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Taxas de desconto

Transcrição

Uma das coisas mais importantes na determinação da taxa de desconto, seja num projeto de valuation, quando você está é avaliando um negócio, avaliando uma empresa para. Quaisquer fins, né? Para para aquisição ou para venda de uma empresa, por exemplo, ou quando a gente está avaliando 11 empresa, um negócio, uma unidade geradora de caixa, para saber se deve reconhecer uma perda por imperment ou não? Em quaisquer situações que é bastante importante que a taxa de desconto esteja coerente com os fluxos de caixa projetados, então a taxa. As taxas de desconto elas não devem refletir riscos pelos quais os fluxos de caixa estimados já foram ajustados, tá? Então tem que ter uma coerência entre fluxo de caixa estimado e taxa de desconto. Tá pra gente não considerar o mesmo risco 2 vezes ou? Não deixar é não deixar de considerar alguma coisa, né? Algum risco é alguma entrada, né? Então tem que sempre verificar a coerência do que a gente está colocando nos fluxos de caixa e na taxa de desconto. A norma contábil de imperment disse que como ponto de partida para a taxa de desconto, pode se utilizar. O capm é, então ela fala como ponto de partida. Você pode considerar o quê o custo médio ponderado de capital da entidade. Então modelo CAPM, que é pra você precificar, é ativos, né? A partir desse modelo aqui, a gente vai é calcular o custo de capital próprio da entidade. Ah, pô, legal. Considerei então, na taxa de desconto o custo de capital próprio, porém. As entidades pra finan, pra financiar ativos, elas também precisam de recursos de terceiros, né? Então a norma fala, você deve considerar também, né? Como ponto de partida, além do custo de capital próprio. Aqui o do CAPM taxa incremental de empréstimo pra entidade ou outras taxas de empréstimo de mercado. Ela fala em taxas de mercado, né? Não fala de taxas de empréstimos. Da própria entidade, né? A gente não considera o risco da própria entidade, mas tá. A taxa do as, as taxas de empréstimos de mercado, tá? Isso é o que tá escrito na norma contábil. Na prática, se vocês procurarem notas explicativas das empresas, vocês vão ver que elas acabam fazendo algo parecido com isso. Mas não é exatamente o que tá escrito na norma, né? O que elas fazem é calcular Oo que é ou ou WACC. Que é o custo médio ponderado de capital. Quer dizer, você pega o custo de capital próprio, normalmente calculado pelo CAPM, você pega o custo de capital de terceiros da própria entidade. Tá da própria entidade que normalmente é utilizado e você é faz uma média ponderada a seu uso, por exemplo, 30% de capital próprio e 70% de terceiros. Eu vou ponderar, 30% do CAPME, 70% do custo de de captação é de terceiros aí, né? Do custo de de de de dívida da empresa é. E vou calcular uma taxa proporcional, tá? Uma taxa média ponderada. Então, na prática, normalmente se utiliza OOO para essas situações na norma. Se a gente for aplicar a norma direitinho, lá é é da forma como ela está escrita. A gente não deveria utilizar o custo de financiamento da própria entidade ou. A ponderação da própria entidade, porque? Porque a gente está testando ativos e isso independe da forma como esses ativos estão sendo financiados, tá? Então o que seria mais adequado é utilizar uma taxa de empréstimo de de mercado, tá, para é empresas do do mesmo segmento da empresa que eu estou testando da empresa de report e. Utilizar aí uma taxa é é 11 ponderação. Um de capital de terceiros e capital próprio média também daquele daquele setor, tá? Então, dessa forma, a gente estaria respondendo a norma de forma mais precisa, tá, mas de novo, na prática, as empresas costumam utilizar OWACC da própria empresa, tá, também não acho Na Na, na minha visão individual, não acho que é uma coisa. Inadequada. Ah, mas é, se vocês tiverem problema com com AAA validação disso, então é importante saber que a norma contábil fala sobre isso, né? Que você deve considerar uma taxa de empréstimo de mercado e não considerar OOO custo de capital. De custo de custo de financiamento da própria empresa, né? O os recursos de terceiros da própria empresa. Bom é quanto ao CAPM, modelo CAPMA, gente, tem 11 material pequeno aí No No curso que fala sobre CAPM, tá sobre essa. A formação dessa taxa de juros, dessa taxa de desconto, tá aqui nesse slide a gente vai apresentar brevemente, OCAPM. Então o custo de equity, custo de capital próprio, ele é igual, ARF, que é risk free, né? A rate que é risk free, essa taxa é a taxa de juros livre de risco, que normalmente, como eu disse, a gente utiliza taxa de desconto dos é é a taxa de juros dos bonds norte americanos. Então a gente utiliza essa taxa, acrescenta. Um beta, é um coeficiente, aí que é é o. Ele é um coeficiente relacionado ao risco da. Da, da, da, das entidades ou dos negócios que estão sendo mensurados está então esse beta. Ele está multiplicando. Uma diferença entre RMERFRM é o retorno de mercado. O quanto o mercado paga acima da taxa de juros livre de risco, tá? E a própria taxa livre de risco, então? Isso aqui é um prêmio de mercado. Está supondo que eu tenho uma empresa que tenha um risco exatamente igual a média do mercado, eu teria um beta igual a um, tá? Então o retorno esperado por essa empresa seria a taxa livre de risco, mais esse prémio de mercado. Se eu tiver uma empresa com risco alto, o beta deve ser grande, então eu tenho que. Ganhar mais do que o mercado paga? Porque eu tenho um risco maior do que o risco de mercado. Se eu tenho uma empresa que é um risco baixo, A empresa que tem risco baixo é aquela que normalmente não tem muita volatilidade nas suas cotações. Ah, então essa empresa tem um risco baixo? Ela deve ter um beta pequeno. Algumas vezes a empresa tem um beta menor do que um, ou seja, eu espero ter 11. Um retorno eu posso ter um retorno até menor do que o pago. Pela média do mercado, porque eu estou correndo menos risco, investindo nesse nessa empresa ou nesse tipo de negócio, tá bom? Então esta é a base do CAPM de Como Ele É é calculado, tá? Obviamente, como a gente está utilizando aqui taxa de juros dos bonds emitidos pelo governo americano. Se a gente está avaliando uma empresa no Brasil, a gente precisa acrescentar o risco Brasil. Tá outra coisa, esses betas, normalmente eles são divulgados por empresa. Então, se eu tô avaliando uma empresa do setor de energia, o que que eu vou fazer? Eu vou pegar várias empresas do setor de energia e vou calcular uma média, tá? Aí tem que tomar um outro cuidado, que é esse beta. Ele é influenciado não só pelo setor que a empresa tá atuando, não só pelo negócio dela. Né? No No exemplo que eu dei aqui, setor de energia. Mas ele é impactado também pelo grau de alavancagem da empresa, tá? Então cada uma dessas empresas que tem um beta divulgado tem 1° de alavancagem diferente. O grau de alavancagem tem relação com endividamento da empresa. Quanto maior a dívida, a gente fala que a empresa é mais alavancada. Então a empresa mais alavancada tem mais dívida, então ela tem mais risco. Ou seja, eu exijo um retorno maior. Eu devo provavelmente ter um beta maior para essas empresas, tá bom em virtude disso. Se a gente pegar 11 beta específico de uma empresa, ele vai estar impactado pela alavancagem da empresa, então para a gente calcular uma média. A gente tem que desalavcar o beta, ou seja, a gente vai multiplicar esse beta pela proporção de capital próprio e capital de terceiros que essa empresa utiliza para ter um beta. Desalavancado, né? E aí sim a gente fazer a média do setor, né? A média do setor seria um beta desalavancado, tá? E depois, quando eu for é é utilizar essa taxa. Eu vou alavancar esse beta novamente, tá? Sugiro que vocês se forem fazer cálculo de taxa de desconto usando CAPM, usando. WACC estuda um pouquinho sobre esse procedimento de alavancar. Desalavancagem, tá? É uma literatura interessante para isso, se você vai se enveredar para esse caminho da avaliação, né? EE precisa entender um pouco mais de taxa de desconto. Tem um clássico sobre avaliação de empresas, que é o livro do do da modaran, né? É. Ele tem 11 guia de avaliação de empresas e outras outras obras também nessa área. É aqui. E aqui No No Brasil tem um livro que eu gosto bastante, que tem como um dos autores o professor Ricardo Goulart Serra. Que dá aula comigo lá no Insper. Meu meu colega de Insper, tá? Este é um livro bastante didático. Tanto na. Na parte que fala sobre projeções de de fluxo de caixa, mas principalmente no tratamento aí de taxas de desconto. Tá aí, nesse livro ele fala legal sobre OWACC, sobre OCAPM, que é algo que já foge um pouquinho do escopo aqui da norma de imperment, tá? Apesar da gente fazer uso dessas taxas. Então recomendo fortemente que vocês se precisarem de é é estudar um pouco mais sobre taxa de desconto, que busquem esse livro do professor Ricardo Serra, que é bastante interessante.