Ontem comentei aqui sobre o tema da interconectividade dos riscos, e queria dar continuidade no tema, comentando hoje sobre outro interessante trabalho, desta vez feito pelo World Economic Forum (WEF), que fez uma análise dos riscos globais a partir da pesquisa Pesquisa de Percepção de Riscos Globais (Global Risks Perception Survey, GRPS), mostrando um pouco de como andam as percepções de líderes empresariais em todo o mundo sobre os riscos que são mais prováveis e potencialmente mais impactantes para seus países.
A listagem de riscos (que vou detalhar mais abaixo) resultante dessa pesquisa nos fornece uma visão abrangente dos enormes desafios que os líderes empresariais antecipam, servindo como um barômetro para a preparação e a capacidade de resposta de diferentes nações a esses riscos. A análise subsequente destaca os principais riscos identificados e suas interconexões, fornecendo uma base para estratégias de mitigação e preparação robustas e informadas.
O relatório separa os riscos antes de mais nada no tempo que levaria para se concretizar:
- Curto prazo (2 anos): Por exemplo o relatório classifica a "Crise Inflacionária" como o risco mais iminente, seguido por "Desastres naturais e eventos climáticos extremos", e "Confronto geoeconômico".
- Longo prazo (10 anos): Já para algo mais adiante, o relatório destaca por exemplo a "Falha em mitigar as mudanças climáticas" como relevante, assim como "Falha na adaptação às mudanças climáticas" e "Desastres naturais e eventos climáticos extremos".
Além disto o relatório também separa os riscos em categorias:
- Econômicos: Incluem crises de dívida, recessão econômica prolongada e colapso sistêmico de indústrias.
- Ambientais: Focam em desastres naturais, danos ambientais em larga escala e perda de biodiversidade.
- Geopolíticos: Abrangem confrontos geoeconômicos, ineficácia de instituições multilaterais e conflitos interestaduais.
- Sociais: Relacionados à erosão da coesão social, crises de emprego e problemas de saúde mental.
- Tecnológicos: Incluem crime cibernético, quebra de infraestrutura de informações críticas e desigualdade no acesso a serviços digitais.
Neste sentido queria então listar quais são estes principais riscos separados nestas 5 categorias:
1) Riscos Econômicos:
- Estouro de bolha de ativos: Ocorre quando o preço de ativos no mercado aumenta rapidamente e de forma insustentável, seguido por uma queda abrupta, afetando negativamente a economia.
- Colapso de uma indústria sistemicamente importante: Refere-se ao colapso repentino de um setor crítico para a economia, com potenciais efeitos cascata em outras áreas.
- Crises de dívida: Situação em que um país ou entidade não consegue pagar sua dívida pública ou privada, levando a uma crise financeira.
- Proliferação de atividades econômicas ilícitas: Aumento de atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras práticas ilegais que prejudicam a economia formal.
- Estagnação econômica prolongada: Período extenso de crescimento econômico lento ou inexistente, resultando em desemprego e dificuldades econômicas.
- Inflação rápida e/ou sustentada: Aumento contínuo e rápido dos preços, diminuindo o poder de compra e podendo levar a instabilidade econômica.
- Choques severos ou volatilidade nos preços das commodities: Flutuações extremas no preço de commodities, como petróleo e minérios, que podem desestabilizar economias dependentes desses itens.
- Crises severas no fornecimento de commodities: Interrupções significativas no fornecimento de bens essenciais, afetando cadeias de suprimentos globais e economias nacionais.
2) Riscos Ambientais:
- Perda de biodiversidade azul e colapso do ecossistema: Degradação dos ecossistemas aquáticos, afetando a vida marinha e os serviços ecossistêmicos vitais.
- Falha na adaptação às mudanças climáticas: Incapacidade de ajustar as sociedades e infraestruturas para lidar com os efeitos das mudanças climáticas.
- Falha na mitigação das mudanças climáticas: Incapacidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa para evitar o aquecimento global.
- Perda de biodiversidade terrestre e colapso do ecossistema: Extinção de espécies terrestres e destruição de habitats, resultando na perda de serviços ecossistêmicos.
- Danos ambientais causados pelo homem: Impactos negativos no meio ambiente resultantes de atividades humanas, como poluição e desmatamento.
- Desastres naturais e eventos climáticos extremos: Fenômenos naturais severos, como furacões e inundações, que causam destruição e perda de vidas.
3) Riscos Geopolíticos:
- Confrontações geoeconômicas: Disputas econômicas entre países que utilizam instrumentos como sanções e guerras comerciais.
- Contestações geopolíticas de recursos estratégicos: Competição por recursos essenciais como tecnologia, energia e minerais, que pode levar a conflitos.
- Conflito interestatal: Confrontos armados entre países, com consequências regionais ou globais.
- Colapso do estado: Desintegração da ordem política e social de um país, geralmente acompanhada de violência e caos.
4) Riscos Sociais:
- Ataques terroristas: Atos de violência e intimidação para fins políticos, religiosos ou ideológicos.
- Armas de destruição em massa: Disseminação e potencial uso de armas nucleares, químicas ou biológicas que podem causar danos em massa.
- Colapso ou falta de serviços sociais e infraestrutura pública: Falha nos sistemas públicos essenciais, como saúde, educação e transporte.
- Crise do custo de vida: Aumento nos preços de bens essenciais, dificultando a subsistência da população.
- Crises de emprego e subsistência: Altas taxas de desemprego e falta de meios de subsistência adequados para a população.
- Erosão da coesão social e bem-estar: Fragmentação da harmonia social e aumento do descontentamento e da divisão social.
- Doenças infecciosas: Surto de doenças que podem se espalhar rapidamente e causar pandemias.
- Migração involuntária em grande escala: Deslocamento forçado de grandes grupos de pessoas devido a conflitos, desastres ou outras crises.
- Desinformação: Propagação intencional de informações falsas ou enganosas.
- Prejudícios à saúde humana impulsionados pela poluição: Efeitos negativos da poluição do ar, da água e do solo na saúde pública.
- Deterioração severa da saúde mental: Aumento de problemas de saúde mental na população.
- Desilusão generalizada entre os jovens: Sentimento de desesperança e falta de perspectivas futuras entre os jovens.
5) Riscos Tecnológicos:
- Automação e deslocamento de empregos: Substituição de trabalhos humanos por máquinas, resultando em perda de empregos e mudanças no mercado de trabalho.
- Quebra da infraestrutura crítica de informação através de ataques cibernéticos: Danos a sistemas de informação vitais para o funcionamento da sociedade.
- Concentração de poder digital e monopólios: Domínio de poucas empresas sobre grandes partes da economia digital.
- Falha das medidas de segurança cibernética: Incapacidade de proteger dados e sistemas contra ataques cibernéticos.
- Falta de serviços digitais generalizados e desigualdade digital: Acesso desigual a tecnologias e serviços digitais, aumentando a divisão digital.
Além disto o relatório também separa os riscos no que chama de: "antigos" e os novos ("emergentes"):
Riscos "Antigos": Inflação, crises de custo de vida, guerras comerciais, saídas de capital dos mercados emergentes, agitação social generalizada, confronto geopolítico e o espectro de guerra nuclear são riscos que poucos líderes empresariais e formuladores de políticas desta geração experimentaram.
Riscos Novos "emergentes": Estes incluem níveis insustentáveis de dívida, uma nova era de baixo crescimento e baixo investimento global, desglobalização, declínio no desenvolvimento humano após décadas de progresso, desenvolvimento rápido e descontrolado de tecnologias de uso duplo (civil e militar), e a crescente pressão dos impactos e ambições das mudanças climáticas em uma janela cada vez menor para a transição para um mundo de 1,5°C.
Segue abaixos os 10 principais riscos de curto prazo listados no trabalho na ordem de importância:
- Crise do Custo de Vida: Inflação e aumento no custo de bens essenciais que pressionam o poder de compra globalmente.
- Desastres Naturais e Eventos Climáticos Extremos: Incidência crescente de fenômenos climáticos severos que causam devastação ambiental e econômica.
- Confronto Geoeconômico: Tensões econômicas entre grandes potências, resultando em guerras comerciais e sanções.
- Falha em Mitigar as Mudanças Climáticas: Insuficiência nas ações globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
- Erosão da Coesão Social e Polarização Societal: Aumento da divisão e do conflito social devido a desigualdades e polarização política.
- Incidentes de Danos Ambientais em Grande Escala: Desastres ambientais significativos que afetam ecossistemas e populações.
- Falha na Adaptação às Mudanças Climáticas: Incapacidade de ajustar sociedades e infraestruturas aos efeitos das mudanças climáticas.
- Cibercrime Generalizado e Insegurança Cibernética: Crescimento do crime cibernético e vulnerabilidade de infraestruturas digitais essenciais.
- Crises de Recursos Naturais: Escassez e má gestão de recursos naturais críticos, como água e energia.
- Migração Involuntária em Grande Escala: Deslocamentos populacionais massivos devido a conflitos, desastres ou mudanças climáticas.
Segue abaixos os 10 principais riscos de longo prazo listados no trabalho na ordem de importância:
- Falha em Mitigar as Mudanças Climáticas: Riscos amplificados devido à incapacidade de atender às metas de redução de emissões.
- Falha na Adaptação às Mudanças Climáticas: Desafios crescentes para se adaptar às realidades climáticas em rápida mudança.
- Desastres Naturais e Eventos Climáticos Extremos: Projeção de aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos severos.
- Perda de Biodiversidade e Colapso de Ecossistemas: Deterioração acelerada da biodiversidade, afetando ecossistemas e serviços vitais.
- Migração Involuntária em Grande Escala: Movimentos populacionais forçados em escala ainda maior devido a fatores ambientais e geopolíticos.
- Crises de Recursos Naturais: Intensificação da competição e conflitos por recursos naturais finitos.
- Erosão da Coesão Social e Polarização Societal: Profundamento das divisões sociais e instabilidade política.
- Cibercrime Generalizado e Insegurança Cibernética: Ameaças persistentes e evolução de ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas.
- Confronto Geoeconômico: Persistência de estratégias econômicas como ferramentas de poder geopolítico e conflito.
- Incidentes de Danos Ambientais em Grande Escala: Continuação dos eventos ambientais destrutivos com impacto global significativo.
Os resultados acima são uma média global, mas o trabalho também lista os cinco maiores riscos identificados para o Brasil, que refletem um conjunto de desafios econômicos e sociais interconectados que podem impactar substancialmente o desenvolvimento e a estabilidade do país. Vamos então detalhá-los mais abaixo:
- Inflação Rápida e/ou Sustentada: A inflação é um dos riscos mais significativos para o Brasil, especialmente considerando sua história de hiperinflação nas décadas passadas. Inflação rápida e sustentada corrói o poder de compra, desestabiliza a economia e pode levar a crises de custo de vida. O Brasil, como muitos países emergentes, é particularmente vulnerável a choques inflacionários que podem ser exacerbados por políticas monetárias e fiscais, flutuações cambiais e volatilidade nos preços globais de commodities.
- Proliferação de Atividades Econômicas Ilícitas: Atividades como o tráfico de drogas, contrabando e corrupção têm profundas implicações sociais e econômicas. Essas atividades desviam recursos da economia formal, corroem a integridade das instituições, aumentam a violência e impactam negativamente a segurança pública. No Brasil, a proliferação do crime organizado e a corrupção sistêmica são desafios persistentes que afetam a governança e o desenvolvimento econômico.
- Confronto Geoeconômico: Em um contexto global de tensões comerciais e protecionismo, o Brasil pode enfrentar desafios decorrentes de confrontos geoeconômicos, especialmente sendo um dos maiores exportadores de commodities do mundo. Disputas comerciais podem limitar o acesso a mercados estratégicos, afetar os preços das commodities e resultar em retaliações econômicas.
- Choques Severos nos Preços das Commodities: O Brasil é fortemente dependente de suas exportações de commodities, como soja, minério de ferro e petróleo. Choques nos preços das commodities podem ter um impacto significativo na balança comercial, no PIB e na estabilidade macroeconômica do país. A volatilidade dos preços das commodities pode ser impulsionada por flutuações na demanda global, condições climáticas adversas e mudanças na política econômica global.
- Crises de Emprego e Subsistência: Com uma população significativa dependente do setor informal e taxas de desemprego historicamente altas, o Brasil enfrenta o risco de crises de emprego e subsistência. Essas crises são exacerbadas por uma economia em desaceleração e pela potencial automação de trabalhos. A falta de empregos estáveis e a insegurança no sustento podem levar a um aumento da pobreza e da desigualdade social.
Estes riscos são inter-relacionados e tendem a se reforçar mutuamente. Por exemplo, a inflação pode aumentar as dificuldades de subsistência, enquanto a instabilidade econômica pode fomentar atividades ilícitas. Uma abordagem holística e coordenada para o gerenciamento de riscos, envolvendo políticas monetárias prudentes, fortalecimento das instituições, diversificação econômica e investimento em capital humano, é fundamental para mitigar esses desafios no Brasil.
Outra interessante parte deste trabalho tem a ver um pouco com o que comentei hoje da forma com que estes riscos globais estão conectados uns aos outros, mostrando mais uma vez como os riscos não existem de forma isolada, mas sim como parte de uma rede complexa de causas e efeitos inter-relacionados.
Se formos listar os principais riscos e suas interligações seriam:
- Desastres Naturais e Eventos Climáticos Extremos: Este risco está fortemente conectado a muitos outros, indicando como eventos climáticos podem desencadear uma cadeia de consequências em várias áreas, incluindo crises de recursos naturais, migração em grande escala e conflitos interestatais. Conecta-se com riscos como falha na adaptação às mudanças climáticas, crises de recursos naturais e migração involuntária em grande escala, refletindo como desastres ambientais podem deslocar populações e estressar recursos naturais e sistemas de suporte à vida.
- Falha em Mitigar as Mudanças Climáticas: Tem conexões significativas, especialmente com riscos ambientais como perda de biodiversidade e colapso de ecossistemas, ilustrando como a inação climática pode acelerar danos ambientais e sociais. Relaciona-se estreitamente com perda de biodiversidade e colapso de ecossistemas, incidentes de danos ambientais em grande escala e crises de recursos naturais, evidenciando como a inação climática pode resultar em perdas irreparáveis para o meio ambiente e exacerbar a escassez de recursos.
- Crise Inflacionária: Este risco está interligado com vários riscos econômicos e sociais, refletindo como o aumento do custo de vida pode levar a crises de dívida, instabilidade de estados e erosão da coesão social. Conecta-se com erosão da coesão social e polarização societal, crises de emprego e colapso do estado ou instabilidade severa, refletindo como a pressão financeira sobre os indivíduos pode levar à instabilidade social e política.
- Confronto Geoeconômico: Tem conexões com riscos geopolíticos e econômicos, mostrando o potencial para conflitos comerciais e guerras cambiais impactarem a economia global e as relações internacionais. Está ligado a conflitos interestatais, ineficácia das instituições multilaterais e proliferação de atividades econômicas ilícitas, destacando como as disputas econômicas entre estados podem enfraquecer a cooperação internacional e promover atividades econômicas desestabilizadoras.
- Cibercrime Generalizado e Insegurança Cibernética: Este nó é conectado a quase todos os outros riscos, o que sugere que a vulnerabilidade cibernética pode afetar desde a infraestrutura crítica até a coesão social e a estabilidade geopolítica. Apresenta conexões com quebra de infraestrutura crítica de informação, desinformação e desinformação e deterioração grave da saúde mental, demonstrando o potencial de ataques cibernéticos e desinformação digital para desestabilizar infraestruturas críticas e influenciar a saúde mental e a coesão social.
Legal de entender também neste trabalho quais seriam as formas ou categorias destas interconexões, que detalho abaixo:
- Interconexões Econômicas: Riscos como crises de dívida e recessão econômica prolongada estão interconectados, indicando como problemas econômicos podem se alimentar mutuamente e criar um ciclo vicioso de instabilidade financeira.
- Interconexões Sociais: Riscos como a erosão da coesão social e polarização societal estão ligados a questões econômicas, como a crise do custo de vida, e a riscos tecnológicos, como a desinformação, refletindo como questões sociais são exacerbadas por pressões econômicas e manipulação de informações.
- Interconexões Ambientais: Riscos ambientais, como danos em grande escala e colapso de ecossistemas, estão interconectados com riscos sociais e econômicos, demonstrando como a degradação ambiental pode ter consequências generalizadas.
- Interconexões Tecnológicas: Tecnologias emergentes e riscos cibernéticos estão intrinsecamente ligados a quase todos os outros riscos, sugerindo que a evolução tecnológica traz tanto oportunidades quanto vulnerabilidades.
- Interconexões Geopolíticas: Conflitos interestatais e ineficácia de instituições multilaterais mostram como desafios na governança global podem levar a uma fragmentação internacional e a um aumento de conflitos.
A análise destas interconexões só reforça a complexidade do sistema de riscos globais e a importância de abordagens integradas para gerenciamento de riscos que considerem as múltiplas dimensões e o potencial para efeitos cascata. Entender estas conexões é crucial para desenvolver estratégias proativas e robustas que possam lidar com os riscos de maneira holística, prevenindo crises em uma área que poderiam desencadear problemas em outras.
As principais conclusões foram de que nos próximos dois anos a crise inflacionária pode dominar os riscos globais, e que na próxima década, a falha na ação climática domina, com crises ambientais e sociais impulsionadas por tendências geopolíticas e econômicas subjacentes.
Na parte da dinâmica econômica e geopolítica, veremos o fim de uma era econômica com uma inflação crescente, e a normalização rápida das políticas monetárias e o início de uma era de baixo crescimento e baixo investimento, com uma guerra econômica e fragmentação geopolítica com o aumento do uso de políticas econômicas como armas, intensificação da fragmentação geopolítica e riscos de conflitos multidomínios.
Sobre a tecnologia, desigualdades e riscos cibernéticos, no setor tecnológico, vamos ver o alvo de políticas industriais mais fortes e intervenção estatal, com desenvolvimento acelerado em tecnologias emergentes. E quanto aos riscos cibernéticos teremos preocupações constantes com a segurança cibernética, incluindo ameaças à infraestrutura crítica.
Na parte das mudanças climáticas e ambientais, em relação aos compromissos climáticos, teremos divergência entre o necessário cientificamente e o politicamente viável, com riscos de colapso da natureza e crises alimentares e de recursos naturais.
Na parte das vulnerabilidades sociais e no investimento em desenvolvimento humano, teremos mais crises sociais com o agravamento das vulnerabilidades sociais e erosão dos investimentos em desenvolvimento humano, impactando a resiliência futura.
Outra conclusão se refere ao risco de policrises, com choques concorrentes em riscos interconectados e erosão da resiliência aumentando o risco de policrises, especialmente relacionadas ao fornecimento de recursos naturais.
Para os que tiveram paciência de ler até aqui, pois provavelmente se interessam, para vocês saberem mais detalhes podem ter acesso ao material completo no seguinte link:
https://www3.weforum.org/docs/WEF_Global_Risks_Report_2023.pdf
Conteúdo localizado por meio da Okai.