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Open Banking e Open Finance com Marcos Cavagnoli - Fintechs e Inovação

Marcos Cavagnolli, com vasta experiência no mercado financeiro, discute a importância do open banking e open finance, destacando a inclusão financeira, segurança de dados e a necessidade de colaboração entre instituições para oferecer melhores produtos aos clientes.

Transcrição

O Marcos cavagnolli é graduado em engenharia pela USP EMBAE pelo Ibmec São Paulo, instituição que deu origem ao Insper. Entrou no mercado financeiro na virada do século e nunca mais saiu, tendo alcançado cargos de diretoria. Esse level em bancos internacionais, grandes bancos nacionais e fintechs. Também com essa experiência a gente poderia conversar com. O Marco sobre diversos assuntos, mas hoje o nosso assunto é sobre open banking e open finance. Marcos, antes de mais nada, obrigado pela tua presença aqui e queria que você complementasse ou corrigisse aqui o que eu resuminho que eu fiz, da do teu currículo? OPA, Eric. Realizei tudo muito obrigado aqui pelo convite. Está muito legal estar aqui com você, poder estar contribuindo aqui, trocando uma ideia sobre um assunto que eu adoro. Não você foi super preciso aqui, gostei do do currículo. É exatamente essa minha experiência que só complementando no Itaú, eu estou agora recentemente aqui como responsável pela área de Cash no na visão aqui de produtos e pagamentos e recebimentos, né? Da parte pessoa física jurídica, pequenas grandes empresas e também aqui com a pauta de de. Pix, open finance e Banks a service. Então esse é um pouquinho aquilo que eu vou contribuindo aqui contigo. Maravilha, suponhamos que eu fosse cliente do mesmo banco há uns 20 anos que é verdade, tá? E esse banco? Então, ele possui todo o meu histórico, né? De de cliente, de bom ou de mau pagador, né? E se eu migrasse pra um outro banco, eu começaria a criar essa minha, esse meu histórico praticamente do zero, né? Do zero ou praticamente do zero. Com o open banking, o que que muda? É praticamente aqui, ele capou a primeiro. Agradeço aqui e fico feliz que seja cliente. Que continue é, mas Oo. Brincadeiras à parte, é que o acho que o ponto é o seguinte, nessa modelagem que você fez esse cenário, né? Pensa assim. Por exemplo, se você está abrindo uma conta em qualquer outro lugar, tá, então pode ser qualquer qualquer participante aqui e você tem quem falou uma conta à sua há 20 anos, 15 anos, em algum local, quando você começa num local novo, você vai aquela instituição, vai vendo suas transações à medida que você tenta. No primeiro dia, ele vai vindo um processo comportando e no segundo e no terceiro? Então isso é o que você teria No No modelo tradicional, normal, tá e imagina que você tem contas, aqui vai uma outra instituição há 2 anos, numa você tenha 10, uma, você tenha 20 neste lugar novo. Agora, como tem financei, né, especialmente com o que deu na fase 2. O que acontece, você consegue importar até um ano, tá de dados do do que está nesses outros bancos? Então aquele banco que estava uma instituição participante, mais precisou que tinha 111 histórico teu, né? Eu fiz aqui na circulação com você de 2 dias, ele passa agora a ter uma informação do que de 1 ano de 3 outras instituições que você decidiu compartilhar o dado. Então, obviamente, isso aí muda toda a questão de como é que você entende o histórico seu de informação, o seu comportamento. Obviamente, se essa instituição trabalhar esses seus dados de forma correta, não é falar assim, tem o teu dado, é o pessoal fala assim, o dado é que nem petróleo eu falei exatamente, eu falei bota petróleo no teu carro, quanto que ele anda? Nada, né, eu falei o motor para então é petróleo, é dado, é petróleo, mas ele precisa ser muito refinado até virar uma boa gasolina. Alguma coisa do género, então é. É esse é um pouco um recado que a gente tem que que que resolver aqui. Muito bom, gostei da da referência aí com petróleo, já que você mencionou fase 2, então a gente está falando de open banking e open finance. Eu queria que você ajudasse a gente a distinguir essas 2 figuras, né? O que é que é open banking e qual a diferença para o open finance? Poxa, muito legal tua pergunta, porque ela aqui no Brasil a gente optou, né? O mercado, o banco central optou por usar o nome open finest. Eu achei extremamente correto, é, e eu vou tentar aqui resumir, tá? Que acho que é pro público poder se situar bem quando a gente fala é isso aqui assim, qual que é o nome correto? Ele depende muito do escopo do que você tá falando, então, na verdade, assim, o open finance imagina assim, no conceito finance, ele está incluso open banking, então o open banking é um pedaço do open final subconjunto, então o open finance ele tem open banking. Open investment e open Insurance. Né? OA partir de seguros, este conjunto de 3 coisas e o Brasil tem estes 3 grandes escopos, né? Você tem subescopos aqui? Mais detalhes, mas esses 3 grandes escopos é que juntam e fazem sentido ser chamados de open finances. E como OA amplitude de implementação no Brasil é uma das maiores do mundo, senão a maior, ficou muito mais correto essa essa nomenclatura se referindo como pinfrine. Se a gente falasse, por exemplo, open banking. Como é que eu vou falar de open banking? E se a gente tem o open Insurance junto, né? Se nós temos seguros também é e é então assim nós temos investimentos, tem câmbio. Tudo bem que o câmbio está mais lento aqui, da parte de de de banking, né? Mas você entendeu, ficaria uma coisa errada. Chamar de open banking claro que o nome mais Internacional ficou o pinbanking, até porque os escopos tendem a ser mais restritos para banking e, apesar deles estarem evoluindo, então pense o seguinte, não é você tem assim esse open por segmento, então pensa numa forma simples, open banking, banco open. Open investimentos, tudo a partir de investimento. Open início open seguros, né? A parte de seguros é isso aqui é tem uma camada. Só que se junta num contexto que é o open finance, né? E já se discute no mundo, até acho que é legal compartilhar aqui. A gente tem essa abordagem também aqui, então que é o conceito do open ex, que é você, na verdade, se vai começar a ter com o tempo, é o quê? É um grande fluxo de dados dos clientes, não é? Então, imagina se você começa a compartilhar uma decisão do cliente, não é isso depende das esferas regulatórias, mas imagina que você começa a compartilhar. Dados de outros comportamentos da sua vida, então tem um exemplo, aqui, francy, você está compartilhando comigo? É dados sobre a sua questão de saúde. Né? E com isso, construir algum tipo de benefício ou produto melhor com você. A gente está fazendo aqui um open health, né? Um pouquinho de saúde a gente pode estar fazendo um open telecom, a gente pode estar fazendo um open, né? Delivery, né, que já foi falado, você pode ter um open, é, você pode ter ON opens, né, você pode ter open, é Utilities, porque você pode partilhar dados das suas contas utilis, né? De por exemplo, de água, luz, energia, como eu falei, telefone é isso. Sempre assim, numa ótica de cliente, né? De de perceber o cliente. De novo, com esferas regulatórias distintas, mas que você pode construir uma visão de dados cada vez +360, né? Então hoje, o que nós temos aqui? Descopo formal, né? Dos reguladores, é o open finance. Mas eu acho que a tendência é o, é o mundo evoluir para uma visão de open x, legal pra. Na prática, vamos voltar para o open banking, né? Então o subconjunto aí do do open finance é na prática, que tipo de dados e informações são compartilhados e como é que é feito esse compartilhamento? AA minha questão aqui é o como é a partir de um sistema central, né? Existe um sistema central recebendo essas informações? Ou é, existem interfaces ponto a ponto, né? Interfaces padronizadas mas AAAA interface vai ser ponto a ponto. É como é que está sendo operacionalizado isso? O. O primeiro é o seguinte, é como é que como é que funciona essa pergunta um pouco de tipo de dado, não é que está sendo compartilhado? Então, assim como a gente vê aqui no contexto, vamos falar da da fase 2 aqui, que já está em já está implementada em em em fase de maturação. Não é que é, é normal aí, dado toda a complexidade do do sistema. É, por exemplo, que que é interessante pro público ter mais consciência, sabe? Poder compartilhar dados de saldo, dados de extrato. Né? Você tem outros dados? Por exemplo, dados também das transações de cartão, por exemplo, que você faz, né? Então, dando aqui um exemplo prático assim, para tangibilizar você vai ter. Então, por exemplo, você vai ter uns um tipo de produto que você vai criar o que se chama de agregadores que que é isso? Então num banco pegando, por exemplo, sei lá? Pelo caso do Itaú, o it você vai poder ver saldos e extratos de outros bancos no seu app, na apps, o então é uma forma de fazer banking, né, de fazer transações, de de gerenciar a sua vida no banco bem. A gente vê o que que você está acostumado, você entra em um banco, em uma instituição financeira ou de pagamento, saber os dados dela não é? Então, se eu tenho em 4, eu vou ter que entrar em 4 lugares para ver e agora você vai ter toda uma reconfiguração de mercado, que é todo esse pessoal agregando informação do outro, claro, nunca de uma forma autónoma, não é eu que decido agregar AA sua informação. Existe um processo todo de consentimento. Então o primeiro ponto é, que tipo de informação? Acho que a grande legal ficar na cabeça são as informações transacionais. É saldo, extrato, transação de cartão. Isso aqui já dá um bom exemplo aqui de conjunto de informações e que são muito próximas do dia a dia das pessoas que nós vamos poder compartilhar. Tá? Que que é importante saber disso aí? Se perguntou um pouco do como tá um ponto importante para ficar na cabeça de todo mundo. Sempre é baseado mediante autorização do usuário, isso é muito importante. Todo o conceito de open finance e do open banking, ele se centraliza na questão de empoderamento do usuário e consentimento do usuário. Ou seja, eu instituição financeira anão consigo pegar seu dado instituição financeira ABA não ser que você explicitamente autorize. Que informação, por quanto tempo, né? De uma forma bem Clara, tá? Então, esse é o ponto é essencial e toda a lógica do sistema, da segurança, do open finance, né? Da regulação, foi desenhada em cima disso. Pronto, nós somos um sistema seguro e permitir essa questão, porque às vezes o pessoal me pergunta, Ah, não, Marcos, então o banco a já tá pegando a minha informação do banco. BO Pedro não tem isso, né? Eu falei, é o banco a, pode perguntar pra você, se você quer trazer a informação pra comer, aí você vai ter que fazer um processo, então. Então imagina assim, na perspectiva do cliente, ele sempre está autorizando, tá e na hora que você olha Na Na perspectiva dos participantes, vamos lá. Já se tem 2 participantes, quais quaisquer? Aqui tá 2 instituições. Imagina assim, você sempre tem uma jornada de saída de dado? A gente pode chamar de outro pra ficar mais fácil e uma saída de EE uma jornada de entrada de dado concorda? Então vamos pegar um exemplo aqui, eu estou aqui, eu quero puxar o seu dado Eric de algum lugar. Então o que que eu vou fazer se vai entrar no meu app, certo? De repente, o Itaú e aí eu vou te falar, olha, você quer trazer dados do instituição ABCED, você vai falar, puxa, quero quero trazer tal dado e tal instituição, o que acontece, né? O processo ele joga você pra outra instituição. Então quer dizer, eu estou iniciando um processo de entrada de embalo. Eu quero puxar seus dados de outro lugar, isso daí você vai escolher você daí. Vai ser redirecionado todo dia os sistemas, né? Para para a instituição da qual vai sair o dado então, para ela, vai ser uma jornada de saída, você vai lá entrar com toda a autenticação que você precisa necessária, vai autorizar pelo prazo o tipo de dado que você quer e aí sim, isso aqui trafega o quê por APIs, todo um sistema de segurança que vem por trás e é. Mas desse dentro dessa instituição aqui pra né que a gente chama instituição doadora de dado, que tem OA saída, o outbound, a instituição que está recebendo, né? Essa AA instituição recebedora a instituição que está tendo um fluxo de embalo sempre você aqui no meio, esse é o de uma forma que eu diria assim, acho que fácil, né? Ao mesmo tempo, eu estou tentando aqui ser simples, mas ser bem preciso de como é que vai ser? A jornada é essa, tá? Então não existe jornada de compartilhamento sem autorização. Revisão do do do usuário não existe. Muito bom, importantíssimo, importantíssimo. É porque como é um assunto novo, isso aqui é é bem. Eu gosto de falar aqui do assunto, porque assim é um assunto novo. Já tem o nome em inglês, né que é, é complexo, né? O Brasil pouquíssimo, né? Então a gente tem que entender como é que Oo brasileiro a brasileira, né? Seja desde uma pessoa mais vulnerável, mais simples, até uma grande empresa, como é que a gente traduz isso, né? Então é e é uma coisa que não é usual, né? A gente não tá querendo falar de compartilhamento de dado, nunca houve isso, então imagina, você passou que nem falou 20 anos, 30 são décadas, às vezes pra algumas pessoas, né? Sem. Coisa que alguém mais jovem tem alguém mais jovem que tem conta bancária, sei lá, 23 anos. Ele não cresceu no ambiente onde não é, talvez assim a quem está com 5 anos, quando quando é quando quando for abrir conta do banco, alguém com 10, aí sim, ela já vai estar numa situação natural de open finance open x mas ainda assim, para a população economicamente ativa que a gente tem no Brasil, é uma tremenda novidade. Então Oo valor da gente educar está próximo com o cliente para dar a mão para ele nesse momento, não é? Então é extremamente importante. É então a gente tem falado muito assim, o que que é dado, o que é segurança, porque como é que eu posso te, né? A gente está falando aqui sobre segurança e dado. Mas eu e você sabemos o que é dado, o que é segurança? Concorda? A gente sabe os efeitos de não ter segurança é né? Então, quer dizer, o sistema do pensar, isso é super seguro e foi todo desenhado, regulado, perfeito. Mas se eu, Marcos, faço algo errado, concorda? Plano eu sempre com o pessoal seu, dei a minha senha para uma pessoa essa senha vazar, eu IA inscrever-la num num papelzinho, né? Se eu deixo, se eu deixo os meus dados vazarem, não tomei conta quando ocorreu um vazamento que meus dados podem estar expostos aquela história, alguém pode usar o meu CPF, pode usar minha a minha uma foto minha, então as pessoas vão ter que entender esse mundo que a gente está entrando. O que que é dado? O que que é o dado dela? Que que se que que é segurança desse dado, por que que é importante, né? Se eu chegar para qualquer pessoa e falar, olha o seguinte, roubei aqui o seu 200 BRL da sua carteira. Todo mundo vai atender o dano que vai ser causado, concorda? Uhum. Se eu te falar, poxa, roubei seu passaporte, as pessoas que mexem com o passaporte ou carteira de identidade vão entender, mas tem muita gente que não entende. Tem muita gente que essa pergunta fala assim, cara, você sabe alguém que roubou sua identidade, o que que a pessoa faz? Ah, mas às vezes nem presta queixa e vai poupar tempo, tirar a segunda via. Poxa, cara, a pessoa tem que entender, nossa, tem alguém que tem meu CPF, tem alguém que tem minha foto. Então, se aparecer uma coisa x estranha, eu tenho que ter uma reação. Isso a gente vai ter que educar nossa população, né? Que que é dado, que que é o valor do seu dado? Que que a sua segurança para daí você poder trabalhar produtos que envolvam nisso. Entendendo um pouquinho sobre os os custos desse processo, eu imagino que teve um custo. É de início, né? Um custo de implantação de criação dessas dessas APIs, tanto pro pros bancos tradicionais como pros, novos entrantes aí para as, para as fintechs, não é? E depois, mesmo depois de implementado o open finance, imagino que a gente ainda vai ter algum algum custo de transação, algum custo por compartilhamento de informações, né? É, queria que você falasse um pouquinho sobre esses custos, tanto na visão dos dos grandes bancos, que hoje são os maiores detentores de informação, como na visão dos dos menores que nesse início de jogo, aí eles têm menos informação e vão estar mais consumindo os dados. Os dados do dos dos bancos grandes não? Então você tem. Você tem um custo de setup, né? De de da estrutura toda que foi rateado aí entre os os players iniciais. Você tem depois 11 custo transacional, né? Que dependia do tipo de chamada que você faz frequência. Recorrência o que é importante saber? Tá, eu não vou entrar aqui em valores nada, porque como é, são coisas que estão em discussão. Acho que não faz muito sentido, mas como arquitetura? Então assim, só tem o TAP que for assumido aqui pelos, pelas empresas é faz parte aqui da da né, do jogo aqui da, da modernização do do sistema financeiro, é. E aí, o que acontece? Você tem uma parte que é um custo por chamada, não é? Você vai ter, mas é importante que tem uma franquia. Que é de graça por pessoa, por número de chamadas, né? Por então, assim tem uma, tem uma franquia que interessante que é de graça, então você só começa a poder cobrar na hora que passa desse ponto, que que é importante, tá? Não existe custo para o consumidor, o custo é entre as instituições, né? Então assim, né você, Eric, compartilhando a tua informação instituição ao ao parabéns, você não tem custo nenhum, entre. As instituições, o que acontece é que essa se a instituição deputado coleta que você autorizou coletar dados que a gente deu, a gente não autorizou. Prisona coletar dados de outra, o que acontece é porque uma quantidade de vezes que eu posso chegar lá e pedir a informação do extrato do Eric, entendeu? Uhum. Então se eu, né, se eu pedir até 3 vezes por dia, essa instituição tem que dar de graça para essa. Está No No preço aí do investimento. Agora o corte, se eu chegar e pedir 100 vezes a informação, eu te digo aí, não dá. Então as outras 97 vai ter que ***** tá? Que eu estou dando um exemplo figurativo, tá bom? Então esse é um pouco da estrutura, e aí foi um pouco dessa questão, né? De que Ah, tem preço, mais informação menos é natural, né? Também os preços que têm mais informação construíram essa informação, investimento. Base em em clientes, então assim tem um valor também isso, e aí aquela história, os os também. Você tem hoje empresas novas, que tem uma grande quantidade de dados, dados diferentes. Quem vai regular isso é o consumidor. Quer dizer, você, Eric, né? O consumidor pessoa física jurídica decidindo com quem que ele quer compartilhar o dado mediante o benefício que ele vai sentir, a segurança que ele vai perceber nesse processo. Esse é o. Para para as instituições reguladas pelo banco central, como instituições financeiras, instituições de pagamento. Participar do do open banking, do do open finance foi uma opção ou foi compulsório para todas as instituições? Não? Então ela é definida por fases, está nas fases iniciais. Existe uma parte das instituições que foi compulsória, a participação, né? Então foi vinculada e aí, com o tempo você pode ter outras instituições que podem entrar ou não. Então, dependendo aí da questão de tamanho volumetria tal. Legal e como que você acredita que vai ficar? O mercado é como que ele vai ser afetado pelo open finance no sentido de concentração também no sentido de colaboração, né? Hoje a gente tem é, é muitas instituições que são bastante verticalizadas, né? E com o open finance, pode ser que que que aconteça. Um que que tem um ambiente mais colaborativo? Né? Uma instituição fazendo um pedacinho do processo, uma outra, fazendo 11 outro pedacinho, né? Uma concedendo crédito, outra trabalhando mais com com pagamentos. É, então eu queria que você falasse um pouquinho sobre concentração, sobre colaboração. Se você acha que que que que isso tende a acontecer? Uma redução de de taxas, tá? E se isso tem algum impacto em inclusão financeira, sei que tudo isso é futurologia, né? Mas eu queria ter um pouquinho da sua visão. Abrir os prontos? Bom, eu. Eu. Talvez eu comece um pouquinho de trás para frente, tá? Sem dúvida vai ajudar. Acho que aqui na questão de inclusão é porque isso está motivando, né? O serviço financeiro ficarem mais, por exemplo, apesar dos hospitais estarem mais modernizados e quando você evolui para esse tipo de coisa, você naturalmente começa a criar sistemas que são mais mais fáceis, mais baratos, mais participantes e aqui tem, né? O Brasil tem um tamanho que tem um lugar para todo mundo, não é? Então eu, eu vejo aqui que a inclusão deve aumentar, porque quando se fala de inclusão assim, às vezes você tem, né? O tipo de divisão de inclusão é, tem uma conta bancária, uma conta de pagamento ou não, né? Ou tem um produto financeiro, um produto financeiro ou não. Outra coisa é tá bom, quanto que você está bem servido com que você tem, quanto você usa com a sua maturidade nisso, né? Então, sem dúvida essa, essa nova composição aqui, de formas de ver informação e de usar informação para gerar valor com o cliente, vai, vai, vai ajudar bastante na inclusão, seja pela inclusão do. Fala assim, aquela inclusão que é do zero para um outra, inclusão que é do um para o 2, para o 10%. É, então, a zero problema que não tem nada, então que não tem nada. Quer ter uma primeira coisa depois que você, primeira coisa é também falar, cara, ninguém quer ficar na primeira, você tem que ter um conjunto, né? De de, de de produtos para você estar incluindo então, só que é importante. Você falou um pouco, isso aqui ajuda em taxas e valores. Eu acho que ajuda. Quer dizer, acho não vai ajudar isso aqui é é para mim, a gente não sabe exatamente o timing, mas é natural porquê diz assim, na hora que eu, que eu tenho mais informação sobre o Eric, eu posso te dar uma oferta melhor que na verdade, por exemplo, pegando aqui uma coisa que é que é crédito, não é que acho que talvez uma coisa que todo mundo pensa mais imediatamente? É óbvio. Assim, o crédito. Ele tá baseando que na análise de risco que eu tenho, né? Numa visão de risco do meu portfólio, é assim que você faz. Por isso eu brinco para as pessoas, o pessoal fala assim, Ah, mas o Business de crédito não é emprestar dinheiro, é pedir volta, né? Eu falei assim, emprestar dinheiro seria a fundo perdido? Falei, ninguém faz isso, né? Então eu falei, é, você está emprestando para você ter um retorno, né? Um esse retorno conta com a questão da inadimplência pessoal e de carteira. Qualquer custo básico e de Bank, você vai aprender isso. Dado isso, na hora que eu começo a entender mais do Erick que eu falo que a visão 360, né? Ou eu começo a entender mais do erics e erics, né, que estão na minha carteira. Naturalmente, eu começo a ter menos risco porque você começa a ver, pensa assim, crédito vem muito da vem da palavra acreditar, né, que é do latim. Quer acreditar, entender, confiar. Se eu não, se eu não, se eu tô vendo um pedaço da tua vida, só eu, tipo, me baseando que eu vejo. A hora que eu começo a ver 2 × +3 vezes mais ou −360 eu saí de 90° para 180. Poxa, espera aí, já posso acreditar mais? Eu posso acreditar mais em você, né? Então, naturalmente, eu posso te emprestar mais, te diminuir taxa. Isso vai ser o geral do mercado. Então vejo claramente que é 11 dos melhores efeitos que vai ter aí a médio prazo. Claro que no sistema tem que amadurecer, mas acho que a gente já vai ver nisso meio do ano que vem, já pôs mudanças aí de propostas EE inclusão aí de de pessoas. Eu vejo um pouco, esse é o grande aqui, Oo grande ângulo que a gente tem aqui de de melhoria e aí é feito assim sobre concentração, colaboração, primeiro assim. Colaboração, ela deve intensificar, né? O própria estrutura para a qual o mundo de serviços está indo e serviços financeiros inclusos é o quê? É uma abordagem essa service não é você vende serviços, e você compõe o serviço. Então quando você fala o próprio Bank ex, a service, não é que a gente trabalha lá, essa abordagem você compõe serviços APISE de repente o seguinte, eu preciso para imaginar, assim, trazer para o Eric um certo valor. A gente precisa do valor ABCED juntos eu tenho API pro AEOBEOC não tenho, ué, eu posso comprar essa APIE juntar aqui e te entregar OABC eu ganho meu parceiro, ganho você ganha talvez esse parceiro seja só parceiro, talvez ele seja uma competição, né? Ele, ele coopera comigo. Às vezes ele compete comigo, às vezes eu também, às vezes não posso cooperar com alguém, competir com alguém, então esse sistema, né, esse ecossistema, ele vai ficar bem mais complexo, bem mais fluído em termos de composição de valor grande chave, o pessoal me pergunta e fala, cara grande chave ele falou assim, é você fazer o valor? O valor com o cliente é o desenho de valor com o cliente fala. Se eu desenhar o que você precisa? E aí na história eu faço ou chamo alguém para agregar junto, tem horas que faz esse sentido eu estar junto de alguém, né? Todo mundo vai sair ganhando, né? Seu time, seu time se otimiza o sistema. Quem não tiver essa conexão com o cliente, vai ter um problema, porque você não vai nem conseguir vender esse serviço nem compor serviço para entregar. Então, essa para mim é a grande chave, não é? A gente vai entrar num momento de profundo relacionamento com o cliente e de novo naquela linha, não é? Não é fazer par o cliente fazer com o cliente e aí concentração, não sei. Acho que quem define concentração é o, é o cliente, não é ele bota, ele concentra os produtos dele, onde é que ele mais gosta? Então assim é se as isso aqui pode obter algum efeito de de de redistribuição e consequência, pode, mas eu acho que a gente vai ter que esperar para ver quem, quem é que vai fazer melhor produto com o cliente, quem fizer melhor com o cliente. Vai ter mais cliente e mais transação, é isso que a gente acredita e a gente vê muito mais oportunidade positiva do que de perda. Processo aqui é importante. A gente vê muito mais leis, AA oportunidade de crescimento, de aumento de relacionamento com os clientes atuais, de, de ter mais clientes do que perde. Ah, com certeza. EEE 1111, movimento de desconcentração. Ele não significa necessariamente perdas, né? Ainda mais porque a gente está falando de um movimento que a gente acredita que está fazendo crescer o mercado, né? Então, se a gente está ocupando um pedaço do mercado que não existia, é muito de gente estava fora do mercado. Esse mercado está crescendo, então, mesmo que tenha um efeito percentual de desconcentração, isso também não não é necessariamente perdão, né? EOO, por isso que eu eu quis começar pela questão da inclusão, né? E ter e ter e falar dos 2 tipos de inclusão, zero pro um e o um para o resto. Eu acho que tem muito espaço do zero para OE do um para o resto. Acho que vai ter vai ter um bom espaço aí para todo mundo crescer. Legal, minha última pergunta, Marcos, é, se você fosse um investidor agora, tirando o chapéu aí de de Itaú, se você fosse um investidor, qual o segmento fintech? Que tipo de empresa você gostaria que tivesse no seu portfólio? Em função do open finance? Legal. Olha uma pergunta muito legal, muito difícil. Ao mesmo tempo muito simples, mas eu eu vou, vou respondêla aqui de uma forma bem direta e eu não posso citar, obviamente, né? Nomes, mas é, eu acho que eu posso dar alguma uma visão pessoal aqui. Primeira coisa é, você tem que ter no teu portifólio, em cima de tudo o que a gente falou. Quem conseguir compor visão e valor de cliente relacionamento. De uma forma muito intensa, muito Clara, vai ser quem vai ganhar esse jogo, tá esse jogo que que é então, primeira coisa tem é assim, empresas que tenham muita conexão com o cliente, que saibam fazer produtos com o cliente, que saibam botar o cliente no centro para compor o que ele precisa. Essa empresa vai vai ter um poder incrível, segundo a gente vai assim. Empresas que tenham muita segurança, muita, porque você tem visto aí na notícia, literalmente. A cada semana sai algum tipo de vazamento de dados. Não sei quem explodiu, não sei quem vazou dado e tal. O que acontece. O mundo está virando extremamente mais digital com isso, infelizmente a segurança também sai do fisco. A gente era só assaltada na rua. Há 30 anos atrás, agora a gente é assaltado também no computador, no celular. Então, o que acontece? A segurança digital e com isso essa nossa preocupação com o consenso de dados e segurança. Ela é intrínseca, ela tem que ser, ela é parte da vida, então que nem a mesma forma você toma cuidado para não passar no bico escuro à noite eu falo assim, ninguém hoje anda a pé e fala olha, passa no beco bem escuro, na região perigosa e balança uma pulseira de ouro, você vai falar, pô, ******* idiota, alguém que faz isso, que a pergunta é, você está fazendo isso no mundo virtual? Está passando num beco escuro, balançando uma pulseira de ouro também é tão idiota quanto fazer isso na rua. Né? É então, assim, as empresas que que é o beco escudo? Você não pode passar em empresas que, então, quais são? Os becos claros, empresas que têm uma profunda, intrínseca e estruturada preocupação com segurança. Essencial, isso aqui tá? E a e a então é, é sempre a cliente segurança, tecnologia não é assim que tem investimento que tem sutura tecnológica parruda, forte, que aguenta volume que aguenta a transação, que aguenta os intempéries da é financeiros. A gente está vendo agora, né? Sobe taxa de juro, poxa, quem é que está aguentando o tranco? Quem é que não está tendo desvalorização, né? Eu falei, não, eu falei isso aqui não é corrida de 100 m. A grande dica que eu dou para o pessoal assim, corrida. De 100 m, está bom é para quem quer ficar treinando ali no dia a dia, não vai bem. Pensa assim, vencedores online, long run quem que vai estar aqui em 2025? Quem vai estar aqui em 2030? Essa? Quando você fala assim de carteira de investimento é, né? Eu falo assim, eu, eu não sou day trader, né? Uhum. Então assim, quando você olha numa visão de médio e longo prazo de criação de valor, cliente, segurança, tecnologia, estrutura financeira, no sentido de parrudez, de poder aguentar os intérpretes quando fala essas 4 coisas. Se se tem essas 4 coisas no que está no teu portfólio, né? Tua probabilidade de ter sucesso é alto. Eu acho que eu, eu, eu consigo, eu consigo ser direto. Sem citar nomes, dando essa reflexão aqui com as pessoas muito bom Marcos, obrigado pelo pela conversa, acho que foi muito esclarecedor, ajudou bastante, valeu, tá bom, te agradeço pelo convite. Muito obrigado, viu? Valeu.

Perguntas e respostas

Quem é Marcos Cavagnolli?
Marcos Cavagnolli é graduado em engenharia pela USP e possui um EMBA pelo Ibmec São Paulo. Ele tem uma vasta experiência no mercado financeiro, tendo ocupado cargos de diretoria em bancos internacionais, grandes bancos nacionais e fintechs. Atualmente, ele é responsável pela área de Cash no Itaú, focando em produtos e pagamentos para pessoas físicas e jurídicas, além de temas como Pix, open finance e Banking as a Service.
O que é open banking?
Open banking é um sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros dos clientes entre diferentes instituições financeiras, mediante autorização do usuário. Esse compartilhamento facilita a criação de um histórico financeiro mais completo e pode melhorar a oferta de produtos e serviços financeiros.
Qual a diferença entre open banking e open finance?
Open finance é um conceito mais amplo que inclui open banking, open investment e open insurance. Enquanto o open banking se refere ao compartilhamento de dados bancários, o open finance abrange também dados de investimentos e seguros, proporcionando uma visão mais completa das finanças do cliente.
Como funciona o compartilhamento de dados no open banking?
O compartilhamento de dados no open banking é feito mediante autorização do usuário. O processo envolve a instituição que deseja obter os dados redirecionando o usuário para a instituição que possui os dados, onde ele autoriza o compartilhamento. Os dados são então transferidos por meio de APIs seguras.
Quais tipos de dados são compartilhados no open banking?
No open banking, são compartilhados dados transacionais como saldo, extrato e transações de cartão. Esses dados ajudam as instituições financeiras a entender melhor o comportamento financeiro do cliente.
Quais são os custos envolvidos no open banking?
Os custos no open banking incluem um custo inicial de setup e custos transacionais por chamadas de dados. Existe uma franquia gratuita para um número limitado de chamadas, e os custos são aplicados entre as instituições financeiras, não para o consumidor final.
A participação no open banking é obrigatória para todas as instituições financeiras?
Nas fases iniciais do open banking, a participação foi compulsória para algumas instituições financeiras. Com o tempo, outras instituições podem optar por participar.
Como o open finance pode impactar a inclusão financeira?
O open finance pode aumentar a inclusão financeira ao modernizar os serviços financeiros e torná-los mais acessíveis e personalizados. Isso pode atrair tanto pessoas que ainda não têm acesso a serviços financeiros quanto melhorar a oferta para aqueles que já estão incluídos no sistema.
O open finance pode reduzir taxas e custos financeiros?
Sim, o open finance pode ajudar a reduzir taxas e custos financeiros ao permitir que as instituições financeiras tenham uma visão mais completa do histórico do cliente, o que pode resultar em ofertas de crédito mais precisas e personalizadas.
O open finance pode promover a colaboração entre instituições financeiras?
O open finance pode promover a colaboração entre instituições financeiras ao permitir a composição de serviços através de APIs. Instituições podem se unir para oferecer produtos e serviços mais completos e personalizados, beneficiando tanto as empresas quanto os clientes.
Quais são os principais fatores que um investidor deve considerar ao investir em fintechs no contexto do open finance?
Um investidor deve considerar fintechs que tenham uma forte conexão com o cliente, alta segurança de dados, tecnologia robusta e uma estrutura financeira sólida. Essas características são essenciais para o sucesso a longo prazo no contexto do open finance.

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Eric Barreto

Partner e Prof. do Insper