Comunicado
30/07/2025

Comunicado N° 43.586

Copom mantém a taxa Selic em 15% ao ano e destaca cenário econômico com incertezas externas e pressões inflacionárias.

Resumo

O Copom manteve a Taxa Selic em 15,00% ao ano, adotando uma postura de cautela diante das incertezas nos cenários doméstico e internacional.

📊 Decisão: Manutenção da Taxa Selic em 15,00% a.a. a partir de 31/07/2025.

😟 Cenário: Incertezas externas (política econômica dos EUA) e domésticas (inflação resiliente e mercado de trabalho aquecido).

📈 Expectativas: Projeções de inflação do mercado (Focus) para 2025 (5,1%) e 2026 (4,4%) seguem acima da meta.

⚖️ Balanço de Riscos: Riscos de alta para a inflação incluem a desancoragem de expectativas e resiliência nos serviços. Riscos de baixa envolvem uma desaceleração econômica mais forte.

⏸️ Futuro: Comitê sinaliza uma pausa no ciclo de alta dos juros para avaliar os impactos, mas se mantém vigilante e pronto para agir se necessário.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, em reunião, manter a meta da Taxa Selic em 15,00% ao ano, com vigência a partir de 31 de julho de 2025.

A decisão foi baseada em um cenário de elevada incerteza. No ambiente externo, o Copom destaca um panorama mais adverso, principalmente devido às políticas comercial e fiscal nos Estados Unidos, o que afeta as condições financeiras globais e exige cautela. Internamente, observa-se uma moderação no crescimento econômico, mas com um mercado de trabalho ainda dinâmico e uma inflação persistente acima da meta.

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus seguem desancoradas, situando-se em 5,1% para 2025 e 4,4% para 2026. As projeções de inflação do próprio Copom, em seu cenário de referência, apontam para 4,9% em 2025, 3,6% em 2026 e 3,4% no primeiro trimestre de 2027. Este cenário considera uma taxa de câmbio partindo de R$ 5,55/US$ e bandeira tarifária "verde" no final de 2025 e 2026.

O Comitê avalia que os riscos para a inflação permanecem elevados. Entre os riscos de alta, estão a desancoragem prolongada das expectativas, uma maior resiliência na inflação de serviços e o impacto de uma taxa de câmbio depreciada. Como riscos de baixa, foram citadas uma possível desaceleração mais acentuada da atividade econômica global e doméstica e uma redução nos preços das commodities.

Para garantir a convergência da inflação para a meta, o Copom afirma ser necessária uma política monetária em patamar significativamente contracionista por um período prolongado. O Comitê sinaliza uma continuação na interrupção do ciclo de alta de juros para avaliar os impactos acumulados dos ajustes já realizados. No entanto, enfatiza que seguirá vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de aperto monetário caso o cenário exija.

A próxima reunião do Copom foi agendada para os dias 16 e 17 de setembro de 2025.