Atravessando mudanças tecnológicas.
Desde 2012 eu dou aula no Insper, mas só desde 2022, mais ou menos talvez um pouquinho antes, eu comecei a ministrar uma disciplina sobre inovação em serviços financeiros.
E desde o início eu convido Bruno Rodrigues, meu amigo, que é um dos maiores especialistas em inteligência artificial no Brasil. Eu convido Bruno pra dar uma aula sobre inteligência artificial, né? Já que o tema é inovação em serviços financeiros. A gente fala sobre inteligência artificial e como aplicar essas tecnologias em serviços financeiros nas chamadas fintechs.
E também nos bancos tecnológicos.
Que é interessante é que, no início, a turma toda tinha um conhecimento bastante limitado sobre inteligência artificial, principalmente sobre.
A prática de inteligência artificial, mas desde o início do ano de 2024.
É com aquela explosão, né? Do do ChatGPT com a popularização do ChatGPT, a inteligência artificial generativa passou a estar no dia a dia dos alunos.
Eles cada vez mais incorporaram isso nas suas atividades, na forma de executar alguma tarefa solicitada por professores e nesse.
Nesse meio tempo, né? Desde OOO início dessa explosão do ChatGPT, nós professores tivemos que adaptar nossas atividades. Não colocar é simplesmente atividades com perguntas.
É muito objetivas ou muito fáceis, né? Porque se não a coisa fica até sem graça. Oo aluno vai lá, faz uma pergunta para o ChatGPT e entrega uma resposta completa. Uma resposta aparentemente bem escrita para aquela questão mais simples. Eu, particularmente, não vejo nenhum problema dos alunos utilizarem.
A inteligência artificial para executar suas atividades.
Mas eu mudei a forma de de solicitar essas atividades, de fazer alguma pergunta em sala de aula ou mesmo que não seja em sala de aula, mesmo que seja pra depois.
Normalmente eu coloco uma pergunta mais, é reflexiva se eu fizer uma pergunta.
Objetiva do tipo o que é inteligência artificial? Generativa eu falo para eles o seguinte, você pode até perguntar, é para para o teu algoritmo favorito? Você pode fazer essa pergunta para uma inteligência artificial, mas a inteligência artificial vai te dar uma resposta. E dessa resposta eu quero que você.
Entenda o que é inteligência artificial? Eu não quero.
Que você simplesmente me apresente uma resposta ou leia essa resposta. Eu quero uma resposta simples. Então, quando eu te perguntar o que é inteligência artificial? Eu não quero que você leia um texto complexo.
Um texto com jargões então AAA resposta que eu quero é bastante simples. Então você vai pegar a primeira resposta vinda da inteligência artificial e faz uma segunda pergunta para ela. Até você entender, até você incorporar aquela resposta, até aquela resposta está dentro do teu vocabulário, né? Bom para garantir.
Que isso seja feito. Eu não posso simplesmente pedir 11. Resposta escrita, né? O que eu quero dos meus alunos é que eles estejam prontos para me dar essa resposta quando eu o arguir, quando eu direcionar a pergunta para eles. Então eu passo a atividade e falo, ó, você precisa estar preparado para me dar uma resposta.
Sem leitura. E aí eu não exijo que seja uma resposta perfeita. Não exijo que seja uma resposta completa.
Mas eu exijo que seja a sua resposta, e não uma leitura do do que o teu. O teu prompt te deu como resposta, né? Então é, a gente precisa.
Adaptar atividades a gente precisa adaptar as nossas perguntas para atravessar essas mudanças tecnológicas.