O ano está acabando, e chega nesta época em que é importante olhar para frente, para planejar o próximo ano de 2024, e neste sentido queria compartilhar que estava lendo um material legal sobre governança feito pelo Agnyz Bueno da EY de um trabalho que fizeram levantando uma série de questões relevantes, baseadas em temas que foram destaque nas discussões dos conselhos e comitês em 2023, que podem ajudar a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirão em 2024.
São eles:
- Condições Econômicas e Gerenciamento de Crises: O Conselho deve indagar sobre as medidas da empresa para testar seu balanço patrimonial e desenvolver um manual de crise, garantindo que os líderes estejam preparados para gerenciar cenários adversos.
- Estratégia de Capital: É importante questionar como a estratégia de investimento de capital da empresa está evoluindo, especialmente em áreas como digital, tecnologia, talentos, inovação, P&D e sustentabilidade, e como os comitês de assessoramento coordenam a supervisão destes temas.
- Tecnologia e Inovação: O Conselho deve averiguar como os investimentos em inovação são rastreados e reportados, além de sua participação nas discussões sobre inovação no processo de definição de estratégias.
- Talentos e Cultura: As questões devem incluir como a empresa garante a equidade salarial e cria políticas de recompensas centradas no ser humano, cobrindo aspectos como remuneração, bem-estar e benefícios flexíveis.
- Segurança Cibernética: É importante que o Conselho compreenda como a gestão avalia e categoriza incidentes de privacidade cibernética e de dados e determina quais devem ser escalados ao Conselho.
- ESG e Iniciativas Climáticas: Os conselheiros devem questionar se a empresa vê as iniciativas climáticas como uma maneira de proteger e criar mais valor para o negócio, além de explorar oportunidades para transformar portfólios de negócios e reduzir emissões.
- Demografia e Transformação Digital: O Conselho deve considerar investimentos e iniciativas em tecnologia que atendam às necessidades e expectativas da Geração Z, bem como priorizar a alocação de capital para a transformação digital, levando em conta tendências demográficas.
- ESG e Remuneração Executiva: As métricas ESG significativas que devem ser incluídas na política de remuneração de executivos e a avaliação regular de sua eficácia são pontos fundamentais.
- Diversidade: A empresa deve ter equipes diversificadas em idade, identidade, experiência e cognição para entender as dimensões técnicas, comerciais, éticas e legais.
- Gestão de Riscos: É essencial aconselhar a Diretoria sobre as principais tendências de risco no ambiente de negócios externo e integrar a análise de riscos no planejamento estratégico e nos relatórios de gerenciamento de desempenho.
- Ativismo de Investidores: O Conselho deve realizar análises holísticas de vulnerabilidades a ativistas e desenvolver planos de resposta a potenciais engajamentos ativistas.
- Comunicação e Gestão de Crises: Definir expectativas claras com a administração sobre as comunicações de gestão de crises é um aspecto crucial.
Todas estas questões acima refletem a necessidade de um pensamento dinâmico e estratégico por parte dos Conselhos de Administração. É fundamental que seus membros e Comitês de Assessoramento reavaliem continuamente suas abordagens, sejam críticos ao questionar suas suposições existentes e ajam proativamente para manter suas organizações à frente em um ambiente empresarial em constante evolução.
Material consultado em okai.com.br.