Norma
02/12/2023

Instrução Normativa BCB N° 433

Define as rubricas contábeis do grupo Compensação Passiva do elenco de contas do Padrão Contábil das Instituições Reguladas pelo Banco Central do Brasil (Cosif) para utilização pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Resumo

A IN BCB 433 define e atualiza as rubricas do grupo 9 – Compensação Passiva do Cosif.

🧾 Registros de eventos com efeitos futuros e controles patrimoniais/resultado no subgrupo 9.0.0.00.00.00-1.

🧩 Subgrupos: 9.0.0 (Compensação Passiva), 9.2.0 (Classificação/Composição de carteiras) e 9.3.0 (Instrumentos Financeiros e Arrendamento: Risco de Crédito) – redação atual pela IN 500/2024.

🧮 Governança: “OUTROS” (9.0.9.99.00.00-2) com saldo zero; consolidação obrigatória no conglomerado prudencial; conceito ampliado de “ligadas”.

📅 Vigência: documentos contábeis a partir da data-base jan/2025, com reclassificação de saldos; revoga a IN BCB 275/2022.

🔍 Escopo das rubricas: coobrigações/cessões de crédito; cartas de crédito (export/import/CCR); custódia/garantias/caução; derivativos (swap, crédito, COE); consórcios; depósitos judiciais; microcrédito/DIM; Desenrola Brasil; SFH; PR (ajustes e Nível II); ouro; operações compromissadas etc.

✅ Ações: atualizar plano de contas e sistemas, consolidar no prudencial e preparar a reclassificação de saldos para jan/2025.

Escopo: a Instrução Normativa BCB nº 433 define as rubricas contábeis do grupo Compensação Passiva do Cosif para instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo Banco Central, com foco no registro de eventos com efeitos futuros e informações de controle sobre elementos patrimoniais e de resultado.

Registro obrigatório: as instituições devem escriturar no subgrupo 9.0.0.00.00.00-1 (Compensação Passiva): (i) informações sobre eventos e transações com potencial de modificar o patrimônio no futuro; e (ii) informações de controle dos elementos patrimoniais/resultado. Esses registros não substituem os lançamentos nas contas patrimoniais e de resultado (§2).

Estrutura e códigos: o grupo é segregado em subgrupos: 9.0.0.00.00.00-1 – Compensação Passiva (Anexo I); 9.2.0.00.00.00-7 – Instrumentos Financeiros: Classificação e Composição das Carteiras (Anexo II); e 9.3.0.00.00.00-0 – Instrumentos Financeiros e Arrendamento: Risco de Crédito (Anexo III). Redações e códigos foram atualizados pela Instrução Normativa BCB nº 500/2024.

Consolidação: nos documentos do conglomerado prudencial, as informações do grupo de compensação devem ser apresentadas de forma consolidada (§3).

Partes ligadas: para a escrituração nas novas rubricas, consideram-se “ligadas” as coligadas, controladas, controladoras e sociedades sob controle comum (direto ou indireto) no mesmo conglomerado prudencial (§4).

Governança contábil: o título 9.0.9.99.00.00-2 – OUTROS deve ser balanceado e apresentar saldo zero nos balancetes e balanços (incluído pela IN BCB nº 500/2024).

Vigência e transição: aplica-se aos documentos contábeis a partir da data-base de janeiro de 2025. A partir dessa data, reclassificar os saldos relativos às informações de compensação para as rubricas criadas pela norma. A IN BCB nº 275/2022 foi revogada.

Principais temas cobertos nas rubricas (Anexo I): coobrigações (inclui retenção de risco em cessões de crédito); cartas de crédito de exportação e importação (CCR); custódia e caução de títulos; garantias de operações (inclui operações em bolsa, margens, fianças/avais); instrumentos e valores relacionados a swap (RCD e valores de mercado); derivativos de crédito (risco transferido/retido/recebido); COE (valor de mercado); consórcios (recursos a receber, contribuições, bens/serviços a contemplar, valores devidos, recursos coletados); administração de recursos de terceiros; arrendamentos sem reconhecimento de direito de uso (valores a pagar por faixa de vencimento); depósitos judiciais/administrativos repassados à União, Estados, DF e Municípios; ouro (custódia, quantidade e valor transacionado); operações compromissadas (captações e paridade com contas patrimoniais); garantias governamentais e por instituições financeiras; transações de pagamento realizadas (volume financeiro dos últimos 12 meses); Patrimônio de Referência (ajustes) e instrumentos elegíveis a Nível II (Res. 4.955/2021, com redutores de 0%–100%); microcrédito e direcionamento (inclui DIM); Programa Desenrola Brasil; SFH (parcelas a liberar e promessas/comprometidos); créditos ao setor público e PR destacado; segregação de depósitos de poupança por data; operações com partes relacionadas; ativos não financeiros recebidos para venda; valores pendentes em cobrança judicial.

Impactos práticos: atualizar o plano de contas (Cosif) e sistemas para suportar os novos códigos/funções; parametrizar a consolidação no prudencial; revisar políticas de partes ligadas; manter “OUTROS” com saldo zero; planejar a reclassificação na data-base de jan/2025; ajustar processos de registro de compensação em operações de mercado (derivativos, compromissadas, custódia/garantias), consórcios, microcrédito/DIM e programas governamentais (Desenrola, SFH).