Artigo
10/03/2021

DFC – Método indireto e método direto

Explica as diferenças entre os métodos direto e indireto na Demonstração dos Fluxos de Caixa.

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A entidade deve apresentar a DFC utilizando o método direto ou então o método indireto. Caso a opção seja por apresentar a DFC pelo método direto, deve ser fornecida a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. Como esta conciliação é praticamente o bloco operacional da DFC pelo método indireto, a grande maioria das empresas opta por já preparar a DFC pelo método indireto.

Pelo método direto, são apresentados recebimentos e pagamentos brutos relacionados às três atividades presentes na elaboração da DFC.

Pelo indireto, as atividades operacionais são apresentadas fazendo-se a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações. Partindo-se do lucro líquido ou prejuízo, são feitos ajustes relacionados às variações ocorridas no decorrer do período nos estoques e contas operacionais a receber ou a pagar, a itens que não afetaram o caixa no período como por exemplo depreciação, provisões, tributos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados financeiramente, resultado de equivalência patrimonial, e todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento (ganho de capital por exemplo, de forma que não seja considerado duplamente, uma vez que está contido no valor da venda do imobilizado). Os fluxos de caixa decorrentes das transações de investimento e financiamento são apresentados pelos pagamentos e recebimentos brutos, assim como é feito no método direto.

A diferença entre os dois métodos está na apresentação das atividades operacionais.

Transações de investimento e financiamento que não envolvem caixa ou equivalente de caixa devem ser excluídas da DFC. Pode ser citada como exemplo a integralização de capital em bens destinados ao ativo imobilizado. O imobilizado foi aumentado, o patrimônio líquido também, mas nada transitou pelo caixa, não sendo assim objeto de apresentação pela DFC.


  Método direto Método indireto
Atividades operacionais Recebimentos e pagamentos brutos Partindo-se do lucro líquido são feitos ajustes relacionados a:
- transações que não envolvem caixa no período;
- variações ocorridas na conta de estoques e outras contas operacionais a receber ou a pagar;
- todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento.
Atividades de investimento Recebimentos e pagamentos brutos Recebimentos e pagamentos brutos
Atividades de financiamento Recebimentos e pagamentos brutos Recebimentos e pagamentos brutos
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Perguntas e respostas

O que é a DFC?
A DFC, ou Demonstração dos Fluxos de Caixa, é um relatório financeiro que apresenta as entradas e saídas de caixa de uma entidade, divididas em atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Quais são os métodos de apresentação da DFC?
A DFC pode ser apresentada utilizando o método direto ou o método indireto.
O que deve ser fornecido se a DFC for apresentada pelo método direto?
Se a DFC for apresentada pelo método direto, deve ser fornecida a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.
Por que a maioria das empresas opta pelo método indireto para a DFC?
A maioria das empresas opta pelo método indireto porque a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais, exigida no método direto, é praticamente o bloco operacional da DFC pelo método indireto.
Como são apresentadas as atividades operacionais pelo método direto na DFC?
Pelo método direto, são apresentados recebimentos e pagamentos brutos relacionados às três atividades presentes na elaboração da DFC.
Como são apresentadas as atividades operacionais pelo método indireto na DFC?
Pelo método indireto, as atividades operacionais são apresentadas fazendo-se a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações. Partindo-se do lucro líquido ou prejuízo, são feitos ajustes relacionados às variações ocorridas no decorrer do período nos estoques e contas operacionais a receber ou a pagar, a itens que não afetaram o caixa no período, como depreciação, provisões, tributos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados financeiramente, resultado de equivalência patrimonial, e todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento.
Como são apresentados os fluxos de caixa decorrentes das transações de investimento e financiamento na DFC?
Os fluxos de caixa decorrentes das transações de investimento e financiamento são apresentados pelos pagamentos e recebimentos brutos, tanto no método direto quanto no método indireto.
Qual é a principal diferença entre o método direto e o método indireto na DFC?
A principal diferença entre os dois métodos está na apresentação das atividades operacionais.
Como devem ser tratadas as transações de investimento e financiamento que não envolvem caixa na DFC?
Transações de investimento e financiamento que não envolvem caixa ou equivalente de caixa devem ser excluídas da DFC. Um exemplo é a integralização de capital em bens destinados ao ativo imobilizado, onde o imobilizado e o patrimônio líquido aumentam, mas nada transita pelo caixa.

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Alexandre Gonzales

Professor Insper