Notícia
13/08/2026
#282924

ANS apresenta prévia de dados econômico-financeiros do 1º semestre de 2026

ANS apresentou prévia de dados econômico-financeiros do primeiro semestre de 2026 para amostra de operadoras de médio e grande porte da saúde suplementar.

Resumo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou, nesta terça-feira (11/8), uma prévia dos dados econômico-financeiros do setor de planos de saúde referentes ao primeiro semestre de 2026. As informações foram detalhadas durante o webinário “Informações Econômico-Financeiras da Saúde Suplementar – edição base junho/2026”, promovido pela Agência. O recorte considera operadoras de médio e grande porte enquadradas nos segmentos S1 ou S2 da classificação prudencial da ANS e que encaminham mensalmente o Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde (DIOPS). Por isso, os dados não correspondem à totalidade do mercado. 

 

Na abertura do encontro, o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino, destacou a importância de transformar as informações recebidas pela Agência em dados que permitam compreender a situação do mercado. “É uma missão nossa retornar à sociedade com a tabulação dos dados e a visão do órgão regulador”, declarou. 

 

Das 697 operadoras que precisam enviar os dados por meio do DIOPS referente ao 2º trimestre para a ANS, 214 (30,7%) fizeram o envio mensal referente a junho (para não repetir o termo DIOPS). Juntas, elas reuniram 43,9 milhões de beneficiários, o equivalente a 84,2% considerados nessa base. “Essa seleção permite à ANS acompanhar de forma antecipada uma parcela expressiva do setor”, pontuou o gerente de Habilitação e Estudos de Mercado da ANS, Washington Alves. 

 

Os números apresentados por meio do documento mensal mostram R$ 173,2 bilhões em receitas totais e R$ 161,5 bilhões em despesas totais no primeiro semestre. Descontados R$ 3,2 bilhões em impostos e participações, o conjunto de operadoras da amostra registrou lucro/sobra de R$ 8,5 bilhões, o equivalente a 4,9% das receitas totais ou a 5,5% das receitas de operações de saúde. 

 

As receitas efetivas de operações de saúde já reportadas somaram R$ 154,9 bilhões, enquanto as despesas assistenciais alcançaram R$ 126,4 bilhões. A sinistralidade acumulada da base mensal chegou a 82,2% em junho de 2026. Em comparação com essa mesma amostra referente a 2025 quando o indicador era de 81,3%, observa-se aumento de 0,9 ponto percentual. Ainda assim, o resultado permanece abaixo dos 83,4% registrados em junho de 2024. 

Conteúdo organizado pela Okai.