Vigente Impacto Baixo Comunicado
08/05/2024
#75836

Comunicado N° 41.595

Define a meta da Taxa Selic em 10,50% ao ano e apresenta avaliação do cenário econômico e riscos para a política monetária.

Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 10,50% (dez inteiros e cinquenta centésimos por cento) ao ano, a partir de 9 de maio de 2024.

O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:

“O ambiente externo mostra-se mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.

As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,7% e 3,6%, respectivamente.

As projeções de inflação do Copom em seu cenário de referência* situam-se em 3,8% em 2024 e 3,3% em 2025. As projeções para a inflação de preços administrados são de 4,8% em 2024 e 4,0% em 2025.

O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.  O Comitê avalia que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária.

O Comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária. O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária. 

Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,50% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2025. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação desancoradas e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária.

O Comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê também reforça, com especial ênfase, que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.

Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes. Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros: Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.”

Conforme estabelece o Comunicado nº 40.330, de 26 de junho de 2023, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, em 18 e 19 de junho de 2024, para as apresentações técnicas sobre a conjuntura econômica e na tarde do dia 19 de junho de 2024 para deliberar sobre as diretrizes de política monetária.

 

              GABRIEL MURICCA GALÍPOLO
                        Diretor de Política Monetária


* No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,15/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária "verde" em dezembro de 2024 e de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento, que passou a ser adotado na 258ª reunião, de arredondar a cotação média da taxa de câmbio observada nos dez dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.

Registro disponibilizado pela Okai.

Perguntas e respostas

Quais são os principais riscos de baixa para o cenário inflacionário mencionados pelo Copom?
Os principais riscos de baixa são: (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.
Quais são os principais riscos de alta para o cenário inflacionário mencionados pelo Copom?
Os principais riscos de alta são: (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços devido a um hiato do produto mais apertado.
Quem votou pela redução de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic na reunião de 8 de maio de 2024?
Votaram pela redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes.
Qual é a importância de uma política fiscal crível segundo o Copom?
Uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, impactando positivamente a política monetária.
Quais são as projeções de inflação do Copom para 2024 e 2025?
As projeções de inflação do Copom são de 3,8% para 2024 e 3,3% para 2025. Para a inflação de preços administrados, as projeções são de 4,8% em 2024 e 4,0% em 2025.
O que é o cenário de referência utilizado pelo Copom?
O cenário de referência do Copom inclui a trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus, a taxa de câmbio partindo de R$5,15/US$ e evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC), o preço do petróleo seguindo a curva futura pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente, e a hipótese de bandeira tarifária 'verde' em dezembro de 2024 e 2025.
Qual foi a decisão do Copom sobre a Taxa Selic em 8 de maio de 2024?
O Copom decidiu reduzir a Taxa Selic para 10,50% ao ano, a partir de 9 de maio de 2024.
Quando será a próxima reunião ordinária do Copom após a de 8 de maio de 2024?
Conforme o Comunicado nº 40.330, de 26 de junho de 2023, a próxima reunião ordinária do Copom será em 18 e 19 de junho de 2024.
Quais são as expectativas de inflação para 2024 e 2025 segundo a pesquisa Focus?
As expectativas de inflação para 2024 e 2025, segundo a pesquisa Focus, são de 3,7% e 3,6%, respectivamente.
Quem votou pela redução de 0,50 ponto percentual na Taxa Selic na reunião de 8 de maio de 2024?
Votaram pela redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
O que é a Taxa Selic?
A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada como referência para as demais taxas de juros no país.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Vigências

  1. Início da aplicação da meta para a Taxa Selic de 10,50% ao ano definida pelo Comitê de Política Monetária.

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