Desatualizado Artigo
26/02/2021

Reversão da perda por desvalorização (impairment)

Explica critérios e procedimentos para reverter perdas por impairment em ativos e UGCs.

Desatualizado Verificado em 16/07/2026

Este conteúdo pode citar regras, prazos ou procedimentos que mudaram desde a publicação.

O CPC 01 (R1)/IAS 36 continua permitindo a reversão de impairment para ativos e UGCs quando mudam as estimativas ou surgem indícios favoráveis, e continua proibindo a reversão de impairment de goodwill. O limite não é simplesmente a perda antes reconhecida: corresponde ao valor contábil hipotético, líquido de depreciação, amortização ou exaustão, caso não tivesse havido perda. Para UGC, aplica-se ainda o menor entre o valor recuperável do ativo e esse valor hipotético.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

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Perguntas e respostas

O que é reversão de perda por impairment?
A reversão de perda por impairment ocorre quando há indícios de que a perda reconhecida anteriormente em um ativo ou Unidade Geradora de Caixa (UGC) não mais exista ou tenha reduzido. Isso pode ser constatado, por exemplo, através de um novo relatório interno que mostre um desempenho melhor do que o esperado. A reversão é registrada no resultado do período até o máximo do valor da perda reconhecida anteriormente.
Como é registrada a reversão de perda por impairment?
A reversão de perda por impairment é registrada ajustando o valor do ativo no balanço e reconhecendo uma receita no resultado do período. No caso de ativos reavaliados, a reversão deve ser registrada na reserva de reavaliação.
Qual é o único ativo que não é passível de reversão de impairment?
O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) é o único ativo que não é passível de reversão de impairment.
Qual foi o impacto da crise internacional de 2008 nas perdas por impairment de empresas com operações em outros países?
Após a crise internacional de 2008, empresas como a Gerdau reconheceram perdas por impairment em suas operações nos Estados Unidos e na Espanha, refletindo a expectativa de redução nos resultados. Com a recuperação da economia americana, essas empresas reverteram as perdas nas UGCs americanas, mas não nas UGCs espanholas, devido à não recuperação da economia espanhola.
Quais são as referências normativas mencionadas para a reversão de perda por impairment?
As referências normativas mencionadas são o Manual de Contabilidade Societária de Gelbcke, Santos, Iudícibis e Martins, 3ª edição, Atlas, 2018, o Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos e o Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro.

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Autores

CK

Cristiane Kussaba

Professora e especialista em contabilidade, finanças, IFRS e pareceres contábeis para instituições financeiras.

EB

Eric Barreto

Professor do Insper e sócio da M2M SABER, especialista em instrumentos financeiros, hedge accounting e IFRS.