Artigo
19/10/2022
Atualizado em 10/04/2026

Compliance Digital

Painel com especialistas de bancos digitais discute o uso da tecnologia para agilizar e garantir segurança no compliance digital, destacando a importância da automação, inteligência de dados e integração com áreas de fraude.

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Ontem estava participando do interessante e bem organizado evento organizado pela LexisNexis Risk Solutions aonde foi organizado um painel coordenado pelo Gustavo Araujo do Distrito com a participação do Gustavo Silva do C6 e do Alvaro Luis Machado de Oliveira do BS2, que cuidam das respectivas áreas de Compliance (prefiro pessoalmente chamar de PLD), pois acho que o "compliance" propriamente dito é um pouco mais amplo, mais a ver com seguir as normas externa e internas), representando dois formatos de bancos digitais, para debater como seria o chamado "Compliance Digital" nos dias de hoje neste ambiente "fintech".

A troca de experiência dos dois foi bastante interessante, compartilhando um pouco das experiências dos dois, mostrando quais os desafios, e os caminhos que seguiram.

Logicamente, até como esperava, o tema do uso da tecnologia foi um dos centros desta conversa, e o desafio maior é ter agilidade sem perder a segurança, sem esquecer a chamada "experiência do cliente", que no final é pedir menos informação possível na hora inicial do cadastro, mas ao mesmo tempo usar bases de dados externas para capturar de forma independente estas informações de uma forma até mais segura, de não haver mentiras.

Como vocês estão usando a tecnologia na sua área de PLD?

Pessoalmente o que queria acrescentar é que nem sempre isto é fácil de fazer com rapidez, e principalmente barato, o que pode encarecer muito o processo com a compra destes dados. Precisa de gente boa, que também nem sempre é fácil de achar no mercado, e com um custo que consiga pagar. Quando acha, a maioria não tem experiência específica em PLD, mas conhecem bem de dados. Então uma questão de treiná-los. Digo que vale a pena o investimento.

Mas por outro lado, como dito, e que reforço aqui novamente como ponto central, de que não vai dar para trabalhar no mercado sem que isto aconteça, ou seja, com alto nível da automação, com captura de dados externa, com processos e metodologias de score de PLD para definir o risco de PLD no processo de KYC.

Apesar do approach ter sido com bancos digitais, que não vivem mais sem isto, queria aumentar o escopo, e dizer que não apenas os digitais, mas as demais instituições "analógicas" vão conseguir viver sem isto também. Ou seja, este é o problema e desafio de todos!

Falava sobre isto em outro post de reflexão, que falava da importância da busca da eficiência, que no final das contas foi exatamente o que eles fizeram com outras palavras, mas que só reforçaram o que também havia dito.

Abordaram o ponto essencial de que cada vez mais os times de PLD precisam ser multidisciplinares, e não apenas formados por advogados tradicionais, ou ter somente o tão importante perfil investigativo, mas também conter (cada vez mais) times de especialistas técnicos em dados, para trabalhar melhor estas bases (clientes e operações), e lhes trazer a inteligência necessária, tirando mais informações e alertas.

É preciso usar cada vez mais a tecnologia, mas também a inteligência, para otimizar estes processos em termos de tempo, custo e eficiência. Precisamos diminuir a quantidade de falsos positivos, da mesma forma que precisamos perguntar menos para os clientes. Pensar cada vez mais fora da caixa e ter inovação também na área de PLD.

Outro ponto que achei interessante da conversa, e que queria destacar aqui, é a cada vez mais importante interação das áreas de PLD com a de Fraudes, pois uma pode ajudar a outra, e agilizar a identificação dos fraudadores mais rapidamente, ajudando também o pessoal de PLD.

Vocês já têm esta interação na sua instituição?

Depois conto mais...

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Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante