Revogada Norma
30/06/1993
#9297

Resolução Nº 1.990

DISPÕE ACERCA DE SISTEMÁTICA ALTERNATIVA DE APURAÇÃO DOS LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E DE DIVERSIFICAÇÃO DE RISCO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E DEMAIS INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A FUNCIONAR PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL.

                        RESOLUCAO N. 001990                          
                        -------------------                          


                              DISPÕE ACERCA DE SISTEMÁTICA ALTERNATI-
                              VA DE APURAÇÃO DOS LIMITES DE ENDIVIDA-
                              MENTO  E DE DIVERSIFICAÇÃO DE RISCO DAS
                              INSTITUIÇÕES  FINANCEIRAS E DEMAIS INS-
                              TITUIÇÕES  AUTORIZADAS A FUNCIONAR PELO
                              BANCO CENTRAL DO BRASIL.               

                    O BANCO CENTRAL DO BRASIL, NA FORMA DO ART. 9º DA
LEI Nº 4.595, DE 31.12.64, TORNA PÚBLICO QUE O CONSELHO MONETÁRIO NA-
CIONAL, EM SESSÃO REALIZADA EM 29.06.93, TENDO EM VISTA O DISPOSTO NO
ART.  4º,  INCISOS  VIII E XI, DA REFERIDA LEI, NA LEI Nº  4.728,  DE
14.07.65, E NA LEI Nº 6.099, DE 12.09.74, ALTERADA PELA LEI Nº 7.132,
DE 26.10.83,                                                         

R E S O L V E U:                                                     

                    ART.  1º. FACULTAR, ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E
DEMAIS  INSTITUIÇÕES  AUTORIZADAS A FUNCIONAR PELO BANCO  CENTRAL  DO
BRASIL INTEGRANTES DE CONGLOMERADO, A APURAÇÃO, DE FORMA CONSOLIDADA,
TOMANDO-SE  POR BASE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO CONGLOMERADO AJUSTADO NA
FORMA  DA REGULAMENTAÇÃO EM VIGOR, DOS LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E  DE
DIVERSIFICAÇÃO  DE  RISCO DE QUE TRATAM AS RESOLUÇÕES NºS  1.499,  DE
27.07.88,  1.556  E 1.559, AMBAS DE 22.12.88, 1.608, DE  31.05.89,  E
1.948 E 1.949, AMBAS DE 29.07.92, E REGULAMENTAÇÃO SUBSEQÜENTE.      

                    PARÁGRAFO  ÚNICO. PARA OS FINS DESTE ARTIGO  UTI-
LIZAR-SE-Á O CONCEITO DE CONGLOMERADO ADOTADO PELO PLANO CONTÁBIL DAS
INSTITUIÇÕES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (COSIF);                 

                    ART.  2º. A OPÇÃO PELA UTILIZAÇÃO DA FACULDADE DE
QUE TRATA O ARTIGO ANTERIOR:                                         

                    I  - IMPLICARÁ  A  OBRIGATORIEDADE DE COMUNICAÇÃO
DA  DECISÃO AO BANCO CENTRAL DO BRASIL, DEVENDO O DOCUMENTO UTILIZADO
PARA ESSE FIM:                                                       

     A - SER  DIRIGIDO AO DEPARTAMENTO DE CADASTRO E INFORMAÇÕES (DE-
         CAD)  DO MENCIONADO ÓRGÃO, COM ANTECEDÊNCIA MÍNIMA DE UM MÊS
         DO INÍCIO DO SEMESTRE A PARTIR DO QUAL A OPÇÃO IRÁ VIGORAR; 

     B - CONTER A DENOMINAÇÃO E O NÚMERO DE INSCRIÇÃO NO CADASTRO GE-
         RAL  DE CONTRIBUINTES (CGC) DAS INSTITUIÇÕES INTEGRANTES  DO
         CONGLOMERADO;                                               

     C - INDICAR A INSTITUIÇÃO DO CONGLOMERADO QUE FICARÁ RESPONSÁVEL
         PELA APURAÇÃO E PELO CUMPRIMENTO DOS LIMITES CONSOLIDADOS;  

     D - INDICAR O SEMESTRE A PARTIR DO QUAL IRÁ VIGORAR A OPÇÃO;    

     E - SER FIRMADO POR ADMINISTRADOR OU REPRESENTANTE LEGAL DE CADA
         UMA DAS INSTITUIÇÕES INTEGRANTES DO CONGLOMERADO;           

                   II  - NÃO  DISPENSARÁ  AS INSTITUIÇÕES INTEGRANTES
DO  CONGLOMERADO DA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E DE DI-
VERSIFICAÇÃO DE RISCO, INDIVIDUAIS, ESTABELECIDOS NAS MENCIONADAS RE-
SOLUÇÕES  NºS 1.499, 1.556 E 1.559/88, 1.608/89 E 1.948/92 E NO  ART.
2º DA TAMBÉM CITADA RESOLUÇÃO Nº 1.949/92;                           

                  III  - OCORRERÁ  SEM PREJUÍZO DA OBRIGATORIEDADE DE
PROCEDER-SE  ÀS DEDUÇÕES DE QUE TRATA O ART. 1º DA REFERIDA RESOLUÇÃO
Nº 1.949/92, RELATIVAMENTE ÀS INSTITUIÇÕES NÃO INTEGRANTES DO CONGLO-
MERADO,  BEM ASSIM ÀS DEPENDÊNCIAS E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, NO EX-
TERIOR, NÃO OBJETO DE CONSOLIDAÇÃO;                                  

                   IV  - PODERÁ SER REVISTA, DESDE QUE O TEOR DA COR-
RESPONDENTE  DECISÃO SEJA COMUNICADO, AO BANCO CENTRAL DO  BRASIL/DE-
PARTAMENTO  DE CADASTRO E INFORMAÇÕES (DECAD), COM OBSERVÂNCIA DA AN-
TECEDÊNCIA MÍNIMA ESTABELECIDA NO ITEM I, ALÍNEA "A" DESTA RESOLUÇÃO,
E DAS DEMAIS DISPOSIÇÕES DAQUELE ITEM, NO QUE COUBER;                

                    V  - PODERÁ,  EXCEPCIONALMENTE, EM SE TRATANDO DE
INSTITUIÇÕES QUE PRETENDAM ADOTAR REFERIDA SISTEMÁTICA JÁ NO BALANCE-
TE DE 31.07.93, SER COMUNICADA ATÉ 16.07.93.                         

                    ART.  3º. A  INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL PELO CUMPRI-
MENTO  DOS LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E DE DIVERSIFICAÇÃO DE RISCO APU-
RADOS NA FORMA DESTA RESOLUÇÃO, DE QUE TRATA O ITEM I, ALÍNEA "C", DO
ARTIGO ANTERIOR, DEVERÁ ENCAMINHAR AO BANCO CENTRAL DO BRASIL/DELEGA-
CIA  REGIONAL A QUE ESTIVER JURISDICIONADO O CONGLOMERADO, MENSALMEN-
TE, OS BALANÇOS/BALANCETES CONSOLIDADOS, OBSERVADOS OS PRAZOS ESTABE-
LECIDOS  NA  REGULAMENTAÇÃO EM VIGOR PARA A REMESSA DE  DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS.                                                         

                    PARÁGRAFO  ÚNICO. COM VISTAS  À  EXECUÇÃO DO DIS-
POSTO  NESTE  ARTIGO, O BANCO CENTRAL DO BRASIL INTRODUZIRÁ NO  PLANO
CONTÁBIL  DAS INSTITUIÇÕES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (COSIF)  AS
ADAPTAÇÕES QUE SE FIZEREM NECESSÁRIAS.                               

                    ART.  4º. A  NÃO OBSERVÂNCIA DOS LIMITES DE ENDI-
VIDAMENTO  E DE DIVERSIFICAÇÃO DE RISCO APURADOS NA FORMA DESTA RESO-
LUÇÃO SUJEITARÁ ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO E REGULAMENTA-
ÇÃO EM VIGOR:                                                        

                    I  - A  INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL A QUE SE REFERE O
ART. 2º, ITEM I, ALÍNEA "C" DESTA RESOLUÇÃO, EM SE TRATANDO DE EXCES-
SO APENAS SOBRE OS LIMITES CONSOLIDADOS;                             

                   II  - A  PRÓPRIA  INFRATORA, EM SE TRATANDO DE EX-
CESSO  SOBRE OS LIMITES INDIVIDUAIS, A QUE SE REFERE O ART. 2º,  ITEM
II DESTA RESOLUÇÃO, INCLUSIVE NA HIPÓTESE DE A INFRAÇÃO ACARRETAR EX-
CESSO TAMBÉM SOBRE OS LIMITES CONSOLIDADOS.                          

                    ART.  5º.  PRORROGAR, PARA ATÉ 30.07.93, O  PRAZO
CONCEDIDO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E DEMAIS INSTITUIÇÕES AUTORIZA-
DAS  A  FUNCIONAR PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL PARA A  ELIMINAÇÃO  DE
EVENTUAIS EXCESSOS SOBRE OS RESPECTIVOS LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E DE
DIVERSIFICAÇÃO  DE  RISCO VERIFICADOS EM DECORRÊNCIA DA APLICAÇÃO  DO
DISPOSTO NA MENCIONADA RESOLUÇÃO Nº 1.949/92.                        

                    ART.  6º. FICA  O BANCO CENTRAL DO BRASIL AUTORI-
ZADO  A ADOTAR OUTRAS MEDIDAS E A BAIXAR AS NORMAS COMPLEMENTARES QUE
SE FIZEREM NECESSÁRIAS À EXECUÇÃO DO DISPOSTO NESTA RESOLUÇÃO.       

                    ART.  7º. ESTA  RESOLUÇÃO  ENTRA EM VIGOR NA DATA
DE SUA PUBLICAÇÃO.                                                   

                              BRASÍLIA (DF), 30 DE JUNHO DE 1993     


                              PAULO CESAR XIMENES ALVES FERREIRA     
                              PRESIDENTE                             

Perguntas e respostas

O que deve ser feito mensalmente pela instituição responsável pelo cumprimento dos limites?
A instituição responsável deve encaminhar ao Banco Central do Brasil os balanços/balancetes consolidados mensalmente, observando os prazos estabelecidos na regulamentação em vigor para a remessa de demonstrações financeiras.
Qual é a base legal para a Resolução n. 001990?
A base legal para a Resolução n. 001990 inclui a Lei nº 4.595, de 31.12.64, a Lei nº 4.728, de 14.07.65, e a Lei nº 6.099, de 12.09.74, alterada pela Lei nº 7.132, de 26.10.83.
O que é facultado às instituições financeiras pela Resolução n. 001990?
É facultado às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, integrantes de conglomerado, a apuração de forma consolidada dos limites de endividamento e de diversificação de risco, tomando-se por base o patrimônio líquido do conglomerado ajustado conforme a regulamentação em vigor.
Quais são as penalidades para a não observância dos limites de endividamento e diversificação de risco?
A não observância sujeitará a instituição responsável ou a própria infratora às penalidades previstas na legislação e regulamentação em vigor, dependendo se o excesso é sobre os limites consolidados ou individuais.
As instituições integrantes do conglomerado estão dispensadas de observar os limites individuais de endividamento e diversificação de risco?
Não, as instituições integrantes do conglomerado devem observar os limites individuais de endividamento e diversificação de risco estabelecidos nas resoluções mencionadas.
Qual foi o prazo prorrogado pela Resolução n. 001990?
Foi prorrogado para até 30.07.93 o prazo concedido às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil para a eliminação de eventuais excessos sobre os respectivos limites de endividamento e de diversificação de risco verificados em decorrência da aplicação da Resolução nº 1.949/92.
O que dispõe a Resolução n. 001990?
A Resolução n. 001990 dispõe sobre uma sistemática alternativa de apuração dos limites de endividamento e de diversificação de risco das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Quando a Resolução n. 001990 entra em vigor?
A Resolução n. 001990 entra em vigor na data de sua publicação, que é 30 de junho de 1993.
Qual conceito de conglomerado deve ser utilizado para a apuração consolidada?
Deve ser utilizado o conceito de conglomerado adotado pelo Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF).
Quais são as obrigações das instituições que optarem pela sistemática alternativa de apuração?
As instituições devem comunicar a decisão ao Banco Central do Brasil com antecedência mínima de um mês do início do semestre em que a opção irá vigorar, indicando a instituição responsável pela apuração e cumprimento dos limites consolidados, entre outras informações.