Antes da virada desse século, eu fiz estágio em um banco americano, chamava Bank Boston. Esse banco não existe mais. Mas lá naquela época, foi o primeiro contato que eu tive com a palavrinha compliance, porque o banco, ele já tinha essa área nos Estados Unidos e ele criou essa área aqui no Brasil também. De lá para cá, bastante coisa mudou e.
É, é, em geral, a regulação.
De compliance de riscos de contabilidade, essas regulações, elas respondem a eventos como crises, fraudes, problemas do sistema e também.
AA evolução da tecnologia.
É, por exemplo, a gente teve, é o caso da enron.
Em meados de 2001, né? No começo desse, desse novo século, a gente teve um caso de fraude.
Bastante grande lá da da enron. Esse caso ele impactou a criação de de leis. Nos Estados Unidos, essas leis também é.
Contaminaram é de uma forma positiva nesse caso, não é?
As regulações mundo afora, então?
Regulação de compliance, ela evolui.
É em resposta a fraudes. É como esse caso da enron que eu falei em resposta a eventos internacionais, como OOO 11 de setembro, lá em 2001.
Né, é quem é que financiou aqueles atos de terrorismo? Então, pra a haver esse financiamento, existe fluxo de dinheiro.
Então, AAA, os organismos internacionais começam a olhar com mais cuidado para esse fluxo de dinheiro.
E também a crise de 2008. Crise de 2008 teve um impacto tremendo Na Na regulação de instituições financeiras até OOO termozinho que a gente usa bastante fintechs.
Ele, embora AA as instituições, é financeiras, instituições.
Relacionadas AA pagamentos também.
Ela sempre utilizaram intensivamente a tecnologia, foi lá, desde 2008, que teve um esforço.
Em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil, de.
Criar instituições mais tecnológicas, com menos presença física e mais presença digital.
É utilizando, é. É tecnologia para aumentar a inclusão, para aumentar a concorrência, em alguns casos, para reduzir riscos também.
Bom, é importante a gente lembrar que mundo afora esses reguladores, eles foram apertando regras. É como eu falei, em virtude de de todos esses eventos. Mas em alguns momentos eles foram soltando essas regras também, né? Não é só apertar OOO soltar muitas vezes, é para facilitar a inovação.
São, então, um exemplo disso.
É, a gente tem o sandbox regulatório, né? Que que é o sandbox regulatório?
É aqui no Brasil, a gente tem experiências no âmbito do banco central, da susep, da CVM.
E a gente tem outras experiências. É uma que eu gosto bastante, é do do Reino Unido, né? Então, Oo sandbox regulatório é mais ou menos o seguinte, uma instituição inovadora, ela começa a operar com um produto, com um serviço ou com uma tecnologia que, de tão inovadora, parece que não não se enquadra perfeitamente na regulação existente, então ela pede para o regulador uma autorização.
O regulador, ele passa a observar essa instituição com cuidado para saber se.
O que essa instituição está fazendo? Responde a uma regra já existente, né? Se enquadra em alguma regra já existente.
É, ele vai contra alguma regra do sistema EE, é um negócio que deveria ser proibido ou ele enseja a criação de uma nova regulamentação?
Não é? Então mais ou menos isso, é o sandbox regulatório e é uma iniciativa de desregular, porque sempre existe esse dilema de regular ou desregular. A gente quer mais segurança ou mais inovação. Então é, é é sempre um desafio ponderar essas coisas, né? E aí o papel do compliance passa a ser mais ativo nesse contexto.
Participando, inclusive, da elaboração de produtos de serviços, da incorporação de novas tecnologias, né? Veja, eu não estou falando só.
De novos produtos, novos serviços. Estou falando de incorporação de novas tecnologias. Por quê? Cada tecnologia que a gente incorpora, a gente precisa ver se ela está de acordo. É com AAA, legislação, com a regulamentação existente. Se eu passar um negócio simples e um condomínio, se eu passar a captar a imagem dos visitantes do meu condomínio.
Armazenar essas imagens.
Eu estou é é enquadrado na lei geral de proteção de dados, na LGPD, então?
Tudo que tá lá na lgpd eu deveria tomar cuidado, tipo pedir autorização pro visitante de utilizar, de captar e de utilizar a imagem dele.
Informar para esse visitante como é que esses dados vão ser armazenados. Eu sei que na prática isso é é em condomínios normalmente não acontece ou não tem acontecido, né? Mas é uma questão importante.
É uma questão é de compliance, que afeta um negócio tão simples quanto um condomínio, né? E, de novo, não estou falando de um produto ou de um serviço do condomínio.
Para.
Oo é para o visitante, é uma tecnologia, é incorporação de uma tecnologia que em tese Visa é dar mais segurança para quem está dentro desse condomínio e até para os próprios.
Visitantes, né? Então, nesse contexto, a inteligência artificial, ela apresenta ferramentas de produtividade, né? O próprio Reconhecimento facial, ele é uma tecnologia.
É de inteligência artificial, não é? E de certa forma, ele aumenta a produtividade, porque você não precisa é necessariamente ter pessoas ali para fazer 11 cadastro do visitante, né? O próprio é Reconhecimento facial. Vai falar, olha, essa pessoa aqui é o Eric Barreto, o Eric Barreto, ele já visitou esse local uma vez, então ele tem.
Permissão para para entrar. Ele é um morador.
Por exemplo, né? Mas aqui no nosso contexto.
Corporativo é empresarial. A gente pode pensar em muitas ferramentas de de produtividade, né? E não se trata de substituir pessoas por máquinas, mas.
Como você atuar dentro de tantas regras, com um time mais enxuto? Está um exemplo disso.
11 ferramenta que em vez de eu, de eu.
De eu olhar para toda?
AA legislação e toda a normatização que afeta a minha empresa, eu tenho uma ferramenta de inteligência artificial, uma inteligência artificial generativa que olha.
Para um local onde essa essa normatização está armazenado, que filtra, falou. Essa normatização ela afeta exatamente o setor da minha empresa ou das minhas empresas, né? Se eu tiver em um em um grupo de empresas, então a inteligência artificial, ela filtra o que interessa para para minha empresa e faz algum tipo de interpretação, desde coisas mais simples.
De olhar para para um calendário, de olhar para Datas, né?
Qual que é a data de vigência dessa dessa norma? É qual? Quais outras normas foram revogadas ou foram alteradas por essa nova norma, né? E.
Aí um pouquinho mais elaborado, não é? É? De que forma essa norma afeta a minha empresa? Quais áreas da minha empresa potencialmente serão afetadas pela norma? Qual o risco de eu?
Não atender essa norma. Qual o risco que eu tenho se eu negligenciar, né? Então, veja.
São atividades que.
Uma boa parte dessas atividades são.
Atividades repetitivas no sentido de olhar.
Para normatizadores olhar diariamente, né? Para normatizadores, verificar se tem novidades, verificar se essas novidades tem relação com a minha empresa, né? São atividades.
Eu digo repetitivas não, que elas vão ser iguais todos os dias, né? Mas que Oo processo é igual, então é o tipo de atividade que.
É muito?
Legal a gente utilizar a inteligência artificial ou ferramentas de tecnologia desse tipo, não é uma pergunta.
Como a gente desenha um processo de conheça seu cliente, um QIC ou um processo de prevenção a lavagem de dinheiro, hoje sem automatização?
É, é certamente bom, certamente não, dependendo da da área que vocês atuam, se vocês.
Atuam em área que tem relação com importação, exportação, pagamentos, é internacionais. Eu Acredito que vocês já tenham é experimentado o tal do falso positivo.
É, você faz um pagamento Internacional ou recebimento Internacional, você recebe. Normalmente isso ocorre por um sistema, né? O sistema é Swift.
E esse sistema? Ele manda uma série de informações ali sobre quem paga, quem recebe, né? Desde dados.
Nome e endereço e tem alguns casos comuns.
De transações que são barradas pelo que a gente chama de falso positivo, né? Então é, eu. Eu peguei lá No No arquivo texto. Eu fiz 11 filtro simples e peguei nesse arquivo texto.
Algumas palavras que são proibidas no comércio Internacional, né? Tem alguns países que é tem restrições de negociação no comércio Internacional.
Como Irã, como Cuba. Imagina só se você se chama Irã e mora na rua Cuba? Então você faz uma transação Internacional. E se esse sisteminha?
Mais arcaico aí de prevenção à lavagem de dinheiro, ele simplesmente olha para a palavra sem enxergar o contexto como contexto como um todo. Ele vai dar um falso positivo.
Ele vai falar, essa transação aqui não pode ser concretizada porque tem aqui no meio o Iran e Cuba, né?
Então você, com ferramentas de inteligência artificial, hoje você fazendo um prompt mais detalhado, mais cuidadoso. Você é. É ensinaria esse prompt a enxergar normalmente onde aparece o endereço.
Como normalmente é um endereço, né? Algo que é é é a rua, né? Do do local não é exatamente o.
O país é o que que é o nome de quem paga o nome de quem recebe, né? Porque se você utilizar um sistema olhando simplesmente para palavras, de forma simples, sem contexto.
É a própria inteligência artificial. Vai te dar uma resposta errada, né? Então a resposta aqui não é a gente.
O caminho não é simplesmente, ó, Ah, vamos utilizar a inteligência artificial e delega essa atividade para inteligência artificial? De maneira alguma.
Aí vou falar de novo o palavrinha, certamente, certamente se você já utilizou.
É alguma inteligência artificial? Generativa? Você já viu que ela deu alguma resposta errada, né? O que a gente chama de alucinação, então, o cuidado que a gente tem que ter.
É principalmente quando a gente trabalha com temas mais delicados, de normatização de compliance.
O cuidado que a gente tem que ter é de fazer um prompt detalhado e de ir melhorando esse prompt, né? De incorporar informações a esse prompt pra que ele não traga o falso positivo ou pra que não passe também um falso negativo, né? 22 tipos de erro que a gente quer evitar.