Artigo
21/07/2024
Atualizado em 23/04/2026

Gestão de Riscos: Proativa ou Reativa?

A gestão de riscos pode ser proativa, antecipando e mitigando riscos antes que ocorram, ou reativa, respondendo após incidentes, com a abordagem proativa promovendo maior segurança e adaptação contínua.

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Gerenciar riscos é (ou ao menos deveria ser) uma prática importante para qualquer empresa, independentemente do setor ou porte, pois é o que vai ajudar a mitigar os efeitos da incerteza nos negócios, possibilitando uma operação mais segura e previsível.

Começo relembrando de algumas das razões principais para gerenciar riscos como:

  • Aumentar as chances de sucesso: Implementar práticas de gestão de riscos aumenta a probabilidade de alcançar os objetivos estratégicos e operacionais.
  • Prevenir perdas potenciais: Identificar e mitigar riscos antes que eles se concretizem ajuda a evitar perdas financeiras significativas.
  • Diminuir a magnitude de perdas: Mesmo quando as perdas são inevitáveis, uma gestão de riscos eficaz pode reduzir seu impacto.
  • Apoiar o uso eficiente dos recursos: Alocar recursos de maneira mais eficaz para áreas de maior risco ou potencial de retorno.
  • Promover a melhoria contínua: Aprender com os riscos e incidentes passados para fortalecer as práticas de negócios.
  • Reduzir surpresas indesejadas: Antecipar problemas potenciais e preparar respostas adequadas.
  • Aproveitar novas oportunidades rapidamente: Identificar e explorar oportunidades emergentes de forma mais eficaz.
  • Reassurar stakeholders: Demonstrar que a empresa está preparada para enfrentar incertezas, aumentando a confiança dos investidores, clientes e outros stakeholders.

Feita esta breve, mas sempre importante introdução, queria dizer de que podemos categorizar a gestão de riscos como proativa ou reativa, que é sobre o que queria detalhar mais hoje abaixo começando comentado sobre a principal diferença entre essas abordagens, que basicamente reside na forma como os riscos são gerenciados:

  • Gestão Reativa de Riscos: É uma abordagem baseada em resposta, onde os riscos são gerenciados após a ocorrência de um incidente ou com base em descobertas de auditorias. Esta abordagem tende a ser mais focada em corrigir problemas do que em prevenir sua ocorrência.
  • Gestão Proativa de Riscos: Envolve uma estratégia de controle de feedback adaptativo e fechado, baseada em medição e observação. Esta abordagem visa antecipar e gerenciar tanto os riscos existentes quanto os emergentes, permitindo uma adaptação rápida a eventos indesejados ou crises.

Neste sentido a gestão proativa de riscos se diferencia pela maneira como os riscos são avaliados, relatados e mitigados, o que normalmente envolve uma análise cuidadosa das situações, a identificação das causas raízes dos riscos, a avaliação da probabilidade e impacto, e a preparação de planos de contingência.

Vou agora tentar detalhar algumas das características da gestão proativa e reativa de riscos:

Tempo:

Gestão Reativa: Depende exclusivamente da análise de incidentes passados e da resposta a esses eventos.

Gestão Proativa: Combina métodos de previsão do passado, presente e futuro antes de encontrar soluções para evitar riscos.

Flexibilidade:

Gestão Reativa: Não acomoda a previsão, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas humanos, tornando-se menos flexível às mudanças e desafios.

Gestão Proativa: Inclui pensamento criativo e previsão, dependendo da fonte do acidente, que é uma característica humana, permitindo uma adaptação muito maior ao ambiente em mudança.

A gestão reativa de riscos é frequentemente comparada a um cenário de combate a incêndios, onde as ações são tomadas apenas após a ocorrência de um acidente ou a identificação de problemas em auditorias, o que pode resultar em atrasos significativos, custos elevados e modificações extensas devido à falta de preparação.

Por outro lado, a gestão proativa de riscos busca identificar todos os riscos relevantes antes que um incidente ocorra, que é necessário em um ambiente de rápida mudança tecnológica, desregulamentação, concorrência acirrada e crescente preocupação pública. A gestão proativa envolve a definição de estratégias de controle de feedback adaptativo, utilizando a criatividade e a capacidade intelectual humana para manter altos níveis de segurança.

Conteúdo do artigo
Gestão de Riscos = Proativa ou Reativa?

Implementação da Gestão Proativa de Riscos:

A gestão proativa de riscos deve ser praticada como uma disciplina contínua e integrada à estratégia geral de negócios, não podendo ser definida ou realizada de forma isolada. Desenvolver e implementar um programa de identificação e gestão preventiva de riscos ajuda as empresas a limitar a exposição, economizar custos e aumentar o valor para os stakeholders. No entanto existem desafios que precisam ser gerenciados tais como:

  • Falta de compreensão clara sobre os riscos e suas consequências.
  • Falta de ferramentas e técnicas relevantes.
  • Disponibilidade de dados em silos.
  • Recursos limitados.
  • Ausência de um tom de cima adequado.

E como sempre uma comunicação eficaz entre todas as partes interessadas e o uso da tecnologia são relevantes para criar um maior valor empresarial.

A gestão de riscos deve ser implementada proativamente, ao invés de ser dirigida por eventos. Medidas reativas, como respostas a auditorias ou incidentes, não são eficazes para a gestão de riscos corporativos, pois não mitigam riscos futuros e deixam as empresas em uma posição defensiva. A capacidade de ver riscos e oportunidades simultaneamente ajuda a desenvolver organizações flexíveis que podem gerenciar a proteção e a criação de valor simultaneamente. Desenvolver essa capacidade exige uma mudança na mentalidade de gestão de riscos, sendo fundamental para ajudar as empresas a gerenciar e se beneficiar melhor dos riscos.

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Atualizado Verificado em 16/07/2026

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Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante