Artigo
17/03/2025

Principais Temas da Consulta Pública do Banking as a Service – Parte 1

Analisa pontos como White Label, produtos financeiros, fluxo financeiro, regulamentação proporcional e monetização na Consulta Pública nº 108/2024 sobre Banking as a Service.

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Das manifestações analisadas na Consulta Pública nº 108/2024 sobre o Banking as a Sevice (BaaS), 10 temas principais se destacaram como os mais abordados, dentre os aspectos gerais.

Neste artigo, analisaremos os 05 temas menos recorrentes (classificados entre o 6º e o 10º lugar). Já os 05 temas mais discutidos serão detalhados no próximo artigo.

Tema 6 - White Label no BaaS

As críticas apresentadas indicam que a regulamentação limita a definição de BaaS à integração via APIs, excluindo modelos White Label, em que Tomadores de BaaS utilizam a infraestrutura de Prestadores de BaaS sem necessidade de integração própria.

Os argumentos apresentados destacam que o modelo White Label é amplamente utilizado tanto no Brasil quanto no exterior, e que a regulamentação deve ser mais flexível para acomodar os diferentes formatos de BaaS.

  • Solução proposta: Expandir a definição de BaaS para incluir tanto a integração via APIs quanto modelos White Label.

Tema 7 - Decisão sobre os Produtos Financeiros dos Tomadores de BaaS

Algumas entidades questionam se a regulamentação pode limitar a oferta de determinados produtos financeiros por Tomadores de BaaS.

Os argumentos nesse sentido sustentam que os Tomadores de BaaS devem ter liberdade para definir sua estratégia de produtos, desde que sigam as normas prudenciais aplicáveis.

  • Solução proposta: Garantir que Tomadores de BaaS possam ofertar livremente seus produtos financeiros aos clientes, desde que em conformidade com as normas prudenciais a serem definidas.

Tema 8 - Controle do Fluxo Financeiro

Atualmente, somente os Prestadores de BaaS podem controlar o fluxo financeiro das operações, o que pode dificultar a eficiência dos Tomadores de BaaS.

As empresas defendem que Tomadores de BaaS devem ter mais flexibilidade para intermediar pagamentos e repasses financeiros, desde que sigam normas de transparência.

  • Solução proposta: Permitir que Tomadores de BaaS participem do fluxo financeiro, respeitando exigências regulatórias.

Tema 9 - Regulamentação Proporcional ao Risco

As associações e empresas apontam que a regulamentação deve ser proporcional ao porte e ao risco dos Prestadores de BaaS.

O fundamento apresentado é de que regras excessivamente rígidas podem criar barreiras para Prestadores de BaaS menores, dificultando a inovação no setor.

  • Solução proposta: Aplicar regras proporcionais ao risco, evitando exigências desnecessárias para instituições financeiras e instituições de pagamento de menor porte.

Tema 10 - Monetização dos Tomadores de BaaS

A regulamentação restringe a cobrança de tarifas e comissões diretamente pelos Tomadores de BaaS, o que pode comprometer a sustentabilidade dos negócios.

As entidades defendem que Tomadores de BaaS devem ter liberdade para monetizar seus serviços, desde que garantam transparência ao consumidor.

  • Solução proposta: Permitir que Tomadores de BaaS cobrem tarifas e comissões, desde que informem claramente os clientes.

As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.

Perguntas e respostas

O que é a Consulta Pública nº 108/2024?
A Consulta Pública nº 108/2024 aborda a regulamentação do Banking as a Service (BaaS) e analisou manifestações sobre diversos temas relacionados a esse serviço.
Quais foram os 10 temas principais analisados na Consulta Pública nº 108/2024?
Os 10 temas principais se destacaram entre os aspectos gerais analisados na Consulta Pública nº 108/2024, com cinco deles sendo menos recorrentes e cinco mais discutidos.
O que é o modelo White Label no BaaS?
O modelo White Label no BaaS refere-se a um formato em que Tomadores de BaaS utilizam a infraestrutura de Prestadores de BaaS sem necessidade de integração própria.
Qual a limitação atual da regulamentação em relação ao BaaS?
A regulamentação atual limita a definição de BaaS à integração via APIs, excluindo modelos White Label.
Qual a solução proposta para a inclusão do modelo White Label no BaaS?
A solução proposta é expandir a definição de BaaS para incluir tanto a integração via APIs quanto modelos White Label.
O que alguns questionam sobre a regulamentação dos produtos financeiros pelo BaaS?
Algumas entidades questionam se a regulamentação pode limitar a oferta de determinados produtos financeiros por Tomadores de BaaS.
Os Tomadores de BaaS devem ter liberdade sobre sua estratégia de produtos?
Sim, os argumentos sustentam que Tomadores de BaaS devem ter liberdade para definir sua estratégia de produtos, desde que sigam as normas prudenciais aplicáveis.
Qual a solução proposta para a oferta de produtos financeiros pelos Tomadores de BaaS?
A solução proposta é garantir que Tomadores de BaaS possam ofertar livremente seus produtos financeiros aos clientes, desde que em conformidade com as normas prudenciais a serem definidas.
Quem controla atualmente o fluxo financeiro das operações no BaaS?
Atualmente, somente os Prestadores de BaaS podem controlar o fluxo financeiro das operações.
Qual a proposta para o controle do fluxo financeiro no BaaS?
A solução proposta é permitir que Tomadores de BaaS participem do fluxo financeiro, respeitando exigências regulatórias.
O que as associações e empresas apontam sobre a regulamentação proporcional ao risco no BaaS?
As associações e empresas apontam que a regulamentação deve ser proporcional ao porte e ao risco dos Prestadores de BaaS.
Qual o risco de regras excessivamente rígidas no BaaS?
Regras excessivamente rígidas podem criar barreiras para Prestadores de BaaS menores, dificultando a inovação no setor.
Qual a solução proposta para a regulamentação proporcional ao risco no BaaS?
A solução proposta é aplicar regras proporcionais ao risco, evitando exigências desnecessárias para instituições financeiras e instituições de pagamento de menor porte.
A regulamentação atual permite que Tomadores de BaaS cobrem tarifas e comissões diretamente?
Não, a regulamentação atual restringe a cobrança de tarifas e comissões diretamente pelos Tomadores de BaaS.
Qual a solução proposta para a monetização dos Tomadores de BaaS?
A solução proposta é permitir que Tomadores de BaaS cobrem tarifas e comissões, desde que informem claramente os clientes.

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Thiago do Amaral Santos

Sócio BTLaw | Professor FGV e Insper | Fintech, Meios de Pagamento, Bancos Digitais