olharam isso como uma forma de redução de custo apenas e virou um processo onde é? É.
Efetivamente não aconteceu. Uma transformação aconteceu. É um corte de custo e só.
Abriu o caminho, né? Quando os bancos próprios bancos começaram, né? A canibalizar a sua rede de agências, sua rede de relacionamento com o cliente. Enxergar isso como custo, você sabe o caminho, né? Para que outras empresas que conheceram conheciam mais desse mundo digital falam assim, poxa, mas.
Aquele banco ali que se tinha 11, baita diferencial competitivo, que era 10000 agências para falar com o cliente, um Monte de gente treinada, capacitada. O cara tá falando que faz uso do custo, agora vai pro espaço que a gente conhece.
Poxa, assim eu sei fazer mais tecnologia que banco o banco pode? Podia saber fazer mais banco do que eu agora, né? Poxa, nesse espaço aqui eu conheço mais, então deixa comigo.
E aí se começou toda uma discussão sobre um processo onde você conseguia olhar o consumidor fazer, cara, porque que eu não ofereço? O onboarding da Uber?
Fabíola pela abertura de conta num banco.
O que impede isso? Não tem nenhuma regulamentação que impeça isso assim, pela regulamentação, diz. Lá é TUIC, né? O nojo customer. Eu conheço o seu cliente, é a lavagem de dinheiro, é você fazer uma série de coisas que você faz assim, poxa, mas tem um Monte de regras e processos que eram seguidos de um mundo analógico, né? Como é que você conhece o cliente no mundo analógico, você faz ele até a agência, né? Você olha para ele fala assim, poxa, né? Ah, você o Eric mesmo, deixa eu ver aqui essa altura, né? A foto você pega a foto na no documento, olha pra pra pessoa e vai lá e alguém vai lá, aperta um botão e fala assim, Ah, realmente aí, né?
No mundo digital não precisa fazer isso.
Né? Então, quando você olha esse essa, essa forma, como as coisas são feitas, né? Se permitiu com que você pudesse oferecer experiências muito melhores, muito diferentes, que se adequassem muito mais a realidade de cada um além.
E além disso assim, tem uma série de produtos EE serviços que eram extremamente caros.
E eram caros por diversas razões assim, por uma razão, é de pouca concorrência. Então qualquer mercado com pouca concorrência é você. Em geral tem mais margem. Então você pegar os bancos brasileiros, eles são os mais rentáveis do mundo? Eram acho que ainda são os mais rentáveis do mundo, então.
Quando você olha, compara um banco brasileiro com um banco americano. O patamar de rentabilidade é quase outro quando você.
Quando você olha efetivamente nessa distribuição, qual o percentual, né? Do volume todo que esses bancos concentram os 5 grandes bancos brasileiros concentravam.
Falando especificamente do crédito que eu também não fugir muito, também assim, do crédito, a gente concentravam ali 80%, é de todo o crédito que era concedido no Brasil. Os 5 grandes bancos. Você tinha os outros 20% sendo feito por cooperativas de bancos médios, financeiras e et cetera.
Então assim, é um mercado que é altamente propício, né? Pra pra disrupção é caro, é ineficiente, grande.
Grande o mercado de crédito pessoa física, que é onde eu trabalho mais hoje no Brasil, é um mercado de 1.1 trilhões de reais por ano.
É, tirando isso, tirando hipotecas, não tirando o crédito imobiliário, então, só o mercado de de crédito é para pessoa física no Brasil, fora, fora imobiliária, mercado de 1.1 tri. Então é um mercado bastante grande que está na mão de de de 5 caras totalmente mal precificado, um cliente totalmente mal servidos e muita gente excluída ainda, né? Porque você olha.
O segmento da população, principalmente, né, de renda mais baixa ou renda mais volátil, nunca teve acesso, né? AAA?
Ao crédito como uma ferramenta, me lembro das 2 grandes instituições. Então quando a gente olhava esse negócio, né? Assim, a gente efetivamente é entendia que podia levar soluções. Mais Uber, mais Netflix, mais Amazon pra dentro desse espaço. Isso foi 11 grande mudança, muito mais competição. Quando a gente compara o lado, o preço é hoje dentro da open, em média, a gente economiza 50% dos juros que o cliente pagaria numa instituição financeira grande, então.
É, é uma questão muito significativa quando você olha, né? O tamanho da taxa de juros no Brasil, se falar que alguém consegue te dar metade do preço, né? Mesmo não tendo todos os benefícios de escala, aí que os bancos têm.
Então, tem um mercado que tá bastante propício aí pra pra continuar sendo sendo reconfigurado, né? Ao longo dos próximos dos próximos anos.
Legal mesmo com todo esse poder, né? Dos bancos tradicionais?
É interessante o quanto eles limitavam OE, alguns ainda limitam o cliente, né? Eu penso Na Na, minha, na minha vida como empreendedor. Algumas vezes eu tive que bater na porta do banco pra pedir recurso pra investir.
Aí você vai no banco, explica. Eu preciso de recurso, tem um projeto de investimento, projeto de investimento. Você tem um tempo de implementação, tempo de maturação, para depois ter retorno. Só que os bancos para empresas é é pequenas para empresas médias em geral. Eles não tinham linhas de crédito para investimento, né? E oferecia um capital de giro. É, vou te contar uma história, pra pra complementar isso daí, né?
A gente, né? Enfim, o startup, né? Assim eu já passei por alguns ciclos de empresa, né? E toda vez que você faz um desses ciclos, você começa a sua próxima empresa, você começa a empresa do zero, né? Então assim eu lembro, primeiro dia do CNPJ novo da gente, vamos abrir uma conta no banco, é aquelas dor de cabeça, né? A empresa, nova tal tudo, mas isso já melhorou um pouquinho e se chegava lá você conseguia, né, abrir uma conta ali levando alguns dias tal na época era, enfim, mas você conseguia sair do outro lado, aí você falava o seguinte, poxa, legal, agora tem uma conta no banco, né? Posso depositar dinheiro nela, né?
Então a gente fez um aporte de capital na companhia de algumas alguns milhões de dólares, tá? Recebemos lá o dinheiro, entrou no caixa, entrou na conta corrente no caixa da companhia e a gente tinha lá alguns milhões de reais Na Na conta bancária.
Aí, bacana, né? Assim tinha lá Oo nosso sitiozinho no ar, testando algumas coisas e coisas rolando rodando na Amazon Web Services. E eu estava pagando a Amazon Web Services no meu cartão de crédito pessoal, né?
É, a gente ligou lá pro pro, nosso gerente, mas falei assim, poxa, emite um cartão de crédito aí pra empresa? A gente poderia pagar a Amazon, né? Que é a empresa da empresa, né? A despesa do Rafael, né? Uhum, que a gente não.
Isso não tem como. Você não tem receita? Vocês não tem faturamento, vocês não tem nada. Como é que eu vou te dar um cartão de crédito?
Fica a hora, o nosso saldo.
A gente tem milhões de ar no na conta corrente, assim você acha que eu vou pegar um cartão de crédito pra gastar assim? Algumas dezenas de milhares de reais de Amazon e vou fazer o quê? Vou vou fugir com sem pagar o cartão de crédito. Pelo amor de Deus, né? Assim, um negócio que e assim a gente não conseguia um cartão de crédito por 3 anos.
É, depois de 3 anos a gente conseguiu ter o cartão de crédito. Olha que essa é a minha sexta empresa.
Então, assim EE. Mais engraçado assim, a sexta empresa com o mesmo banco e eu estava pagando a Amazon no meu cartão de crédito pessoal do mesmo banco.
Então é um negócio muito esquizofrênico, sabe? Esse negócio onde é? É.
Você tem 1111 modelo onde nunca houve incentivo de verdade para os bancos entenderem quem era o Rafael ou quem era o Eric.
Todos os dados estão lá, cara. Assim não tem Ah, bancos, não tem dados por robôs que eles têm dados.
E provavelmente, muito mais dado do que muita gente. Eles nunca tiveram um incentivo pra usar essa informação pra melhorar, né? Ou experiência ou reduzir o custo pra Rafael Peric. Por quê? Porque não precisava.
Que muda, né? O que causa transformação é a necessidade.
Então, assim, se eu tenho uma margem grande com o Eric, não tem concorrente, ninguém está me incomodando. Para que diabo aumentar um negócio novo para reduzir minha margem? Imagina o diretor, né? Chegando na reunião de diretoria e falando que os outros diretores e para o presidente do banco, gente, tinha uma ideia genial.
Vamos reduzir aqui, encontrar uma forma da gente, reduzir nossas imagens.
Né? Então, poxa, aquele bônus do final do ano, né? Se a gente disse aquele objetivo de margem, né, que a gente já recebeu aquele bônus gigantesco lá, a gente não vai mais porque, poxa, a gente vai fazer um negócio muito melhor pro nosso cliente.
Em que décadas você acha que isso IA acontecer, né? Você nunca.
Né? Isso vai acontecer se tiver competição e falar, OPA, calma. Aí tem alguém que tá roubando um.
Né? 1% dos nossos clientes todos os dias, se continuar assim, vão perder todos os clientes. Então agora sim vamos concorrer, vamos reduzir preço, vamos melhorar o serviço. Então, nesse mundo competitivo, quem se beneficia? No final das contas, é o consumidor.
E vejo que nesses exemplos que a gente está colocando aqui é muito, não é nem uso de tecnologia, né? É, é inteligência de negócio mesmo, né? É olhar pro pro cliente e entender a necessidade do cliente. É em termos de de de tecnologia.
O termo finintech, né? Quer dizer, a gente está usando tecnologia pra facilitar serviços financeiros e a gente ouve muito falar sobre.
É o chatbox algoritmos de análise de crédito ou identificação digital. Tal é, eu queria ter uma ideia de você que está Na Na prática aí já há algum tempo.
O que que tem acontecido em termos de tecnologia, especificamente nas fintechs de crédito, o que que tem sido utilizado? É inteligência artificial, é big data e em que áreas da da, da fintech?
Super bacana, Erica. Assim porque a gente vê aqui, no nosso caso o seguinte, né? Quando a gente fala de fintech, né? É o que acontece que de cara a gente a gente vê, a gente fala o seguinte, poxa, tem o lado fim, tem o lado TEC, né? Aí você tem empresa que é mais fim, empresa que é mais TEC. De repente o banco cara mais fim, a TEC é mais TEC é menos. Fin, então como é que a gente faz esse negócio pro cliente e tal?
Você acha que que mais importa para o cliente nesse processo todo ao lado fim ou ao lado técnico?
Eu acho que nenhum dos 2.
O cliente ele não quer nem o fim, nem o tech. Ele não acorda de manhã. Ninguém conhece pelo menos uma coisa muito, quase ninguém tem alguns malucos que gostam desse negócio porque são, né? A profissão é é, é o é o é o que a pessoa foi treinada a fazer e curte, né? Pela pela profissão, mas eu não conheço nenhum consumidor que não é da indústria falar acordando de manhã e falando o seguinte, sábado de sol no Rio de Janeiro, né? Pois não vou pra praia não, que eu vou no banco.
Quero ver lá como é que tá meu dinheiro, né? Pô, eu tô com saudade do meu gerente. Quero passar ali pela agência, né? Ele também não tomei, não acorda de manhã falando assim, poxa, eu vou abrir o aplicativo aqui do meu banco, né? Pra ver como é que tá meu dinheiro pra ver como é que tá, né? Então, assim, então, o que na minha visão, o consumidor não quer nem o fim nem o tech, tanto o fim, né? Tanto finanças como tecnologia, a grande maioria dos casos, eles são meios, uhum para alguma outra coisa e quando a gente olha e tenta entender efetivamente que o consumidor querem que o cliente quer, né?
E usa a tecnologia e usa finanças, né? Pra poder fazer com que isso seja um habilitador ou um catalisador.
Né? Chegar lá ou chegar lá mais rápido é o que realmente importa. Então, para traduzir isso em é, é, efetivamente tem uma coisa mais práticas. Quando a gente fala, por exemplo, no processo todo, né? De de serviços financeiros. Aqui, o que que o que isso significa para o consumidor, né? Você quer abrir uma conta bancária, né? Você precisa ter uma conta para depositar, né?
O seu, seu, os seus recursos lá, o seu dinheiro, não é? Pois se eu posso fazer isso sem obrigar você ir ao ao banco, não é ir em um lugar para alguém comparar lá como a gente falou, né? A sua foto, né? Com a foto de um documento seu, se eu consigo usar a tecnologia, né? E hoje, por qualquer telefone, aí tem o face match habilitado, né? Então se eu consigo olhar, né? Eu tenho uma foto da sua face, eu tenho uma foto, né, do seu documento, eu uso tecnologia, né? Enfim, tem uma série de ferramentas tecnológicas aí baseadas em em machine learning para validar documento, documento é falso ou verdadeiro?
Eu consigo fazer um face match seu com, né? O seu documento, pra que que eu preciso fazer você fazer com que você vá até uma agência?
Para que uma pessoa faça isso, sendo que é um algoritmo, vai acertar muito melhor do que a pessoa nesse sentido. Então é para toda essa parte de fraude, é, é, é, tem muita modelagem, muita, muita inteligência artificial, machine learning e outras ferramentas que são utilizadas para toda a parte de avaliação, né? Da capacidade de crédito, capacidade de pagamento, né? De cada consumidor tem muita informação disponível, EEO ser humano não tem capacidade, né, de?
Cruzar todas as coisas tão bem quando o computador.
É, a gente tem que ter, a gente é limitado por uma série de coisas, né? Nosso cérebro funciona de uma forma super, é eficiente para uma série de coisas, mas é quando a gente olha para uma série de outras coisas, tem, é coisas que o computador performa melhor do que a gente hoje em dia, dada a capacidade computacional que a gente tem. Então quando a gente começa a usar milhares de dezenas de milhares de variáveis para tentar chegar a alguma conclusão do que é que?
Isso significa contra perfis de comportamento ou ou de pagamento. Assim, os algoritmos que rodam hoje em computador em computadores super poderosos vão performar melhor do que a gente.
Então se você for olhar aquele modelo tradicional de banco onde você tem alta, média, alta renda, média renda, baixa renda, a no alta renda, se o cliente tem investimento ou se o cliente não tem investimento, se ele não tem na categoria e todo mundo ali é tratado igual? Vez de usar meia dúzia de variáveis e alguém desenhar um processo para isso, você consegue cruzar centenas de milhares de variáveis e saber que o Rafael ou Rafael, o Eric é o Eric e ficassem completamente diferentes. Apesar dele se parecerem um pouquinho no talvez nesses clusters que foram criados ali.
Quando você olha de verdade, o Eric sabe tocar violão.
Antes de é é guitarra e violão aí no na, naquele, aquele brinca de ser músico e o Rafael é nerd. Gosta de programar? É. E pô, tentou tocar violão 10 vezes e nunca conseguiu. A gente somos, somos pessoas diferentes, entendeu? Assim, isso quer dizer o quê?
E melhor ou pior não, gente, somos diferentes apenas. Então, dada essa diferença, né? O que que isso significa para aquele determinado produto, para aquele determinado serviço? Para qual experiência a gente quer ter, né? Talvez para você, né? Talvez devessem ter o, sei lá, o banco deveria mandar musiquinhas para você, né? Esse custo, revolver, sonzinhos tal, pra mim o banco deveria mandar um Monte de bits lá 0 e 1, né? Pra porque é o que eu mais curto, então é é saber né? Como usar a tecnologia para isso?
A questão mais tem sido mais feito e mais.
Observado e, principalmente, em fintechs ou até mesmo bancos que têm tido mais sucesso aí nesse processo de transformação.
Maravilha, eu tenho 2 perguntinhas, as 2 meio relacionadas só.
Primeira delas é se você acha que existe fintech, é espaço, né? Pra pra novas fintechs aí fintechs de menor porte e se existe, em que áreas, né? Onde você acha que tem espaço para para essas novas entrantes?
É ótima pergunta. Primeiro que eu acho que é concentrar no mercado.
Tem uma série de de de critérios para se fazer isso, não é? E tem pessoas que pensam razoavelmente diferente aí sobre isso.
Quando você olha o que está acontecendo, né? Com com esse espaço todo de fintechs eu vejo produtos, né? De maior complexidade de produtos de menor complexidade.
Com mais regulação, com menos regulação, com mais.
Gente operando menos gente operando.
E além disso, assim, efetivamente, é que competências ou competências que você traz pra mesa Visa VIS? Que problema que está querendo resolver? Tá. Então um exemplo prático disso é o seguinte, assim é Conta Digital, pá, vou montar que eu vou fazer uma Conta Digital e só isso, cara, eu acho uma péssima ideia. Hoje em dia tem centenas delas, sim, já rodando por aí é porque você vai fazer isso melhor do que o Nubank ou que o Inter ou que o Neon, ou que OBTGO que AXPO que.
É a magalu ou o mercado?
Né? Pago ou paga seguro? Pague bem que né. Enfim, porque que você vai fazer isso melhor do que né? Então, do ponto de vista do cliente, né? O cara já tem, já tem muita oferta assim, já não? Além dos bancos, todos, além de todos os outros bancos médios, ainda tem mais esse Monte de gente, né? Dá pra ter mais, daqui a pouco da Apple, da Amazon, do WhatsApp, então assim, então não, não é um espaço que eu acho muito encorajador.
Tanto é que já tem mais conta, né? É aberto do que do que CPF ativo no Brasil hoje. Isto 3 para um mais ou menos.
Então o mercado que eu já, não, não sou mais bolhas com relação a com relação a ele. Por outro lado, quando a gente olha, por exemplo, o crédito é você ainda tem. Depois de tudo isso que aconteceu depois de toda essa revolução que vem acontecendo com o fintechs, aí no nos últimos anos, aquele número que os 5 grandes bancos tinham, 80% desse mercado, eles agora têm 75.
Então assim, isso, depois de tudo o que aconteceu, uhum. É então assim, então ele tem muito espaço para se capturar marketing, né? EEE. Além disso, uma coisa que é curiosa é que quando se olha o crédito como penetração no PIB, no PIB, é de um país. Você olha o Brasil, você olha países mais desenvolvidos, o crédito tem muito pouca penetração como como um todo, apesar de ser um mercado de 1.1 tri, né? Quando a gente compara é se a relação é crédito, PIB fosse a mesma que os Estados Unidos.
Esse seria o mercado de 673.
É, então, tem muito tri ainda aí pra criar, né? Então, além de roubar a mapetia, você tem uma oportunidade enorme de expandir mercado. Agora você precisa que esse mercado seja mais eficiente, seja menor precificado uma série de coisas qual o trade off, o trade off é que num primeiro momento, né? Assim, abriram uma Conta Digital. Hoje em dia tem 300 empresas que oferece para você fazer isso essa service, então você não tem mais diferença competitiva nenhum, está ficando mais comoditizado, é um processo mais simples, não é? Por outro lado, qualquer um faz é do outro lado, o crédito, se eu vou falar para você, Eric, eu vou te dar, né? 1000 BRL.
No meu dinheiro, me paga de volta.
Esse é um processo muito mais complexo. É.
Então é assim, acho que tem muito espaço ainda, né? Nesse mundo é do lado mais crédito. Eu acho que tem bastante espaço, apesar de tudo que já aconteceu no mundo.
Ainda de investimento?
Mas eu não olharia o investimento de alta renda que isso é um espaço já bem bem competitivo, olharia o investimento para média e baixa renda, que é um negócio que é muito mais.
É, é muito menos sofisticado do ponto de vista de qual é a ferramenta que as pessoas precisam é Visa, Visa. Assim, o que que, o que que é oferecido hoje em dia? Então acho que tem um, tem uma oportunidade muito grande aí de você oferecer coisas muito simples para um para um grupo razoavelmente grande de pessoas. Eu acho que o mundo de seguros ainda é um mundo bastante pouco penetrado, então, se pensar seguros, especialmente financeiro também, então o pessoal está querendo as encher, tecs, mas não efetivamente, é uma digitalização de serviços financeiros.
Né? Também acho que tem. Tem pouca penetração.
Pagamentos tá sendo bastante transformado aí com Pix e tudo mais. É. É um pouco mais competitivo, mas ainda existem algumas oportunidades.
Cripto?
Eu acho que é irreversível. É.
Pode não ser o bitcoin pode, o bitcoin pode despencar, pode explodir, pode ir pra 1000000 de dólares. O bitcoin pode ir pra 1000 USD o bitcoin não sei o que que vai acontecer. Não consigo dizer isso direcionalmente.
Mas eu consigo dizer que cripto meio para ficar e vai ficar, né? Se vai ser NFTS ou se vai ser, tem tanta coisa acontecendo hoje aí, mas é um espaço que definitivamente vai sair alguma coisa do outro lado.
É, é bem bem significativo para a gente como sociedade.
Então acho que são esses, esses aí. Talvez os grandes, os grandes espaços e claro, aí tem toda uma camada de fornecedores, né? De fintechs, que são fintechs para fintechs ou para bancos, fintechs que criam aí várias coisas que é encaixam nesse ambiente numa forma mais de de ecossistema.
Legal, você acabou tangenciando minha última pergunta aqui que é, quais são as as principais dificuldades pra pra essas novas entrantes? Então você falou, é dependendo do produto, você tem mais ou menos regulação, você tem mais ou menos pessoas, mais ou menos uso de de tecnologia, né?
Quais são as principais dificuldades? Vou entrar com 11 fintech de crédito. Quais são as?
Principais preocupações que eu deveria ter regulação.
É uma delas.
Não era ele está perguntando pro empreendedor que já montou algumas empresas do zero, né? Então, assim, pra mim é, é tudo que é preocupação, é oportunidade, né? Então.
Eu acho que você tem desafios diferentes em cada um, né? Desses modelos.
Porém, tem algumas coisas que são mudanças.
Mudanças?
Socioambientais que a gente precisa prestar atenção a elas, tá? É? A primeira é a seguinte, né? Capital era uma restrição.
Hoje não é. Pode ser que volte a ser, mas assim eu lembro, quando eu montei a primeira empresa, a gente efetivamente se financiava, né? Com o nosso próprio dinheiro e crescia de uma forma que a gente conseguisse financiar com o nosso próprio dinheiro, porque não tinha, né? Como chegar no investidor e falar, poxa, é uma empresa que bacana, né? Compra um pedaço dela e me dá um dinheiro em troca para investir na empresa é que é essencialmente o que vem que o capital faz aqui para e tudo mais de uma forma bem bem, bem ex simplificada, né? Mas esse?
Negócio não existia hoje. Você vê empresas fazendo rodadas iniciais, né? Em estágios de sead series, né? Enfim, Angels.
É Cities series ay, a valuation de empresa grande de 3.
De 345 anos atrás, então é esse excesso de capital? Ele é transformacional para os negócios, é tanto para o lado bom, para o lado ruim, porque tem eventualmente muita gente.
Tem, tem, talvez maus negócios que não deveriam sobreviver, que sobrevivem Além do Tempo deles, porque estão access funded, né? Tão tão um excesso de de de capital, por outro lado, tem bons negócios.
Que com excesso de catálogos conseguem crescer muito, muito mais rápido e coisas que levavam muito 50 anos para fazer esse faz hoje 5, né? Porque as pessoas têm como? Como?
Aproveitar esse excesso de liquidez no mundo pra pra fazer com que as coisas aconteçam. Então o capital não é mais uma restrição, é uma, é uma coisa é que tem.
Tem sido muito benéfica e por esse ecossistema, né? Empreendedor no Brasil, eu acho que você tem hoje um framework regulatório.
Para esse mundo de startups, que está cada vez melhor, é tanto usando veículos apenas brasileiro quanto quanto brasileiros quanto veículos internacionais para fazer com que as coisas aconteçam. É dentro do mundo financeiro, é. Os reguladores entenderam que inovação é importante e a parte do ciclo, que é inovação, nunca tem que ser excluído, né? EEE por n razões, né? Que aconteceu aqui? Esses mercados financeiros brasileiros foram sempre muito regulados, coibindo inovação, e não promovendo inovação, então.
Os reguladores, hoje banco central, CBN, susep.
Et cetera. É entendem que regulação é é inovação, é parte constante do jogo, então você tem sandbox regulatório, você tem um framework regulatório que permite que você, com pouco capital, cria uma instrução financeira EEE por aí vai. Então acho que tem essas 2 coisas super positivas. Eu acho que você tem cada vez mais uma sociedade valorizando o empreendedor, né? Como uma forma de trabalho, né? Olhando quando falamos na faculdade, só na minha mãe é pra funcionário público.
Né? Atualmente, o sonho de uma mãe hoje em dia, que o filho seja empreendedor, né? Seja no próximo Elon Musk da vivência e et cetera, né? Então é Guilherme benchimol e por aí vai. Então, acho que você tem hoje, né? OOO empreendedorismo sendo reconhecido, né? Como 11 forma de questão de Riqueza na sociedade e como é uma profissão, é.
E por último, assim, acho que você tem.
Uma questão que eu talvez seja o maior desafio, que é um mundo com ausência de talento.
111 apagão de talento vai. É dado tanta coisa que tem acontecido tudo. Esse excesso de liquidez é um negócio que é super contrastante, né? Você tem uma massa de desempregados enorme, historicamente alta, e do outro lado você tem um total apagão de gente, de tecnologia, de salário, de 20000 BRL e você tem vagas de 20000 BRL abertos, que não consegue preencher de 2025 30000 BRL que você não consegue preencher.
Isso é, né? Assim é mostra o quão disfuncional.
A nossa sociedade se tornou do ponto de vista de formação de.
De profissionais, né? Assim, tinha que estar. A gente está investindo, cara 100% do né, do do, do, do nosso brain Power. Aí Na Na é nas escolas e tudo informar a gente para esse Mundo Novo, tecnológico, digital. Então, gente que tem capacidade de pensar produto, a gente tem capacidade, né? De conhecer a programação. Por mais que não seja um programador, mas entender o que que é, o que que é Python, como é que é? Python funciona, o que que é o banco de dados como essas coisas todas são, são estruturadas et cetera.
É então assim, então a gente tem com o maior desafio, eu diria. É como que a gente vai encontrar, né? Talentos, né? Pessoas para fazer parte dessa jornada.
Perfeito, perfeito, muito bom, Rafael, super obrigado aí pelo seu tempo. Acho que ajudou para caramba e para a gente entender um pouquinho mais do mercado aí de crédito digital, um pouquinho mais sobre fintechs e papo muito bom, obrigadão, obrigado a Sério.
Perguntas e respostas
Quem é Rafael Pereira?
Rafael Pereira é engenheiro formado pela PUC Rio e possui um MBA pela Columbia University. Ele é cofundador da maior fintech de crédito do Brasil e foi presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital até outubro de 2021.
O que é crédito digital?
Crédito digital é a oferta de crédito utilizando plataformas digitais, proporcionando uma experiência mais conveniente e adaptada às necessidades do consumidor, em contraste com o modelo tradicional de bancos.
Qual foi a principal mudança no relacionamento entre consumidores e instituições financeiras com a digitalização?
A principal mudança foi que o consumidor passou a decidir como se relacionar com as instituições, em vez de seguir as regras impostas pelos bancos, como ir até uma agência e passar por processos burocráticos.
Como a tecnologia impactou o setor de crédito?
A tecnologia permitiu que a experiência do consumidor fosse mais personalizada e eficiente, similar a serviços como Uber e Amazon, onde o cliente tem mais controle e transparência sobre o processo.
Quais são os desafios enfrentados pelas fintechs de crédito?
Os desafios incluem a regulação, a necessidade de capital, a competição com grandes bancos e a dificuldade de encontrar talentos qualificados para desenvolver e operar as tecnologias necessárias.
Qual é a importância da competição no setor financeiro?
A competição é crucial para melhorar os serviços e reduzir os custos para os consumidores. Sem concorrência, os bancos não têm incentivo para inovar ou reduzir suas margens de lucro.
Como as fintechs utilizam a tecnologia para oferecer crédito?
As fintechs utilizam tecnologias como inteligência artificial, machine learning e big data para avaliar a capacidade de crédito dos consumidores, detectar fraudes e oferecer uma experiência mais eficiente e personalizada.
Quais são as áreas promissoras para novas fintechs?
Áreas promissoras incluem crédito, investimentos para média e baixa renda, seguros, pagamentos e criptomoedas. Cada uma dessas áreas oferece oportunidades para inovação e crescimento.
Qual é o papel da regulação no setor de fintechs?
A regulação é fundamental para garantir a segurança e a estabilidade do setor financeiro, mas também deve permitir a inovação. Reguladores como o Banco Central e a CVM têm criado ambientes regulatórios que incentivam a inovação, como o sandbox regulatório.
Como a digitalização transformou a experiência bancária tradicional?
A digitalização transformou a experiência bancária ao eliminar a necessidade de processos físicos e burocráticos, permitindo que os consumidores realizem operações financeiras de forma mais rápida e conveniente através de aplicativos e plataformas online.
Quais são os benefícios e desafios da digitalização para os consumidores?
Os benefícios incluem maior conveniência, personalização e transparência. Os desafios podem incluir a adaptação a novas tecnologias e a necessidade de garantir a segurança dos dados pessoais e financeiros.
Como a tecnologia pode melhorar a eficiência no setor financeiro?
A tecnologia pode melhorar a eficiência ao automatizar processos, reduzir custos operacionais, aumentar a precisão na análise de dados e oferecer uma experiência mais rápida e conveniente para os consumidores.
O que é um sandbox regulatório?
Um sandbox regulatório é um ambiente controlado onde fintechs podem testar novos produtos e serviços financeiros com uma supervisão regulatória reduzida, permitindo a inovação enquanto se garante a segurança e a conformidade com as normas.
Qual é a importância do conhecimento do cliente (KYC) no setor financeiro?
O conhecimento do cliente (KYC) é crucial para prevenir fraudes e lavagem de dinheiro, garantindo que as instituições financeiras conheçam a identidade e o perfil de seus clientes através de processos de verificação e validação de dados.
Como as fintechs podem competir com grandes bancos?
As fintechs podem competir com grandes bancos oferecendo serviços mais personalizados, eficientes e convenientes, utilizando tecnologias avançadas para melhorar a experiência do cliente e reduzir custos.
Qual é o impacto das fintechs no mercado de crédito?
As fintechs têm o potencial de democratizar o acesso ao crédito, oferecendo taxas mais competitivas e serviços mais eficientes, especialmente para segmentos da população que tradicionalmente têm menos acesso a produtos financeiros.
Quais são as oportunidades no mercado de seguros para fintechs?
O mercado de seguros oferece oportunidades para fintechs ao digitalizar e simplificar processos, tornando os produtos de seguros mais acessíveis e personalizados para diferentes perfis de consumidores.
Como a inteligência artificial é utilizada nas fintechs de crédito?
A inteligência artificial é utilizada para analisar grandes volumes de dados, prever comportamentos de pagamento, detectar fraudes e personalizar ofertas de crédito de acordo com o perfil de cada consumidor.
Qual é a relação entre a digitalização e a redução de custos no setor financeiro?
A digitalização permite a automação de processos e a eliminação de intermediários, reduzindo custos operacionais e permitindo que as instituições financeiras ofereçam serviços a preços mais competitivos.
Como a pandemia acelerou a digitalização no setor financeiro?
A pandemia acelerou a digitalização ao forçar consumidores e instituições financeiras a adotarem soluções digitais para realizar operações financeiras, devido às restrições de mobilidade e ao aumento da demanda por conveniência e segurança.
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