Meios de pagamento com Edson Santos - Fintechs e Inovação
Edson Santos, especialista em fintechs e meios de pagamento no Brasil, compartilha sua vasta experiência e visão sobre a evolução do setor, destacando a importância da regulamentação, inovação e as oportunidades trazidas pelo Pix e outras tecnologias emergentes.
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Transcrição
Eu vou conversar com o Edson Santos, que é um dos caras que mais conhece fintechs, especialmente meios de pagamentos aqui no Brasil.
Hoje ele é sócio da colink consultoria. Já foi conselheiro, presidente, vice-presidente. Se level em diversas empresas do setor, também é autor de alguns livros, como este livro aqui está de ponta-cabeça, não, agora está certo, este livro aqui que foi como eu fiz o primeiro contacto com o com o Edson, né também?
Gostaria que Oo Edson começasse aí.
É corrigindo alguma coisa. Complementando esse esse Mini currículo, é difícil a gente espremer aqui vários anos de carreira, né?
É payments, obrigado por você estar me convidando, Eric. É um prazer estar aqui contigo e que e conter os alunos é a minha carreira, é muito longa. Eu tenho 65 anos e estou na minha quarta carreira já pensando na quinta. E o que você se referiu é os últimos 21 anos, então eu sou resumidamente um apaixonado pela indústria de meios de pagamento e de e do setor financeiro, especialmente Financial service e fintechs.
Gosto. Tem um pezinho na área de venture capital, tem um pezinho na área de consultoria, é e, mas continuo aprendendo. Eu sou um eterno aprendiz dessa desse setor que é dinâmico, é fantástico, está sempre mudando. Tem sempre novidade. Eu nunca vivi um momento de monotonia nos últimos 21 anos. É assim que eu resumiria.
Muito legal, muito bom. Veja, é, é, é 21 anos. É mais ou menos, é, é, é quase o que eu tenho de carreira hoje.
Né? Então o teu, o teu, esse último trecho que você que eu e você resumimos, aí é mais ou menos o que eu tenho, eu devo ter 2324 anos hoje de carreira. É mais ou menos esse esse tempo, né? É, vamos falar um pouquinho então, sobre meios de pagamento, eu vou pegar algumas questões aqui, relacionadas à à regulamentação, algumas relacionadas à evolução de meios de pagamento, tá, então vou começar falando de regulamentação 2013.
A gente tem aí a aprovação de um de um Marco regulatório, né? A lei 12008 865.
E a partir dessa lei, que o banco central, ele se tornou oficialmente OOO pai do sistema de pagamentos, né? Então, depois disso, saíram várias resoluções circulares e nessa normatização foram é é incluídas a instituídas algumas nomenclaturas que designaram atividades que já eram realizadas, né? No No no setor de pagamentos, como as bandeiras, as credenciadoras, os emissores.
E aí foram divididos na regulamentação entre emissores de moeda eletrônica. Emissores de instrumento é de pagamento pós-pago. E a minha pergunta é se ainda existem entidades dentro do setor de meios de pagamento que não são reguladas pelo banco central. É, eu destaquei 2 aqui, administradoras de cartões e as as processadoras e as próprias instituições de pagamento de menor porte, então.
Você falasse um pouquinho sobre isso, se a tendência é essas e outras entidades permanecerem fora da regulamentação do banco central ou se tem uma tendência delas entrarem aí debaixo desse guarda-chuva.
Iá, muito interessante. Veja, embora o banco central passou a ser o regulador legítimo por lei, a partir de outubro de 2013, portanto, faz pouco tempo. O banco central vem estudando o mercado desde a implantação do SPB, lá em 2001, e o entretanto tinha muita coisa, muito. Mais informações e dados para ele processar. Então, se você voltar na primeiro arcabouço publicado lá no final de 2013.
Você nota que ele estipulou um determinado volume. É a partir do qual volume de transação a partir do qual as entidades deveriam se reportar diretamente a ele. Aí é, é. E depois ele foi mudando essa régua. Ele subiu a régua, depois desceu a régua e vai descendo, então Oo banco central, não tinha capacidade de regular todo o mundo ao mesmo tempo e talvez não tenha necessidade de regular todo o mundo ao mesmo tempo.
Então ele criou 111, regra ele. Ele definiu um arcabouço inteligente em que pega todo mundo de forma direta ou indireta. Então, se você é um grande player na indústria, se você é um grande administrador de cartões, está ligado a um banco. Então o banco já era regulado. Portanto, dar crédito já era uma atividade regulada pelo banco central. Se não tenha dúvida do lado do credenciador ou das bandeiras, toda a Bandeira e todo o credenciador com determinado tamanho, portanto, significativo no mercado também.
Também há.
Acabou tendo que pedir licença diretamente ao banco central, se apresentando ao banco central, mostrando como trabalha. Que tipo de governança?
Sim, como é. Como lida com segurança, como lida com risco e, portanto, ele pegou o grosso do mercado, o que que fica de fora? Aparentemente, os pequenos que têm, do ponto de vista sistêmico, pouca relevância. Uhum, meu ponto de vista de mercado pequena relevância importante, mas pequeno. E é justamente aí que podem surgir as inovações. Então, de um lado, não faz sentido, porque não tem tamanho, mas por outro lado, dar um pouco mais de Liberdade para para que ele.
Os pequenos, os novos entranrantes, as fintechs possam criar novidades. Vamos lembrar.
Que o mercado de credenciamento era um duopólio até 2010, não é? Até julho de 2010. A partir de lá, abriu o mercado, quando o banco central solta o regulamento. O mercado ainda estava travado. O mercado só começou a mudar de fato a partir de 2016. Em 2014, por exemplo, a gente já tinha 56, talvez 7 credenciadoras. Estava em 16. A gente já tinha umas 15. Hoje nós temos 30 e mais de e provavelmente 300 subcredenciadores, então.
E outra, embora eles estejam, aparentemente.
Não regulados e alguns players reclamam por isonomia, não é? Afinal, é, você tem que. Se você tem um tamanho, você tem que prestar contas constantemente ao banco central. Mas se você tem outro tamanho, você não precisa. Na prática, o que o banco central fez foi responsabilizar as bandeiras e as credenciadoras para que elas cuidem do sub credendenciador. Então, indiretamente, todo subcrendenciador tem um contrato, obviamente com crendenciador e tem também com a Bandeira.
E é monitorado por ambos em nome da regra, portanto, indiretamente, eles estão regulados e qualquer coisa que você queira criar no Brasil em meios de pagamento, você tem que olhar para a regra geral do banco central. Se você pode fazer isto ou não, se isto é se isto cai ou não dentro de uma outra regra, então indiretamente, a regra pega todo o mundo pela essência, não. Talvez pela forma.
Respondi tua pergunta, respondido.
Legal é o teu livro. Eu acho que ele foi concluído um pouquinho antes da entrada do do Pix em produção, né? Você fala sobre Pix, mas ainda não tinha a experiência do Pix em produção mesmo. É minha pergunta. É como que o Pix afetou essas empresas? EEO setor de e-mail de pagamentos sei que o histórico é muito curto ainda, né? Para você responder essa pergunta de forma definitiva, mas já dá para observar.
Um, a gente já tem aí.
É mais de 1 ano de de histórico, né? EE tem muito projeto acontecendo, muita coisa que já dá pra você ter uma visão maior do que você tinha quando você finalizou esse livro, eu queria, queria que você falasse um pouquinho sobre oportunidades e desafios para essas empresas de pagamentos depois do Pix.
Sempre fez lembrar uma coisa interessante. Nós fizemos um trabalho para um cliente na colink, nós pesquisamos em dezembro do ano passado, novembro dezembro do ano passado. É conversamos com os principais executivos da indústria para saber o que que eles, qual é, qual é o entendimento deles sobre a ameaça e oportunidade. E foi decepcionante porque a maioria achava que o Pix não IA a lugar nenhum. O resumo da ópera em dezembro, grandes participantes no mercado achava que o Pix não IA afetar a vida de ninguém.
E nós estamos concluindo hoje uma outra pesquisa em que não é propriamente o Pix, mas inclui também o Pix. A percepção mudou completamente, na verdade, em poucos meses, o Brasil se tornou um dos países mais importantes em termos de volumetria relacionada a pagamento instantâneo.
4 ou 5 meses depois, nós já éramos o oitavo no mundo em termos de volume de transação. O que o Pix fez é é um pouco diferente para o que ele foi criado.
Uhum. É, e aqui vem a certa adaptação. O brasileiro é gosta de se adaptar. A ele se adapta muito facilmente. O jeitinho brasileiro tem o lado bom e o lado ruim, o lado bom e se adaptar. Então veja o que que nasceu pra ser.
Para substituir o papel moeda certo e trazer um não bancarizado, aquele indivíduo que está fora do sistema financeiro por algum motivo para dentro do sistema financeiro. No livro, a gente trata disso, como é que a vida de alguém que recebe dinheiro e paga em dinheiro, como é que ele transporta, como é que ele guarda, como é que ele administra, ou seja, ele não faz nada disso. E esse indivíduo uma.
Vez, trazido para dentro do sistema financeiro pela digitalização do real.
Ele passa a ter uma vida financeira melhor. Esse era o grande objetivo, ainda mais acabar com o custo do papel moeda ou de, de certa forma, é que é muito alto. Entretanto, quando o Pix entrou, a grande oportunidade foi o que é você substituir a forma como você mandava dinheiro para outra pessoa para outra empresa, seja por Ted e DOC, nem se fala mais em DOC, né? E o Ted foi grandemente substituído.
Fazendo o quê? Provocando o quê? Aquilo que a gente espera de qualquer tecnologia. Nova digital, você digitaliza, digitalizou e acabou desmaterializando algum. Outros produtos ou processos e com isso, desintermediando e reduzindo o custo. Então Oo PIB substituiu bastante o Ted, reduzindo enormemente as despesas das pessoas a transferir dinheiro. E esperava-se uma mudança significativa no cartão de débito.
Então, já que Oo Pix acessa a minha conta e o cartão de débito também, e que o cartão de débito tem um custo para o lojista, que poderia ser maior do que o Pix, além da instantaneidade que faz pouca diferença No No dia. Mas o Pix não tem a mesma experiência que o cartão de débito tem hoje. Então, nas nossas pesquisas mais recentes nos demos conta de que para fazer um Pix, dependendo qual é o banco que você utiliza ou qual é a fintech que você utiliza, você tem que dar 25 tickets ou cliques no seu celular.
Eu não estou falando do click de de cada é de digitar o seu celular, digitar o seu celular é um clique, tá? Imagina isso ou o seu CPF é um clique 25 cliques para fazer o pagamento? Eu achei que o meu banco era diferente, mas não tem 20 cliques no meu banco.
E quando eu chego, o cartão de débito para fazer um pagamento numa loja, eu só encosto o cartão por aproximação. Eu já faço o pagamento, o meu celular, nem ando mais com o cartão, é celular, eu faço pagamento, então essa experiência o Pix ainda não produziu, né?
É, é, mas ele tem um potencial enorme de disrupção. Ele tem uma tendência de puxar o preço para baixo. A margem para baixo. Se houver uma substituição do cartão de débito. Como eu disse o Pix, ele é substitui o papel moeda. Portanto, ele substitui o pagamento à vista e o mercado brasileiro é pagamento a crédito. Na maior parte, você pode até dizer que metade do tpv do valor das transações são cartão de crédito. Metade é cartão de débito.
Ou seja, o cartão de crédito não dá ainda para substituir pelo Pix, você teria que transformar a indústria de emissão, que passaria a utilizar um outro trilho de pagamento, que seria o Pix, não este, então, ele tem potencial disruptivo, afetou muito pouco. Hoje, a vida dos dos adquirentes ou da dos aquários, ou dos credenciadores como nós chamamos agora. Mas ele tem, ele tem desafios para os credenciadores. Um deles é como ajudar Oo vendedor, o lojista.
O merchan.
A integrar Pix na sua frente de caixa. Isso é um problema em que e um desafio muito interessante, então tem aí aspectos que os os credenciadores estão trabalhando e estão buscando soluções para poder levar para o lojista.
Todo o tipo de e-mail de pagamento, então para ele, o pixo deveria ser mais uma Bandeira ou mais uma meio de pagamento que ele tem que entregar para o lojista. E como é que ele faz isso de maneira suave, sem atrito e com uma oferta de valor e preço adequado?
Então, é. É mais nesse sentido agora no futuro.
No futuro, um Pix, definitivamente é um novo trilho, uma nova trilha, um novo trilho completamente, muito mais digital do que Oo trilho de e-mails de pagamento com cartões que a gente conhece que existe há 70 anos e que vêm evoluindo.
Incrementalmente o Pix tem capacidade disruptiva.
Por conta do que a gente já falou.
Legal, eu não tinha notado essa questão dos dos 20 cliques, eu vou próximo Pix que eu fizer, eu vou, vou prestar atenção nisso. Preste atenção. Um dos um dos executivos que a gente entrevistou me chamou a atenção disso. É também não tinha prestado atenção, ele disse o seguinte, que o menor número de crises que ele encontrou era de 9 crises.
E o maior, 25. Pô, não há. Viajei muito por.
É por uma experiência instantânea, né? Então, mas o Pix vai ver com, com a capacidade de você fazer com o niafrig communication. Claro, quando você clica num QR Code dinâmico, você dá talvez um pouco menos de cliques, mas ainda não é uma experiência fantástica. Vamos esperar que o iniciador de pagamento, que venha através de outra coisa que é o open Bank, que cruza que o iniciador de pagamento Cruz.
Com o Pix, talvez tenha uma experiência diferente, então é se eu vou pagar com meu WhatsApp, eu posso achar o teu nome na minha lista de Contatos e rapidamente não ter que me preocupar em pensar qual é o seu telefone, digitar o seu telefone. Essas coisas vão melhorar a experiência. Mas eu acho que tem muito, muito ainda para fazer e.
Não. Esse negócio de tecnologia é, é, ele é cíclico, né? Porque se você?
Pega uma fotografia em diferente. Momentos da história. Cada país está aparece que está muito é avançado ou muito atrasado em relação aos demais. Se a gente voltar.
Alguns poucos anos No No tempo, a China estava muito atrasada ainda, tinha muito pagamento em papel, né? Era muito pouco, pagamento eletrônico, 20 anos atrás, aliás, exatamente 20 anos, né? OOOSPB aqui no Brasil foi 11 Salto também No No pro setor de pagamentos. Eu queria saber, na tua visão, hoje como é que o Brasil tá em relação a ao restante do mundo em termos de meios de pagamento?
Essa é uma pergunta interessante. Você mencionou China 20 anos atrás.
Note a seguinte, tem EE. Você mencionou saltos do que a gente chama de leapfrog, o Salto da rã, né? É o você, a China.
Historicamente, tem uma questão de credibilidade e o não existe crédito ao consumidor. Não existe crédito ao consumidor na China.
Ou não existia e não existia essa confiança?
É uma questão cultural, e.
Portanto, há 20 anos atrás. O que é que nós tínhamos no Brasil ou no mundo? Cartão de crédito e o cartão de débito começando? Nós, essencialmente, era o cartão de crédito, portanto, crédito. Então a China não tinha porque não tinha crédito e pouca gente esquece desse detalhe importante.
E na hora que ela é, digitaliza o pagamento, ela digitaliza o pagamento à vista. Uhum e aí ela dá um Salto fantástico e, obviamente, com o domínio de 2 empresas.
Que formaram 2 ecossistemas extremamente importantes na China. É Ela envolve uma comunidade muito maior e com uma velocidade muito rápida. Como pega um país que é tem uma capacidade de produzir tecnologia e uma facilidade de aceitar novas tecnologias, você explode e você cresce do ponto de vista exponencial. Vamos deixar a China de lado porque tem umas diferenças tão enormes, culturais, tecnológica e tudo mais.
Quando a gente volta pro Brasil e compara Brasil, Estados Unidos e Europa, quando você fala especificamente em meios de pagamento, eu costumo analisar da seguinte maneira, você tem países que estão no estágio inicial, então o que é que é o estágio inicial, quando você tem pouquíssima penetração no consumo privado das famílias daquele país?
Por exemplo, ó 10% de penetração aqui, o que você precisa você precisa gerar. Você precisa desenvolver os 2 lados do mercado. O emissor de cartão e o credenciador não basta eu te dar um cartão se não tiver onde aceitar e não basta eu credenciar. Se eu tiver cartão para ir lá, então as coisas não existe. O ovo à galinha e pagamento não tem essa besteira de o que nasce primeiro o ovo ou a galinha, na verdade, tem que nascer os 2 juntos, senão não tem pagamento, não é?
Então, nesse aspecto, nós temos uma questão muito interessante que tem a ver com a evolução do nosso sistema financeiro, mas eu já volto Pra Ele, tá? Já volto Pra Ele. Depois você tem um mercado em crescimento que é aquela faixa entre 15% de 15.
Por cento de penetração no consumo privado até mais ou menos uns 4550. É essa farsa, essa é onde você cresce mais, esse meio, as necessidades são diferentes. Aqui é que você entra com novos produtos, você entra em novos segmentos, você entra com coisas diferentes para evoluir esse mercado e depois ele se torna Maduro quando ele se torna Maduro, tecnologia pura, experiência pura, porque você não tem a discussão da aceitação, pode dar um exemplo. Você é bem mais jovem do que eu, mas vocês vai se lembrar que houve uma época na sua vida.
Que antes de entrar numa loja você olhava para ver se tinha Oo ticket o Stick da Bandeira do cartão que você utiliza. Hum, hoje você nunca mais pensou nisso porque nós saímos da do início.
Então, mas o mercado entrando na fase madura desse mercado, onde a aceitação não é problema, a então primeiro você olha dessa forma, então é preciso entender que cada mercado, cada país, vai estar numa dessas 3 fases que eu simplifiquei aqui, tá? Agora vamos voltar pro Brasil. O meio de pagamento tá atrelado ao sistema financeiro é, e o sistema financeiro brasileiro?
Não vou chamar de sistema financeiro, mas a tecnologia bancária no Brasil é extremamente evoluída.
É uma das melhores tecnologias do mundo, mas não porque a gente é mais esperto do que os outros. É que a gente viveu por décadas em instabilidade econômica. Eu vivia hiperinflação e na época de grande inflação, mover o dinheiro rápido era mais importante do que mover o produto rápido. Hum. Você também vai-se lembrar que em algumas situações era preferível você mandar o produto de avião porque ele chegava mais rápido e você recebia mais rápido? Porquê? Porque se levasse uma semana para chegar até ao local e.
Você a partir daí, poder receber uma semana numa inflação de 80%.
Do mês significava conta de padeiro, 20% a menos do seu uhum. Está certo, então movia o dinheiro era importante e o Brasil evoluiu muito nisso. Consequentemente, nós desenvolvemos grandes emissores de cartão potencial de emissores. Em compensação, as décadas de alta inflação impediram o desenvolvimento do cartão de crédito. Porquê? Porque o lojista vender agora para receber em 30 dias era uma loucura. Era uma loucura, como é que é? Como assim vou receber em 30 dias, né? Muito.
Era muito difícil isso.
E ninguém queria dar crédito Oo os bancos se afastaram do do consumidor. Quem passou a desa dar crédito? O varejo, o varejo passou a dar crédito com caderneta, o carnêzinho, cheque pré datado, então o nosso sistema de meios de pagamento passa a crescer a partir do final da década de 90 e evolui enormemente em 21000-2000. O Brasil já era, já tinha um a partir dos anos 2002, 1001 ou 2, a gente já não tinha mais captura de transação manual.
A famosa reco-reco, mata pulga, Hum. 2 muitos jovens estão nos ouvindo, nem sabe o que eu estou falando, mas vale a pena investigar e pegar uma foto para ver como é que era uma transação capturada manualmente. EAA, por exemplo, há 10 anos atrás, você fazia uma transação em 45 segundos. Eu achava isso normal. Tenta fazer uma transação que demora 45 segundos. Hoje você não suporta isso. Então o Brasil, o Brasil é foi o primeiro país a desenvolver.
AA implantar nacionalmente o.
O cartão, o cartão que a gente usa hoje o cartão é inteligente, que tem um chip dentro e que eu uso uma senha para pagar. EEE fez o roll-lout disso de maneira fantástica, então nós somos muito evoluídos do ponto de vista de tecnologia.
Olha pro Pix. O Pix é um avanço extremamente fantástico. Nós passamos a ser um pouco mais evoluído na concorrência a partir de 2010, que pegou mais fogo a partir de 2016 e concorrência é sempre bom para você desenvolver a tecnologia e desenvolver produto e desenvolver experiência. Então eu diria que o Brasil, comparado a muitos países, está extremamente avançado, mas de novo, voltando àquele ponto inicial, nós copiamos o modelo americano em que tudo era baseado em cartão de crédito.
Só que o americano o norte-americano se financiava ou se financia com cartão de crédito. O Brasil, não. O Brasil usa o cartão de crédito como cartão de pagamento. Uhum. Ele se aproveita dos 30 dias ou da eventual parcelado, aparentemente sem juros para.
Usar e para para poder comprar.
O restante da Europa, por exemplo, exceto a Inglaterra, um pouquinho. Alguns outros países, o uso é muito mais. O cartão de débito.
O europeu, típico na zona do euro, não se financia no capital, eles financiam outras formas, mas não no cartão. Por isso que lá hoje é uma grande novidade. É o binal paylather que é compro agora e pago depois.
Que é o quê? O nosso cheque prédatado nosso parcelado sem juros, nosso fiado é não que a gente tenha inventado isso, mas nós já fazemos isso há décadas e eles estão começando a fazer isso lá agora. Então é desculpa. A resposta é longa, mas é. Eu tinha que dar esses 2 ou 3 aspectos diferentes, respondi. Atendi a sua expectativa. Ótimo.
Eu eu, lendo o teu livro, eu percebi 11 preocupação grande com com a questão da concentração do mercado.
Não só de pagamentos, né? Mas o mercado financeiro aqui No No Brasil e algumas práticas é pouco concorrenciais, de grandes conglomerados. Então, eu queria saber como você percebe o mercado de pagamentos hoje se tem espaço para mais empresas e pagamentos, ou se a gente já está em um momento ali que entrou muita gente e.
Essa é a primeira pergunta, tá? Se tem espaço para para mais gente ou se acha que já tem gente suficiente? E a segunda é, se você vê uma tendência de desconcentração.
Ou se é provável que esses pequenos estão entrando aí, se eles vão desaparecer, vão continuar pequenos.
Muito interessante é, tem várias formas da gente analisar. Você falou em concentração e eu adicionaria. Concentração e verticalização.
Isso aqui é um fato natural do mercado brasileiro, em que o grandes bancos detinham mais de 80% dos ativos financeiros, detinham mais de 80% da emissão de cartão, detinham mais de 80%. Mais de 100% dos.
Das credenciadoras?
Hoje é um pouco diferente, mas ainda detém uma fatia extremamente importante. Por exemplo, um dos players, sozinho, é dono de pouco mais de 20% do setor bancário, um pouco mais de 20% da emissão de cartão e perto de 20% da credenciamento. Então imagina o potencial aqui de de verticalizar. É enorme, entretanto.
Temos 23 novos players que muda um pouquinho a característica. Então nós tínhamos um duopólio. Morre o duopólio as 2 empresas, Cielo e rede, continuam dominando, são líderes, vice-líder. Nós temos uma getnet correndo e crescendo rapidamente e temos uma PagSeguro, uma Stone. Temos também outras empresas, a ficeurve, a dic e outras que estão vindo para cá com eles estão vindo, estão crescendo, tem algumas ainda fora do radar.
Mercado Pago é uma delas. Pouca gente entende o tamanho do Mercado Pago. Nós temos outras empresas nascendo, então a resposta é, é sim. Tem espaço para mais, porque eu eu tenho informações.
De pelo menos mais 3 ou 4, aquários ou credenciadores que estão entrando no mercado agora. Uhum, OK, agora, veja, é, nós temos que analisar se se eu chamo o analista aqui pra pensar no mercado, nós tínhamos 3 Barreiras de entrada.
Uma Barreira?
3 Barreiras de entrada ou 2 Barreiras de entrada. Uma Barreira era obter uma licença. Isso era muito difícil e a partir só de 2014 que as coisas se modificam. Então essa aqui resolveu a outra Barreira. Era tecnológica, des.
Sistema ou uma plataforma tecnológica para atender o Brasil do jeito que o Brasil faz? As coisas? Era um problema, tanto que a ela vão quando veio para o Brasil, tropicalizou seu sistema americano e não se deu bem. Hum, quando eu trouxe a Globo, openments para o Brasil, a gente decidiu não fazer isso não porque a gente sabia não, porque nós viemos juntos tanto a ela como quanto à Globo, mas nós conseguimos por pouco de sorte.
A convencer ou a se ajudar por uma processadora que desenvolveu o sistema para a gente.
A getinete fez a mesma coisa, licenciou um sistema e desenvolveu o seu sistema, mas isso era uma Barreira. Hoje essa Barreira é menor. Você tem fornecedores de sistemas, sejam por licenciamento ou por processadores, o que diminui esse problema. A distribuição ainda é uma questão e o próximo não é uma Barreira, mas a próxima é distribuição. Ainda é importante. Veja se nós 2 resolvermos, montar, esquecer tudo o que a gente sabe, montar um bar.
A primeira, a segunda coisa que a gente vai fazer é abrir uma conta bancária.
E no momento que a gente abriu uma conta bancária a viva oferecer meio de pagamento pra gente. Então a agência bancária, o banco ainda é um distribuidor importante no mundo inteiro. Não é só no Brasil. Pra eu angariar ou trazer clientes, é parte do meu CAC, tá certo? Uhum. E ter 11 rede de agências facilita muito a vida de quem quer credenciar. Então, quando eu não tenho essa rede de distribuição, eu tenho que nichar, eu tenho que buscá-la de alguma maneira um.
Uma Geografia ou um segmento em que eu tenho uma capacidade de penetração.
Então é uma vez que eu não tenho mais essas Barreiras. Qual é o qual é o drama agora? Para eu crescer é melhorar a experiência. E aí veja uma coisa importante que a gente esquece, o Brasil não é a faria Lima.
Não é o jardins. O Brasil, na verdade, são vários brasis em um Brasil. Você tem aspetos culturais vou-vos dar um exemplo é muito mais fácil para o nordestino usar um cartão de pagamento do que um gaúcho.
A penetração no Rio Grande do Sul é menor do que a penetração na maioria dos estados do nordeste. É tem aspectos culturais, portanto, tem oportunidades também. Obviamente que se você montar a tua, a tua, o teu sistema de pagamento para um, para um, para um, para uma cidade de São Paulo é uma coisa, mas puxa, como é que? Qual é a oportunidade que eu tenho no centro Oeste e no nordeste? São 2 regiões que crescem acima da média no Brasil.
Ter oportunidades fantásticas e tem segmentos novos. Então eu acho que nós temos espaço sim para novos, mas que sejam, não mesmo do mesmo. Você não pode imaginar um novo aquário ou subaquário, ou credenciador ou sub credenciador indo ao mar aberto, sem, sem nenhum diferencial de de de e só competindo por preço. Então o que a gente tem hoje é uma grande concorrência por preço.
E tem algumas, alguns players que se se avançaram na cadeia de valor do lojista e se mostram com algumas diferenças importantes e que vão conquistar clientes. Então, Eu Acredito que o mercado ainda vai expandir. Vai haver algum tipo de consolidação? Eu acho que os líderes de hoje não serão os líderes de amanhã. EOO talvez a figura do credenciador se modifique de tal forma que ele deixa de ser apenas um intermediário de meio de pagamento.
E passa a integrar outras coisas. Veja o que está fazendo a história, veja o que fez a PagSeguro ó, dê uma olhada com carinho no como se apresenta get e os outros plays que estão chegando por aí. Longa resposta, né? Desculpa, Ah, imagina, tá, tá ótimo. Eu tenho 2 perguntinhas ainda, tá?
AA primeira, a primeira, a penúltima é. Você acha que que.
Falta alguma coisa ainda No No nosso mercado de pagamentos, o que seria útil para a gente evoluir o nosso mercado de pagamentos, seja em termos de regulamentação.
Seja em termos de aplicação da tecnologia, porque tem, tem muita coisa que a gente está ouvindo falar todos os dias, né? Seja de é blockchain, inteligência artificial é o uso da inteligência artificial, machine learning em diversas áreas, né? Em diversas etapas do do do mercado. Eu queria saber se você enxerga.
Algum ou mais de um, né?
É a algo que faz falta ainda no nosso mercado. Você falou, por exemplo, do Pix experiência do usuário, né? Alguma coisa nesse sentido? Sim, sim. Será que a gente falta investir mais em em experiência do usuário? Ainda falta investir em tecnologia, evoluir ainda mais a regulamentação.
Sem dúvida, como eu disse no início, isso é um mercado extremamente dinâmico, e eu.
Nunca tive nenhum momento de monotonia nesse setor. E se eu não, se eu paro de de entender o que está acontecendo, eu fico desatualizado rapidamente. Então você tem que estar constantemente a entender, é quando eu volto EEE compreendo o que é essencialmente em uma frase, o que é pagamento?
É a combinação de 2 processos.
Autenticação e logística desde a época do escambo e vai continuar sendo sim no futuro. Ó, o que que você quer dizer com isso? Bom, na época do escambo você tinha arroz e eu tinha carne.
Ou o peixe, se a gente quisesse melhorar a experiência alimentar, eu trocava um pouco de peixe por um pouco de arroz contigo, tá certo? E nós 2 teríamos uma experiência diferente. Uhum. Que que você vai fazer é você, vai olhar para o peixe e vai ver se o peixe está fresquinho. Você não quer isso é autenticação, não é? Depois eu vou olhar para ver se o seu arroz é muito novo, porque arroz novo não é bom, ele tem que estar sequinho, banho, bem, então eu vou não pode estar quebrado.
Então essa autenticação eu fazia antes de fazer a troca. Agora, a troca implica em logística. Eu tenho que levar o peixe até você ou você tem que trazer o arroz e levar o peixe. Ela, o meio de pagamento é a mesma coisa. Na hora que eu vou pagar eu tenho que autenticar, pô, é, é esse pagamento existe de fato, tem um emissor do outro lado que autorize esse pagamento, autoriza. Então isso é uma forma de autenticação e depois o dinheiro é transferido de uma conta para outra, de um lugar para o outro. Então cada vez que eu melhoro um processo, eu.
Complico outro.
Por exemplo, quando Oo, que que é o Pix? Uma simplicidade de você fazer pagamento e uma rapidez enorme. Isso é uma oportunidade pro fraudador.
Não fraudador no Pix, mas o malandro e aí vem o sequestro relâmpago, vem as coisas associadas, tá? Não vou entrar nessa toda vez que eu melhoro a experiência do usuário ou do recebedor, eu também afeto e posso afetar a vida de quem quer entrar no meio do caminho e roubar esse dinheiro. Tá muito bem. Então evolução é constante porque o bandido também tem acesso à tecnologia. Ele também vai, então eu, eu evoluo, vou continuar evoluindo.
A experiência para torná-la cada vez mais segura.
Porque eu tenho que fazer uma logística autenticada, né? Autêntica é fazer logística muito bem, mas a experiência do usuário também é importante porque a gente tem cada vez menos tempo, por exemplo. Eu brinco, pessoal, eu boto o meu cabelo na nuvem, eu sou totalmente digital, eu não compro mais. Gillete eu recebo por uma assinatura? Então a forma como eu consumo modifica a forma como eu pago. Se eu tiver uma experiência de.
Assinar para receber giletes, espuma de barbear e loção pós-barda. Mas eu tenho que ir a algum lugar para fazer o pagamento ou emitir um cheque. A experiência não está completa, então, se você pensar nas novas gerações, principalmente os milênios e os is.
Geração z, eles têm uma forma de consumir completamente diferente. Ele não quer ser dono, ele quer experiência daquilo. Ninguém mais quer molecada, não quer mais ser dono de carro, o carro é coisa da minha geração, né? Você quer experiência de dirigir ou a experiência de ir de um lugar pro outro e não ser dono do veículo? Então isso muda a forma como eu paro muito bem agora. Dito isto, muito se fez e a gente observou a evolução enorme na experiência de quem paga. Vou lhe dar exemplo, Erick, eu.
Há 2 anos, eu só saio de casa com o celular, eu nunca mais carreguei carteira no bolso, nem cartão. Eu nunca tive problema para pagar alguma coisa. Eu realmente só o celular. Então a minha experiência foi modificada.
E foi e ajudou AAA minha vida. Eu me sinto muito mais à vontade. Eu olho para o meu celular doido. 2 clique, encosto na maquininha play, está pago, eu vou embora.
É muito tranquilo, tá? E eu nunca tinha problema de aceitação. Agora, pouco se fez pelo lado do vendedor. Então a eu descrevo um pouco isso no livro, acho que descrevo, mas se tem uma coisa que me incomoda é quando você pára e pensa no dia a dia de quem está do lado de cá, do balcão, atrás do balcão. Veja ele, ainda que ele tem um sistema de automação comercial, tivemos uma pequena média lógica. Ele tem um sistema de automação, inclusive é capaz de ler.
Código de barra.
É fazer a lista de produto e dizer, é só isso que você quer, Eric? Só clica lá e fala, ó, deu 150 BRL, como é que você quer pagar? Aí você vira e fala assim, eu quero pagar com cartão de crédito?
Aí ele sai da máquina d, pega um terminal de POSOPOS, digita manualmente aquele valor que está na tela, uhum o quê? Digita aqui entrega isso para você e você faz o pagamento do jeito que você gosta de fazer. Insere o cartão, digita uma senha, aproxima o celular, aproxima o cartão pagamento tá feito no se você disser para ele, eu quero pagar com Pix, ele vai ficar feliz, mas como é que ele checa se você pagou com Pix?
Ele tem que entregar 11 QR Code pra você ou dizer qual é a chave Pix dele, você vai digitar o valor, vai fazer a transação e aí ele tem que procurar. Onde é que tá o celular dele pra acessar a conta bancária dele pra saber se ele se o pagamento foi feito e no final do dia ele tem que pegar esse sistema OPOPOSEA frente de caixa e reconciliar essa vida toda.
Isso é um inferno. Eu não gostaria de ser lojista com uma experiência dessa. Uhum. É. Então nós temos muita coisa para fazer, muita coisa para fazer. Do lado do lojista, então.
Então eu acho que tem espaço enorme de evolução e sempre terá. Sempre terá até o dia em que eu não vou mais carregar o celular para pagar.
Eu não preciso mais do celular. De outra forma a minha presença numa loja vai me identificar. Obviamente que automaticamente, quando você melhora a vida de todo o mundo de forma digital, você também impacta o nível de segurança. Isso quer dizer. O fraudador também tem acesso à tecnologia e vai tentar, de alguma maneira, encontrar meios de utilizar o que eles já sabem.
E a sua fraqueza é eventual, pra roubar, pra obter recursos, isso que.
Faz com que Oo próprio desenvolvedor de sistemas também fique atento e constantemente evolua do ponto de vista de segurança.
Então, meu amigo, tem muita coisa ainda para ver.
Legal. Bom, uma dessas coisas aí que estão por vir é o real digital, né? A nossa central Bank digital currence, então a moeda digital que está sendo trabalhada pelo banco central numa tecnologia de blockchain. Queria saber sua sua visão, você acha que isso tem um potencial para afetar significativamente o mercado de pagamento, seja mercado de pagamentos no varejo ou mercado de pagamento Internacional.
Mas a gente se isso vai facilitar os pagamentos internacionais de Brasil para outros países?
É, eu imagino que quando você fala mercado de pagamento, vocês. Você pode estar se referindo à experiência de quem paga e quem recebe ou pode estar, se referindo às empresas que obtém resultado servindo esse mercado, você deve estar se referindo às empresas. O impacto nas empresas porque são 2 coisas diferentes. Veja Oo real digital OCBDC.
É a digitalização de fato, do papel moeda.
Certo, uhum. O Pix é a digitalização do acesso ao papel-moeda. O papel-moeda continua existindo. Está em algum lugar no banco e eu acesso de forma digital. CBDC é a digitalização do papel-moeda. Então, em termos de.
Por si só, ele não afeta a relação do mercado. Uhum e pode afetar a experiência, mas.
Ação do mercado. Então, se esse mercado serve crédito a?
Olha, é OCBDC, não vai servir crédito, ele não vai entregar crédito, ele não vai melhorar o seu crédito, ele pode melhorar o acesso à informação. O open banking pode fazer isso sem OCBDC.
Mas ele melhora, é, é simplesmente o custo da infraestrutura, porque o trilho vamos chamar de plataforma de pagamento com papel moeda. É o é a, é o, é o trilho mais caro que existe e todo mundo paga e acha que não custa nada, mas na verdade custa. O banco central já nos disse certa vez que o papel moeda podia estar custando de 1 a um e meio por cento do PIB. É muito dinheiro, né? Emitir papel, recolher papel, distribuir papel, casa.
Da moeda é um. Tem uma tecnologia fantástica por trás, mas é cara, então é.
Ele resolve esta parte, então ele a ele afeta o mercado.
Pela experiência, talvez agora.
Alguns países estão experimentando uma combinação. Pagamento ainda não é OCBDC, mas estão chegando lá é experimentando o acesso ao ao acesso ao à, à moeda de forma digital instantânea, como pagamento instantâneo.
De de 3 ou 4 países, Singapura? Eu não vou lembrar dos nomes dos países que estão no processo, mas Singapura está desenvolvendo uma experiência.
Com outros países de outono, eu acho que são 2 ou 3 países que também têm pagamento instantâneo e criando um algoritmo que faça a tradução automática. Então, o sujeito visita a Singapura e paga com seu uma.
O seu pagamento instantâneo do do seu país de origem e o e o sistema já faz toda a tradução da moeda. Isso simplifica muito a vida de quem viaja ou da ou do comércio Internacional.
Então, CBDC tem um potencial de você.
Automatizar de alguma maneira AOOFXAAA.
Qual é a palavra adequado por FXAA de você fazer a conversão de moeda? Uhum, porque uma vez que ele é digital é é muito mais fácil você criar algoritmos que façam isso de maneira instantânea. Então é então, desse ponto de vista, eu acho que.
Ele modifica a experiência de quem paga e recebe, mas não necessariamente tem uma consequência natural para essas empresas que estão atuam no mercado de pagamento. Talvez aqui tenha oportunidade.
Né? Oportunidades?
Respondi a tua pergunta, bom, muito bom, Edson, eu. Eu gostei muito da nossa conversa. Acho que foi 11 aula, né? Aí a ideia era essa mesma, né? Então te agradeço imensamente pela nossa conversa e.
Deixar o final aí para você, se quiser deixar teu teu contacto também, pois não?
Bom, primeiro não é uma aula, porque quem dá aula aqui é você, não é?
Eu sou 11 analista, um estudante desse mercado e estou trocando ideias com você. É? É, eu aprendo. Quando também tenho que explicar. Você sabe disso. Quando a gente explica, a gente aprende, então eu lhe sou ingrato.
Pela oportunidade de também aprender contigo através das suas perguntas, né? Que as perguntas são mais importantes do que as respostas.
Tá certo? A pergunta me faz pensar a resposta. Ela vem pronta? Então é a pergunta que é mais importante é, poxa, obrigado pela oportunidade. É um prazer falar com você, com o pessoal. É, eu sou muito fácil de ser encontrado nas redes sociais.
Seja através da da colink Business Consulting ou através do eurolinkedin, meu nome é Edson Santos. É fácil de achar, mas o meu e-mail [email protected].
É só me chamar, eu sou facinho de ser encontrado e a gente pode conversar mais, tá bom? Excelente. E eu eu de novo vou recomendar Oo livro payments 4.0 do do Edson livro que eu verdade devorei, viu? Li o livro da ponta fácil, ótimo, ótimo livro técnico. Tem que ser assim, muito bom, não é técnico, a ideia é não ser técnico, ser muito mais analítico, né não técnico.
Ótimo, obrigado pela recomendação.
Perguntas e respostas
Quem é Edson Santos?
Edson Santos é sócio da Colink Consultoria e possui uma vasta experiência no setor de fintechs e meios de pagamento no Brasil. Ele já atuou como conselheiro, presidente e vice-presidente em diversas empresas do setor e é autor de livros sobre o tema.
Qual é a relação de Edson Santos com a indústria de meios de pagamento?
Edson Santos é um apaixonado pela indústria de meios de pagamento e pelo setor financeiro, especialmente serviços financeiros e fintechs. Ele tem experiência em venture capital e consultoria e se considera um eterno aprendiz desse setor dinâmico e em constante mudança.
O que foi o marco regulatório de 2013 para o sistema de pagamentos no Brasil?
O marco regulatório de 2013, estabelecido pela Lei 12.865, tornou o Banco Central do Brasil o regulador oficial do sistema de pagamentos. A partir dessa lei, várias resoluções e circulares foram emitidas para normatizar o setor, incluindo nomenclaturas para atividades como bandeiras, credenciadoras e emissores.
Existem entidades no setor de meios de pagamento que não são reguladas pelo Banco Central?
Sim, algumas entidades como administradoras de cartões, processadoras e instituições de pagamento de menor porte ainda não são diretamente reguladas pelo Banco Central. No entanto, o Banco Central criou um arcabouço regulatório que, direta ou indiretamente, abrange a maioria dos players do mercado.
Como o Banco Central regula o mercado de pagamentos?
O Banco Central regula o mercado de pagamentos por meio de um arcabouço inteligente que inclui grandes players diretamente e pequenos players indiretamente. Grandes administradores de cartões e credenciadoras precisam se reportar diretamente ao Banco Central, enquanto subcredenciadores são monitorados por bandeiras e credenciadoras maiores.
Como o Pix afetou o setor de meios de pagamento?
O Pix trouxe uma grande disrupção ao setor de meios de pagamento, substituindo métodos tradicionais como TED e DOC e reduzindo custos de transação. Embora ainda não tenha substituído significativamente o cartão de débito, o Pix tem potencial disruptivo e está mudando a forma como as pessoas e empresas realizam pagamentos.
Quais são os desafios do Pix em termos de experiência do usuário?
Um dos principais desafios do Pix é a experiência do usuário, que pode exigir até 25 cliques para completar uma transação, dependendo do banco ou fintech utilizada. Melhorar essa experiência é essencial para aumentar a adoção do Pix como método de pagamento.
Como o mercado de meios de pagamento no Brasil se compara ao de outros países?
O Brasil é considerado avançado em termos de tecnologia bancária e meios de pagamento, devido à sua história de instabilidade econômica que impulsionou a inovação. Comparado a países como Estados Unidos e Europa, o Brasil tem uma alta penetração de cartões de crédito e débito e está na vanguarda com iniciativas como o Pix.
Há espaço para mais empresas no mercado de meios de pagamento no Brasil?
Sim, há espaço para mais empresas no mercado de meios de pagamento no Brasil, especialmente aquelas que oferecem diferenciais e não competem apenas por preço. O mercado está em expansão e há oportunidades em nichos específicos e regiões menos atendidas.
Quais são as principais Barreiras de entrada no mercado de meios de pagamento?
As principais Barreiras de entrada no mercado de meios de pagamento eram a obtenção de licença e a tecnologia. Hoje, essas Barreiras foram reduzidas com a disponibilidade de fornecedores de sistemas e processadores. A distribuição ainda é um desafio, mas novas empresas podem nichar e buscar segmentos específicos para crescer.
O que falta para o mercado de meios de pagamento no Brasil evoluir?
O mercado de meios de pagamento no Brasil ainda precisa melhorar a experiência do usuário, especialmente do lado do lojista. Investir em tecnologia, segurança e regulamentação contínua são essenciais para a evolução do mercado.
Qual é o impacto potencial do real digital no mercado de pagamentos?
O real digital, ou CBDC, tem o potencial de digitalizar o papel-moeda, reduzindo custos de infraestrutura e facilitando pagamentos internacionais. Embora possa melhorar a experiência do usuário, seu impacto nas empresas de pagamento dependerá de como essas empresas aproveitam as novas oportunidades que surgem com a digitalização da moeda.
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