Artigo
03/03/2024
Atualizado em 17/04/2026

Detalhando as Prioridades dos Conselhos de Administração para 2024 com as Ações que os Conselheiros deveria tomar e as perguntas que deveriam fazer

Conselhos de administração precisam combinar agilidade econômica, disciplina de capital, cibersegurança, inovação responsável e atenção à força de trabalho em 2024.

Resumo

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Outro dia estava vendo um interessante trabalho de pesquisa feito pela EY liderado que falava sobre as prioridades dos conselhos de administração para 2024 com as ações que os conselheiros deveriam tomar e as perguntas que deveriam fazer, que queria compartilhar com vocês abaixo:

1) Manter-se Ágil em Meio à Incerteza Econômica Contínua:

A economia global inicia 2024 moderada, impactada por tensões geopolíticas e a contração das condições financeiras, faz com que as empresas esperem um gasto empresarial e de consumidores mais lento, condições de mercado de trabalho mais suaves e custos elevados.

Dentre os fatores econômicos que demandam atenção dos Conselhos a pesquisa destaca:

  • Inflação: Ainda que se projete uma moderação, a inflação permanece como uma preocupação constante, com 68% dos conselheiros preocupados com inflação, aumento dos custos e poder de precificação.
  • Taxas de Juros: A perspectiva é de que as altas taxas de juros persistam, o que pode restringir o crescimento econômico ao limitar o investimento e o emprego.
  • Mercado de Trabalho: Resiliente, mas sujeito a pressões de custos trabalhistas elevados e demanda fraca, não se espera desemprego elevado, porém há previsão de moderação no crescimento dos salários.
  • Gastos dos Consumidores: Antecipa-se uma diminuição no ritmo dos gastos devido à pressão de preços altos, taxas de juros elevadas e desaceleração do crescimento da renda.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Planejamento Estratégico Flexível: Os conselhos devem adotar uma abordagem ágil, com planejamento de múltiplos cenários para ajudar a Administração a entender e se preparar para diferentes contingências econômicas e financeiras.
  • Atualizações Macroeconômicas: É importante que os conselhos recebam informações macroeconômicas atualizadas para apoiar decisões estratégicas eficazes.
  • Foco no Longo Prazo: Os conselhos devem ajudar a Administração a focar em eficiência de longo prazo, considerando produtividade, treinamento e eficiência operacional.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Planejamento de Cenários: Como a empresa está preparando para cenários econômicos variados, inclusive aqueles onde os desenvolvimentos geopolíticos podem manter ou elevar a inflação?
  • Resiliência e Planejamento: Como a empresa está testando sua resiliência financeira e operacional para enfrentar cenários adversos?
  • Estratégia de Gestão: Como a empresa está desenvolvendo estratégias de gestão de preços e capacidades que sejam flexíveis o suficiente para lidar com flutuações significativas de demanda?

2) Equilibrar Disciplina e Transformação na Estratégia de Capital:

No resultado da pesquisa de 2024 mostra que a alta administração se concentra agora na chamada disciplina financeira, priorizando investimentos que oferecem um caminho claro para a rentabilidade ou a criação de valor. Este resultado contrasta com estratégias de anos anteriores mais voltadas para o crescimento a qualquer custo. Apesar de uma tendência à conservação de capital e à redução de custos, as empresas não devem retroceder em face do crescimento mais lento.

Há um movimento de retração do apetite por fusões e aquisições (M&A), conforme refletido na pesquisa CEO Outlook Pulse da EY de outubro de 2023. A queda para os menores níveis desde 2014 indica uma mudança para estratégias de investimento mais prudentes. Há uma tendência para joint ventures e alianças estratégicas como alternativas de menor risco.

As transformações em curso, em parte financiadas por racionalização operacional e iniciativas de redução de custos, podem ser impactadas por ventos geopolíticos desfavoráveis que adicionam incerteza ao mercado.

A GenAI surge como um imperativo de investimento, com muitas empresas reconhecendo a necessidade de agir rapidamente, mesmo que o caminho da tecnologia ainda esteja incerto. Da mesma forma, as estratégias de sustentabilidade não devem ser negligenciadas, apesar da possibilidade de cortes em face de objetivos de curto prazo.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Incentivar Investimento para Crescimento de Longo Prazo: Os conselhos devem assegurar que a Administração mantenha a visão de longo prazo, investindo em inovações e adaptando-se às transformações necessárias para a competitividade futura.
  • Maximizar Rentabilidade e Transformação do Modelo de Negócios: Questionar como a Administração está identificando oportunidades de gestão de custos e acompanhando o progresso em decisões de investimento.
  • Comunicação Aprimorada com Investidores: Em um mercado que pode ser mais sujeito ao ativismo acionista, os Conselhos devem garantir que a estratégia de capital da empresa seja comunicada claramente aos acionistas.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Otimização de Gestão de Capital: Como a empresa está gerindo capital e reduzindo custos em um período de mudanças contínuas? Os cortes de custos internos estão sendo vistos como uma fonte de financiamento para transformações futuras?
  • Investimento Contra Riscos e Oportunidades de Crescimento: A empresa está equilibrando inovação com solidez de capital? Como estão sendo investidos os recursos para assegurar o crescimento sustentável a longo prazo?
  • Guardiões do Capital do Investidor: Como o Conselho está definindo seu papel de guardião do capital do investidor e posicionando o negócio para prosperar em um mundo em transição?
  • Evolução da Estratégia de Investimento de Capital: Como as estratégias de investimento estão mudando em áreas críticas como digital, tecnologia, talento e sustentabilidade?
  • Transações Estratégicas: Que tipos de transações estão sendo consideradas para atingir objetivos estratégicos? O Conselho está envolvido no processo de decisão?
  • Política de Engajamento de Investidores: Como a empresa mantém os acionistas informados sobre as estratégias de criação de valor e a experiência do Conselho?

3) Adotar a Segurança Cibernética e a Privacidade de Dados como Vantagens Estratégicas:

A segurança cibernética e a privacidade de dados têm sido tradicionalmente vistas como áreas de risco e conformidade. No entanto, na pesquisa de 2024, mostrou que a abordagem deve ser mais estratégica, transformando essas áreas em vantagens competitivas. A complexidade desse desafio é acentuada pela rápida evolução tecnológica e pelo cenário de ameaças em constante mudança.

A segurança cibernética e a privacidade de dados não são apenas questões técnicas, mas estratégicas, dada a sua importância para a proteção da marca e a confiança do consumidor. As novas regras de divulgação da SEC, as mudanças nas ameaças geopolíticas e o crescimento rápido em tecnologias como a inteligência artificial e o machine learning exigem uma atenção renovada e estratégica a essas áreas.

O cenário de ameaças cibernéticas é cada vez mais complexo e dinâmico. A guerra na Ucrânia e as tensões entre grandes potências aumentam o risco de ciberataques patrocinados por estados, enquanto o crime cibernético continua crescendo em volume e velocidade, impactando tanto as empresas quanto suas redes de parceiros.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Estrutura de Fiscalização: Os conselhos devem avaliar se a fiscalização da segurança cibernética está adequadamente estruturada, considerando as novas exigências regulatórias e o ambiente de ameaças em evolução.
  • Simulações de Ameaças Cibernéticas: Participar de simulações de ameaças cibernéticas, que devem ser variadas e dinâmicas, para desenvolver a capacidade de resposta do conselho e da administração.
  • Diversidade de Perspectivas: Manter uma variedade de experiência e conhecimentos no conselho, incluindo especialistas em segurança cibernética, riscos, compliance, controles internos, etc.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Adaptação ao Ambiente de Ameaças: Como a administração adaptou o manual de resposta cibernética ao ambiente de ameaças em constante evolução?
  • Métricas de Segurança e Privacidade: Quais métricas de segurança cibernética e privacidade de dados estão sendo monitoradas e como elas são comunicadas ao conselho?
  • Cultura de Risco Cibernético: Qual é o estado da cultura de risco cibernético da empresa e como a susceptibilidade dos colaboradores a fraudes online está sendo minimizada?
  • Avaliação de Ativos e Parceiros Críticos: Como a administração avalia quais ativos e parceiros de negócios são mais vulneráveis a ataques cibernéticos?
  • Uso Ético da Tecnologia: Quais controles estão em vigor para garantir o uso ético da tecnologia e a privacidade dos dados?

4) Conduzir Inovações Responsáveis e Transformadoras:

As novas tecnologias emergentes, em especial a GenAI, representam vetores de mudança significativos para os negócios e a sociedade. Estas inovações têm o potencial de redefinir os modelos de negócios e criar novas formas de valor.

A supervisão das inovações e tecnologias emergentes é impulsionada pelo rápido desenvolvimento da GenAI e pela pressão para que as empresas incorporem essas tecnologias em seus modelos de negócios. O ritmo acelerado da inovação demanda das empresas uma abordagem responsável, onde o desenvolvimento de políticas internas de IA e a governança ética da tecnologia se tornam essenciais.

A inovação traz consigo um espectro de riscos operacionais e éticos. As preocupações com a desinformação, impactos na democracia, preconceito implícito e a substituição de empregos exigem uma atenção cuidadosa. Os conselhos devem estar atentos para garantir que as estratégias de inovação sejam socialmente responsáveis e alinhadas com os valores corporativos.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Responsabilidade da Administração para uma IA Responsável: Garantir que as políticas de IA responsável sejam não apenas implementadas, mas também seguidas, com mecanismos adequados para identificar e corrigir rapidamente quaisquer desvios.
  • Diversidade no Conselho: Fomentar um ambiente com uma variedade de experiências e perspectivas para identificar ameaças não tradicionais e promover uma governança eficaz da tecnologia emergente.
  • Visibilidade de Tendências Externas e Recursos Internos: Adotar uma abordagem estratégica que antecipe cenários futuros e possua um entendimento profundo dos recursos internos para uma tomada de decisão ágil e informada.
  • Agilidade na Tomada de Decisão: Avaliar a cadência das reuniões do conselho e considerar estruturas mais flexíveis para acompanhar o ritmo da inovação.
  • Inovação no Conselho com GenAI: Explorar como a GenAI pode otimizar o trabalho do próprio conselho, desde a preparação de materiais até a programação eficiente das reuniões.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Caminho de Valor com GenAI e Tecnologias Emergentes: Como a empresa está posicionando a GenAI e outras tecnologias para criar valor e gerenciar riscos?
  • Políticas de IA Responsável: Que políticas estão em vigor para garantir o uso responsável da GenAI e como a administração verifica sua eficácia?
  • Orçamento e Programa de Inovação: Como a empresa está alinhando seus investimentos em inovação com o planejamento estratégico para aproveitar as tecnologias emergentes?
  • Redefinição de Concorrentes e Indústria: Como o conselho está reavaliando a paisagem competitiva em face das novas tecnologias?
  • Respostas às Demandas dos Stakeholders: Como as mudanças nas expectativas dos stakeholders estão impulsionando a inovação na administração?
  • Rastreamento de Investimentos em Inovação: Como os investimentos em inovação são monitorados e discutidos no nível do conselho?
  • Compreensão das Tecnologias Emergentes: Como o conselho está desenvolvendo conhecimento prático sobre as tecnologias emergentes?
  • Criação de Ecossistema de IA e Proteção de Dados: Como a empresa planeja criar um ecossistema onde IA e proteção de dados coexistam e gerem valor para os usuários?

5) Possibilitar uma Estratégia de Força de Trabalho Focada nas Pessoas:

A dinâmica entre empregadores e empregados está em constante evolução, influenciada por forças cíclicas e estruturais. Com a economia experimentando uma desaceleração, os colaboradores ainda percebem que têm certa alavancagem, uma percepção reforçada por greves de alto nível em vários setores. Os empregadores, por outro lado, estão mais focados nas realidades econômicas de inflação alta e demanda de mercado enfraquecida.

A lacuna de percepção entre empregadores e colaboradores é significativa. Enquanto muitos empregadores acreditam que condições econômicas mais difíceis reduziriam a probabilidade de os colaboradores procurarem novos empregos, uma porção significativa dos colaboradores está disposta a mudar de emprego em busca de melhores condições. A estratégia de talentos precisa, portanto, ser uma prioridade máxima.

Há divergências entre as visões de empregadores e colaboradores quanto à preparação da empresa para as mudanças e o desenvolvimento de habilidades. Enquanto a maioria dos empregadores acredita que está fazendo um bom trabalho, uma porcentagem menor de colaboradores concorda.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Escuta Ativa dos Colaboradores: Os Conselhos devem buscar insights sobre o sentimento e as perspectivas dos colaboradores por meio de pesquisas e interações diretas, promovendo uma cultura de inclusão e envolvimento.
  • Priorizar Pessoas na Estratégia de Talento: Orientar a Administração a adotar uma abordagem que coloque as pessoas em primeiro lugar, focando na construção de uma cultura de confiança e no desenvolvimento da força de trabalho.
  • Comunicação sobre Capital Humano: Melhorar a comunicação com os stakeholders sobre como os assuntos de capital humano estão sendo geridos, especialmente em vista de potenciais novas regras regulamentares.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Alinhamento com a Estratégia Geral: Como a estratégia de talentos está apoiando a estratégia geral da empresa? Quais mudanças organizacionais foram implementadas para reforçar a estratégia de talentos?
  • Construção de Confiança: Como a liderança está ganhando a confiança dos colaboradores e como eles estão se sentindo no ambiente de trabalho? Eles se sentem cuidados pela liderança?
  • Engajamento com o CHRO: Com que frequência e profundidade o Conselho está se engajando com o CHRO para entender as perspectivas dos colaboradores?
  • Métricas de Gestão de Capital Humano: Quais métricas de capital humano estão sendo revisadas e como elas estão alinhadas com a estratégia de talentos de longo prazo?
  • Suporte à Carreira: Como a empresa está apoiando a carreira e o avanço dos colaboradores por meio de programas de mentoria e desenvolvimento?
  • Adaptação à Tecnologia e Sustentabilidade: Como a estratégia de talentos está abordando as necessidades de qualificação para áreas-chave como tecnologia e sustentabilidade?
  • Estratégias de Trabalho Flexíveis: Como a empresa está abordando os modelos de trabalho presencial, remoto e híbrido? Como o Conselho está informado sobre as preferências dos colaboradores em relação a esses modelos de trabalho?

6) Manter Outras Áreas de Foco na Agenda do Conselho:

Além das cinco prioridades principais já abordadas acima, os Conselhos precisam estar atentos a outros tópicos críticos em 2024, que incluem:

Desenvolvimentos Regulatórios

As mudanças regulatórias aceleradas, especialmente durante anos eleitorais, podem representar riscos significativos. As empresas devem estar preparadas para novas regras, como as divulgações de riscos cibernéticos e regras pendentes sobre questões climáticas e ESG. Com regulamentações em evolução sobre IA e um cenário geopolítico dinâmico, os Conselhos precisam orientar a Administração a manter uma abordagem proativa para atendimento regulatório.

Orientação Sobre Aspectos Políticos

Os riscos políticos estão crescendo em importância devido a eleições em países relevantes, conflitos ativos e uma geopolítica em transformação. Os Conselhos devem orientar as empresas a considerarem proativamente como os fatores políticos podem afetar as oportunidades de crescimento e as expectativas dos stakeholders.

Supervisionar Cadeias de Suprimentos Como Ativos Estratégicos

As cadeias de suprimentos são cada vez mais vistas como centros de resiliência, não apenas de custo. Os Conselhos devem adotar uma visão integrada e estratégica, transformando as cadeias de suprimentos em mecanismos que assegurem a oferta e promovam a resiliência.

Endereçar as Alterações Climáticas e a Gestão Ambiental

À medida que a data limite do Acordo de Paris se aproxima, os Conselhos devem estar atentos ao progresso das empresas na redução das emissões e adaptar estratégias de negócios para uma nova economia de baixo carbono.

Ações para os Conselhos em 2024:

  • Monitoramento Regulatório e Legislativo: Garantir que haja sistemas e processos para acompanhar as mudanças legislativas e regulatórias.
  • Resiliência das Cadeias de Suprimentos: Assegurar que a Administração esteja aumentando a visibilidade e a resiliência das cadeias de suprimentos globais e avaliando fornecedores alternativos.
  • Agenda Climática e de Natureza: Desenvolver competência em torno de riscos e oportunidades relacionados ao clima e à natureza, integrando considerações ambientais nas decisões de negócios.
  • Entendimento Geopolítico: Manter um entendimento claro de como os desenvolvimentos geopolíticos impactam a estratégia empresarial e empregar planejamento de cenários para explorar futuros plausíveis.

Perguntas para Consideração do Conselho

  • Preparação para Regulamentações Futuras: Como a Administração está se preparando para regulamentações futuras? O Conselho está adequadamente informado sobre as mudanças regulatórias?
  • Cadeias de Suprimentos e Geopolítica: A empresa está considerando fornecedores alternativos e redes alinhadas com o novo ambiente geoestratégico?
  • Clima e Valor do Negócio: Como iniciativas climáticas e ambientais estão sendo usadas para proteger e criar mais valor para o negócio?
  • Estratégia e Emissões: Como a empresa está transformando seu portfólio de negócios e reduzindo emissões simultaneamente?
  • Parcerias Estratégicas para a Agenda Climática: A empresa considerou parcerias estratégicas ou joint ventures para alcançar objetivos climáticos?
  • Implicações Geopolíticas na Estratégia: Como o planejamento de cenários está sendo utilizado para compreender os impactos dos desenvolvimentos geopolíticos na estratégia atual e futura?

7) Aumentar o Valor Estratégico do Conselho:

Cada vez mais os Conselhos de Administração precisam intensificar seu valor estratégico, facilitando a resiliência empresarial através de uma combinação de disciplina e transformação. Eles são incumbidos de orientar a Administração a encontrar um equilíbrio entre demandas de curto prazo e crescimento de longo prazo, e a navegar através de crises e oportunidades emergentes.

Enquanto mudanças cíclicas como inflação e variações no consumo exigem atenção e podem oferecer oportunidades táticas, são as mudanças estruturais, como a revolução da GenAI, a fragmentação geopolítica e a transição energética, que têm o maior impacto estratégico.

Ação dos Conselhos em 2024:

Os Conselhos devem fornecer insights críticos, desafiar efetivamente a Administração e liderar com visão, permitindo decisões ágeis e alinhadas com os valores fundamentais da empresa em um ambiente incerto e em rápida mudança, como:

  • Analisar Tendências e Desenvolvimentos: Ficar a par das tendências e desenvolvimentos que possam afetar a empresa, tanto no curto quanto no longo prazo.
  • Integrar Visões Estratégicas e Operacionais: Trabalhar com a Administração para integrar visões estratégicas e operacionais, equilibrando eficientemente as necessidades imediatas com as metas de longo prazo.
  • Promover Adaptação e Inovação: Incentivar a Administração a ser adaptável e inovadora, aproveitando tecnologias emergentes e ajustando-se a novas realidades geopolíticas e energéticas.
  • Liderar pelo Exemplo: Demonstrar uma compreensão profunda dos desafios e oportunidades, agindo como um modelo para liderança e governança corporativa eficazes.

Perguntas para Consideração do Conselho:

  • Visão Estratégica: Como o Conselho está contribuindo para a visão estratégica da empresa e garantindo que a Administração esteja alinhada com esta visão?
  • Equilíbrio de Demandas: Como o Conselho está ajudando a Administração a equilibrar as demandas de curto prazo com as necessidades de crescimento de longo prazo?
  • Resposta a Crises: Como o Conselho está preparando a empresa para responder de maneira ágil a crises e aproveitar oportunidades emergentes?
  • Governança e Valores: Como o Conselho está assegurando que as ações da empresa estejam alinhadas com seus valores fundamentais e com a governança corporativa responsável?
  • Impacto das Mudanças Estruturais: Como o Conselho está avaliando o impacto das mudanças estruturais no modelo de negócios da empresa e em sua estratégia global?

Podem ter acesso ao material completo desta pesquisa estudo em:

https://assets.ey.com/content/dam/ey-sites/ey-com/pt_br/topics/board-matters/ey-prioridades-dos-conselhos-de-administracao-para-2024-nas-americas.pdf?download

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Perguntas e respostas

Como o conselho pode enfrentar incerteza econômica?
Com cenários, revisão de premissas, disciplina de capital e acompanhamento de sinais que alterem demanda, custos e estratégia.
Quais perguntas devem orientar o uso de IA generativa?
Como cria valor, quais dados e riscos envolve, quem responde pelo uso e como segurança, ética e desempenho serão controlados.
Que ações fortalecem a supervisão cibernética?
Estrutura clara de comitês, simulações, diversidade de competências, indicadores e avaliação de riscos na rede de parceiros.
Como o conselho acompanha a agenda de talentos?
Dialogando com o CHRO, revisando métricas, sucessão, competências, confiança, desenvolvimento e alinhamento com a estratégia de longo prazo.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante