Desatualizado Artigo
12/06/2025

Gestão de Caixa 24×7 com o Drex

Mostra como o Drex permite liquidações instantâneas e contínuas, eliminando o float e otimizando o capital de giro.

Desatualizado Verificado em 16/07/2026

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A tese geral sobre liquidação programável e instantânea continua relevante, mas a arquitetura e o cronograma do Drex mudaram. A infraestrutura em Hyperledger Besu/IBFT 2.0 usada nas fases 1 e 2 foi reportada como desligada por problemas de privacidade. Documento oficial do Banco Central de 2026 prorrogou o projeto para uma terceira fase do Piloto Drex, ainda com modelo, requisitos de negócio e ajustes regulatórios pendentes; por isso, a expectativa inicial de disponibilidade a partir de 2026 não deve ser usada como cronograma atual.

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O fim do "float" e o redesenho do capital de giro

Imagine um caixa corporativo que nunca dorme.
Nenhuma compensação pendente. Nenhuma TED que só “cai no dia seguinte”. Nenhuma liquidação D+2 para boletos.

Essa é a promessa do Drex, a plataforma de moeda digital do Banco Central do Brasil (CBDC), que traz ao mundo corporativo liquidações instantâneas, finais e contínuas — 24 horas por dia, 7 dias por semana.

E isso tem um nome na tesouraria: a eliminação de boa parte do float.

O que é o float — e por que ele custa caro

Nas finanças corporativas, chamamos de float o tempo (e o dinheiro) entre o envio de um pagamento e sua efetiva liquidação e disponibilidade para uso. É o “vácuo” entre sair da conta de quem paga e cair, de fato, na conta de quem recebe.

Ele existe porque quase todos os meios de pagamento tradicionais seguem horários bancários e janelas de compensação. Por exemplo:

  • TEDs feitas no horário comercial compensam no mesmo dia (D+0), mas fora desse horário viram D+1.

  • DOCs são sempre D+1.

  • Boletos levam, em média, dois dias úteis (D+2) para compensar.

  • Cheques podem levar de um a dois dias úteis.

Para quem recebe, isso gera capital preso. Para quem paga, significa previsão adicional de liquidez. Para ambos, significa custo financeiro.

Vale lembrar que o Pix, desde 2020, já eliminou boa parte desse float para pagamentos simples — funcionando 24×7 com liquidação em segundos. O Drex, por sua vez, amplia esse conceito para transferências que envolvam ativos, títulos e automatização contratual.

O que muda com o Drex

O Drex foi projetado para eliminar esse tempo morto. Ele usa uma infraestrutura baseada em blockchain permissionada (Hyperledger Besu), com validação contínua (consenso IBFT 2.0) e liquidação atômica — ou seja, o dinheiro muda de mãos somente se todas as condições forem atendidas na mesma transação.

Isso permite:

  • Liquidação em segundos

  • Pagamentos e recebimentos finais, irreversíveis

  • Disponibilidade 24×7 — inclusive fins de semana e feriados

  • Registro único e sincronizado entre as partes

O Drex funciona em duas camadas:

  • No atacado: tokens Drex emitidos diretamente pelo Banco Central, usados entre instituições financeiras.

  • No varejo: tokens bancários lastreados em Drex, emitidos por instituições financeiras e usados por empresas e pessoas físicas.

A liquidação acontece dentro da mesma camada e em tempo real. No entanto, no varejo, ainda haverá um intermediário: a instituição que detém os depósitos tokenizados.

E o impacto no capital de giro?

Com a redução (e em alguns casos, eliminação) do float, as empresas passam a depender menos de caixa ocioso para aguardar liquidações.

Vamos a um exemplo:

Imagine uma rede de varejo que recebe R$ 50 milhões por dia em boletos, com compensação média em dois dias úteis. Isso significa R$ 100 milhões constantemente "presos" no sistema.

Com uma Selic de 10,5% ao ano, o custo de oportunidade disso gira em torno de R$ 10,9 milhões anuais.

Esse número é ilustrativo — na prática, parte desse valor poderia estar aplicado em instrumentos de liquidez ou mitigado por uso de Pix. Ainda assim, o Drex oferece potencial de liberação instantânea desses recursos, com impacto relevante sobre o capital de giro.

Tesouraria em tempo real: o que muda na prática

  • Ciclo de Caixa mais curto: com recebimentos instantâneos, o prazo de contas a receber encolhe. Isso reduz diretamente o Ciclo de Conversão de Caixa e libera recursos.

  • Redução do capital de giro: valores que antes ficavam presos entre emissão e compensação podem ser reinvestidos ou utilizados mais rapidamente.

  • Nova gestão de liquidez: com saldos acessíveis 24/7, a tesouraria não precisa mais se preparar para "encerramento bancário". Isso exige revisão de políticas internas de corte, saldo mínimo e previsão.

  • Menor dependência de crédito intradiário: com liquidações finais na hora, a necessidade de linhas emergenciais ou empréstimos de curtíssimo prazo tende a diminuir — embora não desapareça por completo, já que riscos operacionais e picos de demanda ainda existem.

E a contabilidade? Onde entra o Drex no balanço

Do ponto de vista contábil, há uma tendência de que o Drex venha a ser tratado como caixa e equivalentes de caixa, conforme definição do IAS 7 — por ser um ativo de liquidez imediata, disponível a qualquer momento, resgatável integralmente e com risco mínimo.

Entretanto, o IASB ainda não se pronunciou oficialmente sobre CBDCs. Há debates em andamento sobre se devem ser classificados como “cash”, instrumentos financeiros ou outro tipo de ativo.

O que o diferencia de criptomoedas privadas como Bitcoin é o lastro estatal, o curso legal e a estabilidade. Ainda assim, a definição contábil exata dependerá de diretrizes futuras dos órgãos normativos.

Mudanças em métricas financeiras

Ao reduzir (ou eliminar) o float, o Drex tende a melhorar os principais indicadores financeiros:

  • O índice de liquidez imediata sobe, já que os recursos se tornam disponíveis o tempo todo.

  • O ciclo de conversão de caixa diminui, com recebimentos imediatos.

  • O ROIC pode melhorar, já que o capital de giro necessário para operar diminui.

Esses efeitos, porém, dependem de como as empresas vão administrar os saldos em Drex — que podem ou não ser remunerados.

Compliance e controles internos

A adoção do Drex também exige novos cuidados de governança:

  • A custódia das chaves privadas da carteira Drex exige protocolos robustos de segurança — como HSMs, múltiplos níveis de autenticação e definição clara de responsáveis.

  • A reconciliação contábil muda de rotina periódica para processo em tempo real. Será necessário que o ERP da empresa consiga se integrar à rede Drex por API.

  • O risco cibernético muda de forma: menos risco bancário tradicional, mais responsabilidade sobre segurança interna.

Por outro lado, os próprios registros do Drex já oferecem uma trilha de auditoria automática e imutável, muito mais precisa do que os logs manuais de hoje.

Adoção corporativa: o que esperar

A implantação plena do Drex será gradual.
O piloto do Banco Central já concluiu sua primeira fase, com sucesso na liquidação de títulos públicos via blockchain. A segunda fase está em andamento, com foco em tokens de terceiros, privacidade (por meio de ZKPs) e escalabilidade.

Ainda não há data definitiva para a disponibilidade no varejo, mas a expectativa inicial do Banco Central era iniciar essa fase a partir de 2026. Dada a complexidade dos testes e os ajustes em andamento, esse cronograma poderá ser revisto.

Ou seja: ainda dá tempo de se preparar, mas os primeiros a se mover podem conquistar uma vantagem competitiva.

Conclusão

A gestão de caixa com Drex não é apenas mais rápida.
Ela é radicalmente diferente.

Com liquidações finais, instantâneas e constantes, o Drex redesenha a forma como tesourarias operam.
O capital preso desaparece — em muitos casos. A previsibilidade aumenta. E o caixa se transforma em um ativo de tempo real.

Para quem cuida do financeiro, da contabilidade ou do compliance, o momento é agora.

O futuro da liquidez já está sendo programado — em contratos inteligentes.

Material organizado pela Okai.

Perguntas e respostas

O que é Drex?
Drex é a plataforma de moeda digital do Banco Central do Brasil, uma forma de CBDC (Central Bank Digital Currency).Ela foi concebida para permitir que transações financeiras no ambiente corporativo ocorram com liquidações instantâneas, finais e de forma contínua, ou seja, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
O que é "float" no contexto das finanças corporativas?
Nas finanças corporativas, o termo "float" refere-se ao período de tempo, e também ao dinheiro, que fica retido entre o momento em que um pagamento é enviado e o momento em que ele é efetivamente liquidado e disponibilizado para uso pelo recebedor.Trata-se do intervalo em que os recursos já saíram da conta de quem paga, mas ainda não estão efetivamente disponíveis na conta de quem recebe.
Por que o "float" financeiro existe nos meios de pagamento tradicionais?
O "float" financeiro existe porque a maioria dos meios de pagamento tradicionais opera de acordo com horários bancários específicos e janelas de compensação determinadas.Por exemplo, transferências como TEDs podem não ser processadas imediatamente se realizadas fora do horário comercial, e boletos geralmente levam alguns dias úteis para serem compensados.
Quais são alguns exemplos de prazos de compensação que geram "float"?
Existem diversos prazos de compensação em meios de pagamento tradicionais que resultam no chamado "float":Transferências Eletrônicas Disponíveis (TEDs) feitas durante o horário comercial costumam ser compensadas no mesmo dia (D+0), mas se realizadas fora desse horário, a compensação ocorre no dia útil seguinte (D+1).Documentos de Ordem de Crédito (DOCs) são sempre compensados no dia útil seguinte (D+1).Boletos bancários levam, em média, dois dias úteis (D+2) para serem compensados.Cheques podem demorar de um a dois dias úteis para sua compensação.
Quais as consequências do "float" financeiro para as empresas?
O "float" financeiro gera consequências tanto para quem recebe quanto para quem paga.Para a empresa que recebe um pagamento, o "float" significa que parte de seu capital fica preso, indisponível para uso imediato.Para a empresa que paga, implica na necessidade de realizar uma previsão adicional de liquidez para cobrir o período até a efetivação do pagamento.Para ambas as partes, essa situação resulta em um custo financeiro.
Como o Drex se propõe a reduzir ou eliminar o "float" financeiro?
O Drex foi projetado para reduzir significativamente ou até mesmo eliminar o "float" financeiro ao possibilitar liquidações instantâneas, finais e contínuas, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana.Isso significa que o tempo morto entre o envio de um pagamento e sua disponibilidade para o recebedor é drasticamente diminuído, ao contrário do que ocorre com muitos meios de pagamento tradicionais que dependem de horários bancários e janelas de compensação.
Como o Pix se relaciona com a redução do "float" financeiro?
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro lançado em 2020, já contribuiu para eliminar uma parcela considerável do "float" em pagamentos simples.Ele funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, com liquidação ocorrendo em segundos. O Drex, por sua vez, visa ampliar esse conceito de liquidação instantânea para transações mais complexas, que podem envolver ativos, títulos e a automatização de cláusulas contratuais.
Qual é a infraestrutura tecnológica do Drex?
O Drex utiliza uma infraestrutura baseada em tecnologia de registro distribuído (DLT), especificamente uma blockchain permissionada chamada Hyperledger Besu.A validação das transações é contínua, utilizando um mecanismo de consenso conhecido como IBFT 2.0 (Istanbul Byzantine Fault Tolerance 2.0).
O que significa "liquidação atômica" no contexto do Drex?
No contexto do Drex, "liquidação atômica" refere-se a uma característica do sistema onde a transferência de dinheiro ou ativos ocorre somente se todas as condições predefinidas para a transação forem completamente atendidas e validadas dentro da mesma operação.Isso garante que a transação ou é concluída integralmente, com todas as suas partes interdependentes sendo executadas, ou não é executada de forma alguma, evitando situações de liquidação parcial.
Quais são as principais características das transações realizadas com o Drex?
As transações realizadas com o Drex possuem características importantes que visam otimizar o fluxo financeiro:Permitem a liquidação em segundos, agilizando a disponibilidade dos recursos.Os pagamentos e recebimentos são finais e irreversíveis, conferindo maior segurança e certeza às transações.A plataforma oferece disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo fins de semana e feriados.Proporciona um registro único e sincronizado entre as partes envolvidas, melhorando a transparência e a rastreabilidade.
Como o Drex é estruturado em termos de camadas de operação?
O Drex opera em duas camadas distintas:A primeira é a camada de atacado, onde são utilizados tokens Drex emitidos diretamente pelo Banco Central. Esses tokens são transacionados entre instituições financeiras.A segunda é a camada de varejo, na qual são utilizados tokens bancários. Esses tokens são emitidos por instituições financeiras autorizadas e são lastreados em Drex da camada de atacado, sendo utilizados por empresas e pessoas físicas.
Como ocorre a liquidação de transações nas diferentes camadas do Drex?
A liquidação de transações com Drex acontece dentro da mesma camada (atacado ou varejo) e ocorre em tempo real.No entanto, é importante notar que nas transações de varejo, ainda haverá a participação de um intermediário: a instituição financeira que detém os depósitos que foram convertidos em tokens (depósitos tokenizados).
Qual é o impacto esperado do Drex no capital de giro das empresas?
Com a redução ou, em alguns casos, a eliminação do "float" financeiro, espera-se que as empresas se tornem menos dependentes de manter caixa ocioso para aguardar a compensação de pagamentos.Isso pode liberar recursos que antes ficavam indisponíveis durante o processo de liquidação, impactando positivamente o capital de giro.Por exemplo, uma empresa que recebe grandes volumes via boleto, que tem um prazo de compensação de alguns dias, poderia ter acesso a esses recursos quase instantaneamente com o Drex. Um exemplo ilustrativo menciona que uma rede de varejo recebendo R$ 50 milhões por dia em boletos (com compensação em D+2) teria R$ 100 milhões constantemente "presos"; com uma taxa Selic de 10,5% ao ano (taxa utilizada no exemplo), o custo de oportunidade seria de aproximadamente R$ 10,9 milhões anuais. O Drex tem o potencial de liberar esses recursos.
Quais são as principais mudanças práticas que o Drex pode trazer para a gestão de tesouraria das empresas?
A introdução do Drex pode levar a mudanças significativas na gestão de tesouraria das empresas:Pode ocorrer um encurtamento do ciclo de caixa, pois com recebimentos instantâneos, o prazo de contas a receber diminui, o que, por sua vez, reduz o Ciclo de Conversão de Caixa e libera recursos financeiros.Haverá uma redução da necessidade de capital de giro, já que valores que antes ficavam retidos entre a emissão de um pagamento/cobrança e sua compensação efetiva poderão ser reinvestidos ou utilizados mais rapidamente.Será necessária uma nova abordagem na gestão de liquidez. Com saldos financeiros acessíveis 24/7, a tesouraria não precisará mais se planejar em torno do "encerramento bancário", o que exigirá uma revisão das políticas internas de corte, saldo mínimo e previsão de caixa.Espera-se uma menor dependência de crédito intradiário ou de curtíssimo prazo, pois com liquidações finais e imediatas, a necessidade de recorrer a linhas emergenciais para cobrir descasamentos de caixa tende a diminuir. Contudo, essa dependência pode não ser completamente eliminada, devido a riscos operacionais e picos de demanda que ainda podem ocorrer.
Como o Drex deve ser tratado do ponto de vista contábil?
Do ponto de vista contábil, existe uma tendência de que o Drex seja classificado como caixa e equivalentes de caixa.Essa expectativa se baseia na definição do IAS 7 (International Accounting Standard 7), que caracteriza esses ativos pela liquidez imediata, disponibilidade a qualquer momento, possibilidade de resgate integral e risco mínimo.No entanto, é importante ressaltar que, até a data de referência de junho de 2025, o IASB (International Accounting Standards Board) ainda não havia emitido um pronunciamento oficial sobre a classificação contábil de Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs). Existem debates em andamento sobre se devem ser classificadas como “cash”, instrumentos financeiros ou outro tipo de ativo. A definição contábil exata dependerá de futuras diretrizes dos órgãos normativos.
O que diferencia o Drex de criptomoedas privadas como o Bitcoin, do ponto de vista de sua natureza e tratamento contábil?
O Drex se diferencia de criptomoedas privadas, como o Bitcoin, por características fundamentais como o lastro estatal, o fato de ter curso legal e sua esperada estabilidade de valor, por ser uma representação digital da moeda nacional.Essas características são relevantes para sua classificação contábil, que, embora ainda aguarde diretrizes específicas dos órgãos normativos, tende a aproximá-lo mais de caixa e equivalentes de caixa do que de ativos especulativos.
Como o Drex pode impactar os indicadores financeiros das empresas?
Ao reduzir ou potencialmente eliminar o "float" financeiro, o Drex tende a melhorar alguns indicadores financeiros chave:O índice de liquidez imediata tende a aumentar, pois os recursos financeiros se tornam disponíveis de forma contínua e instantânea.O ciclo de conversão de caixa tende a diminuir, refletindo o recebimento imediato de pagamentos.O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) pode apresentar melhora, uma vez que o capital de giro necessário para a operação da empresa tende a ser menor.É importante notar que esses efeitos positivos dependem de como as empresas administrarão os saldos mantidos em Drex, incluindo a consideração de que esses saldos podem ou não ser remunerados.
Quais são os novos desafios de governança e controles internos com a adoção do Drex?
A adoção do Drex pelas empresas exigirá atenção a novos aspectos de governança e controles internos:A custódia das chaves privadas da carteira Drex demandará protocolos de segurança robustos. Isso pode incluir o uso de HSMs (Hardware Security Modules), múltiplos níveis de autenticação e uma definição clara de responsabilidades pelo acesso e guarda dessas chaves.A reconciliação contábil passará de uma rotina periódica para um processo que ocorre em tempo real. Será necessário que os sistemas de gestão empresarial (ERP) das empresas tenham capacidade de se integrar à rede Drex por meio de APIs (Application Programming Interfaces).O perfil do risco cibernético se altera: haverá potencialmente menos risco bancário tradicional (associado a falhas ou atrasos de intermediários), mas uma maior responsabilidade sobre a segurança interna dos sistemas e chaves da empresa.
Quais benefícios o Drex oferece em termos de auditoria?
Os próprios registros gerados na plataforma Drex oferecem uma trilha de auditoria automática e imutável.Essa característica representa uma vantagem significativa, pois proporciona um nível de precisão e confiabilidade muito superior aos registros manuais ou logs de sistemas tradicionais utilizados atualmente para auditoria.
Qual é o status da implementação do Drex e a expectativa de disponibilidade, conforme informações de junho de 2025?
A implementação completa do Drex será um processo gradual.Conforme informações de junho de 2025, o piloto do Banco Central do Brasil já havia concluído sua primeira fase, que demonstrou sucesso na liquidação de títulos públicos federais utilizando a tecnologia blockchain.A segunda fase do piloto estava em andamento nesse período, com foco em testar tokens de ativos de terceiros, soluções de privacidade (como os ZKPs - Zero-Knowledge Proofs) e a escalabilidade da plataforma.Naquele momento, ainda não havia uma data definitiva para a disponibilização do Drex para transações de varejo (empresas e pessoas físicas). A expectativa inicial do Banco Central era que essa fase pudesse começar a partir de 2026, mas, dada a complexidade dos testes e os ajustes necessários, havia a possibilidade de revisão desse cronograma.

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