Investidores profissionais e empresas que estão acostumados a estruturas de negócios complexas sempre envolvem a contabilidade (e um perito contábil) quando estão criando uma nova estrutura de investimento.
Ao adquirir o controle de um negócio, a controladora passa a ser obrigada a consolidar os ativos e passivos do novo negócio, e ao fazer isso, é possível que a consolidação de uma dívida específica ou de uma estrutura mais alavancada modifique completamente indicadores financeiros da adquirente.
É preciso tomar muito cuidado com indicadores, pois alguns deles podem ter sido associados a covenants, cláusulas contratuais que estabelecem limites ou obrigações que uma empresa deve cumprir, e caso isso não ocorra, há uma consequência, como a liquidação antecipada de uma dívida, ou a alteração de condições de pagamento.
O simples fato de ser provável o estouro de um covenant pode fazer com que um passivo de longo prazo seja apresentado no passivo circulante.
Assim, ao estruturar um negócio, a contabilidade precisa investigar a estrutura de capital de cada uma das investidas afetadas, determinando as relações de controle e quais empresas serão ou não consolidadas. Essa engenharia pode determinar mudanças nos contratos de investimento, pois pode ser preferível abrir mão de poder sobre uma investida do que consolidar sua dívida.
Você lembra de alguma situação em que um negócio foi evitado ou alterado por conta dos seus impactos contábeis?
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