Norma
10/01/2018

Ofício-Circular CVM/SNC/SEP 01/18

Orientação sobre aspectos relevantes para elaboração das demonstrações contábeis do exercício encerrado em 31.12.2017.

O Ofício-Circular CVM/SNC/SEP 01/18 fornece orientações sobre a elaboração das Demonstrações Contábeis para o exercício social encerrado em 31.12.2017, destacando aspectos relevantes e mudanças em relação ao ofício anterior. As principais alterações incluem a reorganização dos itens sobre operações de "forfait", FIP e FIDC em um novo tópico denominado "Gerenciamento de Estrutura de Capital" e a inclusão de novos temas como "IRPJ e CSLL Diferidos" e "Equivalente de caixa – LFTs".

Os temas abordados no ofício são:

  • “True and fair view”: Reforça a importância da relevância e representação fidedigna das informações contábeis, destacando a aplicação do "true and fair override" em situações excepcionais.

  • Gerenciamento de Estrutura de Capital: Inclui operações de "forfait", FIP e FIDC, com orientações detalhadas sobre o tratamento contábil adequado para evitar distorções na representação financeira.

  • Testes de “impairment” – CPC n. 01: Destaca a necessidade de realizar testes de impairment para ativos tangíveis e intangíveis, com ênfase em divulgações adequadas nas notas explicativas.

  • Divulgações - Notas Explicativas: Reforça a importância de divulgar informações relevantes e elucidativas, conforme a OCPC n. 07, e a necessidade de declaração de conformidade pela administração.

  • Reconhecimento de Receita – POC: IFRS n. 15 x IFRIC n. 15: Aborda a nova disciplina normativa para reconhecimento de receita baseada na transferência de controle de bens ou serviços, com impacto significativo no setor de incorporação imobiliária.

  • Combinação de Negócios: Orienta sobre o tratamento contábil de combinações de negócios, especialmente em casos de participação remanescente de acionistas não controladores e o período de mensuração de "goodwill".

  • Mudança de Políticas Contábeis: Destaca os critérios para a seleção e mudança de políticas contábeis, enfatizando a necessidade de divulgação de informações relevantes para compreensão dos ajustes efetuados.

  • IRPJ e CSLL Diferidos: Reforça a importância do reconhecimento e divulgação adequada de ativos fiscais diferidos, conforme a Instrução CVM n. 371/02 e o CPC n. 32.

  • Equivalente de caixa - LFTs: Discute o enquadramento das LFTs como equivalentes de caixa, considerando a liquidez e a gestão de tesouraria das companhias.

As orientações visam garantir a qualidade e a fidedignidade das informações contábeis divulgadas ao mercado, contribuindo para uma justa formação de preços dos ativos financeiros transacionados.