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Ecossistema Fintech com José Luiz Rodrigues - Fintechs e Inovação

José Luiz Rodrigues de, com 50 anos de experiência no mercado financeiro, destaca a importância da tecnologia e da regulação no setor, além de ressaltar a necessidade de inovação e adaptação constante para atender melhor os clientes e reduzir custos.

Transcrição

Então vão conversar agora com o José Luiz Rodrigues de. Mais de 30 anos de experiência como executivo de mercado, mercado financeiro, mercado de capitais, tem algumas atuações bem importantes aí, diretorias e conselhos dessas entidades e já passo a bola para você. José Luís, você me complementar em relação ao ao seu currículo, o que é que você? Gostaria de destacar. Boa tarde, Erico. Obrigado aí pelo pelo convite. É eu, na verdade, só vou fazer uma correção com você, se eu confesso a idade, eu tenho 50 anos de mercado, então os 30 últimos, pode ser que eu me dediquei mais. Vamos dizer para a regulação, realmente foram os mais dedicados a essa função, até por conta da fundação da JL, que é uma a minha companhia, empresa, minha consultoria, que é totalmente focada em regulação, acesso e supervisão do do sistema financeiro, do mercado de capitais. É 2017, acho que é bom destacar que faz parte da nossa conversa. 2017 eu fui desde 2009, na verdade, mas 2017 AA eu fui procurada pelo pessoal que fundou a associação presidente fintech. A gente constituiu um conselho naquela época consultivo, a associação cresceu muito, né? E agora, nessa nova gestão, na última gestão, agora, que tal cuidado lá do Diego EEA executiva que é um pessoal muito preparado. A gente já atingiu aí perto de 500 associados e tem uma penetração muito forte aí com as outras associações. Eu sou o presidente do conselho agora deliberativo e consultivo, então a nossa nossa vida é isso. Ao vento dos temas que estão acontecendo. Nós temos um assento lá no conselho do open banking. E outras outras demandas aí dos reguladores. Maravilha, é? Minha primeira pergunta aqui é, é o mercado financeiro? Ele sempre fez uso de tecnologia, né? EE aqui no Brasil mesmo, apesar de muitas vezes a gente falar que o Brasil está distante dos países mais desenvolvidos, né? Em algumas, em algumas questões aqui no Brasil, a gente sempre ou pelo menos nos últimos 20 anos, a gente sempre vê OOO banco central numa posição de vanguarda ou semi vanguarda, né? E as instituições sempre fazendo uso de muita tecnologia, o. Mas o termo fintech ele foi criado não aqui no Brasil, né? Mas No No mundo pra se referir a um tipo de instituição, né? Que tem utilizado, é mais fortemente aí, tecnologia pra pra serviços financeiros, então o que é que você entende que diferencia esse momento atual de investimentos em tecnologia? Do é é de outros momentos e outros investimentos que as instituições é participantes do mercado financeiro faziam aí em tecnologia. Olha, eu não sei. Olha, eu gosto um pouco de voltar quando falo nesse tema, porque eu acho que na verdade, a gente sempre teve muito próximo de tecnologia. Realmente, você focou muito bem nos últimos 20 anos, então sem dúvida, mas por ser um país que a gente conviveu. Fortemente com inflação, com uma economia muito instável no passado, né? Agora, graças a Deus, há 25 anos temos um pouco mais de estabilidade, é mesmo. Antes disso você tinha muita demanda por tecnologia, porque não era fácil de controlar banco nesse país, né? Eu estava lá, eu sei muito bem como é que é? Eu sou meio sobrevivente. Eu comecei o processo aí. Manuais, depois eletrônicos e vim. Vim acompanhando essa evolução toda, até o nosso mundo digital de hoje, então, sempre teve. Só que eu acho que o povo era diferente, né? Na verdade, se preocupava muito em tecnologia para backoffice, muito em tecnologia para substituir mão de obra. Que houveram No No, no, no, no, na estrutura do sistema financeiro. É para facilitar processos, não é? É um processo muito vinculados a uma atividade tipo todo, todo o banco nesse país era um banco nesse país, não no mundo, mas nesse país, principalmente, era um banco que tinha um sistema voltado, por exemplo, vinculado a uma conta corrente, né? Então, tudo se girava em torno de um único processo, né? Então, acho que era mais isso. Quer dizer, de repente o que aconteceu foi que a tecnologia também evoluiu e todo mundo começou a pensar que tinha que usar a tecnologia pra atender a. Melhor pra resolver, pra reduzir custo pra realmente, pra fazer, pra cumprir a missão de forma mais. É, acabou aqui um pouco mais aberta. Eu acho que essa é a diferença que tem agora realmente, se a gente pegar a mudança que houve do. De 2009 para cá, 2008 2009 na no grande boom aí do mercado financeiro, onde os bancos se assustaram um pouco, né? Com o processo e deixaram de fazer o que tinham que fazer. Essa é a verdade e deram esse espaço para que fossem criados novas atividades. Isso aí daí é fundamental, porque o que aconteceu foi que todo mundo repensou, olhou o foco, virou o cliente, né, que hoje está consagrado com isso, quer dizer, o principal foco, e daí? O uso de tecnologia intensiva trouxe esses novos modelos. Você citou o regulador? Acho que o regulador foi muito esperto. Me interrompa, por favor, o que você quiser, mas o regulador, ele sempre foi muito zeloso por isso, né? Porque ele olhou, é de pronto. Ele olhou que isso fazia uma diferença que realmente podia avançar. Eu acho que espertamente ou de uma forma muito inteligente, foi criado o sistema financeiro gerente. O sistema financeiro é digital, onde você, com a história de você é regulamentar. Fundamentar legalmente pagamentos, né? Você criou 2 possibilidades, o sistema financeiro tradicional tá? Eu gosto muito disso que eu penso e acho que tem. É, tenho. Tenho sido vencedor na minha tese. Se Deus tem uma pergunta tradicional, que é aquele criado pela 4595, pela lei, uhum. E você vê isso estruturando da menor entidade que a cidade de microcrédito, até um banco múltiplo, né? Com as suas várias funções dentro de uma estrutura de risco, onde você tem basiléia capital essa história toda? E do outro lado, você tem o nossos bancos digitais aí que são legos. São montagem de lego, você é começa aí por uma questão de pagamento, essa estrutura, você pode ir juntando as diversas funções que você precisa para ter. Uma coisa parecida com outro lado no mundo digital, né? O fundamento diferente, o fundado em pagamentos, né? Onde Oo risco é quase inexistente, porque você tem todos os valores que estão depositados lá em contas prépagas e depositados em títulos públicos, né? E tem uma série de funções que você se conecta para o outro lado. Você quer dar crédito? Você pode ter uma fintech de crédito, você pode ser terminado de operação ou você pode também ter uma financeira do governo antigo desse modelo novo, tá? Então acho que. Se arrumou 2 jeitos de se montar estruturas que pudessem beneficiar ou atender muito bem o cliente. Um que está migrando de tecnologia que realmente está vindo muito rápido, que realmente está vindo é, está se desenvolvendo muito rápido porque tem dinheiro, tem estrutura, tem legado, tem tradição. Tá, tá vindo muito bem. E do lado de cá os novos, né? Os entrantes que estão. Se especializando e olha o resultado aí você já tem pelo menos 16 dúzia de unicórnios aí que realmente são hoje grandes instituições. É você. Você falou algumas palavrinhas aí que me me trouxeram memórias de de coisas antigas, né? Você falou de sistemas de os bancos sempre investiram muito, especialmente em sistemas de conta corrente, aí eu. Lembrei de de algumas iniciativas de empresas. É empresas estrangeiras que vieram aqui pro Brasil pra atender. É bancos brasileiros e não tiveram tanto sucesso quanto elas. Imaginaram, né? É porque a gente sabe que tem algumas peculiaridades no mercado brasileiro, seja você mencionou de inflação, seja juros por dia útil, né? Sim, tem 11 série de peculiaridades aí que dificulta um pouquinho a entrada de empresas de de softwares estrangeiras. E falando de conta corrente especificamente, é a quantidade de integrações. Eu lembro de alguns projetos em bancos grandes bancos de de anos atrás, aí como o banco real, por exemplo. A gente foi, é, é, fui fazer 1111, proposta de projeto, aí há uns 20 anos atrás, no banco real, e aí você esbarrava lá no sistema de contas Correntes do banco real, ó Paul. O sistema de contas Correntes tem integração com 500 outros sistemas, né? Isso no banco real, que não era o banco, o maior Banco do Brasil. Então você IA para Itaú, Bradesco, pros grandes bancos, aí Banco do Brasil. E o caixa? Os grandes bancos, é uma infinidade de integrações e cada integração é é de um foro, um formato diferente, né? Um layout diferente, então isso acabava. É impedindo até inovação. Falava como é que eu vou substituir esse sistema se só o custo de integração ele já supera OOO benefício dessa substituição, né? E aí eu vou para minha próxima pergunta. Que você tocou nesse assunto também aí no na, na sua introdução. Open banking, né? A gente tem falado agora de open banking, de plataformas mais abertas. Antigamente a gente tinha dificuldade de mudar essas integrações até dentro de um de um banco dentro de uma mesma instituição. E agora a gente falando em open banking ou mesmo fora do ambiente open banking. Você tem plataforma que são mais abertas, integradas por meio de de API, né? Então, parece que o sistema financeiro, ele. Ele está experimentando um ambiente de diálogo maior, então a minha pergunta é, se você acredita que é isso, é uma tendência de longo prazo? Antigamente a gente tinha bancos grandes e muito fechados. E se você acreditas que isso é uma tendência de longo prazo, essa integração entre a atividades distintas entre essas pecinhas de lego, como você mencionou e o que você tem visto em termos de colaboração entre as. Entidades do do mercado. Olha muito bem colocada, a pergunta é ótima, difícil, né? Foi muito fácil, mas é, na verdade, você tinha. É tudo uma questão de história, né? Que a gente quando olha para isso também. Muita gente era obrigada a desenvolver seu sistema proprietário. Se não tinha tanta coisa disponível no mercado, né? Você tinha também a estrutura que veio com sistema de brasileiro de pagamento em 2002, que ela também tinha uma coisa de janelas de prazos, de possibilidade de entrada ou não, de liquidação ou não. As famosas janelas que o mercado conhece hoje, que é o espaço que você podia processar alguma coisa. Outra coisa, se tem um país de dimensão continental, então você sempre teve muita. A comunicação não era essa maravilha de hoje, né? Hoje nós. Temos deficiências no 4G já a partir por 5 temos, mas pelo menos tem uma internet hoje. Um pouco mais hoje capaz de de de aproximar essas distâncias. Aí então você tinha tudo isso. Quer dizer, tinha. Acho que o suporte também para a tecnologia também tinha essa, essa esse problema. Então os bancos, outra coisa também. Se tinha uma ideia de que você tinha que preservar o que era ateu de forma, vamos dizer de sigilo, né? Que era uma coisa maluca. Não, eu tenho que preservar meu que segurar meu cliente aqui nessa, eu não tinha que cativar meu cliente, não tinha que fidelizar. Eu tinha que cativar o cara, tinha que colocar ele numa situação aqui. É difícil de sair, tá? Vamos colocar assim em forma muito aberta. Eu acho que isso era 11 pensamento que vem no tempo. Eu acho que de 5 anos para cá, principalmente, os bancos deixaram de acreditar nisso, né? Se tiver alguém acreditando, ainda tá com o caminho errado, tá? Porque o que acontece? Você citou muito bem. Que que é o open Bank open Bank é uma plataforma aberta. Uhum. Daqui a pouco você todo mundo vai ser fornecedor do melhor serviço que puder fornecer. O banco vai ser só mais um fornecedor de serviço. Como você tem sanduíche ou como você tem veículo, ou você tem seguro ou como você tem vestimenta ou qualquer outra coisa, tá? As plataformas abertas hoje as os iniciadores de pagamento que o banco central dessa classificada ou que tá aí no mercado, que tem uma associação que se comporta muito bem nessa área, que é a última, né? Que é o pessoal das plataformas abertas são plataformas gigantescas hoje que elas se conectam tudo. Você, por exemplo, entra num banco citando um nome só bem conhecido. Se entra no C6, por exemplo, que é um banco mais moderno. Agora você vai lá dentro e compra geladeira. Tá? Assim como você entra na Magazine de Luiza e compra crédito, uhum. Tem acesso a crédito, então essa dinâmica, né? Ela, está sendo possível porque cada nossas APIs das conexões que eram impossíveis no passado, então acho que os bancos vão ficar os tradicionais vão. Bom carregar os seus legados. A lógica vai ter que fazer uma fase de transição, né? Tá, mas tão rapidamente você pode ver que a maioria deles tem feito um banco, vamos chamar de paralelo ou de banco que anda junto, né? Tá construindo um digital que é o. No tempo, vem assumindo as funções do antigo. Eu não acho que vai deixar de ter o conta corrente ou deixar de ter atividade bancária. Não, você vai ter uma atividade que era realizada, feita de um jeito suportada, de um jeito que vai passar a ser. Modernizada, já passei a ser digitalizada que ela vem para cá com outro modelo, não é? Mas isso é inevitável. Acho que quem eu eu falo de quando fala espaço de tempo, eu acho que quando fala em 5 anos, para mim é muito. Eu acho que isso acontece antes. Uhum, é o tempo de você baixar um legado, tá? Que não é coisa muito fácil a gente que sabe um pouco de tecnologia, sabe que isso é complicado, mas as coisas conseguem caminhar juntas hoje, porque Oo novo é mais fácil. E de comunicação mais fácil. O preço é menor, o acesso é maior desenvolvimento e tecnologia. Está muito rápido, né? E outra coisa, o regulador tem olhado de forma muito boa para isso, quer dizer, tem deixado. As coisas andarem, né? Verdade é EEE em uma velocidade bem, bem grande, né? Se a gente muito grande, muito grande voltar e no tempo o Marco regulatório foi em 2013, né? Bem só que começou lá em 2013, foi pegando no Breu e de repente é a gente tá vendo muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, né? Sim. Muito rápido, né? E muito rápido. Quer dizer, você, na verdade, até ser regulador do país no mundo, né? Mas aqui. É, particularmente. Não é fácil, não é uma pega fácil porque tinha. Você tinha quando você falava em ser um Financial adicional. Você tinha algumas mudanças rápidas, mas nem sempre. Tão, tão rápidas como hoje, quer dizer, pagamento é uma coisa se reinventa por minuto. Você tem um sistema novo, um modelo novo, e nós somos criativos, né? Quer dizer, você pega eu, eu. Eu brinco muito quando há 5 anos atrás, quando eu discutia com Aldo, que foi o diretor do banco central, foi num dia ele falou pra mim, arranjo e eu saí olhando o que que tinha de arranjo no mercado, só o interior de São Paulo que eu lembro que eu levantei rapidamente, tinha 80 anos diferentes. Ninguém sabia, ninguém falava. Você falava em arranjo institucional, esses de vale refeição e tal. Tinha um arranjo que você não pode imaginar de clube, de um Monte de coisa diferente, então que é a base do que aconteceu depois, né? De você falar em pagamento a 2865, então? É. É uma dinâmica, é muito rápido, então todo mundo tem que ficar esperto, realmente tem que ficar pra acompanhar. E eu. Eu não sei se se você tem alguma alguma visão sobre isso que eu, eu, eu já pensei sobre, mas é, é, não, não tenho 11 resposta, né essa, essa automatização de diversas atividades, né? Como a captação de clientes, análise de crédito e diversas outras atividades, a princípio, elas me traziam uma ideia de que. OOO mundo dos bancários, né? Do dos profissionais bancários, ele IA diminuir. Mas, ao mesmo tempo, a gente vê essa explosão de fintechs e muita fintech precisando de gente qualificada, né? Eu não sei se se você tem uma ideia de como está esse esse mercado em termos de profissionais, o mercado está demandando profissionais para trabalhar. É, enfim. Fintechs ou ou instituição financeira tradicional? Ah, muito, muito demandado, o mercado nunca teve tão demandado mercado financeiro e a gente tem experiência. Quer dizer pra você olhar um pouco, né? Como sempre, a história nos ensinando quando você esteve lá. OA implantação do plano real, você teve uma coisa parecida, tá? Porque de repente os bancos tiveram que se reinventar naquele momento, né? Apareceram os nossos famosos correspondentes bancários. Essa série de caixas eletrônicos que até hoje não funciona bem, mas que apareceu naquela época, né? Você foi um crítico nessa área, mas. Houve uma substituição de mão de obra. No primeiro momento você tem uma diminuição do lado bancário e um crescimento dos correspondentes, né? Eu lembro, eu falava todo o gerente aqui é um futuro correspondente, bancário, isso aconteceu. Já aconteceu e cresceu, ou seja, hoje são sedes. São, parece que são mais de 300000 pessoas trabalhando como correspondente bancário. Então é uma máquina hoje e agora vou ter que mudar realmente para ser correspondente digital, né? E agora você pega, quer dizer o mundo fique. Ele precisa da experiência no bancário, assim como o bancário precisa vender da experiência do mundo, feedback, então essa troca de mão de obra, ela tá sendo muito produtiva e muito disputada. Hoje você tem uma disputa muito grande, é lógico que. Você precisa de um período de adaptação por conta de você ajustar conhecimento, né? E realmente ter 11 modelo de formação um pouco diferente. Mas tá acontecendo muito rápido, tá? Hoje falta mão de obra? Os bancos estão contratando e do lado de cá do mundo fintech também, a demanda é muito grande por gente do lado de lá que conhece crédito, que conhece uma série de de modelos de negócio, né, que não é muito simples, porque tem essa confusão, né? Tipo, a pessoa confunde muito tecnologia sozinho, não é nada, tem que ter modelo de negócio. Então fazer essas 2 coisas juntas e produtivas, ela. Elas realmente juntam as 2 partes, tá? Eu acho que o ajuste vai acabar sendo bom. Eu tenho visto inclusive nessa de correspondente bancário mesmo. Hoje grande volume de correspondentes digitais, que é o que o banco central é, chamou de CEP. Aí, nessas intermediárias de crédito, é basicamente um correspondente digital. É de forma estruturada. Legal. Eu vou avançar um pouquinho aqui EE depois depois voltar nesse assunto. Mais sobre fintechs mesmo, mas Oo, eu vou avançar no sentido de falar sobre associações, né? Esses espaços onde as fintechs elas podem trocar ideias sobre regulamentação, tecnologia, EEEE sobre negócio também, né? Associações como AA própria AB, fintex, associação brasileira de crédito digital é comitê de fintechs da AAB startups e ou AB. Cripto, né? É como que esses, como que esses ambientes têm funcionado? José Luís e como que eles têm contribuído pro pro, pra? Evolução dessas fintechs? Bom, a gente tem, quando fala nisso, tem que enfocar uma coisa chamada democracia, que não é muito fácil, né? É aprender a ser democrata, a conviver com democracia. É um negócio difícil, é uma coisa é que por mais aberto que você seja, é, é. É difícil. Sempre é muito difícil, porque é. É o modelo da opinião, né? A opinião transparente, Clara, respeitada. Então é isso que às vezes não é um processo fácil, mas a autoridade tomou esse caminho, tomou esse caminho republicano, democrático, que é você pedir. Para a sociedade que se organizasse de uma forma que ela pudesse ser ouvida de forma institucional, de forma direta. Dá pra você não defender interesses privados, né? É isolados para que você tivesse algum consenso. Então esse modelo não é novo, né? O banco central vem trabalhando o banco central, ACBM susep agora e outras reguladoras vem trabalhando que isso há muito tempo tá aprendendo a trabalhar com isso e eles preferem, quer dizer, a estrutura que é respeitada são as associações. Como todo o modelo tem o seu problema, quer dizer também proliferar as associações, quer dizer, cada um que todo mundo. Também precisa ter muita consciência. Você não tem que ter uma associação para chamar de sua. Uhum. Aqui, isso é muito comum, né? O Brasil gosta de wallits para chamar de milho assustação para chamar de milho. Isso é muito personificado, tá? Então, no regime democrático, você tem que olhar para isso e falar, estigmático dá para realmente poder colaborar? Então, o modelo que você tem hoje de audiências públicas, de consultas públicas, esse modelo que você é chamado a opinar, ele é muito importante, tá onde o regulador é mediador? Maravilha tem que ser porque de repente alguém tem que decidir. É o mercado financeiro, é um faixa assim, o mercado financeiro captar e seguro, não muito fácil, mas tem quer dizer, associação tem colaborado muito com isso. Muito com isso tá? Muitas vezes eu cito aqui como associação tradicional a nossa e a bifitec, eu posso chamar já de uma das tradicionais, né, porque já estamos aí no mercado. Há bastante tempo, e você deixa os dias novas, né? Então, muita gente no mercado que se organizou e estava dentro de uma associação dessa, de repente começou a ser dissidente. Ah, não, eu preciso de uma nova para cuidar de outros aspectos que essa não cuida. Isso veio do crescimento dos players? Tá? Porque a cada história o pessoal define muito errado, né? O que que é startup e o que é fintech? É tudo startup no começo, fintech ou não, fintech pode ser enorme, pode ser um tremendo banco já com uma com a com a característica de fitech, né? Com a base de fintech, então fitecch não tem tamanho, tá certo? O que tem tamanho é uma startup que ela é iniciante, né? De repente, ela passa a ser uma empresa diferente, então essa coisa, essa divergência, muitas vezes de de vontades ou de necessidades levam a estrutura. Uma estrutura mais complicada. Tá? Agora, o que está acontecendo nessa história de você falar em em? E equilíbrio regulatório, né? EEE, desculpa, esqueci o nome agora acabei tão importante, mas você falar é desse momento que você tem é? Os bancos de um lado, né? É assimetria regulatória. Desculpa. Que eu acho meio até pesado, né? Porque assimétrico todo o processo moderno que se moderniza é assimétrico. Se você lembrar de telecomunicações, você lembrar de saúde, você lembrar de qualquer coisa, tem um momento qualquer que ele assine. Quando você abre, quando você muda a regulamentação, então nesse momento sim, então você tem o quê? Vamos chamar de 3 pacotes, né? Você tem Oo mundo dos grandes aí. É comandado que comanda os bancos grandes. Não vou falar em associação. Você tem os médios ou que estão crescendo e indo para o lado grande. E tem aqui os pequenos, ou seja, os iniciantes que estão no pacote. Lógico que eles têm interesses diferentes. Uhum. Tá? Agora tem que ser muito medido e comedido pra que isso tudo não atrapalhe o processo, né? Então eu acho que o modelo é muito bom. Democracia é difícil, é um modelo que veio para ficar. Não vai ser diferente, tá? Até porque a autoridade, hoje, ela tem certeza de que esse é o caminho. Dá para você resolver as coisas de forma de forma muito, muito boa, muito socialmente correta, tá? Mas precisa expressar muita atenção. Eu chamo a atenção toda ao lado dos players aqui pra, olha, por favor, associação é um negócio para se sentar e discutir e respeitar opiniões. Se você quiser ter a tua, ela vai ficar difícil que toda hora que você tem uma dissidência, você tem um enfraquecimento geral da base, não só de. É interessante isso que você falou das dissidências, né? É, é, é ao mesmo tempo, tem AAB fitex, você colocou já como uma tradicional, né, que foi uma das primeiras. Aí você vai criando especializações, né? A de crédito digital, uma de instituições de pagamento, né? Até tinha esquecido de de mencionar ela aí no início AA abipag e você tem até as associações de bancos que estão querendo ocupar esse espaço também, né? Hoje? Instituições como AAABBC, que trabalha com os bancos. De de pequeno e médio porte, ela também está fazendo muitas iniciativas. Fintech pra é pra atingir esse esse mercado, né? Falando um pouquinho de de oportunidade e de de de negócio mesmo. Você entende que tem algum? É? É algum subsegmento fintech que que já está é é, eu não vou, não vou usar a palavra saturado, porque é muito complicado, né? Falar em saturado, porque o mercado é mercado brasileiro, ele não é totalmente atendido ainda. A gente ainda tem os os desbancarizados, mas. Quais segmentos você enxerga que estão mais bem atendidos? Fim. Fintechs ou por outro tipo de instituição? E quais segmentos você entende que olha aqui tem oportunidade. Se eu tivesse 2 recursos raros, né? Ao mesmo tempo, tempo e dinheiro é aqui que eu colocaria, né? Quais subsegmentos você entende que tem bastante espaço, especialmente aqui no Brasil, para crescer? Bom, primeiro, é importante dizer o seguinte, tem muita gente fazendo a mesma coisa, tá? Então você pegar hoje AA divisão do pacote, né? A pizza, se você olhar para ela, você tem muita gente em pagamento, muita gente em crédito. Ainda nesse dia no novo, pra mim, que era até engraçado. Se você somar o número de contas digitais hoje registrado nesse mundo de chamado de banco digital. Né? Que esse nome pra mim? Desculpa meio forçado. Eu não gosto muito dele, mas tudo bem. Banco digital, você tem 2 vezes ou 3 vezes a população brasileira. Tá, porque é muito comum você abrir por abrir 11 Conta Digital qualquer para fazer 11 operação, porque aquele momento te levou a fazer aquilo para um desconto ou uma oferta qualquer. É boa, tá? E de repente você não usa mais, tá? Eu tenho umas 10, né? Pra pra fins, pra fins de aprendizado. Eu tenho umas 10 que é pra conhecer cada uma e vou trocando ainda, então vamos somar minhas 10 com as suas que vão falar que a média é meia dúzia, então a gente está aperta aí de quase de um bilhão, um bilhão de contas aí, né, você fala de 220000000, 20000000 de habitantes, se você 200, 220000000 de habitantes, se você programar esse 5 vezes, você tem perto de bitcoin de conta, tá? Então não é. É, não é incomum, então eu acho que quando chega nesse ponto, vai ter que passar por um ajuste, tá? Então você tem a coisa da base que é a Conta Digital, que ela é um controle, né? É uma corrente Moderna, vamos colocar assim. O modelo moderno de conta, né? E que dela pode, você pode fazer muita coisa, né? Porque o teu cliente está lá dentro. Ele botou recurso, essa coisa toda. Então tem muita gente fazendo a mesma coisa. Então você pegar pagamentos é 11 coisa que tem muita gente. Se você pegar crédito, é como sempre. Por ser a coisa mais rentável e mais rápida, ela também tem muita gente, tá? E daí você pega as variáveis disso aí, tipo, câmbio, tipo alguns produtos específicos na área de crédito, na área de pagamento, você vai chegar por aí a partir de cartões ainda, né? De moedas digitais em geral, tá? Então tem muita concentração, acho que tem muita concentração de atividade. A preocupação bom a minha não é só essa, eu tenho uma tese muito minha que é o seguinte. Você não concentra sistema financeiro ou mercado por CNPJ. Se concentra por produto, é o produto que conserta as coisas, né? Se você olhar a história, bancos começaram a fazer a consignada pequenos e médios. De repente, os grandões gostaram. Isso virou uma tremenda concentração de um produto que hoje é carro chefe de muita gente. Ainda tá, uhum. Então quando você olha isso, né? Você olha para o mercado tradicional. Não tem muita coisa nova e Moderna, é que está todo mundo ainda tentando ganhar dinheiro com as operações tradicionais, feitas de forma diferente. Isso me preocupa. Outra coisa que também é o pontinho geográfico, né? Nossa agulhinha, se você colocar, ainda é sudeste, ainda é faria Lima ainda são os grandes centros financeiros. Ao resto tem um Monte de gente desassistida. Essa história da bancarização quando me fala Ah, não. Hoje, pelo menos em todos os municípios brasileiros têm uma Conta Digital. Esquece. Não é bem assim, não. Não é bem assim, quer dizer, essa Fronteira é complicada por tecnologia, por educação financeira. Aquilo que eu te falei é uma coisa horrível nesse país ainda. Até hoje. Caixa eletrônico o que ainda 60% dos pagamentos desse país, mesmo com o Pix, ainda são feitos em dinheiro. Tá de pequeno valor? Eles não se comunicam, você tem uma grande rede e outras pequenas que não se comunicam, não se falam, tá? Não se interoperam então. A interoperabilidade não é uma verdade. Tá, ela está sendo forçada agora via via esses métodos modernos, essas estruturas modernas aí que você vai ter que Inter operar, que já está dando discussão. Quando você fala em em open banking, use as grandes discussões que existem, são os repasses de custos entre instituições para se trocar informação, tá? Esse é um ajuste que vai ser pesado. Vai ser fácil, não. Então tem isso, quer dizer, eu acho que é você respondeu a tua pergunta agora quer dizer, eu não sou especialista nisso, não, mas é que tem muita coisa hoje de serviço para ser feito muita coisa de backoffice. Não muita coisa de melhorar a experiência do cliente via tratamento de informação as pessoas. As pessoas estão fazendo um front Office muito bom. Você está na linha de frente muito bem feita agora aqui para trás. Se você pegar os fornecedores, por exemplo, de tecnologia, são os mesmos. O forneceu pra banco. Melhoraram? Sem dúvida, tá, mas tem muito espaço para crescer nisso, dá muito espaço. Então quer dizer, eu acho que primeiro tem que focar de verdade. Quer dizer, esse cara que está trabalhando lá em área de pagamento é tem que entender se ele tem um público. O público, o que que eu estou fazendo aqui? Se eu sou Magazine Luiza? Desculpa citar, mas é porque o maior é de plataforma. Tudo bem, eu tenho meu público ali. Colocado e tal. Agora, se eu não sou, se eu sou OOAA empresinha comercial y precisa ver se esse tamanho que eu tenho. Ele é importante ou não quer dizer, ou então deixou me especializar, tá? Então, uhum. Eu acho que tem. Colocar eu colocaria muita coisa de backoffice e colocaria muita coisa numa coisa pouco conhecida no Brasil, que se chama infraestrutura de mercado. A infraestrutura de mercado também, que é a nossa tradicional o registro e controle das operações aí via registradoras, né? Que hoje estão. São instruções financeiras, são instituições de mercado pelo banco central e pela CNN tendem a ter que se modernizar também, porque as tecnologias modernas são descentralizadas, né? Então, mais do que provado que funciona, então quando você fala nisso. Se não era, não era do blockchain, não é do de face. Tem que começar a olhar para todo esse pacote com mais um pouco mais de respeito. Maravilha, gostei, gostei muito da tua resposta, viu? Eu vou, vou pra nossa última pergunta aqui pelo que bom. Pelo pelo tempo tem tem. Posso fazer mais uma pergunta aqui? Dá vontade, é? Quais cuidados você diria é que pensando No No no público, que que vai ter acesso a esse vídeo não é bom, ele vai estar aberto, mas. Estou pensando aqui, principalmente no público estudante. E potenciais empreendedores que? Então, que que cuidados esse? É. É esse profissional de fintechs, né profissional que está ingressando nesse mundo ou esse empreendedor ele precisa ter? Eu sei que você tem algumas algumas questões bem importantes para você colocar nessa área pela sua atuação, né? Então queria que você. Falasse um pouquinho sobre isso, né? Principais cuidados que esse empreendedor ou esse profissional ingressante deve ter? Bom, o primeiro deles. Acho que a gente já até falou um pouquinho, né? Tomar cuidado com a é sempre quando você for fazer o empreendimento novo for pensar, empreender, você tem que somar o quê? Não pensa só em tecnologia. Pense num modelo de negócio e pense num modelo de negócio que para nós aí que podemos dar econômica, tem uma brincadeira, mas que é real. O negócio que tem a margem inderada. Tá? Os as pessoas mais jovem que começar a pensar um pouco nisso tá? Porque tem muita coisa que você olha pro mercado. A margem dela é muito ruim. Ela, ela não tem muito onde melhorar, você não tem muito onde ganhar. Muita. Onde precificar? Recente mesmo não aconteceu. Isso quer dizer tudo, ó. Não pode tabelar aqui. A interoperabilidade entre pagamentos, porque se não quebra, todo mundo quer dizer que conta, você faz, você faz a conta do que você quer receber, você faz a conta do que paga o teu negócio. Então você tem que a orientação que eu dou sempre é o que tem que fazer, negócios sustentável, coisa que realmente com menor preço possível de mercado, você consiga ter resultado e você não dependa de uma caneta que vá tabelar um preço, tá? Para que você possa sobreviver, tá? Isso não existe mais e tomara que não exista nunca mais. Quer dizer, todo mundo criticar a tarifa bancária tá bom, todo mundo quer refazer a tarifa bancária, quer dizer, quer quer de novo ter um DOC a 10 BRL a 20 BRL pra poder gerar rentabilidade. Não. Acho que ninguém pensa isso, né? Isso vai virar centavos, tá? Então você vai ter que ter massa, vai ter que ter uma atividade interessante para que isso aconteça. Então eu acho que o empreendedor tem que olhar para isso. Tem que olhar para o modelo de negócio, tem que olhar, se a margem daquilo que ele está pensando é boa, ele tem que pensar na contribuição que o negócio dele dá para o processo sempre, sempre bateu o olho no processo e falar, olha, tá bom, onde que eu vou contribuir se ele não tiver uma contribuição final para dar? Não comece, sabe? Costumo sobrevive aquela coisa da subsistência do negócio, né? Tá, se só tem mercado hoje, o mercado é aberto, é claro, é transparente, é competitivo. Não existe reserva de mercado dura muito pouco. Tá durou muito tempo por ausência de conhecimento. Tá? Os mercados que a gente olha pra trás e vê que duraram muito tempo era o quê? Total ausência de competição total, ausência de conhecimento que quando foram abertos, né? Eles começaram a competir entre si e tá aí hoje, né? Quer dizer, o que que é celular nesse país? O que que é plano de saúde nesse país? O que que é um Monte de coisa que a gente tem que melhorar ainda, mas tem que resolver? Outra coisa que tem muita coisa pra desenvolver é nesse, nesse, nesse mundo que eu acho que tem que olhar com muita questão, muita, muita atenção, é a coisa da preservação realmente do do do mundo. Preservação do planeta estão acontecendo aí os movimentos todos. Acho que você olhar para isso é fundamental, porque isso é o que vai fazer que tudo sobreviveu, tá certo? Não é retórica, mas é a verdade. Né? A outra coisa que você tem que olhar para quem sobreviva é, você tem que olhar para a população, então distribuição de renda é uma coisa muito importante. É, tem como ajudar. Tem como ajudar. Tem como ajudar com produtos eficientes, tem, tem como ganhar dinheiro com isso, tem tem muita fintech que hoje, voltada a pequenas poupanças, é que está saindo muito bem. Está certo questão crescente não é à medida que você melhora a educação financeira, que você vai melhotando a base. A tendência é você no tempo você realmente ter uma Conquista maior dessa coisa do público, né? Nessa coisa de você ter um social melhor, uma distribuição melhor que pode melhorar pra frente. Então eu acho que são esses focos, tá? Você tem que olhar alguma coisa, é sustentável. Eu tenho uma margem, eu vou contribuir de alguma forma. Ele tem uma coisa que eu gosto de citar, falando com a minha clientela, que é o seguinte, o Banco Central do Brasil ACVM os jogos reguladores, eles não estão aqui, não foram criados para dar autorização para você ganhar dinheiro. Para você ficar rico, ele dá uma autorização para você fazer diferença. Tá pra você ser um agente econômico quando você é um agente econômico, lógico que você vai ter lucratividade, que é o que a pessoa quer que você tenha. Mas você vai pagar bons impostos, vai contribuir socialmente, vai ter emprego, vai ter isso. Então, quer dizer, a pessoa que entra lá no banco central falando olha, eu quero uma fintech de crédito que eu vou ganhar um dinheirão aqui, tá? O pensamento tá errado. Ele tem que pensar que ele vai fazer diferença se ele fizer diferença, tá? Ele vai ter sucesso. Maravilha, José Luiz super obrigado pelo pelo papo. Tempo voou aqui, né? Voou, voou. Mas é assim quando o papa é bom e a gente gosta, vá em frente, tô aqui à disposição, por favor, se precisar, eu sou é. Eu tento ser um pouco mais generalista nesses assuntos, porque realmente acho que é o meu papel, né? Como homem do conselho e a minha experiência e de de vida, então, mas é isso. Eu no que Eu Acredito realmente eu acho que tem muita coisa para se fazer, muita coisa para se fazer agora tem que se olhar com muito cuidado, é sempre isso. Maravilha.

Perguntas e respostas

Quem é José Luiz Rodrigues?
José Luiz Rodrigues é um executivo com mais de 50 anos de experiência no mercado financeiro e de capitais, com destaque para sua atuação em regulação, acesso e supervisão do sistema financeiro. Ele é fundador da JL, uma consultoria focada nesses temas, e atualmente é presidente do conselho deliberativo e consultivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).
O que é uma fintech?
Fintech é um termo utilizado para se referir a instituições que utilizam intensivamente tecnologia para oferecer serviços financeiros. Essas empresas se destacam por inovar e melhorar a experiência do cliente, muitas vezes reduzindo custos e aumentando a eficiência dos serviços financeiros.
Qual a diferença entre o sistema financeiro tradicional e os bancos digitais?
O sistema financeiro tradicional é estruturado com base em leis e regulamentações específicas, como a Lei 4595, e inclui desde microcréditos até bancos múltiplos, com uma estrutura de risco e capital baseada em normas como Basileia. Já os bancos digitais são mais flexíveis e modulares, muitas vezes começando com serviços de pagamento e expandindo para outras funções financeiras, com uma estrutura de risco menor e depósitos garantidos em títulos públicos.
Como o Banco Central do Brasil tem se posicionado em relação à tecnologia no mercado financeiro?
O Banco Central do Brasil tem adotado uma postura de vanguarda, incentivando o uso de tecnologia para melhorar os serviços financeiros. Ele tem sido zeloso e inteligente ao regulamentar novas tecnologias e modelos de negócio, como o sistema financeiro digital e o open banking, promovendo a inovação e a competitividade no setor.
O que é open banking?
Open banking é um sistema que permite a integração e a interoperabilidade entre diferentes instituições financeiras por meio de APIs (Application Programming Interfaces). Isso facilita a troca de informações e serviços entre bancos e outras entidades, promovendo um ambiente mais aberto e competitivo.
Quais são os desafios para a implementação do open banking no Brasil?
Os desafios incluem a necessidade de ajustar os custos de repasse entre instituições para a troca de informações, garantir a segurança e a privacidade dos dados dos clientes, e promover a interoperabilidade entre diferentes sistemas e plataformas.
Como as associações de fintechs contribuem para o mercado financeiro?
As associações de fintechs, como a ABFintechs, ABBC, ABStartup e outras, promovem a troca de ideias sobre regulamentação, tecnologia e negócios. Elas ajudam a organizar o setor, facilitando o diálogo com reguladores e promovendo um ambiente mais democrático e colaborativo.
Quais são os segmentos mais bem atendidos por fintechs no Brasil?
Os segmentos mais bem atendidos incluem pagamentos e crédito, com muitas fintechs atuando nessas áreas. No entanto, ainda há oportunidades em serviços de backoffice, infraestrutura de mercado e em regiões geográficas menos atendidas, como fora dos grandes centros financeiros.
Quais cuidados um empreendedor de fintech deve ter?
Um empreendedor de fintech deve focar em um modelo de negócio sustentável, com margens adequadas e que contribua para o processo financeiro como um todo. É importante não depender de tabelamentos de preços e buscar sempre inovar e melhorar a experiência do cliente. Além disso, deve-se considerar a preservação do planeta e a distribuição de renda como fatores importantes para o sucesso a longo prazo.
Como está a demanda por profissionais no mercado de fintechs?
A demanda por profissionais no mercado de fintechs é muito alta, tanto para aqueles com experiência em bancos tradicionais quanto para novos talentos. A troca de conhecimento entre esses dois mundos é essencial para o desenvolvimento de novos modelos de negócio e tecnologias.

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Eric Barreto

Partner e Prof. do Insper