A classificação de fundos imobiliários, a Instrução nº 571 da CVM e o novo sistema para envio de informações dos FIIs foram temas de workshop nesta quinta-feira, 26. Realizado em nossa sede em São Paulo e transmitido pela internet, o evento contou com a participação de representantes da CVM e da Bolsa e foi acompanhado por mais de 160 pessoas.
Classificação
A nossa classificação para fundos imobiliários, que está em vigor desde outubro, foi explicada por Reinaldo Lacerda, presidente do Comitê de Produtos Imobiliários. Segundo ele, um dos objetivos da iniciativa é ajudar o investidor a entender melhor os produtos de investimento disponíveis no mercado. “Com a classificação, as pessoas podem identificar por meio de variáveis simples em qual tipo de operação imobiliária estão investindo”, disse Lacerda.
O modelo identifica os fundos de acordo com três variáveis. A primeira se refere ao mandato, que identifica o objetivo do fundo de acordo com a finalidade do investimento. A segunda variável classifica o fundo por tipo de gestão: passiva ou ativa. O tipo ANBIMA é a combinação destes dois níveis.
“É muito importante sinalizar ao cliente em qual segmento imobiliário ele está entrando, dada a variedade de ativos disponíveis”, afirmou Lacerda. Para isso, a classificação também prevê a definição do segmento de atuação do fundo, ou seja, em qual setor ele investirá os recursos.
Regulação
O superintendente de Relações com Investidores Institucionais da CVM, Francisco Bastos, destacou a Instrução nº 571, que atualiza a regulação dos fundos imobiliários a partir de 2016, divulgada esta semana pela autarquia. Ele lembrou que a audiência pública registrou recorde de participação, incluindo um número expressivo de sugestões enviadas por pessoas físicas. Bruno Luna, gerente de Acompanhamento de Fundos Estruturados da CVM, explicou que a nova norma aprimora principalmente a transparência e a governança dos fundos imobiliários. Entre os pontos aperfeiçoados ¿pela nova instrução estão as regras sobre representação dos cotistas e sobre convocação e funcionamento das assembleias. ¿
Sistema
Durante o evento, a diretora da BM&FBovespa, Flávia Mouta, apresentou o sistema para divulgação de informações de fundos imobiliários. Desenvolvido pela Bolsa em parceria com a ANBIMA, o sistema será utilizado para o envio e publicação dos documentos obrigatórios dos fundos imobiliários.
Para Flávia, o sistema ganha relevância à medida que o segmento tem números cada vez mais expressivos: hoje são mais de 260 fundos e 238 mil cotistas. “Cada fundo entrega cerca de 60 documentos por ano. Estamos falando de 15 mil documentos entregues a cada ano”, contabilizou. Com o novo sistema, os documentos serão enviados digitalmente aos reguladores e publicados com mais agilidade.
Composto por vários módulos, o sistema - de propriedade da CVM - tem previsão de entrega para julho. A entrada em operação, no entanto, depende de definição da CVM.