Desatualizado Artigo
15/01/2020

Contabilização da captação por meio de depósitos interfinanceiros

Explica como bancos registram contabilmente captações via depósitos interfinanceiros e o impacto da taxa DI.

Desatualizado Verificado em 16/07/2026

Este conteúdo pode citar regras, prazos ou procedimentos que mudaram desde a publicação.

Os conceitos de depósitos interfinanceiros, Taxa DI e uso do DI Futuro continuam úteis em linhas gerais. A contabilização, porém, deve seguir o COSIF atual, com códigos como 1.1.0.00.00.00-2 para Disponibilidades, 4.1.3.10.00.00-9 para Depósitos Interfinanceiros e 8.1.1.20.00.00-0 para Despesas de Depósitos Interfinanceiros, em vez dos códigos históricos apresentados.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

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Neste artigo, vamos falar sobre como os bancos efetuam a contabilização da captação por meio de depósitos interfinanceiros. Não deixe de dar uma olhada no artigo que aborda a contabilização de aplicação de depósitos interfinanceiros.

Em algumas situações, o volume financeiro de saques em uma determinada instituição financeira, pode superar o de depósitos recebidos, e com isso, o saldo de reserva dessa entidade ficará negativo. Nesse sentido, para atender às regras do Banco Central do Brasil, a entidade pode pedir dinheiro emprestado a outra instituição financeira, para que o seu caixa não vire o dia com saldo negativo. Para tanto, ela poderá efetuar uma captação por meio de depósitos interfinanceiros. Os registros contábeis por parte da entidade captadora são realizados conforme a seguir:

Débito:
1.1.0.00.00-6 – DISPONIBILIDADES
Crédito:
4.1.3.10.00-3 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS

Tal como em uma operação de empréstimo, a entidade captadora irá remunerar a entidade aplicadora. Essa remuneração é representada com uma despesa, em contrapartida à conta de captação, cujo registro contábil é efetuado da seguinte forma:

Débito:
8.1.1.20.00-2 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS
Crédito:
4.1.3.10.00-3 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS

Ao final do prazo acordado, o recurso deverá ser devolvido, com a baixa na conta de aplicação em contrapartida à conta de disponibilidades.

As negociações entre os bancos geram a chamada taxa DI, que atualmente é o principal benchmark de taxas do mercado brasileiro. A taxa DI diária é obtida a partir da média das taxas negociadas em determinada data, considerando todos os títulos emitidos e negociados entre as instituições financeiras.

A taxa DI também é utilizada para remunerar outros depositantes, como pessoas físicas ou empresas não financeiras, que depositam recursos nas instituições financeiras e recebem uma remuneração baseada em um percentual do DI.

Como a taxa DI indexa muitos ativos e passivos de empresas no Brasil, é bastante comum que encontremos descasamentos de taxas entre ativos e passivos. Por exemplo, um banco capta recursos de clientes e os remunera em função da taxa DI, pós fixada, e aplica esses recursos em ativos prefixados, criando um descasamento de taxas que, no caso de subida da taxa DI, faz com que a entidade pague mais pelos recursos captados, sendo que os ativos foram negociados a taxas fixas. Para mitigar esse risco de descasamento de taxas, as instituições podem lançar mão do uso de derivativos, e a B3 disponibiliza um contrato futuro de taxas, o DI Futuro, que serve exatamente a essa finalidade.

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Fonte: Manual COSIF
BACEN
B3
Resolução n° 3399, de 29 de agosto de 2006

Perguntas e respostas

O que são depósitos interfinanceiros?
Depósitos interfinanceiros são operações em que uma instituição financeira empresta dinheiro a outra para que esta possa manter seu saldo de reserva positivo, conforme exigido pelo Banco Central do Brasil.
Como é feita a contabilização de captação por meio de depósitos interfinanceiros?
A contabilização de captação por meio de depósitos interfinanceiros é feita com um débito na conta '1.1.0.00.00-6 – DISPONIBILIDADES' e um crédito na conta '4.1.3.10.00-3 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS'.
Como é registrada a remuneração da entidade aplicadora em uma operação de depósito interfinanceiro?
A remuneração da entidade aplicadora é registrada com um débito na conta '8.1.1.20.00-2 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS' e um crédito na conta '4.1.3.10.00-3 – DEPOSITOS INTERFINANCEIROS'.
O que é a taxa DI e como ela é calculada?
A taxa DI é o principal benchmark de taxas do mercado brasileiro e é calculada a partir da média das taxas negociadas em determinada data, considerando todos os títulos emitidos e negociados entre as instituições financeiras.
Para que serve a taxa DI?
A taxa DI é utilizada para remunerar depositantes, como pessoas físicas ou empresas não financeiras, que depositam recursos nas instituições financeiras e recebem uma remuneração baseada em um percentual do DI.
O que é o descasamento de taxas entre ativos e passivos?
O descasamento de taxas ocorre quando uma instituição financeira capta recursos a uma taxa (por exemplo, pós-fixada ao DI) e aplica esses recursos em ativos a uma taxa diferente (por exemplo, prefixada), o que pode gerar riscos financeiros em caso de variação das taxas de mercado.
Como as instituições financeiras podem mitigar o risco de descasamento de taxas?
As instituições financeiras podem mitigar o risco de descasamento de taxas utilizando derivativos, como o contrato futuro de taxas DI Futuro disponibilizado pela B3.
Qual é a fonte das informações sobre a contabilização de depósitos interfinanceiros?
As informações sobre a contabilização de depósitos interfinanceiros são baseadas no Manual COSIF, no Banco Central do Brasil (BACEN), na B3 e na Resolução n° 3399, de 29 de agosto de 2006.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autores

IF

Ivanice Floret

Doutoranda em Controladoria, mestre em Ciências Contábeis, professora do Insper e da ABBC e sócia da Normavance.

EB

Eric Barreto

Professor do Insper e sócio da M2M SABER, especialista em instrumentos financeiros, hedge accounting e IFRS.