Notícia
14/10/2026
#290481

CGU e PF apuram irregularidades na gestão de unidades de saúde em SE

CGU, PF e MPF apuram supostos desvios de recursos públicos em contratos de gestão de unidades de saúde em Nossa Senhora do Socorro, com prejuízo estimado em 15,6 milhões de reais.

Resumo

A Controladoria-Geral da União (CGU) participou, nesta quarta-feira (14/10), da Operação Dirus, realizada em parceria com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). A ação apura a suposta atuação irregular de organizações sociais, que teriam desviado recursos públicos entre 2020 e 2026. Também é investigada a prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

As investigações envolvem contratos firmados pelas associações investigadas com o município de Nossa Senhora do Socorro (SE), para gerir unidades de saúde. 

A ação é um desdobramento de trabalhos iniciados em 2020, após a montagem do hospital de campanha do município, durante a pandemia. A implantação e gestão da unidade foi realizada por uma das organizações investigadas. Posteriormente, as apurações avançaram sobre o contrato de uma unidade de pronto atendimento, gerida por outra entidade.

As análises apontaram, em ambos os casos, indícios da insistência das organizações em direcionar e superfaturar contratações, levando a prejuízos estimados em aproximadamente R$15,6 milhões.

A operação cumpre 32 mandados de busca e apreensão e busca pessoal em municípios dos estados de Ceará, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe. 

Também foi autorizada pela justiça a decretação de bloqueios e sequestros de bens dos investigados, em valor equivalente aos prejuízos computados até o momento. 

Como denunciar

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.

Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema.

A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada

Disponibilização digital: Okai.