Artigo
08/08/2024
Atualizado em 10/05/2026

Gerir Riscos é mais Arte do que Ciência! Uma combinação de: Instinto, Intuição e Experiência...

A gestão de riscos combina instinto, intuição e experiência para além de métodos científicos, valorizando o julgamento humano na identificação e mitigação de incertezas complexas.

Resumo

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Na maioria das vezes a gestão de riscos é frequentemente considerada uma disciplina técnica e científica, mas na minha visão pessoal ela transcende essa visão restrita, e precisa incorporar elementos subjetivos e baseados na experiência humana. Queria falar hoje não de números, ou metodologias, mas de outros aspectos tão importantes quanto!

Como sempre digo, gerir riscos é mais arte do que ciência; é uma combinação de instinto, intuição e experiência, mostrando esta dualidade, sublinhando a importância do julgamento humano e da sabedoria adquirida ao longo do tempo.

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Gerir Riscos é mais Arte do que Ciência! Uma combinação de: Instinto, Intuição e Experiência...

Queria refletir um pouco mais sobre este tema abaixo, trazendo alguns conceitos que acho importantes, tais como:

O Aspecto Subjetivo da Gestão de Riscos:

A gestão de riscos envolve a identificação, análise e mitigação de incertezas que podem afetar uma empresa, e embora existam metodologias e ferramentas quantitativas para avaliar riscos, a interpretação e a aplicação dessas ferramentas requerem habilidades que vão além dos números, pois é aqui neste momento que entra o aspecto subjetivo da gestão de riscos, onde o instinto, a intuição e a experiência desempenham papéis fundamentais. Não podemos esquecer ou deixar isto nunca de lado!

Instinto e Intuição:

O instinto é uma resposta quase automática baseada em experiências passadas, e na gestão de riscos, um profissional experiente pode identificar uma ameaça potencial ou uma oportunidade com base em sinais sutis que não são imediatamente evidentes nas análises quantitativas.

A intuição por sua vez é a capacidade de compreender algo imediatamente, sem a necessidade de raciocínio consciente, que é o resultado de anos de experiência e aprendizado, permitindo aos gestores de risco antecipar problemas e agir proativamente.

Experiência:

A experiência é talvez o elemento mais valioso na gestão de riscos, pois fornece um banco de dados mental de situações passadas, soluções tentadas e suas consequências, assim os profissionais com vasta experiência têm uma compreensão mais profunda das complexidades e interdependências dos riscos, e podem fazer julgamentos mais informados e tomar decisões que considerem nuances que modelos quantitativos podem ignorar. Cabelos brancos têm seu valor!

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Gerir Riscos é mais Arte do que Ciência! Uma combinação de: Instinto, Intuição e Experiência...

Risco como Arte e Não Ciência:

Considerar a gestão de riscos como uma arte significa reconhecer que há elementos dessa prática que não podem ser completamente capturados por métodos científicos, e esta arte envolve criatividade, adaptação e uma compreensão intuitiva das situações, o que impacta na capacidade de:

Adaptar-se às Circunstâncias: Cada situação de risco é única, e a capacidade de adaptar estratégias e abordagens de maneira flexível é essencial.

Tomar Decisões Sob Incerteza: Muitas vezes, os gestores de risco precisam tomar decisões com informações incompletas. A habilidade de fazer julgamentos sólidos nessas condições é uma arte refinada pela experiência.

Compreender o Contexto: A interpretação do contexto em que um risco ocorre é fundamental. Isso inclui considerar fatores culturais, econômicos e políticos que podem influenciar a natureza e a gravidade dos riscos.

A ausência de uma abordagem equilibrada que combine ciência e arte na gestão de riscos pode levar a diversos problemas, tais como:

Excesso de Confiança em Modelos Quantitativos: Confiar exclusivamente em modelos quantitativos pode resultar em uma visão míope dos riscos, pois estes modelos podem falhar em capturar eventos extremos ou "cisnes negros" e não consideram variáveis qualitativas importantes.

Subestimação de Riscos Emergentes: Sem a experiência e a intuição para identificar riscos emergentes, uma empresa pode ser pega de surpresa por ameaças não antecipadas, resultando em perdas significativas.

Respostas Inadequadas a Crises: Em situações de crise, a capacidade de adaptar e improvisar é extremamente importante, e a falta de experiência pode levar a respostas inadequadas e piorar a situação.

Mitigação através do Equilíbrio entre Ciência e Arte

Para mitigar os problemas decorrentes da falta de compreensão e conhecimento na gestão de riscos, é essencial adotar uma abordagem equilibrada que combine a ciência dos dados com a arte do julgamento humano através de:

Desenvolvimento Contínuo de Habilidades: Promover o desenvolvimento contínuo das habilidades dos gestores de risco, combinando treinamento técnico com experiências práticas e estudos de caso reais.

Mentoria e Aprendizado Intergeracional: Incentivar a mentoria e o aprendizado intergeracional, onde profissionais mais experientes compartilham suas percepções e intuições com os mais jovens.

Integração de Métodos Qualitativos e Quantitativos: Utilizar uma abordagem holística que combine análises quantitativas rigorosas com avaliações qualitativas. Isso pode incluir workshops de cenários, simulações de crises e discussões abertas sobre riscos emergentes.

Fomento à Cultura de Risco: Estabelecer uma cultura organizacional que valorize a intuição e a experiência tanto quanto a análise técnica. Isso pode ser alcançado através de políticas que incentivem a comunicação aberta sobre riscos e recompensem a proatividade na identificação e mitigação de ameaças.

Como podemos ver acima, gerir riscos como uma arte envolve reconhecer que, além de ferramentas e metodologias científicas, é necessário um toque humano, e a combinação de instinto, intuição e experiência permite uma compreensão mais profunda e uma resposta mais eficaz aos riscos. Como tudo na vida é uma eterna busca por um equilibrar, aqui entre ciência e a arte na gestão de riscos.

Registro disponibilizado pela Okai.
As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.
Atualizado Verificado em 16/07/2026

Não há sinal de desatualização relevante neste conteúdo.

Perguntas e respostas

Como a organização pode desenvolver esse julgamento?
Por mentoria, treinamento, participação em decisões, reflexão sobre crises e cultura aberta ao relato de riscos.
Qual é o valor da experiência profissional?
Ela reúne situações, respostas e consequências anteriores que apoiam decisões mais contextualizadas.
Como equilibrar julgamento e análise quantitativa?
Com dados rigorosos, avaliações qualitativas, cenários, simulações e discussão entre perspectivas diversas.
Por que a gestão de riscos não é apenas ciência?
Porque decisões sob incerteza exigem interpretação, adaptação e julgamento além dos resultados dos modelos.
Como instinto e intuição contribuem?
Ajudam a perceber sinais sutis e antecipar problemas com base em padrões aprendidos pela experiência.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante