Norma
31/01/1993

Instrução Normativa SRF nº 17, de 29 de janeiro de 1993

Dispõe sobre o cálculo do imposto de renda na fonte e recolhimento mensal (carnê-leão), pessoa física, a partir de 1º de fevereiro de 1993.

Dispõe sobre o cálculo do imposto de renda na fonte e recolhimento mensal (carnê-leão), pessoa física, a partir de 1º de fevereiro de 1993.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e tendo em vista as disposições das Leis nºs 7.713, de 22 de dezembro de 1988, 8.134, de 27 de dezembro de 1990, 8.218, de 29 de agosto de 1991, 8.383, de 30 de dezembro de 1991 e 8.541, de 23 de dezembro de 1992,
RESOLVE:
Art. 1º Para o mês de fevereiro de 1993, o imposto de renda a ser descontado na fonte sobre os rendimentos do trabalho assalariado, pagos por pessoas físicas ou jurídicas, bem como sobre os demais rendimentos percebidos por pessoas físicas, que não estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte, pagos por pessoas jurídicas, será calculado com base nos seguintes valores:
Tabela Progressiva em UFIR convertida para cruzeiros:
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BASE DE CÁLCULO MENSAL                         PARCELA A DEDUZIR                              ALÍQUOTA
  EM Cr$                                                            DA BASE DE CÁLCULO                                    %
                                                                                       EM Cr$---------------------------------------------
Até  9.597.030,00                                                             -                                                             -
Acima de  9.597.030,00 até 18.714.209,00              9.597.030,00                                              15
Acima de 18.714.209,00                                         13.243.901,00                                              25
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Art. 2º Opcionalmente, poderá ser utilizada a tabela progressiva seguinte:
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BASE DE CÁLCULO MENSAL                                                ALÍQUOTA             PARCELA A DEDUZIR
EM Cr$                                                                                            %                     DO IMPOSTO EM Cr$
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Até  9.597.030,00                                                                             -                                      -
Acima de  9.597.030,00 até 18.714.209,00                                   15                            1.439.555,00
Acima de 18.714.209,00                                                                25                            3.310.976,00
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Art. 3º Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência do imposto poderão ser deduzidos:
a) as importâncias pagas em dinheiro a título de alimentos ou pensões, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais;
b) a quantia equivalente a Cr$ 383.881,00 por dependente;
c) as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
d) o valor de Cr$ 9.597.030,00 correspondente à parcela isenta dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ou por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade.
§ 1º A dedução prevista na letra "a" deste artigo independe de a pensão ter sido determinada em virtude das normas do direito de família, abrangendo também as pagas, em dinheiro, por condenação judicial.
§ 2º Quando a fonte pagadora não for responsável pelo desconto da pensão e o comprovante deste pagamento for entregue após o prazo fixado por esta, para dedução no próprio mês do pagamento, o valor da dedução, no mês de fevereiro, corresponderá ao valor pago dividido pela UFIR do mês do pagamento e reconvertido para cruzeiros utilizando-se a UFIR de Cr$ 9.597,03.
Art. 4º A partir de 1º de janeiro de 1993, o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento de decisão judicial será retido na fonte pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento, no momento em que, por qualquer forma, o rendimento se torne disponível para o beneficiário.
Parágrafo único. As importâncias descontadas em folha a título de alimentos ou pensões, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, não estão sujeitas à retenção na fonte, devendo o beneficiário da pensão efetuar o recolhimento mensal (carnê-leão), se for o caso.
Art. 5º Para determinação da base de cálculo e do valor do imposto a ser retido com base na tabela progressiva mensal serão desprezados os valores inferiores a Cr$ 1,00.
Art. 6º O imposto retido na fonte de que trata esta Instrução Normativa deverá ser pago até o décimo dia da quinzena subseqüente ao da ocorrência do fato gerador.
§ 1º O imposto será convertido em quantidade de UFIR diária pelo valor desta no primeiro dia subseqüente ao da ocorrência do fato gerador.
§ 2º O valor em cruzeiros a pagar será determinado mediante a multiplicação da quantidade de UFIR pelo valor desta na data do pagamento.
Art. 7º No caso de a fonte pagadora reter imposto a maior e, no mês ou meses subseqüentes devolver essa importância ao contribuinte, deverá converter o valor retido a maior em quantidade de UFIR pelo valor desta no mês da retenção e reconverter em cruzeiros pela UFIR do mês da devolução.
RECOLHIMENTO MENSAL (CARNÊ-LEÃO)
Art. 8º O recolhimento mensal (carnê-leão) das pessoas físicas relativo aos rendimentos recebidos, no mês de fevereiro de 1993, de outras pessoas físicas ou de fontes situadas no exterior, será calculado com base nos valores da tabela progressiva em UFIR convertida em cruzeiros, constante do artigo 1º ou do artigo 2º.
§ 1º Para determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto poderão ser deduzidas:
a) as despesas especificadas no artigo 9º;
b) as importâncias pagas em dinheiro a título de alimentos ou pensões, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais;
c) a quantia equivalente a Cr$ 383.881,00 por dependente;
d) as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pagas pelo autônomo ou equiparado.
§ 2º As deduções previstas nas letras "b" e "c" somente poderão ser utilizadas quando não tiverem sido deduzidas de outros rendimentos auferidos no mês sujeitos à tributação na fonte.
Art. 9º O contribuinte, pessoa física, que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o artigo 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade, desde que escriturados em livro Caixa:
a) a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários;
b) os emolumentos pagos a terceiros;
c) as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica:
a) à quota de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos;
b) às despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de caixeiros-viajantes, quando correrem por conta destes;
c) em relação aos rendimentos recebidos por transportadores de cargas ou de passageiros e por garimpeiros.
§ 2º O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas escrituradas em livro Caixa, mediante documentação idônea, devendo o livro e a documentação serem mantidos em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência.
§ 3º As deduções de que trata este artigo não poderão exceder a receita mensal da respectiva atividade, permitido o cômputo do excesso de deduções nos meses subseqüentes até dezembro. O excedente de deduções, porventura existente no final do ano-base, não poderá ser transposto para o ano seguinte.
§ 4º O valor do excesso do livro Caixa do mês de janeiro de 1993, a ser considerado como dedução no mês de fevereiro, convertido em quantidade de UFIR pela UFIR do mês do pagamento da despesa, será reconvertido para cruzeiros utilizando-se a UFIR de Cr$ 9.597,03.
Art. 10. O imposto será convertido em quantidade de UFIR pelo valor desta no mês em que os rendimentos forem recebidos.
Parágrafo único. Fica dispensado o pagamento relativo ao recolhimento mensal (carnê-leão) em valor igual ou inferior a duas e meia UFIR.
Art. 11. O imposto correspondente ao recolhimento mensal (carnê-leão) deverá ser pago até o último dia útil do mês de março de 1993.
Parágrafo único. O imposto em quantidade de UFIR será reconvertido em cruzeiros pelo valor da UFIR no mês do pagamento do imposto.
IMPOSTO EM ATRASO
Art. 12. A falta ou insuficiência do pagamento do imposto de renda na fonte ou do recolhimento mensal (carnê-leão), no vencimento, sujeitará o contribuinte ao pagamento de multa de mora de vinte por cento e de juros de mora de um por cento ao mês-calendário ou fração, calculados sobre o valor do imposto corrigido monetariamente.
§ 1º A multa de mora será reduzida a dez por cento, quando o débito for pago até o último dia útil do mês subseqüente ao do vencimento.
§ 2º A multa incidirá a partir do primeiro dia após o vencimento do débito; os juros, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento.
ANTÔNIO CARLOS MONTEIRO

Perguntas e respostas

O que deve ser feito em caso de retenção de imposto a maior pela fonte pagadora?
Se a fonte pagadora reter imposto a maior e devolver essa importância ao contribuinte, deve converter o valor retido a maior em quantidade de UFIR pelo valor desta no mês da retenção e reconverter em cruzeiros pela UFIR do mês da devolução.
Quais despesas podem ser deduzidas na determinação da base de cálculo do carnê-leão?
As despesas dedutíveis são:a) Despesas especificadas no artigo 9º.b) Importâncias pagas a título de alimentos ou pensões em cumprimento de acordo ou decisão judicial.c) Quantia de Cr$ 383.881,00 por dependente.d) Contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pagas pelo autônomo ou equiparado.
Como é tratado o imposto sobre a renda incidente sobre rendimentos pagos em cumprimento de decisão judicial?
O imposto sobre a renda incidente sobre rendimentos pagos em cumprimento de decisão judicial será retido na fonte pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento, no momento em que o rendimento se torne disponível para o beneficiário.
Quais são as leis mencionadas como base para a resolução do Secretário da Receita Federal?
As leis mencionadas são: Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988; Lei nº 8.134, de 27 de dezembro de 1990; Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991; Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991; e Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992.
O que acontece em caso de falta ou insuficiência de pagamento do imposto de renda na fonte ou do recolhimento mensal (carnê-leão)?
A falta ou insuficiência de pagamento sujeitará o contribuinte ao pagamento de multa de mora de 20% e de juros de mora de 1% ao mês-calendário ou fração, calculados sobre o valor do imposto corrigido monetariamente. A multa de mora será reduzida a 10% se o débito for pago até o último dia útil do mês subsequente ao do vencimento.
Como é calculado o recolhimento mensal (carnê-leão) para o mês de fevereiro de 1993?
O recolhimento mensal (carnê-leão) é calculado com base nos valores da tabela progressiva em UFIR convertida em cruzeiros, conforme o artigo 1º ou o artigo 2º.
Quais são as faixas de base de cálculo e suas respectivas alíquotas e parcelas a deduzir para o imposto de renda em fevereiro de 1993?
As faixas de base de cálculo, alíquotas e parcelas a deduzir são:1. Até Cr$ 9.597.030,00: alíquota de 0% e parcela a deduzir de Cr$ 0,00.2. Acima de Cr$ 9.597.030,00 até Cr$ 18.714.209,00: alíquota de 15% e parcela a deduzir de Cr$ 9.597.030,00.3. Acima de Cr$ 18.714.209,00: alíquota de 25% e parcela a deduzir de Cr$ 13.243.901,00.
Qual é o prazo para o pagamento do imposto correspondente ao recolhimento mensal (carnê-leão) de fevereiro de 1993?
O imposto correspondente ao recolhimento mensal (carnê-leão) deve ser pago até o último dia útil do mês de março de 1993.
Quais despesas não podem ser deduzidas por contribuintes que recebem rendimentos do trabalho não assalariado?
Não podem ser deduzidas:a) Quota de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos.b) Despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de caixeiros-viajantes.c) Despesas relacionadas a rendimentos recebidos por transportadores de cargas ou de passageiros e por garimpeiros.
Como é calculado o imposto de renda a ser descontado na fonte para o mês de fevereiro de 1993?
O imposto de renda a ser descontado na fonte é calculado com base em uma tabela progressiva em UFIR convertida para cruzeiros, conforme os valores especificados no artigo 1º.
Como deve ser feita a conversão do imposto retido na fonte em UFIR?
O imposto será convertido em quantidade de UFIR pelo valor desta no primeiro dia subsequente ao da ocorrência do fato gerador. O valor em cruzeiros a pagar será determinado pela multiplicação da quantidade de UFIR pelo valor desta na data do pagamento.
Quais despesas podem ser deduzidas por contribuintes que recebem rendimentos do trabalho não assalariado?
Os contribuintes podem deduzir:a) Remuneração paga a terceiros com vínculo empregatício e encargos trabalhistas e previdenciários.b) Emolumentos pagos a terceiros.c) Despesas de custeio necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, desde que escrituradas em livro Caixa.
Quais deduções podem ser feitas na determinação da base de cálculo do imposto de renda?
As deduções permitidas são:a) Importâncias pagas a título de alimentos ou pensões em cumprimento de acordo ou decisão judicial.b) Quantia de Cr$ 383.881,00 por dependente.c) Contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.d) Valor de Cr$ 9.597.030,00 correspondente à parcela isenta de rendimentos de aposentadoria e pensão para contribuintes com 65 anos ou mais.
Qual é o prazo para o pagamento do imposto retido na fonte?
O imposto retido na fonte deve ser pago até o décimo dia da quinzena subsequente ao da ocorrência do fato gerador.

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