Norma
23/09/2024
#181304

CPC 18 - Investimento em Coligada e em Empreendimento Controlado em Conjunto

Estabelece a contabilização de investimentos em coligadas e empreendimentos controlados em conjunto pelo método da equivalência patrimonial.

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Perguntas e respostas

O que é uma coligada?
Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência significativa.
A quem se aplica o Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2)?
O Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2) deve ser aplicado por todas as entidades que sejam investidoras com controle individual ou conjunto de investida ou com influência significativa sobre ela.
O que é controle conjunto?
Controle conjunto é o compartilhamento, contratualmente convencionado, do controle de negócio, que existe somente quando decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle.
O que é um negócio em conjunto?
Negócio em conjunto é um negócio do qual duas ou mais partes têm controle conjunto.
O que é um investidor conjunto (joint venturer)?
Investidor conjunto (joint venturer) é uma parte de um empreendimento controlado em conjunto (joint venture) que tem o controle conjunto desse empreendimento.
Como deve ser contabilizado o investimento em coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto nas demonstrações contábeis separadas do investidor?
O investimento em coligada, em controlada ou em empreendimento controlado em conjunto deve ser contabilizado nas demonstrações contábeis separadas do investidor em conformidade com o disposto no item 10 do Pronunciamento Técnico CPC 35 – Demonstrações Separadas.
Como deve ser aplicada a mensuração ao valor justo por meio do resultado para investimentos mantidos por uma organização de capital de risco?
Quando o investimento em coligada, em controlada ou em empreendimento controlado em conjunto for mantido, direta ou indiretamente, pela entidade que seja organização de capital de risco, essa entidade pode adotar a mensuração ao valor justo por meio do resultado para esses investimentos, em consonância com o CPC 48. A entidade deve fazer essa escolha separadamente para cada coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto em seu reconhecimento inicial.
Como devem ser tratados os resultados decorrentes de transações ascendentes e descendentes entre o investidor e a coligada ou empreendimento controlado em conjunto?
Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream) entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada ou o empreendimento controlado em conjunto devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da participação de outros investidores sobre essa coligada ou empreendimento controlado em conjunto, desde que esses outros investidores sejam partes independentes do grupo econômico ao qual pertence a investidora.
Como deve ser classificado um investimento em coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto que se enquadre nos critérios de 'mantido para venda'?
A entidade deve aplicar o CPC 31 em investimento, ou parcela de investimento, em coligada ou em controlada, ou em empreendimento controlado em conjunto que se enquadre nos critérios requeridos para sua classificação como 'mantido para venda'. Qualquer parcela retida de investimento que não tenha sido classificada como 'mantido para venda' deve ser contabilizada por meio do uso do método da equivalência patrimonial até o momento da baixa efetiva da parcela classificada como mantido para venda.
O que é influência significativa?
Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.
O que é o método da equivalência patrimonial?
Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e, a partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-aquisição na participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do investidor incluem sua participação nos lucros ou prejuízos da investida.
Quais são as evidências de influência significativa por parte do investidor?
A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das seguintes formas:(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições;(c) operações materiais entre o investidor e a investida;(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;(e) fornecimento de informação técnica essencial.
Quando a entidade perde a influência significativa sobre a investida?
A entidade perde a influência significativa sobre a investida quando ela perde o poder de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais daquela investida. A perda da influência significativa pode ocorrer com ou sem mudança no nível de participação acionária absoluta ou relativa.
O que é um empreendimento controlado em conjunto (joint venture)?
Empreendimento controlado em conjunto (joint venture) é um acordo conjunto por meio do qual as partes, que detêm o controle em conjunto do acordo contratual, têm direitos sobre os ativos líquidos desse acordo.
O que são demonstrações consolidadas?
Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de um grupo econômico, em que ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora e de suas controladas são apresentados como se fossem uma única entidade econômica.
Quando a entidade deve descontinuar o uso do método da equivalência patrimonial?
A entidade deve descontinuar o uso do método da equivalência patrimonial a partir da data em que o investimento deixar de se qualificar como coligada, controlada, ou empreendimento controlado em conjunto. Se o interesse remanescente no investimento for um ativo financeiro, a entidade deve mensurá-lo ao valor justo e reconhecer na demonstração do resultado do período qualquer diferença entre o valor justo do interesse remanescente e o valor contábil líquido de todo o investimento na data em que houve a descontinuidade do uso do método da equivalência patrimonial.
Como deve ser contabilizado o investimento em coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto pelo método da equivalência patrimonial?
Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento deve ser inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição. A participação do investidor no lucro ou prejuízo do período da investida deve ser reconhecida no resultado do período do investidor.
Qual é o objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2)?
O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2) é estabelecer a contabilização de investimentos em coligadas, controladas e empreendimentos controlados em conjunto, definindo os requisitos para a aplicação do método da equivalência patrimonial.
Como deve ser tratado o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) no método da equivalência patrimonial?
O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) integra o valor contábil do investimento líquido na investida e não deve ser testado separadamente com relação ao seu valor recuperável. Em vez disso, o valor contábil total do investimento é que deve ser testado como um único ativo, em conformidade com o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, pela comparação de seu valor contábil com seu valor recuperável (valor justo líquido de despesa de venda ou valor em uso, dos dois, o maior).
Como deve ser contabilizada a integralização por meio de um ativo não monetário de participação patrimonial subscrita em coligada ou empreendimento controlado em conjunto?
O ganho ou a perda resultante da integralização por meio de ativo não monetário, que não constitui um negócio, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 15, de participação patrimonial subscrita em coligada ou em empreendimento controlado em conjunto deve ser contabilizada em consonância com o previsto no item 28, exceto se a transação não tiver natureza comercial. Se tal transação não tiver natureza comercial, o ganho ou a perda deve ser considerado como não realizado e não deve ser reconhecido, a menos que o item 31 também seja aplicável.
Quais são as exceções à aplicação do método da equivalência patrimonial?
A entidade não precisa aplicar o método da equivalência patrimonial aos investimentos em que detenha o controle individual ou conjunto (compartilhado), ou exerça influência significativa, se a entidade for uma controladora que estiver dispensada de elaborar demonstrações consolidadas por seu enquadramento na exceção de alcance do item 4 (a) do CPC 36, ou se todos os seguintes itens forem observados:(a) a entidade é controlada (integral ou parcial) de outra entidade, a qual, em conjunto com os demais acionistas ou sócios, incluindo aqueles sem direito a voto, foram informados a respeito e não fizeram objeção quanto à não aplicação do método da equivalência patrimonial;(b) os instrumentos de dívida ou patrimoniais da entidade não são negociados publicamente;(c) a entidade não arquivou e não está em processo de arquivamento de suas demonstrações contábeis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou outro órgão regulador;(d) a controladora final ou qualquer controladora intermediária da entidade disponibiliza ao público suas demonstrações contábeis consolidadas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos, Interpretações e Orientações do CPC.