Artigo
24/10/2024
Atualizado em 22/04/2026

Avaliação de riscos cibernéticos

A avaliação de riscos cibernéticos estrutura decisões de segurança ao identificar ameaças, vulnerabilidades, impactos e tratamentos compatíveis com o apetite de risco da organização.

Resumo

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A avaliação de riscos cibernéticos é um processo cada vez mais importante para qualquer empresa, independente do tamanho ou segmento, até para conseguir principalmente proteger suas informações (vide LGPD) e sistemas contra ameaças digitais.

Assim como fazemos com outros tipos de riscos, este processo também envolve as fases da identificação, avaliação e priorização dos riscos à informação e aos sistemas de informação, ajudando assim as empresas a identificar oportunidades de melhoria em programas de segurança da informação existentes, comunicar riscos aos stakeholders e tomar decisões sobre a alocação de recursos para mitigar esses riscos de segurança.

Infelizmente as novas tecnologias que impulsionam a eficiência, a interconectividade global e até o trabalho remoto, também introduziram vários riscos de informação significativos e de riscos cibernéticos.

Conteúdo do artigo
Avaliação de riscos cibernéticos

Segue um processo passo a passo, baseado na metodologia IRAM2 do Information Security Forum, que os profissionais de cibersegurança e gestão de riscos podem utilizar para avaliar e gerir o risco da informação:

Etapa 1: Exercícios de Escopo:

Os exercícios de escopo são fundamentais para definir o contorno da avaliação de risco, estabelecendo claramente quais áreas do negócio e tecnologia serão abordadas. Este processo deve envolver uma colaboração estreita entre as partes interessadas para garantir que o escopo englobe propriedade intelectual, reputação da marca, desempenho organizacional, arquitetura da informação, e o perfilamento do usuário. A determinação do escopo ajuda a definir responsabilidades específicas, como a gestão de novos serviços ou tecnologias e a abordagem de preocupações gerenciais, assegurando que todos os domínios de risco relevantes sejam considerados.

Etapa 2: Avaliação do Impacto nos Negócios (BIA):

A Avaliação do Impacto nos Negócios (BIA) identifica e prioriza os ativos de informação críticos para o funcionamento da organização. Envolve a análise do impacto potencial de incidentes de segurança que afetem a confidencialidade, integridade ou disponibilidade desses ativos. Esta análise abrangente, considerando todo o ciclo de vida da informação, permite a alocação apropriada de recursos para a proteção dos ativos, baseada na sua importância estratégica e operacional.

Etapa 3: Perfilamento de Ameaças:

O perfilamento de ameaças envolve a identificação de ameaças potenciais e a compreensão de como podem afetar a organização. Este processo utiliza inteligência de ameaças interna e externa para construir um panorama das ameaças, avaliando a probabilidade de ocorrência e a capacidade de cada ameaça causar danos. A classificação das ameaças em categorias como adversárias, acidentais e ambientais ajuda na priorização e na formulação de estratégias de defesa.

Etapa 4: Avaliação de Vulnerabilidades:

Esta etapa examina quão suscetíveis os ativos de informação estão às ameaças identificadas, avaliando a eficácia dos controles existentes e a qualidade de sua implementação. A avaliação de vulnerabilidades permite identificar deficiências nos controles e oferece uma base para fortalecer a segurança, destacando áreas que requerem atenção imediata e onde melhorias podem ser aplicadas para reduzir a exposição ao risco.

Etapa 5: Avaliação de Riscos:

A avaliação de riscos combina os resultados das etapas anteriores para entender a probabilidade de as ameaças se materializarem e o impacto potencial nos negócios. Isso envolve a escolha de cenários de impacto realistas, considerando a força da ameaça e a eficácia dos controles existentes. A experiência e o conhecimento das partes interessadas são cruciais nesta fase para julgar a eficácia dos controles e determinar o nível de risco aceitável para a organização.

Etapa 6: Tratamento de Riscos:

O tratamento de riscos envolve a seleção e implementação de estratégias para gerenciar riscos identificados, de acordo com o apetite de risco da organização. As opções incluem mitigação, através do fortalecimento de defesas e melhoria de controles; evitação, eliminando atividades de alto risco; transferência, como a obtenção de seguros cibernéticos; e aceitação, reconhecendo certos riscos como parte da operação. A escolha da estratégia de tratamento de riscos deve ser informada por uma análise cuidadosa do risco versus benefício, considerando o impacto potencial no negócio e as capacidades da organização para gerenciar o risco.

O tratamento de riscos deve ser orientado pelo apetite de risco da organização. Avalie cada risco individualmente para determinar se ele excede a tolerância ao risco da organização. Quando todas as opções de tratamento de riscos estiverem claras, crie um plano de tratamento de riscos. Prossiga com a execução do plano e monitore os resultados para garantir que os esforços de gestão de riscos sejam bem-sucedidos.

Ao final da sexta etapa, o processo de avaliação de riscos está efetivamente completo, oferecendo ao profissional uma compreensão melhor do ambiente avaliado. Isso inclui uma imagem clara das ameaças relevantes, das vulnerabilidades associadas e dos riscos priorizados. Um plano de tratamento de riscos foi desenvolvido e implementado para reduzir os riscos a um nível aceitável. É importante lembrar que o mundo da segurança da informação é dinâmico; eventos de ameaça, vulnerabilidades e seus impactos nos negócios são fluidos e evolutivos. Praticantes e partes interessadas devem avaliar consistentemente os riscos, especialmente quando a organização ou o ambiente sofre mudanças importantes ou esforços de mitigação.

Mais informações sobre esta metodologia em:

https://www.securityforum.org/solutions-and-insights/information-risk-assessment-methodology-2-iram2/

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Perguntas e respostas

Como o apetite de risco influencia o tratamento?
Ele ajuda a decidir quais exposições podem ser aceitas e quais exigem redução, transferência ou interrupção.
Qual é a diferença entre ameaça e vulnerabilidade?
A ameaça é um evento ou agente capaz de causar dano; a vulnerabilidade é uma fraqueza que pode ser explorada.
Por que a avaliação deve ser atualizada?
Tecnologias, atacantes, fornecedores, processos e impactos mudam, tornando avaliações antigas inadequadas para decisões atuais.
Quais elementos compõem uma avaliação de risco cibernético?
Ativos, ameaças, vulnerabilidades, controles, probabilidade, impacto, risco residual, responsável e plano de tratamento.
Por que ativos e serviços críticos devem ser identificados primeiro?
Sem conhecer o que sustenta objetivos e operações, a organização não consegue estimar impactos nem priorizar proteção.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante