Artigo
11/05/2015

A Estruturação dos Certificados de Operações Estruturadas (COE)

Explica como bancos estruturam COE combinando renda fixa e derivativos para diferentes perfis de risco.

Imagem de capa do artigo

Conteúdo bloqueado

Crie sua conta para liberar o conteúdo completo.

Perguntas e respostas

O que é um COE segundo a Resolução nº 4.263 do Banco Central do Brasil?
O COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um certificado emitido contra investimento inicial, representativo de um conjunto único e indivisível de direitos e obrigações, com estrutura de rentabilidades que apresenta características de instrumentos financeiros derivativos.
Quais são as modalidades de COE autorizadas para emissão?
As modalidades de COE autorizadas para emissão são:
  1. Investimento com Valor Nominal Protegido: quando o valor total dos pagamentos mínimos previstos ao investidor é igual ou superior ao investimento inicial;
  2. Investimento com Valor Nominal em Risco: caso em que o valor total dos pagamentos mínimos previstos ao investidor é igual ou superior a uma parcela do investimento inicial, mas não necessariamente 100% desse investimento.
Como o COE é estruturado pelos emissores?
O COE é estruturado pelos emissores por meio de uma operação de captação e outra de derivativo. A operação de captação é representada por um instrumento de renda fixa, enquanto a operação de derivativo pode incluir termos, futuros, swaps e opções.
Como funciona um COE com Valor Nominal Protegido?
Em um COE com Valor Nominal Protegido, o investidor recebe no mínimo o valor investido inicialmente no vencimento do certificado, além de um possível ganho negociado. O emissor garante o valor aplicado investindo parte do montante em renda fixa para assegurar o valor principal e utilizando o restante em derivativos para possibilitar a remuneração adicional.
Como o emissor garante o valor aplicado ao cliente em um COE com Valor Nominal Protegido?
O emissor garante o valor aplicado investindo parte do montante em renda fixa a uma taxa de juros prefixada, de modo que no vencimento do COE, esse investimento mais os juros resultem no valor principal investido. O restante do valor é utilizado em derivativos para possibilitar a remuneração adicional.
Como o emissor gerencia o risco de um COE?
O emissor gerencia o risco de cada componente do COE mediante a realização de outras operações no mercado. No entanto, o retorno do COE será sempre o contratado pelo cliente, independente das operações realizadas pelo emissor para gerenciar o risco.
O COE conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito)?
Não, o COE não conta com a garantia do FGC. O investidor está sujeito ao risco de crédito do emissor.
Qual é a relação entre risco e retorno no investimento em COE?
Retornos maiores estão associados a maiores riscos, confirmando a máxima do mercado financeiro de que quanto maior o retorno oferecido, maior o risco a ser incorrido.

Autor