O que é o Pay by Bank?
Pay by Bank é uma modalidade de pagamento em que o consumidor realiza uma transação diretamente da sua conta bancária, com autenticação feita no próprio app do banco, de forma instantânea e segura, sem cartões, boletos ou intermediários tradicionais. Essa experiência só é possível graças ao Open Finance, que obriga os bancos a disponibilizarem APIs seguras e padronizadas, permitindo que empresas autorizadas (como fintechs e provedores de pagamento) iniciem pagamentos em nome do usuário, sempre com o devido consentimento.
Crescimento e adoção em massa
O Reino Unido é o exemplo mais avançado do mundo nesse modelo. Segundo a TrueLayer:
- São 27 milhões de pagamentos Pay by Bank por mês, com quase 9 milhões de usuários ativos.
- A taxa de crescimento entre 2022 e 2024 foi de 88%.
- Grandes marcas já adotaram a modalidade, como lastminute.com (aumento de 20% no ticket médio) e Papa Johns (redução de mais de 40% nos custos de pagamento).
Segurança aprimorada e experiência simplificada
Uma das grandes vantagens do Pay by Bank é a autenticação biométrica e a ausência de dados sensíveis circulando, como números de cartão. Isso reduz o risco de fraudes, a complexidade da jornada de pagamento e a fricção na experiência do usuário. Do ponto de vista do consumidor, é um método mais rápido, intuitivo e confiável, especialmente em jornadas mobile.
Valor para as empresas
Além da experiência do usuário, os impactos para os comerciantes são relevantes:
- Custos operacionais mais baixos, ao eliminar taxas de adquirência.
- Conversão de checkout mais alta, com menos abandono de carrinho.
- Liquidação imediata, o que melhora o fluxo de caixa.
- Eliminação de Chargebacks, com segurança integrada ao fluxo.
VRP e Pagamentos Recorrentes
O relatório destaca que 2025 será o ano dos VRPs — Variable Recurring Payments. Trata-se de pagamentos recorrentes com consentimento programado e flexível, nos quais o usuário autoriza limites de valor e frequência, sem precisar reautenticar cada transação. Com isso, os VRPs prometem substituir os débitos automáticos e cartões salvos, trazendo mais transparência e controle para pagamentos de assinaturas, contas e recargas.
Expansão para o ecossistema europeu
Embora o Reino Unido esteja liderando essa transformação, a União Europeia segue no mesmo caminho. A nova diretiva PSD3, prevista para entrar em vigor nos próximos anos, deve:
- Tornar obrigatória a melhoria nas APIs bancárias.
- Padronizar a experiência do usuário em toda a região.
- Impulsionar a adoção de iniciadores de pagamento em escala continental.
Comparativo com o Open Finance brasileiro
O modelo britânico tem paralelos diretos com o Open Finance no Brasil, especialmente com a função de iniciação de pagamento via Pix. O que no Reino Unido é o “Pay by Bank”, por aqui se realiza por meio de Iniciadores de Pagamento autorizados pelo Banco Central, que operam diretamente com o Pix Automático.
Acesse o relatório em https://lnkd.in/gECCjrPB