Norma
24/12/2009

Mudanças em Passivos por Desativação, Restauração e outros

Estabelece orientações para contabilização de mudanças em passivos por desativação, restauração e passivos similares relacionados a ativos imobilizados.

Resumo

A ITG 12 define como tratar as variações nos passivos de desativação e restauração de ativos, como os custos para descomissionar uma fábrica.

⚙️ O tratamento contábil da mudança depende do modelo de mensuração do ativo relacionado: Custo ou Reavaliação.

🏗️ Modelo de Custo: A mudança no passivo ajusta o custo do ativo. Se uma redução no passivo for maior que o valor contábil do ativo, a diferença vai para o resultado. Se houver aumento, é preciso testar a recuperabilidade do ativo.

📊 Modelo de Reavaliação: A mudança no passivo afeta a reserva de reavaliação no patrimônio líquido. Aumentos que superem o saldo da reserva vão para o resultado.

⏰ Efeito do tempo (reversão do desconto): É sempre uma despesa financeira no resultado, não podendo ser capitalizado no ativo.

🏁 Fim da vida útil: Após a depreciação total do ativo, qualquer nova mudança no passivo é registrada diretamente no resultado.

A Interpretação Técnica ITG 12 orienta como contabilizar as mudanças na mensuração de passivos de desativação, restauração e obrigações similares. Esses passivos, como os custos para desmontar uma planta industrial ou reabilitar uma área de mineração, são inicialmente reconhecidos como parte do custo de um ativo imobilizado (conforme a NBC TG 27) ou de um ativo de direito de uso (NBC TG 06).

A norma foca em três tipos de eventos que alteram o passivo: mudanças nas estimativas de custos ou prazos, alterações na taxa de desconto e o aumento do valor pela passagem do tempo (reversão do desconto).

O aumento do passivo que reflete a passagem do tempo, conhecido como reversão do desconto, deve ser sempre registrado como uma despesa financeira no resultado do período. A norma proíbe a capitalização desses juros no custo do ativo.

Para outras mudanças, como novas estimativas de custos ou alterações na taxa de desconto, o tratamento contábil depende do modelo de mensuração do ativo ao qual o passivo está relacionado.

Se o ativo for mensurado pelo Modelo de Custo, as mudanças no passivo são, em geral, adicionadas ou deduzidas do custo do ativo. Contudo, se uma redução no passivo exceder o valor contábil do ativo, o excesso deve ser reconhecido imediatamente no resultado. Da mesma forma, se um ajuste aumentar o custo do ativo, a entidade deve avaliar se há necessidade de um teste de recuperabilidade (impairment test), conforme a NBC TG 01.

Se o ativo for mensurado pelo Modelo de Reavaliação, as mudanças no passivo alteram a reserva de reavaliação no patrimônio líquido (em Outros Resultados Abrangentes). Uma redução no passivo aumenta a reserva, enquanto um aumento a diminui. Caso um aumento no passivo exceda o saldo da reserva, a diferença é levada ao resultado.

Após o término da vida útil do ativo, qualquer mudança subsequente no valor do passivo deve ser reconhecida integralmente no resultado do período em que ocorrer, independentemente do modelo de mensuração adotado.