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Perdas esperadas

Explica a transição do modelo de perdas incorridas para perdas esperadas no IFRS 9 para provisão de risco de crédito.

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Perguntas e respostas

O que é o modelo de perdas esperadas no contexto do IFRS 9?
O modelo de perdas esperadas no IFRS 9 exige que as instituições financeiras considerem tanto o histórico de perdas quanto elementos prospectivos para calcular a provisão relacionada ao risco de crédito. Isso significa que a provisão deve ser feita com base na expectativa de perdas futuras, não apenas em eventos observáveis que já ocorreram.
Qual a diferença entre perdas incorridas e perdas esperadas?
Perdas incorridas, conforme o IAS 39, referem-se a provisões feitas apenas quando há um evento observável que indique uma perda efetiva, como atraso no pagamento ou falência do devedor. Já perdas esperadas, conforme o IFRS 9, envolvem a provisão baseada na expectativa de perdas futuras, considerando tanto o histórico de perdas quanto elementos prospectivos.
O que são elementos prospectivos no modelo de perdas esperadas?
Elementos prospectivos são fatores que consideram projeções futuras e expectativas de perdas, além do histórico de perdas. Esses elementos ajudam a prever possíveis perdas futuras e são essenciais no cálculo das provisões no modelo de perdas esperadas do IFRS 9.
Como as instituições financeiras devem calcular as perdas esperadas?
As instituições financeiras devem calcular as perdas esperadas considerando tanto o histórico de perdas quanto elementos prospectivos. Isso inclui analisar dados históricos de perdas e projetar possíveis perdas futuras, levando em conta fatores como limites de crédito concedidos e garantias emitidas que ainda não foram desembolsadas.
Por que é importante considerar garantias e limites de crédito no cálculo de perdas esperadas?
É importante considerar garantias e limites de crédito porque, embora esses valores ainda não tenham sido desembolsados pela instituição, eles representam um risco potencial. Se a instituição tiver que honrar esses instrumentos, eles se tornarão ativos e podem gerar perdas. Portanto, devem ser incluídos no cálculo das perdas esperadas.

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Eric Barreto

Partner e Prof. do Insper