Queria comentar sobre o tema abordado no bate-papo online que participei ontem com a Tatiana Albuquerque (com quem já tive a oportunidade de trabalhar no Banco PAN liderando área de Gestão da Continuidade de Negócios) organizado pelas CyberSecurityGirls BR, para abordar o tema da importância do entendimento dos processos críticos através do BIA na construção do plano de recuperação de desastres.
Em um ambiente de mercado financeiro e gestão de riscos, a continuidade dos negócios não é apenas uma opção, mas uma necessidade, para que as instituições financeiras consigam enfrentar uma variedade de riscos, incluindo interrupções operacionais, falhas tecnológicas e desastres naturais, e por que não o risco do momento: cibernético.
Neste sentido, a preparação para tais eventualidades é fundamental para garantir a estabilidade e a confiabilidade, por isto mesmo o chamado: Business Impact Analysis (BIA) é uma ferramenta essencial na identificação e priorização dos processos críticos de negócios, e tudo começa, como bem destacado na conversa, com a compreensão destes processos, que é base para a elaboração de um eficaz Plano de Recuperação de Desastres (PRD).
Aos que ainda não foram apresentados, o BIA é um processo que identifica e avalia os efeitos potenciais de uma interrupção nos processos de negócios, focando em cenários onde há uma paralisação das operações, avaliando as consequências em termos financeiros, operacionais e reputacionais.
Ao mapear os processos críticos e determinar os recursos necessários para sua operação, o BIA proporciona uma base sólida para a estruturação do PRD.
Então, importante também entender que os processos críticos são aqueles que, se interrompidos, podem causar impactos significativos na instituição, seja em termos de perdas financeiras, comprometimento da integridade operacional ou danos à reputação. No mercado financeiro, por exemplo, processos como compensação e liquidação, gestão de risco de contraparte e operações de mercado de capitais são tipicamente considerados críticos.
Uma vez identificados os processos críticos, o BIA ajuda na definição de objetivos de ponto de recuperação (RPO) e objetivos de tempo de recuperação (RTO). Mais duas siglas que o pessoal da área conhece bem, mas não custa contar aos demais que o RPO refere-se à quantidade máxima de dados que podem ser perdidos sem comprometer a continuidade do negócio, enquanto o RTO indica o tempo máximo permitido para a recuperação de um processo após uma interrupção.
A partir desses parâmetros, o PRD pode ser estruturado de forma a garantir que os recursos (humanos, tecnológicos e financeiros) estejam disponíveis e sejam mobilizados em tempo hábil para restaurar a operacionalidade dos processos críticos.
O BIA, assim, funciona como um guia para a alocação de recursos, estabelecendo prioridades e direcionando esforços no cenário de recuperação pós-desastre.
Então, o evento e as explicações da Tati ajudaram a mostrar que a construção de um Plano de Recuperação de Desastres robusto e eficaz é importante no contexto atual do mercado financeiro e de gestão de riscos, e o BIA, ao identificar e priorizar processos críticos, desempenha um papel central nesse processo, assegurando que as instituições estejam preparadas para enfrentar e superar adversidades, garantindo a continuidade dos negócios e a confiança dos envolvidos.
Aos interessados em saber mais sobre o tema, podem ter acesso ao vídeo completo no YouTube no seguinte link:
https://www.youtube.com/live/UCLDHSkg5gk?si=YGsre81Q18Y12edd
Conteúdo disponibilizado pela Okai.