A atualização para a versão 5.11 do Catálogo de Serviços do SFN implica uma série de adequações técnicas e operacionais que precisam ser endereçadas de forma coordenada por todas as instituições participantes. O sucesso dessa transição depende da preparação das áreas de tecnologia, compliance, negócios e operações, com foco no cumprimento dos requisitos, mitigação de riscos e continuidade dos serviços.
Adequações de Sistemas e Infraestrutura
As instituições devem revisar e atualizar seus sistemas internos — como core bancário, gateways de integração, middlewares e aplicações de mensageria — para garantir total aderência aos novos layouts, campos e regras de negócio definidos pelo Catálogo 5.11. Entre os principais pontos de atenção estão:
Atualização de layouts de mensagens: Adaptação a novos esquemas, inclusão ou remoção de campos, mudanças em validações e na estrutura de arquivos.
Revisão de integrações: Ajustes nos fluxos de entrada e saída de mensagens, atualização de interfaces com parceiros, prestadores de serviço e a própria RSFN.
Testes de compatibilidade: Execução de testes funcionais, de integração e regressão para assegurar que sistemas legados e novos operem corretamente durante e após a migração.
Configuração de ambientes: Garantir que ambientes de homologação estejam alinhados ao cronograma do Banco Central, com a infraestrutura adequada para processar os novos padrões.
A conexão com a RSFN, os provedores de serviço de tecnologia (PSTIs) e as configurações de segurança (certificados digitais, autenticação, protocolos) também devem ser revisadas e atualizadas se necessário, respeitando as determinações do Manual de Segurança do SFN.
Participação Ativa nos Testes e Certificações
É imprescindível que todas as instituições utilizem integralmente o período de homologação para validar suas operações nos novos padrões, com especial atenção para:
Mensagens de alto impacto (ex: ciclo de liquidação do SPI): Realização de simulações de convivência entre versões, validação de recebimento e envio em ambos os formatos.
Casos de exceção e retorno: Teste de situações de erro, rejeição e resposta automática para garantir o correto tratamento dos novos códigos e dicionários.
Processos de fallback: Revisão e atualização de planos de contingência em caso de falhas, com definição clara de procedimentos para rápida recuperação ou comunicação com o gestor do serviço e o Banco Central.
Em alguns casos, pode ser necessário submeter evidências de testes ou declarações de conformidade técnica conforme orientação dos gestores de serviço.
Treinamento e Procedimentos Internos
A atualização do catálogo também traz impactos para as áreas de negócios e operações:
Capacitação de equipes: Treinamento de times operacionais, de atendimento e compliance quanto aos novos fluxos, motivos de devolução, formatos de mensagens e eventuais impactos no relacionamento com clientes.
Atualização de manuais e processos: Revisão de políticas internas, runbooks, procedimentos de monitoramento e conciliação à luz das mudanças da versão 5.11.
Comunicação interna eficaz: Estabelecimento de canais de comunicação rápidos para relatar incidentes e dúvidas, principalmente durante a virada em produção.
Monitoramento Intensificado na Transição
Durante as janelas críticas de migração, é recomendável reforçar o monitoramento dos sistemas, aumentar a equipe de prontidão e criar canais diretos entre TI, operações e compliance. Alertas de rejeição, latência ou falhas sistêmicas devem ser analisados de forma ágil para evitar impactos prolongados.
Atenção a Procedimentos Fora do Cronograma Padrão
No caso de novos serviços, mensagens ou arquivos que não estejam sincronizados com o calendário regular, o gestor do serviço pode propor e negociar um cronograma específico com o Banco Central. É essencial comunicar prontamente todos os participantes afetados, garantindo preparação e alinhamento, mesmo em situações extraordinárias.
Recomendações Finais para Compliance, TI e Negócios
Mantenha o calendário regulatório sempre atualizado, destacando as datas-chave do processo (envio de DRNs, publicação do catálogo, início de testes, virada em produção).
Documente todo o ciclo de preparação e validação, desde reuniões de alinhamento até os resultados dos testes, para fins de auditoria e governança.
Promova integração entre compliance, tecnologia e operações, para antecipar riscos, priorizar demandas e garantir a conformidade plena com as exigências do Banco Central.
Avalie oportunidades de melhoria e inovação trazidas pela nova versão, utilizando eventuais novos campos, mensagens ou funcionalidades para aprimorar produtos, serviços e controles internos.
Referências
Banco Central do Brasil – Comunicado nº 43.249, de 2 de junho de 2025.
Banco Central do Brasil – Circular nº 3.970, de 28 de novembro de 2019.
Banco Central do Brasil – Catálogo de Serviços do SFN.
Documento disponibilizado pela Okai.