Artigo
28/02/2024
Atualizado em 19/04/2026

Pesquisa da EY sobre as Prioridades dos Conselhos de Administração para 2024

Economia, capital, cibersegurança, privacidade, inovação e talentos lideram as prioridades dos conselhos nas Américas para 2024, segundo pesquisa da EY.

Resumo

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A análise das prioridades dos Conselhos de Administração para 2024 é sempre algo importante de se preocupar nesta época de início de ano, e pelos trabalhos que desenvolvo nos comitês técnicos que participo, estou sempre ligado, então queria comentar com vocês sobre interessante pesquisa anual feita pela EY coordenado aqui pela Andrea Fuga sobre o tema, com conselhos nas Américas, incluindo empresas no Brasil, que foi apresentado em um recente WEBCAST CBM das Prioridades dos Conselhos de Administração para 2024 pela plataforma Zoom, que este ano na edição de 2024, foram entrevistados mais de 350 membros de Conselhos de empresas abertas e fechadas na Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos e México.

Queria comentar sobre alguns dos pontos comentados neste evento e dos resultados da pesquisa, e falar mais desta evolução das prioridades dos conselhos para este ano em relação ao ano passado, o que mostra um pouco do dinamismo destas prioridades, que são na ordem decrescente, com as mais relevantes e preocupantes primeiro.

Conteúdo do artigo
Prioridades dos Conselhos de Administração para 2024
  • Condições Econômicas (82% em 2024 contra 80% em 2023): Este continua sendo o foco principal, com a maioria dos conselheiros atentos às variações macroeconômicas, inflação, taxas de juro e o impacto destes fatores no desempenho e na estratégia das empresas. A capacidade de adaptação a um ambiente econômico volátil é imperativa para a sustentabilidade e crescimento das empresas.
  • Alocação de Capital (74% em 2024 contra 70% em 2023): Representa o refinamento na gestão de recursos financeiros, enfatizando investimentos estratégicos que possam otimizar o retorno sobre o capital e garantir a viabilidade a longo prazo, especialmente em tempos de incerteza econômica. Estas duas fazem um combo interessante.
  • Segurança Cibernética e Privacidade de Dados (68% em 2024, contra 64% em 2023): A crescente digitalização dos negócios e a regulamentação em evolução exigem que as empresas fortaleçam suas defesas contra ameaças cibernéticas e garantam a proteção de dados, um ativo cada vez mais valioso e vulnerável. Quem me acompanha sabe que sempre coloco pessoalmente este entre os primeiros.
  • Inovação e Tecnologias Emergentes (64% em 2024 contra 70% em 2023): O investimento em inovação tecnológica é fundamental para manter a competitividade nos dias de hoje. Os conselheiros reconhecem a necessidade de incorporar novas tecnologias, como a Inteligência Artificial Generativa (GenAI), que possam catalisar a eficiência operacional e abrir novas frentes de mercado. Outro assunto que pessoalmente está sempre no topo das minhas também.
  • Agenda de Talentos (56% em 2024 contra 70% em 2023): A guerra por talentos especializados é intensificada pela transformação digital, chegada da IA, valorização dos dados e suas análises e seu uso, e pela necessidade de habilidades adaptativas. As empresas devem atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados que possam conduzir inovação e crescimento neste novo mundo, que saibam usar estas novas ferramentas para criar valor.

As demais prioridades, que apesar de não se encontrarem no topo da lista acima, mas que ainda assim são de relevância significativa, e merecem sua atenção são:

  • Desenvolvimentos Regulatórios (49% em 2024 contra 43% em 2023): A conformidade regulatória continua a ser uma área crítica, com um aumento na atenção dada à adaptação a normas que estão em constante mudança e que afetam diretamente as operações das empresas.
  • Riscos Políticos (29% em 2024 contra 45% em 2023): A complexidade do ambiente político global e seu impacto direto nos mercados e na estabilidade operacional demandam uma monitorização ativa e estratégias de mitigação de riscos.
  • Cadeia de Suprimentos (30% em 2024 contra 38% em 2023): As disrupções na cadeia de suprimentos, exacerbadas por crises globais, pressionam as empresas a repensarem e fortalecerem suas redes logísticas.
  • Mudanças Climáticas e Gestão Ambiental (30% em 2024 contra 38% em 2023): O risco ambiental e a transição para uma economia de baixo carbono exigem que as empresas desenvolvam estratégias sustentáveis e resilientes ao clima. Outro tema que eu pessoalmente acho importante, e que gostaria de ver mais para cima desta pesquisa no ano que vem.

Em comparação com 2023, observa-se um aumento na importância atribuída à segurança cibernética e privacidade de dados, alocação de capital e condições econômicas, refletindo uma resposta direta aos desafios emergentes e persistentes do ambiente de negócios atual.

A segurança cibernética e a privacidade de dados ganharam destaque em um mundo onde as ameaças digitais estão se tornando mais sofisticadas e frequentes, exigindo dos conselhos de administração uma postura proativa na gestão de riscos cibernéticos.

Já a alocação de capital é cada vez mais vista sob a ótica da otimização de recursos em um período de incertezas econômicas, onde a eficiência e a eficácia das decisões de investimento podem determinar o sucesso ou fracasso a longo prazo. As condições econômicas, por sua vez, permanecem no topo das prioridades, dado o ambiente volátil que requer uma vigilância constante e a capacidade de adaptação rápida às mudanças macroeconômicas.

Por outro lado, a inovação e as tecnologias emergentes, embora ainda consideradas críticas, apresentaram uma ligeira queda no ranking de prioridades. Isto pode ser interpretado como um sinal de que os conselhos estão recalibrando suas expectativas e abordagens em relação ao ritmo e à implementação de novas tecnologias, especialmente considerando o impacto potencial e ainda incerto da Inteligência Artificial Generativa (GenAI).

A agenda de talentos, que sofreu uma queda ainda mais acentuada, sugere uma possível reavaliação das estratégias de gestão de recursos humanos frente a outras necessidades operacionais e estratégicas mais prementes.

A política global, especialmente em regiões com cenários eleitorais iminentes ou conflitos geopolíticos, está emergindo como uma área de foco renovado, ilustrado pelo aumento expressivo de sua priorização. Este fenômeno é particularmente notável no Chile, onde o risco político ascendeu à segunda maior prioridade, contrastando com a menor ênfase na agenda de talentos. Esse deslocamento regional pode refletir a singularidade das circunstâncias políticas e sociais locais, influenciando diretamente as estratégias e operações das empresas na região.

Vale a leitura. Podem baixar o documento completo em:

https://assets.ey.com/content/dam/ey-sites/ey-com/pt_br/topics/board-matters/ey-prioridades-dos-conselhos-de-administracao-para-2024-nas-americas.pdf?download

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Atualizado Verificado em 16/07/2026

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Perguntas e respostas

Por que cibersegurança e privacidade ganharam relevância?
Ameaças mais sofisticadas e frequentes ampliam impactos operacionais, regulatórios e reputacionais e exigem supervisão ativa.
Quais temas aparecem entre as prioridades dos conselhos?
Estratégia, economia, capital, inovação, IA generativa, talentos, cibersegurança, privacidade, sustentabilidade e riscos geopolíticos.
Por que prioridades variam entre países?
Condições políticas, econômicas, sociais e regulatórias locais alteram as exposições e as decisões estratégicas dos conselhos.
Como a incerteza influencia a alocação de capital?
Ela aumenta a necessidade de cenários, disciplina, flexibilidade e comparação entre retorno, liquidez, resiliência e risco.

Conteúdo gerado com apoio de IA. Não substitui análise profissional.

Autor

LL

Luiz Henrique Lobo

Membro Independente de Conselhos | Comitê de Riscos da Caixa e de Auditoria da BR Partners | Consultor e Palestrante