Esse vídeo é sobre suapes cambiais, muito usados para rede de dívidas em dólar ou em reais. Vamos entender mais? Os fatos cambiais são usados por muitas empresas brasileiras para trocar as taxas de juros de suas dívidas. Aqui nesse exemplo, eu quero pensar com vocês sobre um swap cambial.
Mas vale lembrar que o swaps também podem ser usados para trocar taxas de juros.
Em reais, por exemplo, a companhia tem um CDI que quer ficar préfixada, que é definida antecipadamente qual será o valor futuro a pagar por uma dívida.
Ou a companhia tem uma dívida atrelada ao IPCA, decide que quer transformar isto para ACDIE. Assim, nós poderíamos pensar em vários outros exemplos e que a companhia poderia trocar a sua taxa de juros, de forma que ela troca uma taxa de juros que ela não quer mais por outra que ela deseja ter.
Normalmente, no seu endividamento, a gente.
Aqui estou assumindo então uma empresa que tem uma situação em que ela quer se proteger do risco de variação cambial.
AA empresa? Nesse caso, então, ela decide que não quer mais incorrer em risco de variação cambial. Vale comentar que nós temos encontrado aqui na b 3 companhias exportadoras que usam sua app para doarizar dívidas em reais. Vamos ter alguns casos desses aqui nos nossos exemplos práticos mais à frente.
Bem, nesse momento, então vamos pensar aqui um exemplo envolvendo uma dívida dolarizada e já lembro um ponto importante para vocês que é.
Toda vez que trabalharmos com taxas de juros em dólar ou também a variação cambial do real contra o dólar, estamos falando de juros lineares, sim.
Juros simples, em que um ano tem 360 dias, enquanto nas taxas de juros em reais nós trabalhamos com juros compostos em que um ano tenho 252 dias úteis. Por que que eu estou te dizendo isso? É porque precisaremos lembrar disso.
Precisaremos dessa informação para calcular o ajuste do swap.
E esse ajuste? Já te adianto que é um pouquinho mais complexo do que nós aprendemos no NDFE, nas opções, porque.
Diferente daquelas situações em que nós já tínhamos tudo a valor futuro, o swap é negociado a valor presente e, portanto, o ajuste no vencimento passa por um cálculo de valor futuro de cada uma das pontas do swap, com suas respectivas taxas, taxas de juros.
Vamos entender nesta situação problema. Temos uma empresa que tomou 1000000 de dólares junto à sua matriz e a matriz decidiu que ela deve pagar de volta o valor em dólares. Ou seja, se essa empresa está aqui no Brasil, gera receitas em reais e sofrerá a variação cambial. É problema da empresa aqui no Brasil a matriz, que é receber de volta seu 1000000.
Dólares e além disso, que é uma taxa de juros de 5% ao ano em dólar. Bem, nesse caso a missão da empresa aqui no Brasil. Então tem 2 partes, uma se proteger deste risco de variação cambial que poderá fazer com que a empresa gaste mais reais do que ela gostaria, pagando essa conta em dólar. E além disso, claro, precisa gerar caixa para pagar esse juro aí de 5% em dólar.
Ou seja, como neste caso a empresa não é exportadora, não gera receitas em dólar e não tem nenhum tipo de head natural, ela decidiu que ela vai trocar a taxa de juros que era dolarizada. Custava vareção cambial mais 5 por uma taxa de juros em reais. E aqui ela decidiu ficar devendo CDI.
Aí foi até o seu banco de relacionamento e fez uma operação no mercado de balcão.
Sim, que que eu sou? App de regra? É sempre uma operação de balcão customizada e dessa forma, o banco que fez com ela a operação contou 1000000 de dólares para 360 dias, ao custo de variação cambial mais 5 e ao fazer esses cálculos por equivalência de taxas de juros, concluiu que o custo em reais é de 110% do CDI.
Sim, o que está por baixo dessa história nada mais são do que os futuros, que referenciam as cotações de todas as operações de derivativos no nosso país. E nesse caso, os futuros envolvidos são o dólar futuro, o cupom cambial que será comparado com estes 5% ao ano e a taxa prefixada equivalente a 100% do CDI, que nesse caso foi ajustada.
A 110% do CDI eu término da cotação já incluindo o estradinho do banco. Tá bom, gente?
Também tem, claro, os custos operacionais, os riscos incorridos e alguns prédios que os bancos colocam quando fazem as operações de mercado de balcão.
Bem, então a questão aqui é que agora esta companhia deve se preocupar em gerar caixa e ter reais suficiente para conseguir pagar 1 o volume cujo custo agora é de 110% do CDI. Então houve uma troca, troca de uma taxa de juros em dólar por uma taxa de juros em reais. E nesse caso, o que quer que aconteça com o dólar ou.
Com OCDIA, companhia ficará devíme 110%.
Daí, claro, a quantidade de reais equivalentes a essa cota. Bem, olha, e comentar então que por trás dessa cotação está esta fórmula aqui que nós já vimos quando falamos dos futuros, lembrou. Se dela, então.
Isso então só para a gente resgatar e fixar mais uma vez esse conhecimento. Existe uma forma lá que rege a precificação do dólar futuro.
E é muito usada nessas cotações de derivativos cambiais. E ela também está por trás do swap. Então esta fórmula não só percebeu o seguinte, gente, que para uma data Futura existe uma equivalência entre um determinado dólar futuro previsto para aquela data e a taxa de juros em reais, o cupom que é a taxa de juros em dólar, e.
Claro também OOO câmbio de curto prazo, que é o que a gente chama de taxa. Esporte ou comercial?
Vejam que quando você pensa um swap, você é como se você estivesse abrindo essa parte aqui da fórmula e, negociando isso de maneira separada. Então você tem num swap, uma ponta ativa, o que você recebe e uma ponta passiva, o que você paga, e essa ponta ativa. Então ela pode ser i.
Ou uma taxa prém reais ou ela pode ser o cupom somado da variação cambial.
Bem, ficar ativo ou passivo no dólar depende da sua estratégia. Então, se eu quero dolarizar uma dívida em reais, eu devo trocar o endividamento de tal forma em que eu passe a dever o dólar. Por outro lado, se eu tenho uma dívida valorizada e quero transformá lo em reais, eu preciso organizar esse meu swabs de tal forma que através do swap ou transforme a dívida de dólar para reais.
Ou seja, como é que é o melhor jeito de estruturar o seu app não se perder nessa história das pontas?
Sabe como é que é? Vou te contar assim, coloca aqui, ativa o passivo, paga e recebe. Começa pensando no seu ponto de partida, que no meu exemplo é uma companhia que tomou uma dívida dolarizada junto à sua matriz e eu coloquei essa dívida aqui, ó, no passivo, né? Essa dívida é de 1000000 de dólares pelo prazo de 1 ano. E custa.
A variação cambial +5% ao ano, que é o que a matriz cobrou da filial.
Certo que aí a filial, como não é exportadora, não quer seguir devendo o dólar e portanto, ela fez um swap pra trocar essa taxa de juros e assim pra construir esse swap, você pensa?
Primeiro, como é que você vai zerar esse risco que a empresa não quer mais? OK, se ele é um passivo, ele vem para o lado de cá, ó, vira um ativo. E esse ativo tem que ser igualzinho aquele passivo pra zerar. Ou seja, tem que ser o mesmo volume, o mesmo prazo e a mesmíssima taxa. AI se eu fizer uma taxa um pouquinho diferente.
Não vai bater a cota? Se você quer fazer um head perfeito, tem que ser igualzinho.
Do ponto de vista de volume, de prazo e de taxa, e vamos lembrar que todos os derivativos têm imposto de renda, então, aqui no Brasil, às vezes a gente não chega no head perfeito, porque do ponto de vista do resultado final.
Sobre o ajuste positivo, incide um imposto.
Imposto de renda, que no caso de swap segue a tabela regressiva de imposto de renda sobre renda fixa. Sim, gente, porque a receita considera sua up como sendo renda fixa. Futuros termos e opções são considerados renda variável e tem r de 15%, independente do prazo recolhido via DAF. Mas no swap, quando você recebe um ajuste positivo no vencimento, esse ajuste.
Já virá creditado depois de imposto, ou seja, líquido de imposto.
Tá, então é isso que às vezes dá alguma ineficiência aqui no swap. E, aliás, é o motivo pelo qual muita empresa tem preferido nos últimos anos, fazer ONDF não o swap, mas o swap para a rede de dívida. Ele é muito usado porque ele permite justamente você fazer esse esse encontro aqui perfeito entre prazos, volumes, taxas de juros envolvidas na operação, certo? E longo prazo, então é mais.
Usado principalmente porque o imposto de renda para prazos acima de 2 anos passa a ser 15%. Também fica a menos ineficiente. Ineficiente, então?
Organizando esse swap de um lado aqui eu tenho OA situação original que eu quero proteger, que é a dívida. Criei um ativo igualzinho a essa dívida e contrapartida disso é que eu passo a ter um passivo de.
Mesmo volume, 1000000 de dólares mesmo prazo, um ano, só que agora custando 110% do CDIE. Dessa forma, eu troquei algo que eu não queria, que vai ficar devendo em dólar por algo que eu queria que é ficar devendo em CDI.
OK, então agora vamos entender como calcular o ajuste do swap? Sim, fiz uma planilhinha aqui para ajudar a gente nessa missão. A planilha está disponível junto dos materiais desse curso. Te convido a abrir essa planilha e junto comigo, entender esse cálculo.
Importante o cálculo do swap. Ele acontece uma única vez do vencimento ao longo do caminho da operação. Você pode calcular a marcação ao mercado, que é como se você tivesse tentando, ao longo deste swap, verificar quando você teria a pagar ou a receber, dada aqueles aquela situação de câmbio e taxa de juros, né CDIA?
Tual.
Bem, faz esse cálculo, então nós temos que pensar sobre cenários no vencimento e é isso que nós vamos ver agora usando a planilha.