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O mito do hedge natural

Transcrição

Esse vídeo é sobre rede natural e exposição cambial. Rede natural é algo bastante falado. Eu nem sei muito bem compreendido pelas companhias, então com certeza é um tema que vale a pena a gente explorar aqui, nesse nosso curso de derivativos. Bem, o que é que a gente pode chamar de um Red natural? Situações como esta aqui em que a gente tem um casamento. Perfeito de 3 fatores. Vejam que nesse caso, nós temos a mesma moeda. E em japoneses, o mesmo. O mesmo volume. 1500, 1000500. E o mesmo prazo, ambos para 35 dias, um. E outra palhaço, então, isso sim, a gente pode chamar de um Red natural, tem um casamento perfeito entre moeda, volume e prazo. Onde normalmente o Red natural falha pra. No prazo, gente, é muito comum as companhias aqui no Brasil dizerem, Ah, eu tenho 100000 pra pagar 100000 pra receber, então estou rede natural. Quase sempre não está porque, porque muitas vezes estas situações têm prazos diferentes, então se você tem um prazo de pagamento e um prazo de recebimento que não casam, você não tem um Red natural, você tem sim, é uma exposição e você posta a raiz do ponto de vista da exposição cambial líquida, ou seja, pode fazer uma conta de mais e menos e ver ali. Qual é a diferença de volume e qual a diferença de prazo que você tem e fazer um Red, por exemplo, comprar ou vender um NDF só daquela diferença, daquela diferença de prazo, daquela diferença de volume? Então vamos entender aqui nesses exemplos, como ficariam essas situações, por exemplo, essa situação aqui? A companhia tem 100000 USD a receber daqui a 10 dias e tem 100000 USD a pagar daqui a 8 dias. Então, assumindo que a companhia tem o dinheiro guardado em caixa e que ela não tem um problema aqui de liquidez. Ela conseguiria assim primeiro pagar pra depois receber, mas percebam que ela paga. Em B8 e recebe em D10. Os volumes são os mesmos, então. Do zero até OD 8 a gente poderia dizer que ela tem um regime natural, sim, não tem exposição. Por quê? Porque durante aquele período de 8 dias ela tem 100000 a pagar e 100000 a receber. Perfeito, mas do D8. Ao D10, abre-se uma exposição cambial de quanto, de 100000 USD, para que prazo do D8 ao D10. E o que é que acontece nesse período? Ela paga ou ela recebe, Ah, ela recebe. Então nesses 2 dias? Se a taxa de câmbio cair em reais, ela pode receber menos reais do que ela pagou e essa conta em reais não fecha. Para evitar isso, a companhia poderia fazer, por exemplo, uma operação em que ela vende um futuro para 2 dias normalmente ONDF os bancos, cotam para pelo menos 3 dias por causa da Ptax que é feita para liquidação da operação. Então, por um prazerzinho assim, curto de 2 dias, se a companhia não quiser correr esse risco, quiser fazer esse Red, ela pode fazer isso vendendo 1 USD futuro OKE essa situação aí da letra bens. Bem aqui temos euros, e nesse caso, a companhia tem 230000 EUR para receber em 20 dias e 330000 EUR para pagar 20 dias. Bem, os prazos são os mesmos. Ah, então aquele problema de prazo não tem aqui, isto não tem OK. Show de bala, mas tem uma diferença de volume, então você poderia pensar que 230000. São rede natural porque tem apagar e tem a receber. Você poderia dividir esse fluxo a pagar em 2 o fluxo de 230 e mais um fluxo de 100. Concorda? E nesse caso, é exatamente o fluxo de 100 que está exposto. E aí você pode fazer esse Red de 100000, que é a exposição cambial líquida. Sim, ótimo. Faça 100000. Pra que prazo? 20 dias, que é o período em que está exposto e comprovendo raiz. Você tem que prestar atenção no sinal. Então nesse caso tem mais volume para pagar, então eu tenho uma exposição líquida de 100000 a apagar, ou seja, tenho que comprar ou vender. Ah, acertou. Se você disse comprar, porque nesse caso eu tenho que pagar em dólar e se o câmbio sobe, eu vou gastar mais reais. Então eu me protejo do movimento de alta, da taxa de câmbio. Nesse caso, então eu compro um NDF de 100000 USD, só 100000, que é só a diferença, que é o que não tem rede natural para o prazo de 20 dias. Olha que interessante. É assim que a gente faz o head da exposição cambial líquida. Ah, tá bom, mas e se você tiver naquela situação ali? C, hm, essa é a mais complexa porquê perceba que aqui tem diferença de volume e diferença de prazo, tá? Nesse caso, você pode fazer de mais do que uma maneira. Uma forma impossível seria você pensar que a diferença aí é de 300000, por quê? Eu tenho 500 para receber, 200 para pagar, então líquido. Eu tenho uma exposição de 300 a receber. Certo? E isto desde OD zero até OD 60. Então você já poderia de uma vez, rediar essa exposição líquida de 300 para 60 dias vendendo um NDF de 300000 para esse prazo? E aí, quando você chega no D45 e esse fluxo de caixa de de 200000 para 45 dias, desaparece, abre-se uma exposição líquida diferente de quanto de todo o fluxo de caixa para receber. Então perceba que como você já tinha vendido 300 agora você pode vender +200, que é a exposição que se abriu para o prazo remanescente. Você está no D45 e fecha para OD 60, então você faz só para 15 dias. Pelo volume de 200000, que é esse fluxo de caixa que antes estava cumprindo uma função de rede natural, parcial e agora aí o portão é porque se encerrou. Entendeu? Essa é a ideia do cálculo da exposição cambial líquida e assim você pode fazer com todos os cursos de caixa da companhia todos os. Que você tiver e lembrando, claro que esse agrupamento tem que ser feito por fator de risco. Então, se a sua empresa tem várias moedas, você tem que fazer essa separação por moeda e se tem várias taxas de juros diferentes, você tem que pensar em taxas de juros, de juros. E se tem várias commodities diferentes, também tem que agrupar por commodity. Tudo bem cuidado. Então, só para separar direitinho e vai fazendo essa análise do ponto de vista de fatores de risco e seus respectivos volumes em prazo.