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IFRS 9, hedge accounting e os novos desafios regulatórios | Futuro do Compliance

"Entendido.\n\nCriarei resumos em formato de lead, com uma única frase simples, precisa e fiel ao conteúdo original. O estilo será profissional e moderno, integrando-se ao texto sem autorreferência ou menção ao autor.\n\nEstou pronto para receber o primeiro conteúdo."

Transcrição

Olá seja muito bem-vindo ao futuro do compliance, o podcast dá ok eu sou bruno rodrigues, cofundador da ok. Ok. Hoje é o maior portal de conteúdo sobre compliance do brasil, reunindo dezenas de especialistas que produzem cursos artigos e vídeos para ajudar profissionais em empresas. A entender antecipar as normas que mudam o jogo e com a nossa plataforma ok compliance, a gente transforma aquele mar de exigências regulatórias em insights acionáveis por meio de uma inteligência artificial. Proprietária. Se 2024 já foi intenso. 2025 promete-se definitivo para quem lida com o risco financeiro, contabilidade ou compliance. Selic voltou aos 14 75 o dólar já flerta com 570 e o brt recuou quase por c. Desde janeiro a volatilidade está de volta e isso reabre a conta do red e como se não bastasse, em janeiro, entrou em vigor a resolução 400 e 966, com aplicação plena do ifrs, nove e seus critérios novos para classificação, perda esperada e head accounting. Então está claro para a gente que o tempo acabou para traduzir tudo isso para falar sobre head account. Recebo dois nomes aqui que estão na linha de frente disso, começando pelo wesley carvalho, wesley diretor na m do aber e professor em instituições como fipecafi e abbbc com foco emrs, valor justo e head. Antes disso, o wesley atua como consultor e auditor em empresas como a uai e a kpmg. Seja muito bem-vindo wesley Obrigado, bruno tudo bom estar aqui com vocês Quer complementar alguma coisa Com certeza, Comentando um pouquinho da minha trajetória. Acho que o assunto hoje tem um foco muito grande em head e he account e minha trajetória profissional. Começou muito nessas big four, onde a gente tinha geralmente uma área especializada na auditoria ou na consultoria de empresas que faziam ou desejavam fazer head e é um assunto muito importante porque ele sempre está existente em qualquer tipo de negócio. Seja você uma empresa que transacionar alguma commodity alguma cooperativa agrícola alguma trading alguma usina. Seja você uma instituição financeira, cera, seja você, uma empresa exportadora ou exportadora ou qualquer tipo de empresa que em algum momento precisa por exemplo, angariar algum tipo de recurso no mercado via algum tipo de captação seja em moeda estrangeira, seja em moeda local. Então não existe hoje um único tipo de negócio que vai produzir o risco financeiro, então o head acaba sendo um assunto que em diversos tipos de situação, ele é importante a ser discutido Perfeito. Wesley muito obrigado e também temos conosco. Gabriel cardoso. Gabriel é consultor sênior em hede accounting na própria rm team na própria com passagens por u. E li trust, e o gabriel tem experiência prática com o ifrs, nove derivativos e testes de efetividade seja muito bem-vindo gabriel Opa muito obrigado, obrigado Maravilha pessoal, então desculpa Pode se seguir não ia seguir tranquilo, Então pessoal vamos começar repetindo o que a gente falou na introdução de selic em alta dólar em alta brind, recuando bastante desde janeiro. A volatilidade claramente está de volta e isso reabre a conta do head, mas head custa. E o que muitas empresas ainda subestimam é o custo de não fazer head, então queria começar com você gabriel perguntando na sua rotina como tem sido o movimento das empresas nesse novo ciclo, elas ajustam o head ou só tentam ali explicar a volatilidade no bo board e ainda estão um pouquinho imóveis. Isso é bem variável. Depende muito principalmente do tamanho da empresa quando é uma empresa bem grande bem consolidada, eles têm todo esse apreço por explicar melhor essas volatilidades explicar os custos em si do head e também os impactos de não fazerem esses heads. Quando é uma companhia um pouco menor com a estrutura um pouco menor, muitas vezes fazem o registram o head e param por aí an da sensibilidade do mercado em cima desse head Legal, até complementando o que o gabriel comentou aqui bruno. Isso é bem bem observado que o gabriel comentou sobre as empresas grandes isso até dentro do ambiente acadêmico. Quanto ao ambiente prático, a gente vê que de fato faz muito sentido porque muitas empresas menores ali às vezes não têm a mesma estrutura de tesouraria de gestão de riscos e de contabilidade para poder às vezes ter um monitoramento mais profissional da exposição, seja ela câmbio juros ou commodities, e, de fato, a gente vê que nas empresas maiores devido à estrutura delas serem maiores. Elas acabam na maioria das vezes fazendo mais head do que empresas menores. O que a gente vê também é que quando a gente tem um diálogo, por exemplo, até com as próprias instituições financeiras que comercializam os derivativos, porque geralmente uma empresa não financeira, vai contratar esse derivativo, muitas das vezes com uma contraparte que é um banco, o que a gente muitas vezes chama da área de sales. Os derivativos e a gente percebe que essas áreas de sales comentam muito que às vezes alguns clientes menores começam a fazer head começam a contratar derivativos só que chega algum momento que eles param de fazer essa contratação. Então é um ponto que às vezes é um conhecimento que talvez ainda precisa ser disseminado de uma forma um pouco mais ampla para todas as empresas independente do tipo de tamanho delas Faz todo sentido, wesley e mesmo quando a empresa tem essa justificativa de não ter esse desafio de não ter o tamanho necessário, qual você acha que é a melhor forma, o que pode ser feito para tornar mais visível esse custo de não mediar que ainda existe para a empresa pequena. Com certeza. Acho que programas de capacitação muitas vezes treinamentos para as equipes de tesouraria de riscos de contabilidade, mas isso tem que ser algo de cima para baixo. Então vezes precisa ser uma consciência também da alta administração na empresa. Então a alta administração da empresa também precisa ter claramente quais são os riscos do negócio, são diversos, sendo um deles o risco financeiro. Então isso deveria ser algo que deveria partir de cima para baixo do ponto de vista da estrutura organizacional de uma empresa Perfeito pessoal e a frs resolução 400 e 966 a hora chegou a partir de janeiro, agora no meu entendimento, a 400 e 966 já entrou em vigor para valer e não veio sozinha. Vem a 352, também detalhando governança, testes e critérios operacionais para a perda esperada. E é o ifrs nove completo com impacto real em provisões, classificação e head, então wesley qual a sua a leitura desse momento, e o que falta ainda ajustar nas instituições, quais são os próximos passos, especialmente nas menores como a gente falava para cumprir com com essa evolução dos normativos. Com esses próximos passos Legal, eu vou comentar um pouquinho mais da norma do banco central da 400 e 966 e a ufrs nove vou deixar mais para o gabriel falar um pouquinho em relação a 400 e 966 essas normas do banco central e conselho monetário nacional, que são aplicáveis às instituições financeiras reguladas pelo banco central. Como você bem comentou, ela mudou a contabilidade de instrumentos financeiros no contexto de classificações e mensur de provisão para perdas relacionadas a risco de crédito de ativos financeiros e para a contabilidade de rede, o que ela trouxe mais especificamente do ponto de vista da contabilidade de trazer uma harmonização em relação ao frs nove que é o normativo internacional, então os novos trechos, os novos parâmetros da 400 e 966 se assemelham bastante o ifrs nove. Embora não seja uma réplica, existem pequenas diferenças entre os dois normativos, nada significativo e um ponto importante. A mencionar também é que de todos esses itens que fazem parte da 400 e 900 se 66 da contabilidade de instrumentos financeiros. A contabilidade réde passou a ser vigente, vai passar a ser vigente só a partir de janeiro de 2027 por que isso isso até foi formalizado via carta de algumas instituições que trouxeram essa pontuação para o banco central, enquanto ele estava ainda quando era audiência pública, então o banco central à medida que ele foi desenvolvendo a 400 e 966, ele foi colocando em audiência pública esses itens de contabilidade de head de provisão para perdas e quando ele soltou essa audiência pública para que o mercado como um todo trouxesse uma opinião e uma contribuição em relação àquilo que eles estavam propondo para a contabilidade, head muitos profissionais tanto acadêmicos quanto de mercado. Eles trouxeram a questão de que o iasb, que é o órgão internacional de contabilidade. Ele está há alguns anos, já desenvolvendo um projeto para gestão dinâmica de head no contexto de instituição financeira. Então já tem um draft desse documento. Já há alguns anos e a previsão do iasb concluir esse projeto aproximadamente para 2026 se eu não me engano. Eles são eles sempre vão atualizando isso dentro do próprio site do ib. A gente consegue acompanhar essa agenda no próprio site do ib, e esse projeto vem com o objetivo de flexibilizar e dar uma maior oportunidade para as instituições financeiras designar as relações de head para a head account, porque hoje a norma atual inclusive a própria frs. No ainda não mudou de forma significativa a designação de acc para carteira de taxa de juros seja aqueles bancos que fazem head do portfólio de captação ou do portfólio de crédito. Então hoje a norma acaba partindo de algumas práticas um pouco mais rígidas. O essa prática de contabilidade red, então o que foi sugerido ali e foi acatado pelo banco central. Foi vamos já pôr em vigor a classificação. Mensuração provisão para perdas todos esses aspectos de contabilidade de instrumentos financeiros. Em vigência agora, e em 2027, a gente entra em vigor com essa norma já atualizada com o que vem provavelmente do ifrs, então em um fluxo grama aí provavelmente vai partir do ib. Certamente o comitê de pronunciamentos contábeis. Ele vai traduzir isso para a norma brasileira do cpc e consequentemente, o banco central. Ele deve também acrescentar esses novos trechos dentro da norma do banco central para fins de contabilidade red, então hoje os bancos ainda estão praticando a norma anterior. A base é a tre 1082 a circular 30 e 82 que trata da contabilidade de red tem alguns outros normativos circulares paralelos a esse, mas o principal é a 30 e 82 que trata desses modelos principais de hand account em que os bancos têm ainda adotado, inclusive se a gente for ver nas demonstrações financeiras dos grandes bancos que divulgam tanto frs quanto banco central. Os bancos s. S. Da segmentação, um e dois eles mantiveram o modelo de contabilização de head da norma anterior à frs, justamente porque a frs não está de fato cent. Concluído em função desse projeto em andamento no ib Está certo e dessa parte que entrou em vigor, você vê ainda desafios ou você diria que o cenário parece bom para as empresas. Em geral, Você diz em relação ao ifs, não em relação a 400 e 966 Em relação à parte da 400 e 966 que já está valendo mesmo Com certeza, porque a gente participou de diversos projetos assessorando algumas instituições financeiras nesse quesito e a gente observa que a maior dificuldade das instituições financeiras nessa mudança de parâmetros contábeis é em relação à modelagem de perdas a provisão para perdas esperadas. Isso muito pelo fato de bancos menores da segmentação s. Da segmentação s ainda não terem essa prática no dia a dia da gestão ou da contabilidade, porque os bancos s um e os bancos s do muitos já divulgam frs. Então eles já estavam praticando esse modelo de perdas mais aderente ao normativo internacional. Então o impacto acabou sendo maior nas instituições financeiras menores que não divulgam obrigatoriamente. Fls divulgam somente banco central, então eles acabavam usando muito a 2082 que era como se fosse uma matriz de provisão já estabelecida dentro de um normativo do banco central, e aí muitos passaram a ter principalmente as instituições financeiras s. Três passaram a desenvolver um modelo mais complexo onde são consideradas outras variáveis para você, poder mensurar essa provisão para perdas. Então eu diria que o impacto maior dentro da 400 e 966 foi em relação à provisão para perdas mais especificamente nas instituições financeiras da segmentação, três das instituições financeiras s, três, Perfeito e gabriel do ponto de vista prático, o que mais você acha que tem gerado dúvida ou dificuldade na documentação e nos testes de efetividade Bom isso voltado ao ifrs nove que já é um pouco mais conhecido já vem há um bom tempo no mercado com o cpc 48 e a gente, atuando dentro desse segmento do head account. A gente enxerga bastante dificuldade nas companhias em ter toda essa documentação elaborar toda essa documentação que a gente ajuda bastante eles, e também a manutenção contínua de sempre estar fazendo os testes de efetividade conforme a norma pede muitas vezes no primeiro momento quando você chega na companhia que não tem um head, não tem um head account. E faz toda essa explicação. Até aparenta ser claro porque a gente está auxiliando está desenvolvendo junto com a companhia, porém, com o passar do tempo como não é algo que você fica monitorando diariamente. Uma rotina diária da companhia às vezes pecam em alguns detalhes. Esquecem como que funcionam as características do objeto de head que é o que a gente está protegendo esquecem um pouquinho ou não entendem perfeitamente como que vai funcionar o seu derivativo. Então isso traz um pouco de dificuldade no dia a dia para atestar a efetividade em si e também com as discussões com auditoria E de fato, não é gabriel não tenho a norma contábil, ela não vai descrever quais são os testes de efetividade. Então isso também às vezes gera muita dúvida da turma que faz head Sim. A norma diz que você tem que avaliar a efetividade, comparando as variações de um período para o outro ponto, então não especificam qual método é o que tem que ser utilizado como tem que ser feito. Então, tudo isso vai gerando dúvidas e ao ler a norma, você não tem uma clareza de como fazer esses testes apenas lendo a norma. E é nesse tipo de desafio que consultorias como o saber que está tão à frente desse processo com tantas instituições financeiras no brasil, ajudam pessoal Sim com certeza, Porque a gente vai atrás da literatura de ou da própria literatura acadêmica. Hoje o mercado como um todo vai se desenvolvendo, e você consegue encontrar informações só que nem sempre todas estão dentro do mesmo local. Então a norma te traz que é o que a gente fala. A norma de contabilidade hoje traz princípios e não regras. Então esses princípios faz com que o profissional tenha que praticar o julgamento profissional ali para poder construir aquele modelo de mensuração. Não é à toa que a contabilidade é uma ciência social aplicada. Então a gente naturalmente precisa utilizar de conhecimentos de outras áreas, tal como uma estatística como a matemática financeira para a gente poder construir bons modelos seja de mensuração, seja de teste de efetividade quando a gente está falando de instrumentos financeiros Perfeito pessoal, mudando um pouquinho de assunto na teoria, o head pode ser de valor justo ou de fluxo de caixa e na prática, a escolha mexe com dre e isso define a conversa com investidores, então gabriel como explicar essa diferença para quem só quer saber se o lucro vai oscilar ou não Sim boa pergunta, como você mencionou a gente tem três tipos de heads, valor justo, fluxo de caixa, investimento líquido no exterior, que é um caso um pouquinho mais à parte, mas falando de valor justo e de fluxo de caixa, o que acontece no head de valor justo. Como o nome já diz, as alterações vão todas para o valor justo tanto do objeto quanto do instrumento. Mas lógico tem que ter algumas características específicas para o head se enquadrar como valor justo e fluxo de caixa e já no fluxo de caixa. Geralmente na maioria dos casos, todas as alterações não mas toda a volatilidade do derivativo quanto do objeto. Quando ele já está reconhecido, vai para os outros resultados abrangentes que é uma conta de patrimônio líquido que, quando a gente vai fechar o balanço o itr ou o balanço anual. As contas de patrimônio líquido não são sensibilizadas na dre, então não tem um impacto no lucro na linha final de lucro na linha de ebitda, que é o que os investidores geralmente querem visualizar. Então o head de valor justo vai impactar diretamente a dre e o head de fluxo de caixa. A gente sempre vai ter um impacto no primeiro momento dentro do patrimônio líquido e posteriormente, quando esse head for realizado, ele vai ter o impacto na dre, mas transitoriamente não então essa é uma das principais diferenças que tem quando a gente fala de um head de valor justo e um head de fluxo de caixa Até complementando o que o gabriel comentou. Esses impactos também vão depender muito da natureza do risco protegido, o que significa isso. Quando a gente pensa em risco e quando a gente pensa em exposição seja ela a taxa de juros câmbio e preço de commodities que são as mais comuns. A gente sempre pensa em impacto no fluxo de caixa. Então o risco financeiro vai de algum modo impactar o fluxo de caixa da companhia e esse fluxo de caixa. Ele pode ter como uma natureza operacional. Ele pode ter como uma natureza de financiamento ou pode ter como uma natureza de investimento. O que é mais comum hoje é você fazer head de uma exposição que está relacionada à sua transação operacional ou de financiamento, o que eu quero dizer com isso, quando você protege uma exposição relacionada a uma atividade de financiamento, uma captação em dólar ou uma debênture que alguma empresa emite para viabilizar a construção de um parque de energia eólica por exemplo, ou viabilizar a construção de algum ativo relacionado à atividade operacional. Quando ela faz esse tipo de head, protegendo esse tipo de captação seja trocando ele de dólar para real, ou seja, trocando indexador em real pré-fixado para pós fixado. Por exemplo, esse efeito desse head impacta geralmente o mesmo lugar no resultado em que essa exposição impacta o resultado. O que isso significa tem uma captação pré-fixada contratei um derivativo para trocar ela para cdi por exemplo, e eu quero que agora se você observar do ponto de vista de objetivo de gerenciamento de risco, a companhia deseja ficar exposta ao cdi, porque para ela faz mais sentido ficar exposta ao cdi do que uma taxa pré-fixada. Então, quando se faz esse head e consequentemente, você faz o red account dessa exposição, o que você deseja representar para o interessado na informação contábil. Seja um credor. Seja um investidor é que o seu custo de captação passa a ser indexado ao cdi, e aí tem uma porção de diversos outros tipos de consequência, como você de fato demonstrar o seu resultado que o seu custo de capital com terceiros agora não é mais pré, mas é a cdi, por exemplo, então isso naturalmente impacta outros aspectos. Se a gente for observar ou se você for um investidor que utiliza por exemplo, somente os dados contábeis da empresa quando você vai fazer alguma espécie de avaliação de negócio ou até mesmo valuation. O custo de capital com terceiros faz parte da formação da taxa de desconto por exemplo daquele valuation e por outro lado, quando a gente fala de um head de uma exposição relacionada à atividade operacional a sua uma empresa e compro grão de soja e faço a moagem desse grão de soja e transformo em óleo, farelo de soja para venda. E aí eu quero proteger minha receita de óleo e farelo de soja. Quando você faz esse tipo de head no head accounting, o que você quer demonstrar para um investidor. Estou travando por exemplo, meu preço do óleo de soja a a determinado determinado nível de preço e quando você faz esse head account, você traz esse efeito da proteção na sua receita operacional a sua receita operacional. Como consequência, ela afeta o seu lucro bruto a afeta a margem bruta da companhia e a o ebitda, que é um dos principais indicadores de geração de caixa de uma empresa que inclusive muitas das vezes. Também é utilizado para você fazer uma avaliação daquele negócio. Não estou dizendo que o head account vai mudar de forma significativa o valuation, obviamente no meio acadêmico existe esse tipo de estudo. Mas o que a gente consegue aqui de forma evidente demonstrar é que ele vai representar dentro da contabilidade dentro da análise de desempenho daquela companhia que ela de fato está fazendo o head de que ela de fato está protegendo sua captação de que fato ela está criando mais previsibilidade por exemplo, na sua margem bruta Excelente pessoal, agora indo para uma questão um pouquinho mais prática desde a 400 e 966 até a circulares mais recentes do bacen. O recado do bacen é que rege tem que ser eficaz então tem que ser comprovado com documentação robusta métricas reconhecidas tem revisões periódicas também wesley o que você considera o mínimo aceitável, digamos assim em termos de documentação para não cair em uma auditoria em uma fiscalização Legal, a norma contábil vai estabelecer em grandes aspectos, o que você precisa ter como formalização para poder comprovar que aquele head pode ser head account. De modo geral. A norma traz o seguinte, você tem alguns requisitos para que a contabilidade de head seja aplicável, e eu diria que isso é aplicável para todos os normativos. Seja o normativo mais recente 400 e 966 frs nove sejam os normativos mais antigos ainda parcialmente revogados cpc 38 e 30 e 82 no sentido de que você precisa ter uma documentação formal, então é um dos aspectos nessa documentação formal, você precisa documentar a natureza do risco, protegido as características do item protegido que há exposição e do instrumento de head e tanto em tanto o item protegido quanto o instrumento de head. Eles precisam ser elegíveis para fins de head account. Então tem situações que uma empresa ou uma instituição financeira. Ainda que ela faça head, ela não pode fazer red account devido a alguma rigidez da norma e além disso, além desses itens terem que ser elegíveis para fins de head account, eles precisam também ter uma relação econômica. Eles precisam apresentar uma efetividade significativa, de forma que você consiga comprovar que o instrumento de head está imunizando o risco existente naquela exposição e obviamente, outros aspectos ali que a norma não fala, mas tais como roteiro contábil, como que você vai calcular essa efetividade quais que são as fontes de efetividade da relação de head, entre outros aspectos. Mas eu diria que esses são os principais ali e um outro, também super importante que está dentro da 400 e 900 se 66 e do frs nove que é o seguinte. A norma acabou aproximando mais a gestão de riscos com a contabilidade, o que não era tão evidente antes da 30 e 82 ou no cpc oito e que é o seguinte, eu tenho minha estrutura de gestão de riscos da minha instituição da minha empresa. Eu tenho minha estratégia e meu objetivo de gerenciamento de risco. Logo o que eu estou praticando de red accounting precisa estar em linha com o que eu tenho como prática ou como política de head. O mundo ideal é que as empresas tenham uma política de red accounting de contabilidade de red, que elas também têm uma política de gestão de riscos e head. Muitas não têm essa política de red e isso às vezes acaba podendo ser um problema porque ela acaba não definindo os parâmetros quais instrumentos ela utiliza ou não as instituições financeiras por natureza já trabalharem com instrumentos financeiros e por terem uma regulação um pouco mais enrijecida. Nesse sentido, as instituições financeiras já têm até uma obrigatoriedade de ter áreas de risco que formalizem essas políticas, então o que a gente vê também como uma fragilidade de certo modo, em não financeiras é que elas acabam muitas vezes até fazendo e tendo desenvolvendo uma documentação praticando a contabilidade de head. Mas elas não têm muitas das vezes uma formalidade mais clara em relação a política de gestão de riscos que precisa estar sempre andando em conjunto Ótimo e gabriel, na prática, quais métricas complementando essa resposta do wesley, você acha que funciona melhor e evitam que o time precise refazer teste a cada fechamento Sim, além dessa sua questão sobre o que a auditoria revisa também dentro das demonstrações financeiras relacionado à acc. A norma exige também que a companhia tenha um termo de designação que é um memorando formal, explicando de forma resumida tudo que acontece dentro desse head. A política de red account contendo desde o objetivo da gestão de como que está funcionando o redhead, quais são os motivos para realizar esse head e os testes de efetividade que foi o que você perguntou por último, quando a gente fala da efetividade, o que mais dá gargalo para as companhias. É realmente entender como aplicar os métodos de efetividade entender como esses elementos do derivativo e combinar com os elementos do objeto que pode ser uma dívida. Pode ser uma compra futura altamente provável para entender se as variações, tanto que seja no valor justo do derivativo ou um fluxo de caixa, futuro ou desse derivativo, a depender de como foi o teste como que essas variações do derivativo compensam as variações do nosso instrumento do nosso objeto de head que pode ser essa dívida pode ser esse fluxo de caixa futuro, então a maior dificuldade que eu enxergo principalmente em não financeiras como que eles mensuram essas variações para comprovar que o meu instrumento o meu derivativo está compensando. O meu objeto estão inversamente proporcionais. Então no dia a dia é o que eu mais enxergo de dificuldade das companhias Perfeito perfeito pessoal, muito bem, e aí falando um pouquinho sobre dados. Nesses temas, o bacen exige granularidade diária certo e com o open finance fase quatro auto pix e até tokenização de ativos, agora entrando no radar. É um baita desafio para as instituições financeiras integrar tesouraria risco, contabilidade tudo em uma linha só e tem empresa que ainda está no excel, então gabriel, onde estão os maiores gargalos hoje na jornada do derivativo até o lançamento contábil. Como você mesmo disse, muitas empresas estão no excel e realmente esse é um dos primeiros gargalos porque toda informação contábil vamos pensar. Assim, o banco vai compartilhar com a companhia qual é o mtm o valor justo desse derivativo. Muitas vezes a empresa não tem isso em um sistema integrado. Então eles vão lá vão manualmente colocar em uma planilha de excel para depois exportar para o sistema ou muitas vezes manualmente. E isso pode acontecer erros também então a forma que a informação chega na companhia e a forma que ela é imputada em um sistema. É um dos principais gargalos que a gente enxerga porque já vivemos. Alguns casos práticos de que a informação que o banco passa é uma a informação que a companhia usa é outra e quando a gente questiona para entender o porquê dessa diferença, muitas vezes eles falam que é o sistema que importou errado, então algumas parametrizações, então como a gente, trabalha também não só com empresas financeiras aqui nos bancos. Isso é um pouco mais simples. Já é tudo mais estruturado, mas nas empresas não financeiras indústrias comércios. Isso ainda é algo que está caminhando e muitas vezes a passos curtos, e é onde a gente enxerga vários gargalos para ter o registro contábil ideal dessas informações, E principalmente, quando a gente está falando de setores ou de empresas que fazem head mais dinâmico. Então alguns casos que a gente viu bastante que acontecem na prática está muito relacionado com gestão de head de commodities. A gente já viu diversas cooperativas ali que fazem compras de commodity. Seja para beneficiamento, vou comprar o grão de café para beneficiar esse café e fazer exportação. Ovo comprar o milho, trigo e soja aqui dos produtores da região, que são os cooperados aqui para produzir ração e fazer a venda dessa ração e a gente vê que são situações em que a todo momento eles têm novos contratos com esses cooperados ou novos contratos de venda, o que isso significa que a exposição dessas cooperativas agrícolas, por exemplo, elas a todo momento estão sub descendo e aí vai esse desafio de ou controlar esses contratos dentro de algum sistema ligado só que ele precisa também associar com quais derivativos que você está protegendo essas exposições. Então muitas das vezes a exposição protegida até que ela tenha um sistema legado, um local onde eles fazem esse controle, só que para os derivativos às vezes não então eles acabam perdendo ou tendo mais risco de você perder o rastreio da associação porque quando você faz head independente do head account, você precisa corresponder àquele derivativo àquela exposição protegida e aí onde acaba tendo essa dificuldade, o gabriel até comentou dos bancos. Também acho que certamente os bancos têm naturalmente uma estrutura maior, mas também existe essa dificuldade. Quando a gente está falando de head de portfólio, estou protegendo um portfólio de operação de crédito só que no portfólio de operação de crédito, o banco tem lá x dentro daquele portfólio sendo protegido, sendo que ele tem um risco de pré-pagamento. Vou quitar uma parcela da minha dívida com o banco. Então isso já reajusta o tamanho da exposição. Então a todo momento, você pode ter um pré-pagamento ali de um portfólio de crédito. Ou se você está falando de um portfólio de captação. Por exemplo de um cdb com liquidez, muitos de nós temos sobrou um dinheirinho lá na conta corrente, você joga lá para o cdb para não deixar parado. No dia seguinte, tem que pagar uma conta ali, você já resgata então esses cdbs com liquidez também quando os bancos fazem head desses cdbs é a mesma coisa. Ele tem um risco de pré-pagamento que a todo momento ele vai ter que ficar monitorando essa exposição que se ele colocar esse negócio no excel, fica complicado e gera um risco maior de ele não conseguir alcançar a efetividade desejada. Uma vez que se ele tivesse um sistema, ele poderia até otimizar melhor isso porque às vezes o cara que só consegue fazer essa revisão desse head a cada 15 dias a cada 30 dias. Se o cara conseguir desenvolver um sistema em que ele consiga ter uma visão diária disso, ele consiga otimizar melhor o head dele às vezes até reduzindo o custo de head também E dentro desse cenário que o wesley mencionou aí voltamos para mais um dos grandes gargalos que a gente enxerga para comprovar a efetividade do head. A falta desse controle em heads mais dinâmicos como controle de commodity ou transações futuras que vai tendo baixas e vamos entrando novas. É um dos fatores que mais dificultam a elaborar os testes de efetividade que é o requisito normativo. Disposição líquida cambial também não é gabriel agora que eu lembrei aqui já pegou alguns casos que isso também fica difícil. Você às vezes conseguir desenvolver um controle para testar efetividade Legal e wesley, você acha que inteligência artificial pode ajudar a automatizar casamento entre derivativo fluxo de caixa futuro ajudar nessa parte toda Olha com certeza. Eu acho que é algo que precisa ser desenvolvido ali com bastante customização, mas eu entendo que é uma alternativa para quem tem heads dinâmicos principalmente para esse monitoramento, acho que, para quem faz ed mais padrão ou para empresas que tem poucos heads. Tenho só um head de uma captação de duas captações, não vejo uma necessidade tão grande de ter uma ferrari ali fazendo esse monitoramento agora para onde isso é mais relevante e muito muitas vezes para bancos e para empresas de agro, ou como a gente acabou de comentar para empresas que fazem head de exposição cambial líquida. A empresa fazem importação e exportação tem contas a pagar contas a receber em dólar. Muita empresa de defensivo agrícola faz isso, por exemplo, aí eu entendo que seria muito interessante você ter uma inteligência artificial para fazer essa gestão desse head e do head account. Porque eu entendo que ela consegue ajudar das duas maneiras, e isso pode como eu comentei trazer uma otimização maior para a gestão de head às vezes você por meio de uma inteligência artificial, você consegue monitorar esse head diariamente. E isso é uma forma excelente porque você otimiza a sua efetividade de head, também reduzindo o seu risco, obviamente de ficar exposto e reduzindo o seu risco também de precisar descontinuar o red account, porque a gente vê algumas empresas fazer a tentativa inicial do red account e às vezes dependendo da falta de controle ou da impossibilidade que elas têm ali de disponibilizar um profissional para ficar gerenciando aquilo a todo momento. Elas acabam descontinuando o head accounting, não porque não enxerga o benefício nele, mas porque às vezes não tem um controle suficiente para poder fazer esse monitoramento Muito bem pessoal, então falando de próximas ondas regulatórias. Agora a gente tem o fim da library se consolidando os padrões do esg do isb se tornando mandatórios e o d avançando na fase piloto ainda gabriel qual dessas tendências ou mudanças regulatórias, você acha que pode mais surpreender as empresas nos próximos meses, o que está mais te chamando a atenção Da library já é algo já mais conhecido, então já vem finalizando ao longo dos últimos anos com a implementação da sore. Então dívidas antigas que eram em library que é a library como se fosse uma aspas, seria como se fosse uma taxa de juros do similar ao cdi. Então muitas dívidas que estavam no passado atrelados a library vão até o vencimento, mas novas eu não tenho visto novas dívidas em library já estão saindo todas em software que é a nova taxa que as instituições internacionais estão acostumando a usar. Então a library já é algo mais tradicional já mais conhecido para o mercado. O esg vem caminhando bem pelo que a gente acompanha de normativos de notícias de várias publicações, inclusive de auditores, então é algo que veio para ficar. Então é algo que as empresas vão ter que se adaptar e estão se adaptando em conjunto. Acho que é um ponto que, de fato, acho que o mercado vem amadurecendo ainda nesse conhecimento, nós da m saber da mesma forma que o mercado também estamos nesse processo de amadurecimento sobre essa questão de impacto esg, sobretudo no que tange à divulgação das normas de sustentabilidade e uma visão mais prática. Eu diria que ela vai trazer um aprimoramento em diversos modelos. O que a gente vê muito é, por exemplo, instituições financeiras, desenvolvendo modelos que incluem variáveis climáticas dentro desses modelos, o que isso significa acho que talvez até uma notícia recente do banco do brasil, que foi banco do brasil que fabricou recente as dfs em relação ao impacto das perdas de perdas esperadas se eu não me engano e acho que eles têm uma carteira de crédito agrícola significativa. E quando você faz a mensuração de perdas relacionadas a risco de crédito desse tipo de setor. A gente tem claro que esse setor está exposto naturalmente a eventos climáticos, por quê, porque os eventos climáticos seja uma seca significativa ou chuvas em excesso, por exemplo, naturalmente vão impactar a produtividade agrícola daquele setor. Naturalmente como consequência disso, essa incerteza climática pode causar um aumento nessa mensuração de perdas esperadas relacionadas ao crédito que essas instituições financeiras oferecem para esse tipo de empresa, então isso é algo que está desenvolvendo ao longo do tempo. Então o que eu diria é que a variável climática é uma nova variável para modelos financeiros, inclusive modelos que estão relacionados a ativos e passivos de empresas. Então se eu sou uma empresa hoje que faz produção exportação de celulose e tenho uma produção de eucalipto significativa que, por exemplo, o meu ativo biológico principal seja uma suzano uma. O kate da vida eu também deveria incluir dentro do meu modelo de mensuração do meu ativo biológico, que são as minhas plantações de eucalipto. Esse risco climático dentro dessa projeção de produtividade desse tipo de ativo. Então a gente vê que nem todas as empresas ainda incluem essa variável climática do ponto de vista de mensuração no impacto financeiro de determinados ativos ou de passivos de um negócio, então eu vejo que ela vem de fato para aprimorar esses modelos e aproximar eles um pouco mais da realidade dessas empresas, então é uma variável importante. Faz sentido a gente ver todos esses acontecimentos recentes, seja no brasil ou fora em função desses impactos climáticos que já são uma realidade para a gente, então eu entendo que isso vai aprimorar. Não é algo necessariamente que vai ser bom para algumas empresas. Porque isso pode de certo modo impactar de forma negativa. No resultado delas, porque se você inclui um risco adicional dentro de algum modelo de mensuração. Seja um modelo de mensuração um valor justo como eu comentei, ou seja, um modelo de mensuração relacionado a perdas esperadas relacionadas a risco de crédito. Naturalmente, ele pode estar trazendo um reflexo dentro da contabilidade, só que é importante que esse reflexo seja demonstrado porque ele vai de fato trazer para o investidor para o interessado na informação contábil, uma informação que tenha uma representação fidedigna maior do que antes. Quando esse tipo de variável não era incluído dentro desses modelos de mensuração Maravilha wesley bom. E com isso, então a gente fecha mais o episódio do futuro do compliance se curtiu. Esse papo segue o nosso podcast dá as estrelinhas ali no seu player e compartilha com quem vive esse desafio de compliance de head account de contabilidade no dia a dia e aproveito para visitar ok com br. Lá você encontra conteúdo atualizado sobre frs sobre risco financeiro sobre head account e a nossa plataforma ok compliance que transforma norma em ação com inteligência artificial feita para a nossa realidade aqui do brasil até a próxima futuro do compliance continua.

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Bruno Rodrigues

Especialista em IA aplicada, fundador da Okai, com 25+ anos de experiência em tecnologia.