Artigo
16/02/2024
Atualizado em 17/04/2026

Temas de Alta Prioridade para os Conselhos de Administração e seus Comitês de Riscos (CoRis) e de Auditoria (CoAud)

Conselhos de administração e comitês devem priorizar riscos estratégicos, controles, tecnologia, ESG, cultura e sucessão para sustentar resiliência e integridade corporativa.

Resumo

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Como sempre vivo repetindo aqui, mas não me canso e vou continuar a fazê-lo, a governança corporativa e o gerenciamento de riscos são fundamentais para o sucesso e a sustentabilidade de qualquer empresa. E nesse contexto, o papel do Conselho de Administração e de seus comitês de assessoramento, como o Comitê de Riscos (CoRis) e o Comitê de Auditoria (CoAud) nesta governança e gestão é relevante.

Afinal, estes órgãos desempenham um papel fundamental na supervisão e direcionamento estratégico, assegurando que a empresa não apenas prospere em um ambiente de negócios em constante mudança, mas também adira aos mais altos padrões de integridade e responsabilidade.

Queria falar a respeito de alguns dos temas atuais que acho bem importante que haja não apenas um envolvimento direto destes órgãos de governança, mas que eles dêem uma alta prioridade para eles, pois são, pelo menos na minha opinião, bem importantes como:

Conexão da Estratégia Corporativa com os Riscos Geopolíticos

Em um mundo cada vez mais globalizado, os riscos geopolíticos podem afetar significativamente as operações e a estratégia de uma empresa.

Por isto mesmo o conselho e seu comitê de riscos devem garantir que a estratégia corporativa esteja alinhada com uma análise cuidadosa desses riscos, adaptando-se a possíveis mudanças no cenário local ou internacional que possam impactar a empresa. Isso inclui a compreensão das tensões políticas, econômicas e sociais em mercados relevantes, bem como principalmente na exigência da elaboração de planos de contingência robustos e realizáveis.

Efetividade das Demonstrações Financeiras e do Processo Contábil

Diante de escândalos recentes (Americanas está fazendo seu primeiro aniversário), a integridade das demonstrações financeiras e a eficácia dos processos contábeis são essenciais para a credibilidade e a estabilidade financeira da empresa.

Por isto mesmo o comitê de auditoria deve supervisionar a adequação dos procedimentos contábeis, assegurando a transparência e a precisão das informações financeiras. Isso é crucial para a confiança dos investidores, a conformidade regulatória e a tomada de decisões estratégicas informadas.

Atuação e Qualidade da Auditoria Independente

A auditoria independente é uma área e processo bem importante na validação da integridade e precisão das informações financeiras da empresa.

Por isto mesmo o comitê de auditoria deve avaliar a eficácia e a independência dos auditores externos, garantindo que as auditorias sejam realizadas de maneira abrangente e sem interferências, proporcionando uma visão objetiva da posição financeira da empresa.

Atuação da Auditoria Interna com Foco nos Principais Riscos da Empresa

A auditoria interna desempenha um papel crítico na identificação e gestão de riscos operacionais, financeiros e estratégicos.

Por isto mesmo o conselho deve assegurar que a auditoria interna tenha foco nos riscos mais significativos para a empresa, promovendo uma cultura de melhoria contínua e responsabilidade em todos os níveis da empresa.

Uso da Inteligência Artificial Generativa nas Operações e no Negócio da Empresa

Tema cada vez mais na moda e na atenção (e não vai parar e só crescer), a adoção de tecnologias avançadas, como a Inteligência Artificial Generativa, pode oferecer vantagens competitivas significativas, mas também traz novos riscos.

Por isto mesmo o conselho e o CoRis devem entender as implicações dessas tecnologias para o negócio e assegurar que sejam implementadas de forma responsável, com uma avaliação cuidadosa dos riscos éticos, de privacidade e de segurança.

Riscos Cibernéticos e a Segurança e a Privacidade de Dados

Com o aumento das ameaças cibernéticas, a segurança da informação e a proteção de dados pessoais tornaram-se questões críticas.

Por isto mesmo o conselho e o comitê de riscos devem priorizar a implementação de estratégias robustas de cibersegurança e privacidade, assegurando a resiliência operacional e a conformidade com regulamentações globais de proteção de dados.

Questões Climáticas e do ESG e sua Conexão com a Estratégia e os Riscos do Negócio

A sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa são essenciais para a licença operacional de uma empresa.

Neste sentido o conselho e o CoRis devem integrar considerações ambientais, sociais e de governança (ESG) na estratégia corporativa, reconhecendo como questões climáticas podem afetar as operações e o mercado. Isso envolve avaliar riscos e oportunidades relacionados ao clima e ao ESG, e adaptar a estratégia da empresa para mitigar impactos negativos e aproveitar oportunidades de crescimento sustentável.

Atuação do Conselho de Administração e dos seus Comitês no Monitoramento do Gerenciamento de Riscos pela Empresa

O conselho e seu comitê de riscos (CoRis) têm a responsabilidade de supervisionar o processo de gerenciamento de riscos da empresa, assegurando que esteja alinhado com a estratégia corporativa e que riscos críticos sejam identificados, avaliados e gerenciados de forma eficaz. Isso inclui a implementação de uma estrutura de gerenciamento de riscos integrada, que abranja todos os aspectos do negócio.

Definição de como o CEO deve se Manifestar em Questões Políticas e Sociais

Em um ambiente de negócios cada vez mais consciente socialmente, o posicionamento da empresa em questões políticas e sociais pode ter um impacto significativo na sua reputação e desempenho.

Por isto mesmo o conselho deve orientar o CEO sobre como e quando se manifestar sobre tais questões, assegurando que qualquer declaração esteja alinhada com os valores e a missão da empresa. Vimos casos recentes de empresas que tiveram problemas com isto, e até quem dizem perdeu o cargo por isto.

Gestão de Talentos e Estratégia do Capital Humano

O capital humano é um dos ativos mais valiosos de uma empresa.

Neste sentido o conselho deve sim priorizar a gestão de talentos e o desenvolvimento de uma estratégia de capital humano que apoie os objetivos de longo prazo da empresa, promova a diversidade e a inclusão, e assegure um ambiente de trabalho positivo e produtivo.

Sucessão do CEO e demais C-level da Empresa

O planejamento sucessório é crítico para a estabilidade e continuidade das operações da empresa.

Neste sentido o conselho deve estabelecer processos formais para a sucessão do CEO e de outros executivos chave, assegurando que haja candidatos qualificados e preparados para assumir esses papéis críticos.

Realização de um Processo Formal de Avaliação do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria

A autoavaliação do conselho e do comitê de auditoria e riscos é importante para a melhoria contínua. Estes órgãos devem realizar avaliações periódicas do seu desempenho, identificando áreas de melhoria e assegurando que estejam efetivamente contribuindo para o sucesso da empresa, acompanhando de perto seu plano de trabalho e o andamento deste ao longo do ano.

Priorização da Efetividade da Cultura Corporativa, Incluindo Ética e Conduta e o Compliance

A cultura corporativa, ética e conformidade são fundamentais para a integridade operacional e a reputação da empresa.

Neste sentido, o conselho deve promover uma cultura de ética e transparência, assegurando que todos os colaboradores estejam alinhados com os valores da empresa e adiram a padrões elevados de conduta e compliance.

Na minha opinião pessoal, cada um desses temas é bem relevante para a resiliência e o sucesso de longo prazo de uma empresa, por isto, ao dar alta prioridade a esses aspectos, o conselho de administração e seus comitês de assessoramento garantem que a empresa não apenas navegue com sucesso pelas complexidades do ambiente de negócios moderno, mas também mantenha um compromisso firme com a integridade, a sustentabilidade e a responsabilidade social.

Plataforma de consulta: Okai.
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Perguntas e respostas

Como conselho, CoRis e CoAud distribuem sua atenção?
O conselho mantém direção e supervisão; os comitês aprofundam riscos, controles, auditorias e informação para assessorá-lo.
Como priorizar temas tão diversos?
Por materialidade, urgência, tendência, apetite, obrigações, impacto estratégico e qualidade dos controles e informações disponíveis.
Por que a auditoria interna deve focar riscos relevantes?
Para direcionar recursos limitados às exposições que mais ameaçam objetivos, operações, informações e reputação.
Que questões a IA generativa leva à agenda?
Estratégia, dados, segurança, propriedade intelectual, viés, desempenho, responsabilidades e controles sobre casos de uso.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante