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Gerenciamento de Riscos Corporativos (Riscos e Compliance)

Explica como identificar, avaliar e responder a riscos corporativos, destacando responsabilidades e benefícios do gerenciamento estruturado.

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Perguntas e respostas

O que é Gerenciamento de Riscos Corporativos (Enterprise Risk Management – ERM)?
É um processo amplo que percorre toda a organização, envolvendo áreas de negócio e de controle, com o objetivo de identificar, avaliar, responder e reportar riscos, oportunidades e ameaças que afetam o cumprimento dos objetivos corporativos.
Por que o ERM deve ser considerado um processo estruturado, consistente e contínuo?
Porque precisa ter atuações bem definidas, a mesma visão em todas as áreas e ocorrer diariamente; não basta realizar um mapeamento pontual e depois abandoná-lo.
Quem é o primeiro responsável pelos riscos dentro de uma empresa?
A primeira linha de defesa são as próprias áreas de negócio, pois o risco inerente está nos processos e atividades que elas executam.
Qual é o papel do conselho de administração na gestão de riscos?
O conselho (board) tem responsabilidade global sobre todos os riscos da companhia e deve assegurar que eles sejam gerenciados na prática, recebendo relatórios consolidados e verificando se estão dentro do apetite de risco estabelecido.
Quais áreas de controle costumam apoiar o gerenciamento de riscos?
Riscos, Controles Internos, Compliance e Auditoria Interna atuam como "goleiros", analisando, monitorando e aconselhando as áreas de negócio sobre os riscos mais relevantes.
O que significa risco inerente?
É o risco que existe naturalmente nas atividades e processos da organização antes de qualquer ação de controle ou mitigação.
Como funciona o trade-off entre risco e retorno?
Quanto maior o risco assumido, maior tende a ser o retorno potencial, mas também aumenta a probabilidade de perdas significativas.
Quais benefícios a gestão de riscos corporativos pode trazer?
Entre os principais ganhos estão: maior probabilidade de atingir objetivos, relatórios consolidados de riscos para o conselho, melhor compreensão das implicações dos riscos, menos surpresas ou crises, maior eficiência operacional, foco em questões relevantes, apoio ao sucesso de projetos de mudança e capacidade de assumir riscos maiores em busca de maiores recompensas.
No contexto de riscos, qual a diferença entre ameaças e oportunidades?
Ameaças são a materialização dos riscos que podem gerar perdas, enquanto oportunidades surgem quando assumir determinado risco, de forma bem gerida, pode aumentar ganhos ou rendimentos.
O que é apetite de risco?
É o nível de risco que a organização está disposta a aceitar para alcançar seus objetivos; as decisões de aceitar ou mitigar riscos devem estar alinhadas a esse limite.
Quando um risco deve ser aceito e quando deve ser mitigado?
Riscos menores podem ser aceitos, ao passo que riscos maiores exigem ações de mitigação para reduzir sua probabilidade ou impacto.
Quais categorias de risco costumam ser consolidadas e reportadas ao conselho?
Riscos de crédito, mercado, operacional, liquidez, continuidade de negócios e tecnológicos, entre outros, devem ser avaliados e apresentados de forma integrada ao conselho de administração.
Como o gerenciamento de riscos reduz surpresas ou crises?
Ao prever cenários de perdas potenciais, definir controles e monitorar continuamente os riscos, a organização diminui a chance de eventos inesperados que impactem negativamente resultados e stakeholders.
Por que o gerenciamento de riscos é essencial durante grandes mudanças organizacionais, como a troca de um sistema?
Grandes mudanças geram riscos adicionais; sem uma gestão adequada – por exemplo, sem uma homologação completa das funcionalidades – podem ocorrer problemas que afetem processos e provoquem perdas relevantes.
Qual metodologia de gestão de riscos é citada como a principal referência?
A metodologia baseada em riscos do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) é destacada como a principal utilizada.

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Rodrigo Vogliotti

Especialista em Riscos Bancários | Mentor de Carreira | Fundador da Elite Bancária