Artigo
09/09/2024
Atualizado em 07/05/2026

O Papel do CRO X Prioridades para uma Cultura de Risco

Pesquisa destaca governança de risco (39%) e treinamento (31%) como prioridades para o CRO fortalecer a cultura de risco, com responsabilidade, transparência e ética também essenciais.

Resumo

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Navegando pelo LinkedIn me deparei com uma interessante pesquisa, que muito bem aborda e levanta um ponto que acho relevante na gestão de riscos corporativos, que é a importância de definir prioridades claras para que o Chief Risk Officer (CRO) possa desenvolver uma cultura de risco eficaz.

Pois é sobre isto que queria refletir e falar um pouco mais hoje abaixo.

As quatro áreas abordadas nas opções de resposta: Governança de Risco, Treinamento e Desenvolvimento em Gestão de Riscos, Responsabilidade e Transparência, e Princípios e Práticas Éticas, são todas componentes essenciais da cultura de risco, onde cada uma delas contribui para a criação de um ambiente robusto de gestão de riscos.

Qual teria sido seu voto? O que acha que é mais prioritário para você e sua empresa neste momento? Deixe seus comentários.

No entanto, o fato da governança dos riscos ter recebido a maior prioridade (39%) e Treinamento e Desenvolvimento a segunda maior (31%) sugere que a governança de risco está sendo amplamente reconhecida como o alicerce central de uma cultura eficaz, o que pessoalmente não posso deixar de concordar.

Queria então comentar sobre os resultados:

Governança de Risco como Prioridade Principal (39%):

A governança de risco é, sem dúvida, na minha opinião pessoal, a espinha dorsal de uma cultura de risco sólida, o que abrange desde a estrutura, os papéis, as responsabilidades e os processos que garantem que a gestão de riscos seja tratada de forma sistemática e coordenada dentro da empresa.

No contexto da função de um CRO, a governança de risco envolve o estabelecimento de políticas claras e consistentes, a definição de limites de tolerância a risco e a criação de mecanismos de reporte adequados para assegurar que os riscos são identificados, monitorados e geridos de forma eficaz.

A razão pela qual a governança de risco é vista como a principal prioridade pode ser atribuída ao fato de que, sem uma estrutura bem definida, é difícil implementar outras iniciativas, como treinamentos ou responsabilização.

Uma boa governança permite a alocação eficiente de recursos e garante que a alta administração e o conselho de administração estejam alinhados com os objetivos de gestão de risco.

Além disso, a governança de risco cria um ambiente onde os demais pilares, como ética e desenvolvimento de competências, podem prosperar.

Portanto, ao fortalecer a governança de risco, o CRO garante que a organização tenha uma base sólida para todas as decisões relacionadas ao risco.

Treinamento e Desenvolvimento em Gestão de Riscos (31%):

O segundo item mais votado, o treinamento e o desenvolvimento em gestão de riscos, é outro aspecto realmente importante, pois embora a governança forneça a estrutura, é o treinamento adequado que garante que todos na empresa, em todos os níveis, compreendam seus papéis na gestão de riscos.

Um programa de treinamento eficaz deve ser contínuo, prático e adaptado às necessidades específicas da empresa, com workshops sobre identificação de riscos até simulações de crises, que permitem que os colaboradores experimentem cenários realistas.

A pesquisa reflete a percepção de que, sem um treinamento eficaz, a governança de risco sozinha pode ser ineficaz, pois o conhecimento especializado em gestão de riscos, quando difundido por toda a empresa, cria uma cultura onde a gestão de riscos é uma responsabilidade compartilhada e onde os colaboradores são proativos na identificação e mitigação de riscos.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de competências ajuda a empresa a se adaptar a um ambiente de riscos em constante evolução.

Responsabilidade e Transparência (15%):

Bom dizer que, até porque só poderia escolher uma opção para votar na pesquisa, a responsabilidade e a transparência, apesar de receberem menos votos, são igualmente importantes na formação de uma cultura de risco eficaz.

A responsabilidade refere-se à clareza sobre quem é responsável por quê no que diz respeito à gestão de riscos, enquanto a transparência envolve o compartilhamento de informações precisas e oportunas sobre os riscos e o desempenho de gestão de riscos dentro da empresa.

Embora este item tenha recebido menos destaque na pesquisa (15%), é importante observar que a responsabilidade e a transparência são fundamentais para garantir que as ações tomadas pelos gestores de risco sejam verificáveis e que as decisões possam ser rastreadas e justificadas.

Sem esses elementos, a confiança no processo de gestão de risco pode ser comprometida. Uma cultura organizacional que incentiva a transparência também facilita a identificação precoce de problemas, promovendo uma resposta mais rápida e eficaz a crises potenciais.

Princípios e Práticas Éticas (14%):

Princípios e práticas éticas receberam a menor prioridade (14%), o que pode refletir a percepção de que a ética é algo que permeia todos os outros elementos e, portanto, não é necessariamente visto como um componente que precisa ser desenvolvido de forma isolada.

No entanto, é inegável que a ética é o alicerce da confiança e integridade em qualquer empresa.

A implementação de práticas éticas fortes é fundamental para assegurar que a empresa não apenas cumpra as regulamentações e legislações, mas também vá além, aderindo a padrões elevados de conduta moral, o que se reflete diretamente na cultura de risco, pois práticas antiéticas podem gerar riscos significativos, tanto financeiros quanto reputacionais.

Um ambiente ético também promove uma mentalidade onde o risco não é apenas gerido de forma reativa, mas de forma proativa, prevenindo a ocorrência de crises e falhas que possam ser evitadas.

O resultado da pesquisa indica claramente que o fortalecimento da governança de risco e o desenvolvimento de capacidades por meio de treinamento são vistos como as maiores prioridades para um CRO ao desenvolver uma cultura de risco eficaz.

A ênfase na governança sugere que as empresas estão buscando garantir que a gestão de riscos seja organizada, estruturada e alinhada com a estratégia global, mas, no entanto, isso não significa que a responsabilidade, a transparência e a ética devam ser negligenciadas, afinal, apenas dessas áreas terem sido menos votadas, continuam a ser componentes essenciais, complementando a governança e os treinamentos.

Para terminar, o desenvolvimento de uma cultura de risco bem-sucedida exige uma abordagem holística, onde todos esses elementos estejam integrados e alinhados com os valores e objetivos estratégicos da empresa, onde o CRO desempenha um papel central em coordenar esses esforços, assegurando que a organização esteja não apenas preparada para gerenciar os riscos, mas também para prosperar em um ambiente de incertezas contínuas.

Versão consultada na Okai.
As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.
Atualizado Verificado em 16/07/2026

Não há sinal de desatualização relevante neste conteúdo.

Perguntas e respostas

Qual é a importância da transparência?
Informações tempestivas e decisões rastreáveis aumentam confiança e permitem respostas mais rápidas.
Como a ética se relaciona com risco?
Condutas antiéticas podem gerar perdas financeiras, legais e reputacionais, mesmo quando controles formais existem.
Como integrar essas prioridades?
Alinhando governança, desenvolvimento de pessoas, accountability e valores aos objetivos e ao apetite ao risco.
Como o treinamento fortalece a cultura de risco?
Ele transforma responsabilidades formais em competências práticas para identificar, comunicar e mitigar exposições.
Por que governança é prioridade para o CRO?
Ela define estruturas, papéis, limites e processos necessários para coordenar decisões e supervisão de riscos.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante