Inclusão financeira com Ricardo Humberto Rocha - Fintechs e Inovação
Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper desde 1999 e consultor da Anbima, B3 e Febraban, compartilha sua vasta experiência no mercado financeiro, destacando a importância da inovação e inclusão financeira, recomendando o livro "A Revolução Fintech" e discutindo o papel das fintechs na transformação do setor.
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Transcrição
Professor Ricardo Humberto rocha é uma lenda na área de finanças, é professor do Insper desde 1999.
Consultor da Anbima b 3 e Febraban e antes disso, o Ricardo desenvolveu sua carreira como tesoureiro de bancos nacionais e estrangeiros. É isso mesmo, Ricardo?
É, é isso mesmo, Eric, obrigado aí, pelo menos.
Essa, essa carreira além da é só porque a gente fica um pouquinho mais velho, né? EE como a gente vai falar de inovação? Eu gosto sempre de pontuar para os alunos que das principais inovações aí do mercado financeiro brasileiro dos últimos 37 anos, que é o tempo que eu trabalho, eu só não vi quando o banco central.
Criou, junto com o mercado o sistema especial de liquidação e Custódia.
Porque eu estava no terceiro ano do ensino médio, pensando, o que que eu IA fazer da vida, né? Mas todas as outras inovações, mudanças. Eu acompanhei, então, nesse sentido, acho que ainda é nesse sentido aí de experiência, né? A gente vai ficando mais isso aí, mais experiente.
Maravilha e dentro desse Monte de inovações, aí a gente está falando bastante sobre sobre fintech, sobre inovação e hoje a gente vai falar que principalmente sobre inclusão no sistema financeiro.
Mas antes de entrar nesse nesse tema, queria pedir, é para você indicar algum livro aí para os nossos alunos ou para os nossos espectadores e ouvintes?
Bom é esse tema de de inovação, especialmente, né? É EE, principalmente, focado no Mundo Novo. Aí que fala de fintechs. Essa questão disruptiva tem vários livros. Nenhum deles é consegue de alguma maneira responder todas as dúvidas, até porque é um tema recente, né? E a prática anda na frente da academia, mas tem um que eu acho que que eu posso recomendar que se chama a revolução fintech é o manual das startups financeiras.
A editora alta boots, que traduzia o livro no Brasil eu acho que para um aluno que quer entender esse esse movimento.
É um livro interessante, porque ele não precisa ler de maneira linear, ele não precisa ler o capítulo um. Depois o 2, depois o 3, ele pode pegar o sumário e direcionar para aquilo que ele quer, vamos dizer assim, começar a entender ou pesquisar ou tirar uma dúvida no momento, né? E fora isso, ao final do capítulo, tem muitas indicações de leituras internacionais. Eu acho que é legal. E aí, se eu puder fazer mais uma sugestão, tem 11 blog, um portal chamado finsiders.
Do jornalista Danilo, que todo dia é publica, publica alguma coisa. Ele inclusive, acompanha a gente lá no Insper. Acompanha o fintech Insper, né? Mas eu acho que o revolução fintech é uma leitura.
Uma leitura boa, e.
E acessível e que vai dar para você construir, vamos dizer assim, 11 visão sobre o que que está acontecendo no mundo hoje em termos de de de de temas disruptivos ligados à ao que eu já não chamo mais nem de sistema financeiro, mas de um ecossistema financeiro, não é? Ele vai além do sistema, porque são novos entrantes, novas empresas, enfim.
O mundo, o mundo está mudando com uma velocidade muito grande, legal. EE. Eu eu já usei esse livro revolução fintech, que acho um livro bem, bem bacana mesmo. É um livro como se fosse um livro, uma coletânea de artigos, né? EE é isso que você falou, né? Se alguém, pô, eu tenho interesse no mercado de pagamentos ou no mercado de crédito ou no de crowdfunding, eu vou lá naquele capítulo, posso começar por ele ou dar mais atenção Pra Ele, né? E pro alguns alguns outros de de maior interesse, acho bem.
Interessante mesmo.
Entrando aqui no nosso principal tema é, eu queria que você colocasse a sua visão, né? Um precisa ser 11 definição, mas é. É a tua visão sobre o que que é inclusão ou o que é exclusão financeira. Tá só pra gente dar 11 start aí nesse nesse tema.
É nos últimos 20 anos, esse tema vem sendo trabalhado no Brasil no.
Primeiro governo Lula, inclusive, criou-se a estratégia nacional de educação financeira. Eu acho que foi um movimento importante, mas ele ficou muito restrito.
A órgãos de regulação, autorregulação CVM é.
Não vejo essa estratégia chegar nas pessoas, mas, uhum, é muitos autores começaram a escrever e o banco central, eu acho que foi o ator principal, né? Ao entender a questão da desbancarização, porque vão?
Lá, se pegar aí Oo Brasil.
Muita gente tem uma mãe.
Ou tem, ou tá no simples na fase inicial. Por que razão, né? Bom, o cara tá lá porque se não ele não consegue prestar o serviço dele, mas esse ainda tem um certo conhecimento.
Agora, quando eu pego prestadores de serviço, que as pessoas às vezes esquecem, eu, eu, eu. Às vezes eu falo que a sociedade joga um manto de invisibilidade, né? Parece desenho animado? Não? Você tem um cara que corta a grama, o cara que limpa a piscina, você tem o pintor, você tem o encanador, você tem o eletricista e eu não estou falando de São Paulo, só estou falando do Brasil inteiro, né? E essas pessoas geram renda.
Mas elas às vezes não são bancarizadas, isto é um problema. Um outro tema aí pra gente falar de inclusão é que a definição de bancarizado, na minha modesta opinião, está um tanto quanto incompleta para o banco central. Se eu tiver um cartão fidelidade qualquer de uma loja, eu sou bancarizado. Não é bem verdade, porque a gente sabe que se eu não tenho uma conta corrente ou minimamente uma conta poupança, o sistema não me enxerga.
Se o sistema não me enxerga, eu não tenho acesso a crédito.
Então eu sou uma pessoa de.
Com maior dificuldade de conquistar os meus sonhos, por exemplo, né? Ou até complementar minhas necessidades, né? Porque uma coisa é usar o crédito de forma equivocada. Outra coisa é não ter acesso a crédito. E a terceira coisa que eu acho que é perigosa é julgar que as pessoas não devem ter acesso, não. As pessoas têm que ser educadas e elas têm que ser responsáveis. Então a questão da inclusão ela passa a ganhar uma importância maior.
E a gente vai para o conceito de cidadania financeira. Um indivíduo que não tem acesso a produtos financeiros básicos, uma poupança, um crédito para comprar, 11 geladeira para o boteco dele. Ele está mais ou menos na mesma proporção que alguém no século passado que não era alfabetizado.
Que que, que que não conseguia ler um jornal que era o único veículo não é de.
Fora o rádio, né? Porque ATV é dos anos 50 do século passado. Não faz tanto tempo para informar as pessoas, né? Então você nota que hoje quem está excluído é, é quase um analfabeto, né?
É, mas você tem alguns movimentos que estão trazendo essa inclusão, inclusive Pix, na medida que pequenos negócios, né? Eu eu gosto de uma, de dar o exemplo de uma matéria que foi pública num telejornal de uma pessoa que vem de tapioca do lado, numa estação do metrô, não é? Tem lá uma barraquinha dela, vem de café com leite, tapioca de manhã e às vezes, quando era o problema dela, o pessoal vinha com nota de 50 BRL para pagar 15 e ela não tinha troco. Então ela vendia menos.
Do que ela teria condições? Segunda coisa quando ela IA comprar alguma coisa, ela não tem cartão de crédito. Então, na medida que ela que o pitch chegou, ela passou a receber o Pix, então aumentou o volume de vendas dela e aí ela entendeu que ela podia pagar no Pix e pagando à vista no Pix.
Ou a farinha ou o queijo, ela passou a ter, mas assim é 11 condição melhor de negociação e passou a existir.
Porque na medida que o movimento Pix alguém vai estar enxergando, ó, aquela aquela moça lá, ela fatura 100 BRL por dia. São 2002 1500 BRL por mês. Uhum, e antes ela era zero.
Ou seja, lá não existia, né? Então eu acho que incluir as pessoas é, é importante. O desafio é educálas.
Aí é uma outra questão, né? EEE diferente do dos dos cartões débito, crédito, né? Que Oo comerciante sempre precisa pagar 11 percentualzinho. Se o esse pequeno comerciante aí que vende tapioca, ele recebe direto no Pix, ele não precisa nem pagar esse esse spread, né? Então ele consegue até uma margem, porque AA margem desses caras já é apertada, né? No final do dia.
É você, acabou, é já respondendo uma pergunta que eu IA fazer aqui, né? Mas vou só mencionar que hoje a gente tem muito mais pessoas com acesso a contas bancárias ou contas de pagamento, né? Conta bancária o que a gente já tá acostumado aí, a conta corrente que as pessoas têm nos bancos ou conta de pagamento, as contas que que os cidadãos hoje podem abrir em instituições de pagamento, né?
Muita gente não não sabe isso. Já mencionei alguns algumas conversas anteriores.
É o próprio Nubank, ele é uma instituição de pagamento, né? Ele não é 11 banco. Mesmo com esse nome lá, não é ainda é, é, é, é, é. Mas ele, até hoje ele é um, é, é formalmente uma instituição de pagamento, né? Então, muita gente EEEEA gente, vê mesmo que com a entrada dessas fintechs de pagamento, a gente tem muito mais gente.
Eu não vou usar o termo bancarizado, você usou, né? Mas muito mais gente com.
Acesso AAAA uma conta de pagamento ou uma conta bancária.
Mas eu gostei do termo que você usou. O cidadania financeira, não é porque não basta o cara ter uma conta corrente, uma conta de pagamento é, ele precisa ter acesso a produtos básicos. Ele precisa ter acesso a crédito, né? Porque esse cidadão que está fora do sistema, ele, em tese, é quem mais precisa de crédito, né? Então, se ele está apartado disso, ele é justamente quem mais precisa, né? Então, por isso eu gostei do termo que você usou isso, cidadania financeira.
Bom, em outros países, Ricardo.
Como que você percebe que as fintechs têm colaborado com isso, em trazer mais pessoas pro pro sistema financeiro? Porque assim, esse esse movimento fintech, a gente sabe que ele é um movimento mundial, mas em alguns países.
Tem objetivos diferentes, né? Se tem países mais locais mais desenvolvidos, como o Reino Unido, que que eles buscam melhoria nos serviços financeiros.
Eles buscam. É uma desconcentração, não necessariamente inclusão financeira, mas a gente vê países na Ásia, na África, aqui na, na, na, na América Latina, principalmente, né, que tem aí na? Nas fintechs, tem enxergado além dessas questões de modernização, melhoria dos serviços, desconcentração. Isso é importante para a gente, né? Mas tem visto também uma oportunidade de inclusão.
Como você vê isso? O papel das fintechs Na Na Na, nessa inclusão.
Olha, acho que elas têm um papel importante, né? Primeiro de gerar uma concorrência com o sistema tradicional, né? Então, toda vez que você tem um concorrente, você.
Deveria.
É ter a humildade de olhar o que que ele está fazendo e como é que ele consegue fazer melhor que você, com uma estrutura de capital bem mais.
É débil assim, né? Quer dizer, então. Então, primeiro, acho que esse movimento foi importante. Agora nos Estados Unidos, por exemplo, que esse movimento vem logo após a crise do suprime até, até porque oportunidades no sistema financeiro lá começará a rarear.
É, é, essas instituições de pagamento foram as primeiras que vamos dizer assim começaram AA se desenvolver, né? Porque lá a gente tem muito banco, é que a gente nem conhece, que são os bancos regionais. Você tem 6000 bancos lá, a gente conhece os tradicionais, os grandes sítios de primórgiam Stanley, Bank of America, né? Então lá o que aconteceu foi mais essa questão, pelo menos inicialmente, de meios de pagamento.
Se você pegar na Inglaterra, que, como você mencionou, bem, surgiu até o conceito de open banking, quer dizer, os os próprios bancos, lá, incomodados, tomaram a iniciativa, né? E.
E, mas eu não, não saberia te dizer de resultados que eu que eu vou voltar já. Já a falar do Brasil, resultados efetivos em termos de de melhores preços para os usuários, mas provavelmente deve ter acontecido alguma coisa. Agora, o que é interessante.
Que você pontua bem, é que você pega países que.
É que não tiveram AA uma construção de um sistema financeiro tradicional. Por várias razões, você pegar países na África, mesmo aqueles que têm um PIB é considerável, às vezes têm uma renda per capita menor, mas são países que agora, depois de muitos anos, estão tendo, vamos dizer assim, uma estruturação política melhor, né? Enfrentaram primeiro o colonialismo, no fim do colonialismo.
Você não tinha uma unificação, é em relação ao que que você pensa, então os muitos vivenciaram. É conflitos internos, guerra civil, um negócio terrível, né? Mas o interessante é que mesmo esses países.
Que relativamente são pobres comparados com o Brasil, eles conseguiram é dar.
Um Salto e passar por cima do sistema tradicional. Então, muitas pessoas nunca tiveram conta numa agência bancária, mas hoje tem o celular, então acho que nesse sentido, a tecnologia traz essa possibilidade do indivíduo olhar para um serviço financeiro e ele não precisa de uma agência, porque se a gente for pensar bem.
A agência existe até hoje. Eu acho que ela nunca vai acabar. Mas, evidentemente, o número de agências vai diminuir de forma dramática nos próximos 10 anos, porque era um ponto de encontro, né?
Então, se você voltar no século retrasado, quando você tem a expansão da economia norte-americana lá nos anos final dos anos 1800, você começa a ter banco em tudo que é lugar. E o gerente do banco e aqui no Brasil, até os anos 70, a gente tinha o gerente do banco. É. É uma autoridade no bairro, uhum. É o que ele não tenha competência, absolutamente nada, mas ele era uma autoridade, porque ele decidia quem tinha crédito.
Em que sentido que ele decidia se a sua ficha IA pra frente, pra um comitê, você sabe, lá quando IA acontecer, né? Então você precisava ter um local físico, mas a tecnologia mostrou que você não precisa ter local físico.
Se o indivíduo sabe usar o smartphone, ele acessa a conta dele e tá lá, se é produtos e serviços. Então, no caso africano, o que tem foi 11111, algo que mereceria até um estudo aqui de pesquisadores brasileiros de uma inclusão financeira ou de uma cidadania financeira muito interessante. A partir do momento da tecnologia, a pessoa consegue, né? E consegue fazer isso e esse, essa coisa do do Pix, voltando um pouco também, né? Porque tem em outros países.
Você imagina uma cidade pequena no Brasil que não tem agência bancária ou talvez só tenha agência da caixa?
Aí você tem um problema de numerário, né?
Você tem um plano de numerário? Por mais que as pessoas estejam digitalizadas, dinheiro circula.
Então, pra você ter uma ideia como o Pix é interessante, o banco central, não sei se já referendou, mas tá pra referendar o Pix com troco.
Então eu sou um comerciante, tenho lá o meu Mini mercado, professor Eric está passando férias lá naquele município, vai fazer compra e falou, putz, caixa eletrônico aí não está funcionando ou sei lá nem a senha está maluca, você vai lá comprar, gastou 380 BRL e fala pro cara, olha, eu quero um.
Quero um troco aí, debita aí 405, eu vou te passar um Pix de 450, você me dá 70 BRL.
Quer dizer, resolver o problema de quem precisava de algum numerário e também resolveu o problema do comerciante para não ficar com dinheiro, não é?
Que é um outro problema, né? Que ele tem que armazenar dinheiro, tem a questão de segurança, então nota como uma coisa simples, traz um benefício, é gigantesco, né? É e se você vai pra China?
É, é, você vê grandes fintechs, né? Grandes fintechs, algumas, muito é interessantes, né? Eu eu pedi para traduzir um caso de Harvard chamado lufax.
Que eu, eu eu discuto com os alunos, e aí eu eu peço para os alunos, entra lá na lufax, lá entra lá no site da lufax, aí você vai ver uma coisa assim é gigantesco, é absurdamente gigantesco e antamônico. Por que que antaônico? Porque ela tem o Wellington management de um lado e crédito do outro, né? Hum. Então assim, aparentemente são coisas que têm um foco diferente, né? Se eu tenho o serviço de welf, ou de como eu tenho hoje aqui, XPBTG digital.
É um serviço digital para ajudar as pessoas de alta renda no Brasil. A gente pode até discutir o que é que é alta renda, mas assim tem mais um foco do indivíduo, guardar dinheiro, olhar o sustability dele e saber o que fazer.
Né? EE não falar pro cara, é, é fazer crédito. Mas eles têm plataforma de de Tupi, então cada lugar do mundo aí acho que valeria, né? A gente pensar, refletir, fazer 11 pesquisa assim. Acho que o perfil de cada local tem indivíduos diferentes, né? Mas, sem dúvida que a gente está num momento de inclusão financeira grande. Acho que o desafio EE vêm falando isso.
E já há alguns anos em sala de aula no Insper, eu falei com um programa de educação executiva com grande banco, que a pessoa falou não, isso aí vai pegar rapidinho, porque tá todo mundo no Facebook. Eu falei na época, né, que é o Facebook. Na época era o.
O mais utilizado eu falei, olha uma coisa é você postar uma foto de um momento de lazer, de uma festa da família, qualquer pessoa.
Consegue fazer isso?
A minimamente, ela tem uma inteligência normal, ela tira uma foto, ela olha ela entrar num aplicativo.
Ler o aplicativo e conseguir realizar operações financeiras por.
Por mais simples que possam ser, essas operações demanda uma educação básica e a nossa educação básica é muito ruim, né? A gente está cheio de pessoas que se você não precisa nem mais o cara ir no cinema com com OA, com a, com a tradução no letreiro, mantendo o.
O som original, porque a maioria deles não consegue nem acompanhar o que estão lendo lá, porque o ensino o ensino básico é muito ruim. Infelizmente, né, é só você pedir pro cara assistir um vídeo que agora todo mundo fica no YouTube de 5 minutos e te explicar. OE fala assim, Ah, me explica aí o que que a pessoa quis dizer? O cara fala, Ah, não sei não. Eu só vi que ele falou, ou seja, a gente tem 1111 responsabilidade como sociedade, que é assim. Se eu não melhorar a educação básica cada.
Vez, mais, o usuário de serviços financeiros fica distante.
Uhum. É só vai aprofundar essa essa, esse gap porquê, né? Tanto é que OOO professor lá que um dos primeiros que começou o concursos online, né do do Ken Academy, ele outro dia, saiu aí num valor, dizendo que as pessoas têm que saber.
Saber matemática, se saber a língua delas, né? E um pouco de tecnologia, né? Quer dizer, porque com isso você aprende o resto, né?
Se eu não, não, se eu não sei interpretar um texto, eu não vou ser um bom aluno de biologia, não vou entender nada que tá no texto, né? Então a gente tem 111, e aí não adianta gerar a responsabilidade só em cima do banco central ou da CVM.
Eu acho que é uma responsabilidade de sociedade, né? EE quanto mais a gente facilita?
Processos de aprendizado passa a mão na cabeça das pessoas. Pior, elas vão ficando, né? Então, é como resolver isso.
Eu não sei, não sei te dizer. São vários caminhos, né? EE tanto é que OA ajuda que veio no auxílio emergencial no início, qual foi o grande desafio da caixa? As pessoas não conseguiam baixar o aplicativo.
EE boa parte dos erros eram erros das pessoas cadastrava errado, informação errada. Teve gente se cadastrou 2 vezes aí.
Por segurança, o aplicativo travou, então assim, e.
EE esse eu estou falando do auxílio.
Porque talvez seja 1111 oportunidade da própria caixa a partir das pessoas que estão cadastradas lá, tentar fazer com que algumas é, continuem utilizando os aplicativos, mas no sentido de saber usar, né?
Como uma coisa positiva para eles, né? É a ter uma oportunidade da da caixa como banco, se se modernizar também, né? Eu vou, vou pegar algumas coisas aqui que eu que que eu notei? Você falou bastante coisa interessante, né? Mas você falou do da África? A gente tem alguns.
Exemplos interessantes lá, né? Um deles, é é, é uma empresa que passou a dar a dar crédito, é dar crédito não AAA, criar é, é um cria 11 tecnologia, onde uma pessoa poderia fazer um crédito, né? Você vai com o seu dinheiro em uma loja, faz um crédito com esse dinheiro em uma conta e essa conta é uma Conta Digital e que não necessitava de uma alta tecnologia. Esse crédito ele estava sendo feito no chip do celular da pessoa.
Né? A empresa é a mpesa e o esse case é lá do Quênia, né? Isso gerou uma inclusão financeira absurda lá No No Quênia. O caso bem legal você falou também de agência bancária, né? Que hoje o cidadão não precisa ir até 11 agência bancária EEEA gente vê relatos, isso eu, eu vi alguns.
Especialmente do México falando.
De pessoas que não se sentiam bem ou que não, que não se sentiam bem-vindas em uma agência bancária. Eu vi casos do México, mas isso é muito presente aqui no Brasil. É, você tem dispositivo de segurança, porta giratória. Você tem um segurança que vai olhar diferente quando uma pessoa entrar com uma roupa diferente da usual ali, né? Dos dos clientes de.
Uma agência bancária, então isso acaba restringindo.
OOO ou inibindo as pessoas de se bancarizarem também, né? Então, no digital, você está protegido desses constrangimentos. Você está protegido de te julgarem.
Pela pela aparência, pela roupa, tá, é é, é protegido de ser barrado na porta giratória, né? Então acho que isso ajuda um pouquinho.
Terceiro ponto que você mencionou EE, agora eu vou emendar com uma pergunta que você falou de open finance, né? É? Você acredita que open finance ele vai?
Nesse nessa onda aí ele vai é facilitar a inclusão. Tem alguma alguma relação com inclusão?
Bom, a gente tá numa fase ainda inicial, né? É.
E assim, na teoria, sim. Na prática a gente vai ter que aguardar um pouco, porque inicialmente, a ideia.
A ideia do open banking, o open finance vem na sequência era que os bancos ou os agentes financeiros ou as entidades de pagamento, como você bem explicou, possam disputar os correntistas.
Né? E na medida que esse correntista tem uns cortes, tem um cadastro positivo. Tem tem dinheiro, né? Você possa tratálo de maneira melhor.
Só que a forma de vender produto financeiro, a forma de se relacionar com os clientes, precisa mudar também. Quer dizer, não adianta mudar a tecnologia se o pensamento sistêmico não muda.
Então é eu. Eu acho que vai demorar mais do que o banco central buscaria. Vai acontecer, mas vai demorar um pouco mais do que a gente gostaria. Teoricamente, dá para incluir pessoas. Dá agora precisa ver qual é oOoOO estímulo de determinados instituição a ter mais clientes de determinada renda, que ele pode achar que é baixa. Enquanto ele acha que ele ganha nisso. Então, nesse contexto, vai ter espaço para fintechs, mas nem.
Não é o cara que vai dizer olha no universo de baixa renda, sei lá, eu o cara que tem ganhos até 3000, BRL. Eu quero esse cara. Eu tenho aqui um know-how, uma tecnologia. Eu consigo me comunicar com ele digitalmente, de maneira que eu vou escolher aqueles que eu acho que dá para tomar o risco, não é? E vou aproveitar que esses caras não são muito bem tratados No No sistema tradicional, mesmo que digitalizado, não é? Quer dizer, pode não ter a como você disse, pode não ter a porta giratória, mas será que a mentalidade da porta giratória mudou?
Eu não sei, eu tenho um pouco de de de dúvida, eu acho que tem que ter um pouco mais de pressão da concorrência para isto acontecer e, obviamente, um crescimento da renda, uma estabilidade dos preços no Brasil, né? Quer dizer, a gente precisa voltar daqui a algum tempo, a ter uma inflação mais. Tudo bem que nós estamos tendo um final de pandemia e isso justifica muito, né? Você vê que desde os anos, há 30, aconteceu um fenómeno que tinha que ocorria com frequência há 30 anos atrás.
Que eu vivi, você não viveu na.
Nossa diferença de idade, que era carro usado, valorizado. Eu me lembro que eu paguei num quando eu casei, em 1989, eu. Eu tinha um carro só que era da minha esposa e aí um carro só estava complicado. Um funcionário tinha lá um Fiat Zinho vermelho, todo furado, um Fiat Uno. Mas como o cara era surfista, era sempre pneu novo. É freio? Bom, eu falei Ah, não tenho nem vaga de garagem, eu vou. Ele falou, ó, tô vendo ele esse carro aqui eu falei, quanto você quer? Ele falou, não, leva aí.
Leva aí pro seu amigo lá e roda com ele. Eu rodei um mês e paguei 1750 USD para o cara.
E você pagava em dólar, tá? Uhum. É em 89 e 92. Comprei primeiro carro zero foi um kadett. Eu vendi um carro por 2800 USD. Eu andei 3 anos e valorizou 1000 USD. Um automóvel é um negócio de maluco, né?
Mas. Mas as razões eram diferentes das atuais, né? As atuais é assim, não tem, não tem chip, não tem isso, não tem aquilo e tem demanda, né? É um outro ponto aí e tem crédito. É, então entra aí o sistema, porque sem crédito nada você consegue fazer. Então eu acho que assim a gente vai ter que ter uma pressão da.
Concorrência que o regulador vai ter que apoiar os novos entrantes. Eu acho que esses novos entrantes já estão incomodando. Você já vê banco grande?
Em entrevista num valor, dizendo que o banco central tem que enquadrar o Nubank como se fosse banco.
Porque assim não, ou seja, incomodou, né? Incomodou, mas eu acho que é uma tendência. O problema aqui no Brasil tudo é muito lento, né? Nosso processo de transformação de sociedade é mais lento porque a nossa educação anda devagar e a gente fica discutindo muito coisas que talvez não sejam relevantes, né? Em termos de educação.
E muito, muito tempo, com ideologia e tudo mais. Não que as pessoas não tenham direito de defender.
As bandeiras, pelo contrário, mas isso não deveria ser impeditivo, porque a educação básica fosse melhor, não é? E é aí nós vamos ter que a cada período de tempo conversar para ver se isso se isso pegou ou não. Acho que o banco central, como instituição independente das pessoas, tem essa meta, que é pressionar tanto é que todo mundo sabe que quem não aderiu ao open banking.
Bank na sua sequência open fires. Teve multas, né? Você foi obrigado a aderir?
Se isso vai resultar que eu, você, que somos professores de finanças, temos doutorado.
A gente vai ter acesso a um crédito mais barato para comprar uma casa, um carro. Eu já não sei se eu não sei em relação a nós, que temos menor assimetria informacional sobre como é que funciona o sistema, imagina com com populações um pouco mais delicadas, mais carentes de informação, porque não é só a renda, não é.
A simetria informacional, hospital financeiro, continua ele digitalizou, facilita muito, muito, mas a simetria informacional EE para quebrar essa assimetria, tem que ter educação básica.
Falta dizer, sujeito vai assinar um contrato, não vai mais na agência, vai dar um clique no smartphone?
Mas ele tem que ler o que ele está assumindo de responsabilidade, então não muda a questão dele entender o que está No No, né? Porque se não dá a impressão que hoje a gente dá muito Disclosure nas coisas, mas é mais por assim sentimento de que eu fiz, sabe? Ah, eu fiz.
Se o cara não entendeu, não é meu problema não acaba sendo porque vai reverter isso em problemas de crédito, situação de Balanço e, no limite, a gente sabe que quem acaba pagando é quem paga direitinho, né? Eu acho que temos um desafio grande como simultaneamente, incluir pessoas a partir do open finance e do open banking, da propagação do Pix, dessas mudanças e, ao mesmo tempo, elas.
Além de poderem ter acesso mais acesso a serviços.
Serem disputadas, o que faz com que o preço do serviço caia, o que é bom para a sociedade. Como que é? Eu incluo essas pessoas nesse movimento, né?
Então é um desafio grande aí pela frente, eu vou vou fazer uma última pergunta só antes fazer um parênteses fora do do tópico aqui, como você falou do seu primeiro carro, foi um kadett kadett, era uma máquina nos anos 90. Hoje tem tem um abandonado na porta da minha casa aqui dono.
Abandonou e tá tá? A misses EE você não sabe. Eu tinha que escolher ou ar.
Condicionado ou direção hidráulica? Ah, porque eu não não tinha com a área e direção. Se não eu já mudava o patamar do carro para um preço que eu não podia pagar. E aí eu optei pelo ar-condicionado porque eu tinha estava pensando em ter filho tal, né? Braço. Logo depois, consegui, é era mais jovem, né? E depois consegui trocar por uma perua cadete, que aí meu filho nasceu e eu dei pra minha esposa com ar e direção.
Mas aí só em 93, né? Quer dizer, chamava Ipanema. Era uma piruinha boa, chamava Ipanema é, mas era assim. Outros tempos, né? Outros tempos vamos lá, é, é a última pergunta, não, não é nem bem, 11 pergunta, né? Vou juntar coisas aqui. Você falou bastante de educação básica, né? Se é 11 problema que a gente tem No No Brasil aí, desde que o Brasil é Brasil ou antes do Brasil ser Brasil, né?
É problema de educação básica. Eu vou colocar 11 outra questão aqui que é familiaridade com tecnologia.
Acho que além da educação básica, existem pessoas que têm 11 boa educação básica, mas que não foram formadas. É com tecnologia, né pessoal? Mais mais antigo e que tem um pouco de medo ainda, né? Desse negócio do de de de ir clicando de. De instalando, né não só em relação AA aplicativos bancários, mas outros tipos de de aplicativos, outros tipos de arquivos também, né? Então, educação básica, familiaridade com tecnologia, vou.
Cá o terceiro componente aqui que aí tem tudo a ver com é o que você trabalha bastante. Ricardo, que é educação financeira, né? Então queria que você falasse só pra.
Fechar aí o nosso. O nosso assunto é de relação entre educação financeira e inclusão financeira. Obviamente não deixando esses esses importantes pontos para trás na educação básica e familiaridade com tecnologia é, é. É a pergunta muito legal e desafiadora, né? Primeiro que a gente não consegue ter uma definição única ou universal do que é a educação financeira.
Né? As pessoas tentam, mas não, não conseguem. Talvez um que seja mais próximo do que seria uma definição é.
A consciência de que o indivíduo tem que ser o protagonista das suas contas, né? Ele pode não entender o que é um produto financeiro mais sofisticado. Ele pode ainda ter um pouquinho de medo da tecnologia, né? De embora ele use o Facebook, ele tem no celular. Ele tem medo.
Ou Instagram? Ele tem medo do de um aplicativo de banco? Ele.
Precisa saber que se ele ganha um, ele tem que gastar menos do que um.
Quanto mais ele tem essa consciência, mais educado financeiramente ele está.
E mais fácil de no momento que ele vai tendo algumas sobras e lá na frente ele precisar do crédito, ele vai ser um tomador de crédito consciente, então esse esse. Esse é um conceito complicado, sabe assim, e as e eu vejo muita gente querer imputar. É como se fosse uma receita de bolo.
É, e não é uma receita de bolo. Primeiro porque assim o primeiro passo é é consciência.
Eu sou protagonista das minhas contas. Isso explica porque dentro da mesma empresa, mesmo salários tem comportamentos diferentes. Você pega pessoas, eu já fiz um trabalho sobre isso numa empresa que eu IA toda semana, pessoas da mesma área, mesmo salário, salários, bons, mesma condição familiar, número de filhos, esposa trabalhando ou não trabalhando ou marido, não trabalhando, indiferente.
Com padrões em consumo completamente opostos.
E normalmente, o cara que era mais equilibrado falava, onde é que eu estou errando que que eu posso fazer para melhorar e o cara que era desequilibrado? Eu falava, ô professor, me ajuda aí. Eu preciso. No argumento para o meu chefe dar aumento, né? Me dá um aumento. Então assim é primeiro. Primeiro aspeto importante é a consciência.
O segundo eu precisaria um pouco da tecnologia, que é me organizar.
Há de alguma maneira, Ah, eu não sei o Excel, mas tem aplicativos hoje que eu posso marcar, posso marcar as minhas continhas lá? Tentar ter um orçamento, né? Então, o segundo ponto que a organização, que é orçamento, eu preciso ter um pouco de tecnologia para me ajudar, se não, vou ter que pegar o velho caderninho e anotar as coisas, né? E o terceiro ponto seria aprendizado, porque na medida que eu sou.
Protagonista da minha vida, ou seja, eu eu consigo no pior mês, no máximo, gastar o que eu ganhei líquido.
O que aconteceu? Um problema, mas eu vou lá tentar recuperar na medida que eu enxergo que eu preciso ter alguma reserva, né? Alguma reserva é?
Eu já. E para isso eu preciso de um orçamento, né? Hum, e a terceira parte? Eu preciso.
Tentar entender, para poder dizer a poupança é ruim, não? Até um certo valor. Ela é boa, mas depois de certo valor eu tenho outras coisas. Mas isso implica.
Quebrar simetria e quebrar simetria precisa dedicar um tempo a aprender e aí volta na educação básica e nesse sentido eu gosto sempre de dar 2 exemplos, ainda mais que a gente tá chegando ao final. Aí que a gente lembrar da crise hídrica de 2014, talvez o governador na época o Alckmin tenha errado. Talvez a Sabesp tenha errado. Talvez São Pedro tenha castigado, mas na verdade, se você vai pegar os estudos pluviométricos a cada período de tempo, você tem uma estiagem maior.
Ou existe a probabilidade se isso é função do aquecimento global ou não é?
É, não, não, não, não como eu não consigo resolver o aquecimento global instalando os dedos, eu tenho que ter algumas medidas, que é ter mais represa, enfim, mais segurança e dica, tal. Mas se você notar passando ali no Rodoanel, olho muito. Quando eu passo no Rodoanel, indo lá pra Cotia São Roque, eu vou pra lá. Eu vejo um fenómeno nas casas, bairros mais populares que não tinha em 2014. Se eu vejo a cor azul em cima do teto?
Ou seja, todo mundo sabe que tem que ter uma caixa dágua. Não é possível uma família não ter uma caixa dágua.
É uma segurança hídrica familiar, com 1000 l de água. Uma mãe faz o diabo, ela cozinha, ela Lava os filhos, têm água do filtro. Se ela depende da água que chega no cano e não precisa ter crise hídrica, é só romper uma adutora, né? Então eu eu costumo dizer isso, e o bom exemplo são esses caras que moram em regiões desérticas ou no semiárido do brasileiro que tem suas cisternas.
Uhum. E sabem da importância da reserva, né?
É sem a reserva, a gente não avança, né?
Agora, se eu puder educar o cidadão, ele vai avançar além da reserva, mas é importante, né? EE eu acho que esse mundo tecnológico, se a gente consegue aproximar as pessoas mais simples, mais humildes, para que elas quebrem o medo, como você bem pontuou, elas terão oportunidades de aprendizado, né? EE talvez uma oportunidade maior para os filhos, né?
Então eu sempre falo, se você tem dificuldade que nem agora o banco central colocou lá para você vasculhar, se tem dinheiro sobrando em alguma conta antiga, né? Eu estava falando para uma emissora, eu falei, olha, se o cara tem, não sabe entrar no site do Bacen, chama o filho dele.
Provavelmente, ou a filha, ela saberá porque ficam no na internet várias horas por dia, entrar no site do banco central e fazer um cadastro é uma coisa simples, né? Mas você vê que até isso as pessoas têm dificuldade.
Porque é o medo do novo, do desconhecido, né? Pega as pessoas mais velhas. Ah, mas um senhorzinho que dia me encontrou aqui na rua. Mas não era melhor eu ir lá na agência falar com meu banco? Eu falei, não, o senhor tem que entrar no site do banco central. É fácil, é simples, tá? Então você tem razão, a gente tem aí um desafio, como quebrar esse medo, né?
E obviamente que a gente tem a grande oportunidade que a maioria dos adolescentes já estão familiarizados, pelo menos com smartphone, né? Então, isso já é um primeiro caminho para se tornar um consumidor lá na frente de produtos e serviços financeiros mais tecnológicos. Mas há um desafio grande aí pela frente.
Muito bom, muito bom papo, Ricardo. Super obrigado aí pelo pela conversa.
Não, eu. Eu que agradeço. É, espero que você tenha aí um excelente ano aí, inclusive com a disciplina nova aí de fintech. Conte comigo. Aí, estou sempre à disposição. O que precisar e tenho certeza que os alunos vão aproveitar muito aí do.
Seu conhecimento e da sua didática o professor Eric Barreto é um dos melhores professores do Brasil Na Na nas especialidades dele. Acho que os alunos vão saber.
Aproveitar esse seu conhecimento e com certeza sairão do semestre.
É melhor do que entrar e desejo sucesso e obrigado. Eu queria precisar. Estou sempre para bater papo é, estou sempre à disposição. Maravilha, valeu.
Perguntas e respostas
Quem é o Professor Ricardo Humberto Rocha?
O Professor Ricardo Humberto Rocha é uma lenda na área de finanças e professor do Insper desde 1999. Ele também é consultor da Anbima, B3 e Febraban, e desenvolveu sua carreira como tesoureiro de bancos nacionais e estrangeiros.
Qual livro o Professor Ricardo Humberto Rocha recomenda para entender o movimento das fintechs?
O Professor Ricardo Humberto Rocha recomenda o livro A Revolução Fintech: O Manual das Startups Financeiras, publicado pela editora Alta Books. Ele destaca que o livro é interessante porque pode ser lido de forma não linear e oferece muitas indicações de leituras internacionais ao final de cada capítulo.
O que é inclusão financeira, segundo o Professor Ricardo Humberto Rocha?
Inclusão financeira, segundo o Professor Ricardo Humberto Rocha, é garantir que indivíduos tenham acesso a produtos financeiros básicos, como contas correntes ou poupanças, e crédito. Ele destaca que a definição de bancarizado pelo Banco Central é incompleta, pois possuir apenas um cartão fidelidade não significa estar plenamente integrado ao sistema financeiro.
Qual é a importância do Pix na inclusão financeira?
O Pix tem um papel importante na inclusão financeira ao permitir que pequenos negócios aceitem pagamentos de forma rápida e segura, sem a necessidade de troco. Isso aumenta o volume de vendas e facilita a negociação de preços para os comerciantes, além de permitir que eles sejam vistos pelo sistema financeiro, o que pode facilitar o acesso ao crédito.
Como as fintechs têm colaborado com a inclusão financeira em outros países?
As fintechs têm colaborado com a inclusão financeira em outros países ao gerar concorrência com o sistema tradicional e oferecer serviços financeiros de forma mais acessível. Em países da África, por exemplo, muitas pessoas nunca tiveram conta em um banco tradicional, mas agora têm acesso a serviços financeiros por meio de tecnologias como o celular.
O que é open finance e como ele pode facilitar a inclusão financeira?
Open finance é a evolução do open banking, onde bancos e instituições financeiras compartilham dados dos clientes de forma segura para oferecer produtos e serviços mais personalizados. Na teoria, ele pode facilitar a inclusão financeira ao permitir que mais pessoas tenham acesso a serviços financeiros, mas na prática, isso ainda depende de mudanças na forma como as instituições se relacionam com os clientes.
Qual é a relação entre educação financeira e inclusão financeira?
A educação financeira é fundamental para a inclusão financeira, pois ajuda os indivíduos a serem protagonistas de suas finanças, a organizarem seus orçamentos e a entenderem melhor os produtos financeiros disponíveis. Sem uma educação financeira adequada, mesmo que as pessoas tenham acesso a serviços financeiros, elas podem não saber como utilizá-los de forma eficaz.
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