Quem é o responsável pela emissão da S1 e S2?
Talvez você já deva ter ouvido falar do
ISSB. É um órgão que
tem como papel, como responsabilidade,
justamente emitir normas relacionadas com
sustentabilidade. Ele está ali dentro do contexto do
IFRS. Um braço do IFRS pra quem é
da área contábil, especificamente.
E dentro, exatamente, dessa responsabilidade de
desenvolver e de emitir as normas de
sustentabilidade, a gente tem aqui uma
divisão de quatro pilares. Eu já falei um pouquinho na
aula anterior, mas aqui acho que é importante a gente detalhar esses
quatro pilares, porque a gente vai,
ao longo das próximas aulas, entrar um pouco mais em cada
uma dessas frentes. Então sustentabilidade, no nosso
material, você vai ver uma espécie de organograma que eu coloquei,
vai ter essa demonstração desses quatro pilares, começando
pelo governança e estratégia, gestão de
riscos e métricas de metas e
acompanhamento da companhia. Então olha só que interessante, a gente
observa que esses quatro pilares constroem
uma linha, justamente, que faz todo sentido em
termo de racionalidade, por quê? A gente vai entrar um pouquinho mais pra frente,
mas olha só que interessante, a instituição vai ter que
fazer ali toda uma gestão, em termos
de definir a área, a pessoa, a equipe que
vai cuidar desse tema, ali dentro da
empresa. Ela vai definir justamente uma
estratégia da operação, pra poder
seguir com esse tema. Depois ela vai fazer
um acompanhamento em termos de quais são os riscos.
Esses riscos são monitorados, como que eles
são acompanhados, reportados. E aí ela
vai, alinhado com a questão da estratégia,
definir justamente métricas e
metas no sentido de: tem algum impacto?
Como que isso foi desenhado em termos de
KPIs, indicadores, eles estão aumentando,
estão diminuindo, o desempenho da
instituição para os gestores em termos de remuneração.
Então você tem um fluxo que faz todo
sentido em termos de acompanhamento e
gestão das normas de sustentabilidade como um todo.
Aqui no Brasil, falando especialmente do nosso cenário,
do nosso território brasileiro, a norma foi
inicialmente recebida, aprovada pela
CVM. Isso quer dizer que as instituições que estão ali
debaixo do guarda-chuva da Comissão de Valores Mobiliários,
têm justamente essa responsabilidade, essa
obrigatoriedade de adotar todas as
premissas da S1 e S2. A gente tem também
o Banco Central do Brasil, que emitiu normas,
também determinando que algumas
instituições, e aqui eu estou falando de algumas instituições de
pagamento, instituições financeiras, algumas modalidades que eu vou
falar um pouquinho mais daqui pra frente, também
adotem as normas de
sustentabilidade. E obviamente, quem é
contador, vou puxar a sardinha aqui pro nosso lado, quem é
contador tem o nosso conselho, o CFC, que
também recebeu a norma, ou seja, a gente tem
justamente todos esses órgãos que
determinam, que estabelecem com que
as normas S1 e S2 sejam implementadas
nas instituições. E obviamente que, como eu acabei de
falar do nosso conselho de classe, o CFC,
a gente tem o CBPS. Quem é contador, está mais
familiarizado com o CPC, o órgão que
emite as normas contábeis, e um braço,
só que especificamente voltado para
o tema de sustentabilidade, a gente tem o CBPS, que é o
Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de
Sustentabilidade. Então aqui no nosso material,
inclusive, você vai ver que a gente colocou até mesmo
os símbolos, justamente das normas que foram
emitidas pelo CBPS, que é justamente o pronunciamento
técnico um e dois. O um refere-se ao IFRS
S1 e o dois refere-se ao IFRS
S2. Então todo esse contexto
demonstra que aqui no nosso cenário brasileiro,
as instituições deverão adotar o
CBPS um e dois,
justamente
para implementar os seus processos,
acompanhamento, estratégia, governança, os quatro pilares, como eu
comentei, relacionados com sustentabilidade